May 17, 2013

Esperteza Demais

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:52 pm
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A edição de hoje vai ser no estilo curtinhas. E o primeiro assunto é a esperteza. Nem sei se a palavra é adequada. Esperteza deveria ser uma coisa boa. Mas esperteza demais acaba beirando a falta de caráter. Ou coisa pior.
Pois agora virou moda na televisão, em praticamente todas as emissoras, fazer o telespec de otário. Seja passando VT como se fosse ao vivo, seja com frases pela metade, com números selecionados por certo ângulo, ocultando informações… Tipo aqueles contratos com letras miúdas. Conheço muitas dessas artimanhas. E, ainda assim, nem sempre percebo a malandragem. Imagina o telespectador mais leigo.
Anteontem, nos comentários, contei sobre uma informação dúbia que o Caderno de Esportes passou antes de exibir a entrevista coletiva que é praxe e que a UEFA divulga abertamente. Deram a entender que era um material próprio. Pra quem tá produzindo matérias com webcam e celular…
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A Fox Sports também segue a tendência. Acho que pouca gente viu o jogo entre Olimpia e Tigre. Eu vi uns pedaços. Mas o interessante foi o pós-jogo. O Edu Elias estava num estúdio, com roupa normal e sem fone de ouvido. Num outro lado estavam o Villani e o Rodrigo Bueno, de paletó, gravata, fones grandes, microfone direcional, apertados contra um fundo impresso. Como se estivessem na cabine de um estádio. Mas não estavam. Era só uma “fantasia”. Qual o objetivo da “fantasia”? Acho que não preciso explicar, a resposta é óbvia.
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Outro dia falei sobre a Fox Sports ficar interrompendo um jogo pra mostrar gente saindo de ônibus. Pois o Sportv está fazendo igual. Bola rolando é menos importante que ônibus estacionando no estádio.
O fato deve ter alguma relevância pra merecer tanto destaque. Pode ser que a porta do ônibus tenha emperrado e os jogadores estejam presos. Pode ser que os jogadores estejam fazendo greve e se recusando a sair do busão. Talvez estejam saindo pela janela de emergência. O ônibus pode estar sequestrado por um grupo terrorista. Realmente… São fortes emoções!
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Autor de novela é uma raça, vou te contar. E a maioria parece viver num universo paralelo. A d. Glória Perez é uma. Cada declaração dela… Olha, tá mais engraçada que os redatores do Zorra Total.
Por falar em novela, já viram o nome da próxima novelinha das 21h? 45% das novelas levam “amor” no título, outros 45% usam “vida”. Essa foi de uma originalidade assustadora: Amor à Vida.
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Ontem perdi 15 minutos da minha vida. Foi o tempo que levei assistindo a Feira do Riso (da Rede TV). Consegui ver a feira. O riso… Tô esperando até agora. Se alguém tiver a bondade de ajudar, mas bem desenhadinho.
Ô coisa pavorosa de ruim!
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Ruindade é apelido pras chamadas do Comedy Central. Aquilo é 200% irritante. Talvez pra combinar com alguns programas do canal, igualmente horríveis. Mas as chamadas do Comedy podem servir de lição. De como NÃO fazer chamadas. O criador daquilo deveria estar preso. Em prisão perpétua!
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Já a Warner resolveu inovar. Frisam uma imagem, exibem por uns 7 segundos e depois perguntam: De que cor é a gravata do Ryan? Mais 5 segundos e vem a resposta: Ele está SEM gravata. Pew-wew-wew-wew…
Falta do que fazer dá nisso.
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Pegando um comentário do Ricco, o Alexandre me perguntou se entendo a Band escalar o Luciano do Valle pra passar vergonha na Indy e o Téo pra narrar a final da Champions no estúdio. Não entendo. Mas parece que alguém tá querendo avacalhar os dois. Estão jogando contra. Uma emissora minimamente séria não faz isso.
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Já falei muito sobre o Esporte Interativo, não podendo comprar grandes eventos, investir em alguns programas próprios. Claro que a minha ideia é no sentido de programas com alguma qualidade, indo do debate futebolístico à cobertura de esportes menos midiáticos. Mas acho que vou queimar a língua.
Hoje descobri um programa chamado Cia do Vaqueiro passando no EI. Assisti a metade. E não entendi bem o sentido da coisa. Talvez por não gostar de touradas, rodeios e similares. Já fazem muita maldade com os animais. E não vão me convencer que isso é esporte.
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Curiosamente, muito curiosamente, a Fox Sports passou a usar o nome da Perdigão antes de falar da Copa do Brasil. Vi isso umas duas vezes. Vou esperar mais um pouco e tentar descobrir se virou uma norma ou é obra do aca$o :)

