June 17, 2013

Mídia Asséptica

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:12 pm
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Tem tanta coisa que nem sei por onde começar. São vários assuntos, meio desconexos, mas conectados. Começo pelo Datena, que mudou de opinião depois de saber que o público era favorável aos protestos em SP. Na sexta, quando assisti o Brasil Urgente, o programa ainda tentava surfar no embalo dos protestos de rua. Mas havia menos manifestantes que policiais e jornalistas. Diferente do que ocorreu depois, em Brasília, Rio e, hoje, em BH. Já o Marcelo Resende mantinha a opinião de que todos eram baderneiros e oportunistas. Negava-se a tratar do fato enquanto a direção da emissora não ordenasse diferente. (Mais pra frente volto ao caso do Cidade Alerta).
No sábado tivemos as vaias para a Dilma e Blatter, na abertura da Copa das Confederações. E mais protestos no entorno do Estádio Nacional. Assim como no Marcanã, domingo. O curioso foi reparar como as principais emissoras trataram os fatos. Se pudessem deletar isso e continuar com o evento asséptico, inodor e incolor… Teve emissora, daquelas com 24 horas de notícias, que, na manhã de domingo, nem tocou no assunto. E olha que assisti 2 blocos, inteiros, de notícias. Mais tarde, no Band Mania, no meio do oba-oba e confetes, o Sandro Gama, no entorno do Maracanã, fez um gesto com a mão e disse: “Lá atrás temos alguns manifestantes.” E foi só!!
A Globo tentou até evitar as manifestações. Mandou aquele VT obrigatório sem a parte das vaias. Aí os outros orgãos reclamaram e ela enviou um material novo, incluindo a vaia contra a Dilma e o Blatter. Mais emblemático, impossível.
A ESPN, até por não transmitir os jogos, teve tempo de sobra para abordar as manifestações. E cada participante do Bate Bola e do Linha de Passe teorizou sobre o ocorrido. Concordando ou não com as opiniões, melhor isso que jogar a sujeira pra baixo do tapete.
Tenho minha opinião sobre a origem e intenção desses protestos de rua. Assim como sobre as vaias. Mas ela não cabe aqui. E peço que os leitores não entrem em discussões partidárias. O assunto da coluna é discutir como a imprensa reagiu aos fatos. Ou, prefiro assim, como ela editou a realidade.
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A Copa das Confederações está no 3º dia e já cansei dessa coisa de editar a realidade. Não que eu esperasse algo diferente, mas a minha paciência está encolhendo. Sábado, no intervalo do jogo do Brasil, o Luiz Carlos Jr, ao mostrarem as arquibancadas meio vazias, pegou pra explicar que agora, com assentos numerados, o torcedor estava indo nas lanchonetes, estava pegando uma bebida, e depois voltaria pro lugar, que a ocupação era total. Ora, ora, ora… Qual o problema se alguém pensasse que o estádio estava vazio? Qual a necessidade de explicar que o torcedor pode ir pra lanchonete e voltar? Sempre foi assim, mesmo sem assento numerado.
E o marido da Janaína continua firme no seu trabalho de catequese. Foi só aparecer um japonês no meio dos brasileiros e o Luiz começou a ensinar como os nativos devem tratar os turistas, que não devemos agredir os visitantes, que o turismo é uma fonte de receitas e blá, blá, blá. Olha só, os turistas não são maltratados no Brasil. São bem recebidos, diferente de outros lugares. Se eles evitam o Brasil é por outros motivos. Muitos outros motivos. Mas isso é outro papo. E vamos deixar os nativos em paz. Eles já estão pagando a conta dessa festa.
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Outro coisa irritante é essa empolgação vazia que a Globo e Band tentam propagar. É totalmente sem noção. Idiota. Irreal. Mentirosa.
Eu tenho um ótimo “termômetro” aqui, os vizinhos. Sempre que tem jogo, e sai um gol, começam os gritos, berros na janela, fogos, buzinas… Tem dia que nem preciso ver o resultado do futebol, a gritaria já denuncia o vencedor. Pois no jogo da seleção, apesar dos gols, o silêncio foi ensurdecedor. Sério, nem um gritinho de alguma Neymarzete deslumbrada. Nada!
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Se a Globo e Band querem inflar o orgulho nacionalista, devem começar pelos seus contratados. Dias atrás, por exemplo, o Neto soltou um sonoro: “… Tomar no c* a seleção. Vamos falar do Palmeiras.” E o áudio vazou.
Se essa é a opinião dele, tudo bem. Mas o Neto tem que manter a coerência e falar isso todos os dias. E durante os jogos da seleção em que estiver comentando. Aí sim!
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Voltando ao caso do Cidade Alerta (que citei no 1º bloco)… Eu estava vendo o Brasil Urgente e resolvi conferir se o concorrente estava explorando o mesmo assunto. Mas estava no intervalo comercial; intervalo longo. Voltou o Cidade Alerta e o Marcelo começou a contar o caso de uma ex-miss e do namorado dela. Narrando sobre imagens de arquivo. Nem 1 minuto de matéria e, emendando, entram imagens de 2 garotos brigando no que parecia ser o pátio de um colégio. E o Marcelo Resende começa a gritar e falar da briga. Isso por 30 segundos. Aí ele chama o intervalo dizendo que na volta mostraria o resto do caso. E vem outro intervalo, de uns 4 minutos. Volta o Cidade Alerta e o Marcelo Resende, em tom professoral, começa a analisar os protestos em São Paulo, dizendo que eram oportunistas, que não iria noticiar nada, só se o dono da Record mandasse.
Pombas!!! Que programa esquizofrênico é esse??? Cadê a matéria da ex-miss Brasil? Cadê a briga dos estudantes? De onde saiu o caso das manifestações de rua, que nem era debatido? Isso sem falar que enfiaram um bloco de 1 minuto e meio no meio de 2 blocões de publicidade. Deve ser uma nova forma de fazer televisão. Com ecstasy!
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Já falei nisso e volto ao caso: A Band News precisa acabar com aquela barulheira do som ambiente. Tá demais. Parece que o apresentador tá no meio de uma churrascaria. Quando volta das matérias, então…
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Na semana passada quase não tivemos Jogando Em Casa. Teve futebol, vôlei, enfim… Mas no dia em que assisti, o Jorge Iggor passou uns 10 minutos explicando a super novidade do programa. É o jogo da velha, #. Sim, caríssimos, o Jogando Em Casa é o 1º programa do universo que permite usar # pelo Facebook. Não é totalmente excelente???