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May 13, 2013

Quem Não Tem Programa, Conta History

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:59 pm
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Vou tentar fechar um pouco o papo sobre a crise da Record. Faltou falar dos investimentos e da política salarial da emissora. Por diversas vezes critiquei as escolhas e os valores que a Record aplicou, tanto em dramaturgia, quanto em esportes ou programas de variedades. As justificativas da emissora são bem conhecidas, os produtos “nobres” se vendem mais facilmente e chamam a atenção do público. Talvez sim, mas a relação custo X benefício não me parece vantajosa. E os resultados de audiência sempre ficaram abaixo do esperado.
Um exemplo perfeito foi visto no Pan e Olimpíada. Nem mesmo com a exclusividade (em TV aberta) conseguiram o Ibope esperado. (O que só reforça minha tese sobre a exclusividade). As várias edições da Fazenda, com audiência declinante, também frustraram a expectativa. Mesmo as séries bíblicas (deveriam variar no tema), tiveram altos e baixos. E o valor de cada capítulo, perto do milhão, se mostrou irreal.
Lembro de ter sugerido, mais de uma vez, que a Record, SBT e até a Band, apostassem algumas fichas em seriados semanais e/ou sitcoms de baixo orçamento. Pode ser uma ideia simplista demais. Mas é mais real e viável que séries milionárias. Nenhuma empresa vai sobreviver só com produtos nobres e sazonais. É preciso mesclar.
A Record também foi vítima de uma política salarial sem freios. Primeiro tentando tirar atores e diretores da Globo. Como se o selo “global” fosse garantir muita coisa. Depois naquela guerra de vai e volta com o SBT. Inflacionaram o mercado. E agora estão pagando a fatura.
Não tenho nada contra pagar 100 ou 500 pra qualquer apresentador. Alguns até se pagam. O errado é pagar um valor astronômico e esperar que o “bonitão” resolva sozinho. Nem mesmo com um anão! Só como exemplo prático, umas duas semanais atrás eu dei uma conferida na audiência dominical. Aquelas pegadinhas (velhas) da Rede TV renderam um pouco mais de 3 pontos. No mesmo dia o Programa do Gugu ficou com uns 6,5 de média. Foi o dobro, mas vendo o custo de cada produto, é muito pouco. Pouquíssimo!!
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Sei que o dinheiro é importante, em qualquer segmento. Mas não aceito a justificativa de que não se pode fazer nada sem muito dinheiro. Dá pra fazer, como diria aquele outro. Duas das produções de maior sucesso na internet vivem com recursos próprios. Falo do Porta dos Fundos e do Que Tem Pra Hoje. Tudo é bancado com dinheiro de patrocínios e da veiculação no Youtube. E olha que as produções não são tão amadoras assim, têm figurinos, cenários, figurantes, equipe técnica…
A qualidade desses programetes é tão aceitável que o Que Tem Pra Hoje fechou um acordo com o Comedy Central e será exibido no formato de “drops”.
Um outro seriado que se encaixa nesse estilo é o Vai Que Cola, que o Multishow anuncia pra Junho. Esse é produzido exclusivamente pro canal, mas conta com vários atores conhecidos da internet.
Pode até ser que sitcoms e esquetes não sejam um produto tão original. Talvez a linguagem usada na internet não seja adequada ao povão. Aceito. Mas já tem tempo que o humor mais tradicional não funciona mais. Basta ver os exemplos clássicos. Ai como eu tô sem graça!
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Algumas colunas atrás eu falei sobre a relação entre as emissoras e a venda de naming rights. E falei qual é a situação real. Dias depois eu li um comunicado da Globo sobre o mesmo assunto. Apesar das palavras bonitas, a Globo assumiu tudo que se sabe. O único fato estranho foi a análise feita no site da notícia, que nem é desses fofoqueiros. Diziam que na Globo, no Brasil, e coisas assim.
Pra dizer que é só no Brasil a pessoa teria que saber como é na Rússia, na Turquia, no México, na Índia… Mas só fizeram comparação com os EUA e alguns estádios da Alemanha. Tá bem, mas eu também poderia lembrar que na Itália a maioria dos estádios preserva o nome original. Na Argentina também…
Sobre só a Globo fazer isso, aí é coisa de quem só assiste a Globo. Todas as emissoras, todas mesmo, fazem igual. Só citam nomes comerciais quando existe um acordo paralelo. A única diferença é que a Globo deixou isso explícito.
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Outro dia o Fernando me lembrou da grande novidade do Esporte Interativo. É o Paraibão 2013! E o acordo vale por 10 anos. E, aparentemente, pode se estender pra outros Estados do NE.
Não vou repetir, novamente, que não faço distinção por Estados. A crítica vale pra todos. O Paulistão, por exemplo, tem a pior fórmula do planeta. Ele e o Cariocão também estão inchados. De tal forma que só servem pros que gostam de criticar os Estaduais. Minha visão é diferente, critico a fórmula e o inchaço deles, não os Estaduais em si.
Acontece que não vejo muito interesse na exibição do Paraibano em rede nacional. Mal e mal aceitaria o Paulista ou Carioca, ainda que tenham 4 grandes clubes. Mas o EI vai teimar, e realizar o casamento da formiga com o elefante. Não dá!
O mais “engraçado” da história é que 90% dos comentaristas e apresentadores do EI vive criticando os Estaduais. Alguns quase arrancando os cabelos. E agora José Jorge?
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Se o EI vai casar o elefante com a formiga, o Sportv quer passar o elefante pelo buraco da fechadura. Ou algo assim. A ideia é do mesmo que inventou o showbol. É um negócio ridículo, que só serve pra preencher a grade. Ou nem isso. É uma nulidade. E olha que ainda usam o nome e camisa dos grandes clubes.
Mas nem vou reclamar muito. Vai que o gênio do Sportv resolve lançar o campeonato nacional de pebolim.
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Vocês sabem o que é a Semana do Proibido? Não, nada a ver com o proibidão do funk. Também não tem relação com as sujeiras da FIFA, CBF ou Copa. Também não vai tratar dos escândalos recentes da política brasileira. Nem sobre os incentivos e financiamentos que algumas empresaX recebem. Passaram longe.
A Semana do Proibido vai passar na TV Brasil. É a versão dos “cubanos” para a ditadura militar. Agora a gente pode escolher: Temos a versão mentirosa divulgada pela ditadura, e temos a versão mentirosa divulgada pelos comunas. A verdade? Ah, essa passa bem longe das duas.
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Eu sou bem novato nesse negócio de TV paga. Bem atrasadinho mesmo. Ficava só imaginando. Até assistia umas coisas ocasionalmente. Depois pela internet. E confesso que fiquei bem decepcionado com alguns canais. O History e o NatGeo por exemplo. Aliás eu sou do tempo em que era National Geographic. Se tivessem mudado só o nome… Mas agora o NatGeo virou um “mexidão”. Vale tudo. A próxima atração é Operação de Risco, aquele policial que passou na Rede TV. E ainda tem um programa sobre os anos 80. E um monte de documentários sobre drogas, acidentes de avião…
Já o History tem um monte de programas, sobre lenhadores, caminhoneiros, armas, carros… Nem precisam me lembrar que alguns objetos da loja de penhores são antigos, que tem “história”. Até aí, minha avó também é antiga e contra estórias pra c…