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June 11, 2013

Turner Esportes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:16 pm
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Outro dia o Alexandre me passou o link pra uma notícia informando da venda de parte do Esporte Interativo ao grupo Turner. O negócio envolve 80 milhões de Reais por 20% do capital do EI. Mas sem a saída de nenhum dos atuais sócios, só com o aumento do capital.
O fato, surpreendente, gera várias análises. A primeira é o valor da participação, avaliando o EI em 400 milhões. Só como comparação, ano passado se cogitou a venda do Band Sports para a Fox por cerca de 90 milhões. E isso considerando que a distribuição do Band Sports atinge mais que o dobro do EI, em operadoras pagas. Se a gente considerar o faturamento do EI no ano passado, cerca de 60 milhões, o valor da venda impressiona mais ainda.
O segundo aspecto, curioso, é a investida da Turner no segmento esportivo. Ele é praticamente nenhum. Ainda que emissoras da Turner possuam o direito de alguns eventos esportivos, como a NBA. Mas canal mesmo, nenhum. Então fica a dúvida se o investimento foi uma ação isolada ou se é o pontapé de algo maior.
Quando falo em algo maior, é maior mesmo. Até considerando os atuais concorrentes regionais: Globosat, Fox e ESPN. Alguns dos maiores eventos esportivos já tem dono. E até estão divididos entre mais de uma emissora. Os custos já aumentaram bastante. Um novo concorrente só elevaria o leilão.
Mas o EI não poderá usar todo o aumento de capital (de quase 100 milhões) apenas na compra de direitos de transmissão. Existe o interesse, e necessidade, de criar a versão em HD do canal. Também existem carências de equipamentos e instalações. Sem esquecer a negociação para entrar na Sky e Net. Essa não é inviável, mas ficou comprometida por recentes ações do Esporte Interativo com a Claro.
Outro ponto importante é a questão legal. Existe uma limitação para o capital estrangeiro em canais abertos. A Turner não poderá avançar indefinidamente. Isso caso o EI permaneça como canal aberto. O que não é algo 100% certo. Pelo menos pra mim. Não ficarei surpreso se, mais lá na frente, com boa base de assinaturas, ocorrer essa mudança de rota.
A direção da Turner e do EI ainda falam sobre a sinergia que pode haver entre as emissoras. Mas isso é quase nada. Talvez em alguns momentos, na parte comercial, em tecnologia. Só.
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Não nego que um investimento desse porte possa alavancar o Esporte Interativo. Mas o problema do canal não é só financeiro. É de gestão. Assim como ocorre na maioria das emissoras abertas. E não consigo ficar 2 semanas sem tocar nesse assunto.
Hoje, por exemplo, tenho que voltar a cutucar o Esporte Interativo. Não tanto por terem “descoberto” o turfe. Até poderiam mostrar alguns páreos no JCB, ensinar como se aposta nos cavalinhos. Já que o pôquer é esporte, apostar em cavalos também deve ser. O problema maior é meter isso no meio do Jogando Em Casa. Os caras lá falando no Mengão e… Corta pra Melissa, corta pra Melissa! Olha lá Percival, o cavalo Zuzeta tá pagando 5,7 por cada Real. A senhora e senhor podem apostar no Jóquei, é fácil e seguro. Corta pro páreo, corta pro páreo!! … Aí, terminada a corrida, voltam ao futebol. Durma-se com um barulho desses.
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Se tá pintando um “casamento” entre a Turner e o EI, existe uma separação chegando. É aquela velha novela envolvendo a MTV, Abril e Viacom. Eu sei, esse assunto já torrou a paciência. Mas tudo indica que a Abril vai devolver a marca e tomar um caminho próprio. E é como já falei muitas vezes, fizeram isso muito tarde. Estão uns 5 ou 7 anos atrasados. Dormiram no ponto e o ônibus já passou. Mas, antes tarde que muito tarde.
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Hoje o Viva vai exibir o primeiro dos 4 episódios inéditos do Sai de Baixo. Acho a ideia interessante. Em teoria. Na prática, só depois de assistir. Pena a ausência do Tom Cavalcante. Não só do Sai de Baixo inédito, da televisão em geral. Pelo nível do humorismo atual não dá pra dispensar ninguém.
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Consegui ver a reprise do 1º programa e parte do 2º A Última Palavra. A ideia era criar um barulho, uma polêmica. Especialmente na parte que lembra o quadro do chapéu, tão copiado. Mas o resultado é morninho. E, continuando nesse formato, o programa não passará do morninho.
Por falar no A Última Palavra, noto que existe uma nova função na TV brasileira: Ledora de emails e perguntas. O cargo é exclusividade de moças bonitas.
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Ontem o Bem Amigos inaugurou o aquário nas proximidades do novo Maracanã. Quer dizer, nem é um aquário. Se fosse a gente poderia encher de água. :P Aquilo é só um estúdio de vidro, com vista pro estádio. Até que o cenário é bonito.
O feio é ouvir certas asneiras. Não bastam aquelas durante os jogos da seleção. Ontem, no Bem Amigos, o Galvão Bueno, entusiasmado com a paisagem, disse que o Maracanã era o mesmo, com as colunas externas, as rampas… Só pode ser uma piada. Péssima!
Passaram alguns minutos e o Paulo César Vasconcellos resolveu criticar a elitização dos estádios, dizendo que o torcedor de baixa renda não deveria ser excluído. E o Galvão arregalou os olhos, fazendo uma cara de quem não esperava algo fora do script. O programa seguiu, foi pro intervalo e, na volta, ele respondeu. Disse que aquilo era só na Copa das Confederações e do Mundo, por causa da FIFA, que ao voltarem os Estaduais e Brasileirão o povo retornaria aos estádios. Balela! A elitização já está em prática, independente da FIFA. Essa foi a opção dos clubes, federações e dos novos “sócios” do futebol. Não adianta dourar a pílula. Ou mentir.

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June 7, 2013

Não Deixa Saudades

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:59 pm
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Gugu fora da RecordO primeiro assunto é inevitável. Só se fala em outra coisa. Mas a saída do Gugu da Record era meio previsível. Pelo menos eu não fiquei surpreso. Havia o descontentamento dele, o da emissora, a questão financeira. Então esse era o caminho lógico.
O descontentamento mútuo foi assunto de vários sites sobre televisão. OK, entendo. Mas eu fiquei pensando no espectador do Gugu. Alguém parou pra pensar se ele estava satisfeito? A resposta imediata será um “Sim, milhões assistiam o programa do Gugu“. Mas eu não perguntei isso, a questão é se esse povo todo estava satisfeito ou só assistia por hábito e comodismo. Ou por falta de opção. E essa mesma pergunta vale pro Faustão, Fantástico, Sílvio Santos e tantos outros programas tradicionais. Pelo que vejo por aí… Não digo todos, mas o espectador típico é o acomodado.
Outro aspecto pra ser analisado é a escolha do substituto do Gugu. O Faro era a opção óbvia. É quem mais se aproxima do perfil “guguiano”. A segunda opção seria um daqueles anões que a Record resolveu inventar. A 3ª opção seria um dos bispos da IURD, fantasiado de baiana. E isso não é só uma piadinha boba. Tá quase assim, depois de tantas demissões. Os bispos, a Edirzete e mais alguns asseclas assustados. Só restarão esses.
Dúvida mesmo é saber o destino do sr. Augusto Liberato. Li que a Globo estaria interessada no loirinho. Se for verdade, é uma besteira colossal. Um absurdo sem tamanho. Outra opção poderia ser o SBT. Mas aí falta espaço na grade. Só se o SS já estiver pensando em pendurar as chuteiras. A Band poderia ser uma alternativa. Mas também falta espaço nos domingos da emissora. Talvez aos sábados. Ainda existe a questão do salário e o custo do programa. Sei não, nem pra palpitar.
O fato indiscutível é que o Gugu não vai deixar saudades na Record. E nem sentirá muitas.
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Meio na esteira dessa movimentação, aparecem rumores sobre a ida da Adriane Galisteu pra Record. Assim como falaram muito sobre a volta ao SBT. É muito estranho. Ainda mais pra entrar nesse terreno de programas de auditório. Não é a praia dela. Mas como tem gente que gosta de repetir os mesmos erros…
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Nos comentários da última coluna o Fernando deixou um link que falava sobre a equipe esportiva do Sportv e do comentarista que vive dando “migué” nos jogos em que não deseja trabalhar. Considerando a figura em questão, não duvido nada da notícia. Se o cara tivesse um mínimo de noção deveria ser o primeiro a chegar, o último a sair, preparar o café dos colegas, limpar as mesas da redação, esvaziar as lixeiras, tirar o pó dos monitores… E puxar o saco do chefe três vezes por dia. Mas, ao contrário, se considera uma prima dona. Ele e mais um monte de comentaristas meia-boca. Ou 1/4 de boca.
Mas o que acontece no Sportv (Globo) é o mesmo das outras emissoras esportivas. Botam qualquer boçal pra falar sobre futebol. Talvez por achar o esporte uma editoria secundária. Qualquer um serve, não importa se agride o português, se é redundante, se pouco conhece de futebol, se analisa lances isolados, se comenta de acordo com sua preferência clubística… O importante é ser famosão. Ou famosinho; já é o bastante.