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May 8, 2013

Os Grandes Culpados

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:19 am
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incompetentes da RecordAntes de mais nada quero deixar claro que as opiniões desta coluna não atingem os funcionários (ou ex) da Record. Eu nunca festejaria a demissão de centenas de trabalhadores. Nem se fossem 3. Meu comentário é sobre a Record, e sua alta cúpula. Dito isso…
Comecei este site em 2007. E peguei uma fase onde a Record surfou em sua marolinha. Foram novelas de qualidade duvidosa, filmes, seriados e desenhos repetidos exaustivamente, jornalísticos apelativos, alguns programas de auditório… Quase tudo funcionava, meio que aproveitando um vácuo entre a Globo e todas as demais emissoras. Esse sucesso, questionável, enganou muita gente. Principalmente os chefões da Record (ou IURD).
Mas eu nunca engoli bem essa história. A conta não fechava no meu caderninho. Era muita gritaria e pouca qualidade. Se eu já não gosto da original, imagina da cópia. Então critiquei a situação que considerava errada. Mesmo que a audiência e algumas opiniões indicassem o contrário. Fiquei com a minha. E fiquei na minha.
Hoje a Record está colhendo os erros que plantou. A direção deveria pagar essa conta. Mas não está, são os funcionários. Assim como ocorre em praticamente todas as empresas. Demitem 100, 200, 300, cortam despesas, suspendem investimentos… Mas os grandes culpados continuam lá, com sua pose e seu discurso lunático. Não entendem nada de televisão. Não conhecem seu público. Não sabem inovar e produzir com qualidade. Não conseguem administrar uma empresa; nem mesmo com a mesada extra que recebem da IURD.
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Os gênios da Barra Funda estão passando a ideia que as demissões e cortes vão recuperar a emissora. Talvez sim, se o único problema da Record fosse um quadro de funcionários inchado. Mas é bom lembrar que esses funcionários foram contratados numa perspectiva de produzir 2 ou 3 novelas, mais algumas séries. E as demissões não atingiram apenas a dramaturgia, mas o jornalismo, os programas semanais, o setor administrativo e muito mais.
É bem provável que essas demissões diminuam o rombo da emissora. Mas é bom lembrar que estes funcionários demitidos não são responsáveis por:
1- Uma grade mal montada e alterada centenas de vezes;
2- Novelas de péssima qualidade e/ou adaptações de folhetins mexicanos;
3- 3 blocões de puliça news que totalizam mais de 6 horas diárias;
4- Um jornalismo partidário e revanchista, servindo interesses nada nobres;
5- Eventos esportivos sazonais, usados mais como propaganda e ostentação;
6- Um elefante branco, Recnov, caro e ocioso;
7- Uma relação viciada e indevida entre a televisão e a IURD.

Mas o maior problema é que a Record, que gastou com tantas coisas, não pensou em contratar uma pessoa que realmente entenda de televisão. Alguém com televisão no sangue, no DNA. Nem parece interessada nisso, vai deixar os mesmos curiosos de sempre.
O primeiro castigo dos incompetentes foi o fiasco da Record News. Pegaram uma boa ideia e transformaram num aterro sanitário. Ainda usaram a Record pra cometer todos os erros possíveis e impossíveis. Detonaram centenas de milhões. Pra conseguir o que o SBT alcança com 1/4 do investimento. E nem assim aprenderam.
Lamento pelos funcionários demitidos. E pelos que ainda serão. Só por eles.
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Além dos problemas citados, a Record comete alguns outros (a lista não caberia aqui). Um dos mais bizarros é essa maluquice de jogar os intervalos pro cantinho final dos programas. Não resolve o problema da audiência, e deve deixar os anunciantes “muito felizes”.
Mas isso não acontece somente na Record. Tá virando uma mania. Dia desses parei um pouco pra ver o Leitura Dinâmica. Já estava pra lá da metade do telejornal. E o intervalo cheio de anúncios, de ministérios, do exército, de ONGs. Não marquei o tempo exato. Então voltaram com o penúltimo bloco. Deram 2 notícias rápidas, coisa de 1 minuto e meio. E novo intervalo, lotados dos mesmos anúncios. Então entrou o último bloco do Leitura Dinâmica, com uns 3 minutinhos, aí contando o clipe final e os letreiros. Se quiserem cronometrar e verificar…
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Semana passada eu falei sobre a imagem da Rede Vida na Claro TV. A imagem, não a potência do sinal que o satélite envia. Alguns atendentes do SAC não sabem a diferença entre as duas coisas. Outras pessoas, pela internet, também reclamaram do problema. Não foi muito, mas o bastante pra Claro tomar vergonha e diminuir a compressão do sinal que envia pro satélite. Já melhorou, um pouco.
Esse tipo de coisa já foi alvo de muitas reclamações de assinantes da Sky. Ainda é. Agora está chegando na Claro TV. Curiosamente são as duas operadoras que mais carregam afiliadas da Globo. Eu até tinha esses dados, mas perdi. Mas, salvo engano, são quase 20 em cada operadora. Poderiam limar algumas “globinhos” e abrir espaço. Ou deletar um desses Shop Qualquer Coisa. Ah, mas o Shop paga pra estar nas operadoras. Pois é…
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Vocês já devem ter notado que agora o foco das operadoras é vender pacotes HD. É bacana. Isso se entregarem canais em HD, sem picotes e quadriculados. E outra, se os canais SD já são essa porcaria, quem me garante que não farão o mesmo com os HD??