Por outro lado as emissoras deixam alguns bons profissionais encostados, no papel de coadjuvantes. Parece que o conhecimento virou um estorvo. Não rende citações no Twitter ou “curtidas” no Facebook. Pois audiência não é a questão. Quem assiste esporte, faz pelo esporte em si, não pra ouvir um Ronaldo ou Neto vomitando bobagens. Ou algum ser, deste planeta, trocará de canal só para não perder as observações esclarecedoras do sr. Flores ou do Denilson Show?? Pois eu sei de alguns que fazem o oposto. Até acabar a pilha do controle remoto. E eu ando gastando muito dinheiro com pilhas.
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A gente vê um jornalista e fica pensando que o sonho do cara é ter uma bomba, um furo histórico, desvendar um grande segredo… É a lógica. Mas uma lógica que poucos aplicam.
Tem um tempinho aí, bem antes da venda do Neymar, que eu e o Alexandre trocamos umas figurinhas sobre a questão. Os dois achando que já existia um acordo prévio, que alguma grana já havia rolado… Se um de nós fosse jornalista é provável que tentasse futucar o assunto. Não somos, a coisa ficou no campo da suposição. E quem deveria correr atrás, nem pensar. A imprensa esportiva, quase na totalidade, se ocupa em descobrir a nova casa do Neymar, os namoros dele, o número que usará no Barça, a cor da tintura atual, as novas campanhas publicitárias… Só frivolidades.
Aliás, do jeito que a coisa anda, tá cada dia mais difícil distinguir a editoria de esportes do caderno de fofocas.
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Não sou muito de assistir o Viva. Mas, vez ou outra, até pra analisar programas antigos e comparar com os atuais… Pois dia desses, vendo uma reprise do Minha Nada Mole Vida, me apareceu o Marcelo Adnet, fazendo uma quase figuração. Na parte que vi o texto dele mal tinha 3 frases.
Acho que pouquíssima gente sabia disso. Eu nem imaginava. Mas o fato é curioso. O Adnet já esteve na Globo, fazendo uma pontinha, e ninguém se deu conta. O que é compreensível, não é a dele. Agora, depois de alcançar o “estrelato” da MTV, volta para a platinada. E tornam a insistir no Adnet como ator. O que é um erro.
O Dentista Mascarado não deve ter nova temporada. Felizmente. Era todo ruim. E isso não é responsabilidade do Marcelo Adnet. Mas agora fica a expectativa do que a Globo pretende fazer com o humorista. Repito, humorista. Ele deve ser tratado como humorista. Se a Globo insistir em transformá-lo em ator, vai dar em nada.
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Nesta semana foi lançado um novo satélite de comunicações, o SES-6. A maior parte dos TPs na banda KU será ocupada pela Oi TV (outra parte ficará com dados e telefonia). Isso deve mais que dobrar a capacidade de canais da operadora. Caberão, folgadamente, todos os canais atuais, versões em HD e mais os pay-per-view. E ainda sobrará espaço pros novos canais que deverão iniciar a operação no país, ainda em 2013. E mais alguma coisa pra 2014.
Resta ver como a Oi TV irá aproveitar a capacidade desse novo satélite. Tem tudo pra incomodar a concorrência. E muito!
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Por falar em “incomodar a concorrência”… Nunca antes, na história da Band, houve um cenário tão favorável. Não exatamente por mérito da Band, mas pelos problemas das concorrentes. O caminho tá bem pavimentado e sem tráfego. Mas não vejo o pessoal do Morumbi muito empenhado em acelerar o Fiat 147.

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June 3, 2013

Neymarlândia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:28 am
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É bom correr, tô meio atrasado. Vou publicar a coluna logo cedo. Mais tarde tenho um compromisso importantíssimo. Vou acompanhar a “rede nacional de tv e rádio” cobrindo a chegada do Neymar ao Barcelona. Algumas emissoras estão anunciando isso, com estardalhaço e pompa. Outras, ainda que avessas ao esporte, já deslocaram repórteres para a Catalunha. É a ordem do dia. Então não posso perder; nem empatar. Recomendo que façam o mesmo. Aliás, nem sei como não foi decretado feriado nacional.
Falando mais sério, é pra tanto? Peguem os últimos 20/25 anos, do Romário pra cá. Tivemos vários campeões mundiais, de clubes, melhores do mundo, fenômenos… Nenhum chegou perto do estrelato midiático que o Neymar alcançou. Muitos acham que a fama é justificável, outros discordam. Não existe consenso. Eu, além da opinião particular, gostaria de me apegar aos dados. Alguns Paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores. Se não esqueci nada, o currículo é esse. E mais um desempenho pífio no Mundial de Clubes, Olimpíada e pela seleção. E volto a perguntar, é pra tanto?
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Já imagino que muitos vão jogar a fama do topetudo nas costas da Globo. Em parte é verdade. Mas não é tudo. Basta acompanhar as outras emissoras, jornais, internet, a exaltação é a mesma. Até mesmo em canais que costumam adotar um discurso mais crítico. Caso da ESPN. Pois a ESPN já criou até uma chamada pra festejar a presença do Neymar em alguns torneios que transmite. Como se o “fã do esporte” fosse assistir mais, ou menos, unicamente pela presença da ex-jóia santista. Pode ser… O João Empolgação é um, deve até gravar os jogos.
O fato real é que a maioria absoluta da imprensa brasileira vive num mundo de fantasia. Atualmente esse mundo é conhecido por Neymarlândia. É bem parecido com a Disneylândia, basta trocar o rato orelhudo pelo moço topetudo. Mas a diversão para as massas é a mesma. Quem não gosta da Neymarlândia é do clube dos chatos. Mas a nossa imprensa gosta muito. Mesmo que tenha que se deslocar para Barcelona. Tá valendo.
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Ontem tivemos a estreia do Ronaldo do COL na função de comentarista da Globo. Enviei um email pra Globo solicitando o pagamento de R$ 20.000,00 para assistir o jogo contra a Inglaterra e acompanhar as elucubrações futebolísticas do senhor Medida Certa. Não fizeram o pagamento. Não pagaram nem 2,00. Então fui tratar de coisas mais importantes pro futuro da humanidade.
Mas vi um pedaço do VT do amistoso, no Sportv. Só uns 15 minutos, mas o suficiente pra presenciar o narrador (o marido da Janaína, se não me engano) tentando catequizar o espectador/torcedor, dizendo como se comportar diante dos turistas, como receber os visitantes. Bacana, mas aquele guia de conduta da FIFA já não ensina isso? Não que eu esteja defendendo os trogloditas e a baderna nas arquibancadas, nem de longe. Só que esse papo catequista é bem chato. Um porre! Pô, bota uns figurantes na arquibancada e fica do jeito da FIFA!
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Temos duas novidades na Fox Sports. A primeira era bem previsível: já começou a infestação de torneios de pôquer no canal. Considerando a quantidade de anúncios dos sites de pôquer, tava até demorando.
A outra novidade é o programa do Renato Péssimorício Prado, também conhecido pela sigla RMP. Acho que RMP significa Ruim, Mala e Pernóstico. O nome do programa é A Última Palavra. Mas não acredito que eu chegue até a última palavra, o Renato já me cansa com 3 ou 4.
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Não gosto desses ditados populares, tipo o “quem nunca comeu doce, quando come se lambuza”. Mas é o que está acontecendo na Band Sports. É Roland Garros de manhã, de tarde, de noite, de madrugada… Uma overdose de tênis. Nada contra o esporte ou o torneio, mas todo exagero provoca repulsa. E a Band Sports passou do ponto. Sem falar que esse exagero acaba abafando outros eventos. Neste final de semana tivemos 2 corridas da Indy. Eu só fui saber na noite de domingo.
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Não bastassem todos os problemas, a Rede TV tá com dificuldade pra contratar e segurar diretores, em todos os setores. É um entra e sai sem fim. A razão é que poucos aceitam a interferência brutal dos donos da emissora. Nenhum profissional sério aceita aquilo. A não ser que esteja treinando pra ser garoto de recados. Só a Mônica Pimentel pra aguentar por uns 15 anos.
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Parece que a solução de todos os problemas da Record é a terceirização. Descobriram a pólvora! Ou nem isso, terceirização pode até funcionar em indústrias e em outros setores. Empresa de comunicação é diferente. Isso não vai funcionar. Repito, não vai funcionar.
Se bem que… Talvez se terceirizassem a direção da Record. Isso sim, ajudaria bastante.

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May 28, 2013

O Sono da ESPN

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:24 pm
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logo espnEu já estava com o assunto engatilhado, aí, semana passada, o Alexandre veio me perguntar sobre a atual situação da ESPN. Está bem claro que a emissora deu uma cochilada nos últimos tempos. Ninguém duvida da capacidade de seu jornalismo, da estrutura técnica e de seus profissionais. Mas é inegável que a ESPN perdeu mais eventos do que poderia.
Já era previsível que a concorrência ficaria mais apertada depois da entrada da Fox Sports. Até um leigo saberia disso. Mas a ESPN parece que não se tocou. Ou não se importou em perder eventos e compartilhar outros. Em alguns casos o compartilhamento já vem dos acordos internacionais, sei bem. Mas mesmo assim.
Esses acordos internacionais, fechados na matriz, podem ajudar qualquer emissora. Mas, em certos casos, acabam prejudicando. É o caso da ESPN. E nem precisam me lembrar da Champions, do Espanholão ou de meio Inglesão. Estou ciente. Mas é bom lembrar que a maioria dos eventos da matriz não tem a mesma importância por aqui. E isso não é questão de preferência pessoal. Os números mostram que rugbi, NHL, NFL, X-Games e demais não despertam tanta atenção. Nem mesmo o curling ou o sepaktakraw. Mesmo que alguns gostem.
Também é bom salientar que a ESPN conta com 3 canais. Os eventos não conseguem atender a demanda. Nem em quantidade nem em qualidade.
Diante da crescente base de assinantes, as emissoras pagas já recebem uma fatia considerável do bolo publicitário. Mas as verbas se dirigem aos eventos e emissoras de maior audiência. E aí a ESPN acaba perdendo mercado pras rivais. Mesmo na negociação com as operadoras a emissora corre o sério risco de ficar em 2º plano. Basta ver algumas DTH que ainda relutam em colocar as versões HD dos canais ESPN.
Deixando a coisa numa linguagem mais simples, não é o telespectador que deve se adequar aos produtos da ESPN, é a emissora que deve se adequar ao mercado brasileiro. É preciso investir em produtos ao gosto do público. Se a ESPN não fizer, outras farão.
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Ontem vi um bom pedaço da nova atração das manhãs da Rede TV, o Morning Show. O primeiro registro que faço é parabenizar pela originalidade do título. É uma aula de criatividade. Mas tá bem, devo ser o único que se encheu desses nomes em “obamês”.
De início eu imaginei que o programa seria uma espécie de Hoje Em Dia. Mas isso era o Manhã Maior. O Morning Show é mais ameno ainda. Ameno, leve e superficial. Ao extremo. Lembra até o Seinfeld; que era um seriado sobre o nada. Pois o Morning Show é um programa sobre o nada. Ou sobre o cabelo de alguma famosa, o namoro de um jogador, um vídeo da internet… Tudo salpicado com piadinhas óbvias.
O que mais me espantou foi notar que o Morning Show, do alto de uma tachinha enfiada na sola do sapato, consegue ser menos ruim do que as últimas novidades da Rede TV. Pode até ser um belíssimo pastel de vento, mas é melhor que um pastel estragado.
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Ainda falta um ano e pouco pra Copa. Algumas semanas pra Copa das Confederações. Mas a publicidade já está no clima da euforia imbecil e desmedida. Seja no discurso ufanista vazio (na propaganda da Vivo), seja na músiquinha alegrinha (no anúncio da Fiat). E o pior é que isso vai triplicar ou quadruplicar até a Copa. Haja saco!
Se eu jogar a televisão pela janela, já sabem o motivo.
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Por falar na Copa, parece que a Globo vive num universo paralelo. Tudo é perfeito, os estádios estão lindos, a estrutura funciona 100%, as cidades estão prontas… É o cúmulo da alienação. Tanto que já beira o ridículo.
O curioso foi ver uma situação que ocorreu num dos jornais da Globonews. Eles estavam exibindo uma série sobre os novos estádios; material produzido pelas afiliadas da Globo. A reportagem daquele dia era em Fortaleza. E o repórter foi de carro, mostrando a falta de sinalização, as obras pela metade, o engarrafamento, o entorno… Até chegar ao Castelão. E achando tudo lindo e maravilhoso. Fim da matéria e a Leilane não se segurou e disse algo como: “Não é bem assim. Se num dia normal, com um repórter que conhece a cidade, já foi esse sufoco, imagina pra um turista, durante a Copa”.
No caso da Globo e Band é até compreensível que se afastem dos problemas e invistam no oba-oba. Compreensível, não justificável. O duro é ver que as outras redes adotam postura semelhante.
O mesmo se aplica aos políticos, esportistas, artistas, jornalistas, figuras célebres. Raros levantam a voz pra criticar. Raríssimos! Ou aplaudem ou se omitem. A maioria opta pela omissão pura. Não querem o papel de cri-cri ou ser do contra.
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É interessante observar como algumas emissoras decidem onde gastar seu dinheiro, quais suas prioridades. Neste fim de semana a Band contava com a final da Champions e o GP de Indianápolis. E fez uma cobertura porca nos dois casos. Até entenderia se fosse uma economia necessária. Mas a Band gasta tanto dinheiro com festas, farras e viagens “na faixa”…
Já a ESPN botou o bloco na rua. Tinha narrador, 3 comentaristas, 2 repórteres, pessoal de apoio… Primeiro em Londres, depois em Roma. E o trabalho foi bem feito, digno de nota.
E vamos combinar, transmissão do estúdio não é economia, é desrespeito com o telespectador.

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May 22, 2013

Do Estúdio aos Anões

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:24 pm
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Novamente no estilo curtinhas. O principal evento da semana é a final da Champions, sábado. A ESPN, como de hábito, e Sportv Globo, terão equipes em Londres. No caso da primeira ainda levará pessoal para a decisão da Copa da Itália, em Roma, domingo. É o mínimo que se espera. Não é favor. E não vou explicar os motivos de novo. Ainda que alguns julguem a presença in loco desnecessária.
Por outro lado a Band segue com a transmissão feita do estúdio. E nesse caso nem as desculpas costumeiras podem ser usadas. É uma economia porca. Digna de uma emissora que se contenta com 2 ou 3 pontos de audiência.
Resta saber o que a Band julga importante. E saber qual a meta da emissora. E o que ela pretende oferecer pro seu público. Do jeito que está o 4º lugar será a posição eterna.
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Da fartura à escassez. Essa pode ser a melhor definição pra Libertadores nas nossas emissoras. Dos 6 clubes iniciais só restam 2. Talvez 1, logo. Considerando que a Globo, Sportv e Fox Sports estão na parada… O impacto maior sobrou pra Raposa Esportes, que não conta com tantas alternativas pra suprir sua grade. E tome reprise!
Aliás, já passou da hora da Fox Sports pensar em alguns eventos e programas novos. Estão cochilando!
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A bola da vez na Band é a criação de canais de clubes de futebol. Querem começar com a TV Corinthians, que já está fechada, e a TV São Paulo. E futuramente adicionar mais clubes. Tudo devidamente cobrado; e caro.
Mas é bom avaliar a coisa com certa distância. A TV Corinthians já é um exemplo de que a prática costuma contrariar a teoria. Não vingou, nem mesmo sendo gratuita.
Também é bom ver até onde o bolso do torcedor aguenta. Todo mundo quer meter a mão lá. E ele já “colabora” comprando ingressos, camisas e outros produtos, sócio torcedor, sócio na campanha da Ambev, assinando PPV, etc… Será que aguenta mais essa “facada”?
Também é bom analisar o que vai ser oferecido por essas TVs de clubes. Será que o produto é condizente com o valor? Terá algo que ele já não obtenha nas redes abertas? Considerando o histórico da Band é pra ficar com os dois pés atrás.
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Já tem muito tempo que falei sobre a aposta da Band no crescimento horizontal, especialmente com os canais fechados. Não que o crescimento horizontal seja algo errado, os canais Globosat estão aí como exemplo. O errado é se concentrar no crescimento horizontal e estagnar no vertical.
Essa investida da Band em canais de clubes reforça a ideia de que desejam apenas faturar com assinaturas. Investem pouco, oferecem quase nada e correm atrás de torcedores apaixonados e pouco exigentes.
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Por falar em pessoas pouco exigentes… Outro dia eu vi um pedaço do treino da Indy no Band Sports. Fiquei até assustado com a pobreza da transmissão. Nem parecia gerada pela ABC. Câmeras, eram só as básicas. Nenhuma nos carros, no chão, em helicóptero. Também não exibiam nenhuma informação em legendas e slides. Não diziam quem era o piloto treinando, o tempo da volta, a classificação… Nada de cronometria. Na verdade a única informação era a do Elia Jr e do comentarista. Só! A ABC não fazia nada por lá e o Band Sports não fazia aqui.
Lá pelas tantas o Elia chamou o intervalo. Mas apareceu o carro da Bia Figueiredo e ele pediu pra segurar e mostrar a piloto brasuca. Sem esquecer de citar o patrocinador estampado no carro da brasileira. Talvez pela distribuidora de combustíveis também patrocinar o canal, não sei bem. OK, duas voltas e o Elia Jr informou que o tempo da piloto era superior ao da prática anterior. Prática?? Nem estou dizendo que a palavra é errada, praticar é o mesmo que treinar. Mas o termo é meio estranho. Talvez, muito talvez, influenciado pelo “practice” que se fala em inglês. Não é algo que vá mudar o preço da gasolina no posto, mas…
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Quem lê essa coluna há mais tempo já percebeu que eu costumo apoiar e até torcer pelo crescimento das emissoras nanicas. Nem tanto por elas, mas para que possam se tornar uma opção pro telespectador. Não tenho muita paciência pra ficar só naqueles 3/4 canais principais. É enjoativo.
Acontece que a realidade é muito menos romântica. Não vivemos num mundo ideal e perfeito. Vivemos na terra dos oportunistas. E eu acabo me arrependendo por esse estilo quixotesco. Só mesmo um cara muito inocente pra imaginar que uma emissora nanica vai aproveitar a entrada nas principais operadoras e se profissionalizar, investir na programação, contratar pessoal… Vejam o caso da RBTV (Rede Brasil). Tinha uma programação modestíssima, baseada em seriados, filmes e desenhos antigos. Uma TCM sem glamour. Aí entrou nas operadoras. 2 semanas e já estava loteando vários horários pras shopisso e shopaquilo da vida. Agora se comenta que tá negociando pra arrendar 80% da grade pra IURD. Pode até ser que o negócio não seja fechado. Mas o fato revela muito bem o objetivo de todas as nanicas. Infelizmente pra nós.
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Acabei de escrever que não suporto ficar naquelas 3/4 redes principais. É raro ficar vendo um programa inteiro. Mas costumo, eventualmente, zapear. Hoje passei por 30 segundos na Record. Foi no meio do Programa da Tarde. A atração era um concurso de dança com anões!!!!
Cadê o fundo do poço???

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May 17, 2013

Esperteza Demais

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:52 pm
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A edição de hoje vai ser no estilo curtinhas. E o primeiro assunto é a esperteza. Nem sei se a palavra é adequada. Esperteza deveria ser uma coisa boa. Mas esperteza demais acaba beirando a falta de caráter. Ou coisa pior.
Pois agora virou moda na televisão, em praticamente todas as emissoras, fazer o telespec de otário. Seja passando VT como se fosse ao vivo, seja com frases pela metade, com números selecionados por certo ângulo, ocultando informações… Tipo aqueles contratos com letras miúdas. Conheço muitas dessas artimanhas. E, ainda assim, nem sempre percebo a malandragem. Imagina o telespectador mais leigo.
Anteontem, nos comentários, contei sobre uma informação dúbia que o Caderno de Esportes passou antes de exibir a entrevista coletiva que é praxe e que a UEFA divulga abertamente. Deram a entender que era um material próprio. Pra quem tá produzindo matérias com webcam e celular…
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A Fox Sports também segue a tendência. Acho que pouca gente viu o jogo entre Olimpia e Tigre. Eu vi uns pedaços. Mas o interessante foi o pós-jogo. O Edu Elias estava num estúdio, com roupa normal e sem fone de ouvido. Num outro lado estavam o Villani e o Rodrigo Bueno, de paletó, gravata, fones grandes, microfone direcional, apertados contra um fundo impresso. Como se estivessem na cabine de um estádio. Mas não estavam. Era só uma “fantasia”. Qual o objetivo da “fantasia”? Acho que não preciso explicar, a resposta é óbvia.
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Outro dia falei sobre a Fox Sports ficar interrompendo um jogo pra mostrar gente saindo de ônibus. Pois o Sportv está fazendo igual. Bola rolando é menos importante que ônibus estacionando no estádio.
O fato deve ter alguma relevância pra merecer tanto destaque. Pode ser que a porta do ônibus tenha emperrado e os jogadores estejam presos. Pode ser que os jogadores estejam fazendo greve e se recusando a sair do busão. Talvez estejam saindo pela janela de emergência. O ônibus pode estar sequestrado por um grupo terrorista. Realmente… São fortes emoções!
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Autor de novela é uma raça, vou te contar. E a maioria parece viver num universo paralelo. A d. Glória Perez é uma. Cada declaração dela… Olha, tá mais engraçada que os redatores do Zorra Total.
Por falar em novela, já viram o nome da próxima novelinha das 21h? 45% das novelas levam “amor” no título, outros 45% usam “vida”. Essa foi de uma originalidade assustadora: Amor à Vida.
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Ontem perdi 15 minutos da minha vida. Foi o tempo que levei assistindo a Feira do Riso (da Rede TV). Consegui ver a feira. O riso… Tô esperando até agora. Se alguém tiver a bondade de ajudar, mas bem desenhadinho.
Ô coisa pavorosa de ruim!
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Ruindade é apelido pras chamadas do Comedy Central. Aquilo é 200% irritante. Talvez pra combinar com alguns programas do canal, igualmente horríveis. Mas as chamadas do Comedy podem servir de lição. De como NÃO fazer chamadas. O criador daquilo deveria estar preso. Em prisão perpétua!
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Já a Warner resolveu inovar. Frisam uma imagem, exibem por uns 7 segundos e depois perguntam: De que cor é a gravata do Ryan? Mais 5 segundos e vem a resposta: Ele está SEM gravata. Pew-wew-wew-wew…
Falta do que fazer dá nisso.
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Pegando um comentário do Ricco, o Alexandre me perguntou se entendo a Band escalar o Luciano do Valle pra passar vergonha na Indy e o Téo pra narrar a final da Champions no estúdio. Não entendo. Mas parece que alguém tá querendo avacalhar os dois. Estão jogando contra. Uma emissora minimamente séria não faz isso.
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Já falei muito sobre o Esporte Interativo, não podendo comprar grandes eventos, investir em alguns programas próprios. Claro que a minha ideia é no sentido de programas com alguma qualidade, indo do debate futebolístico à cobertura de esportes menos midiáticos. Mas acho que vou queimar a língua.
Hoje descobri um programa chamado Cia do Vaqueiro passando no EI. Assisti a metade. E não entendi bem o sentido da coisa. Talvez por não gostar de touradas, rodeios e similares. Já fazem muita maldade com os animais. E não vão me convencer que isso é esporte.
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Curiosamente, muito curiosamente, a Fox Sports passou a usar o nome da Perdigão antes de falar da Copa do Brasil. Vi isso umas duas vezes. Vou esperar mais um pouco e tentar descobrir se virou uma norma ou é obra do aca$o :)

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