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May 4, 2013

Belezocas News

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 5:03 am
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Tá na hora do pit-stop. Vamos tratar de coisas mais amenas. Exato, hoje é dia de atualizar a seção Belas & Barangas. As primeiras escolhidas são do jornalismo. Do Qualquer Coisa News. A primeira beldade é a Bianca Rothier, da Globonews. Quem gosta, sabe; e quem sabe, gosta! E a Bianca é bonita até de cara limpa.
bianca rothierbianca rothier

A segunda belezoca é a Joana Calmon, também da Globonews. Dia desses ela estava no estúdio do Em Pauta, de saia curta, blusinha decotada… Mesmo sendo magrinha, não dá pra desprezar.
joana calmon globonews

Agora temos uma beleza oriental, vinda das majestosas instalações da Band News. E olha que eu não curto as “china girls”. Mas vou abrir uma exceção pra Gisele Hishida. E é só; não acostumem.
gisele hishida band newsgisele hishida

Hoje também temos a volta do Repeteco, o nosso vale a pena apreciar de novo. Já publiquei fotos da Janine Borba e da Patrícia “esposa do Mauro” Novaes. Mas as duas fotos abaixo justificam a volta. Ou eu tô errado??
janine borbapatrícia novaes

E vou encerrar esta edição com uma foto das antigas. Não entra na minha lista de belas, mas vale pelo registro histórico… Histérico. Foi no Clube da Criança, da Rede Manchete. Sabem quem é a apresentadora? Ela mesma. E com uma roupinha beeeem adequada. Pode isso, Arnaldo???
xuxa na manchete

Mas antes de ir, preciso deixar uma mensagem pra certas moças chatas. Basta fazer a LEITURA LABIAL.

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April 30, 2013

Moças, Caxirolas e Estádios

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:54 pm
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Nesta semana, depois de séculos de ensaios e preparação, a Rede TV lançou um novo programa esportivo, Bola Dividida. Seus integrantes, ainda que muito experientes, não vivem a melhor das fases. Alguns até decepcionam, como o Luís Ceará, que adquiriu os piores hábitos jornalísticos em sua recente passagem pela Band. Poderia ter largado o “brincadeirismo esportivo” por lá. Mas…
Acontece que o Bola Dividida pretende seguir o mesmo estilo. É o que aparenta. Temos as mesmas polêmicas sobre a arbitragem, discussões ensaiadas, link pra ouvir populares nas ruas, recados do Twitter… Tudo igual a concorrente. Ou até pior, já que chegaram prometendo fazer diferente, anunciando que só teriam jornalistas no programa. OK, todos são jornalistas. Mas e o conteúdo? E a profundidade? Na segunda poderiam ter falado sobre a re-re-reinauguração do Maracanã, ou qualquer que seja o nome desse estádio que construiram no local. Ou sobre o arremesso de caxirolas na Fonte Nova. Ou sobre os intermináveis escândalos envolvendo as entidades do futebol mundial. Mas o tema quente era o tal pênalti no Sheik.
Então é isso, temos o Jogo Aberto na Band e o J. A. condensado na Rede TV. Dá no mesmo.
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Uma das novidades do Bola Dividida é a miss jornalista. Ou jornalista miss. Ou jornaliss. Ela fica lendo os emails e mensagens do Twitter. Bacana.
Quem acompanha a coluna há mais tempo deve lembrar o quanto defendi a presença de mulheres em programas esportivos. Ou em quaisquer programas. Em qualquer atividade. Em todo o planeta. Então estou muito confortável pra criticar a falta de capacidade de algumas. E aí não estou falando do sexo ou da beleza das citadas. Tá cheio de homem incompetente; zilhões! Mas as nossas emissoras resolveram que uma moça bonita se vale pela plástica. Algumas até levam um diploma debaixo do braço pra reforçar uma suposta capacidade. Outras nem isso.
Essa situação não é exclusividade da Rede TV. Sábado passado a Band exibiu as gêmeas sincronizadas no Deu Olé. As mesmas que passaram recentemente pela MTV. E que, bem… São engraçadinhas. E loirinhas. E só. O Esporte Interativo também tem a sua musa do MMA. Que também é formada, mas deve ter estudado na mesma classe da Luciana Gimenez. O SBT também tem as suas, devidamente escolhidas pelo Patrão. E olha, o SS tem bom gosto pra escolher beldades, tenho que admitir. E por aí vai.
O Boni já ensinou que a aparência conta muito na televisão. É inegável. Mas esse não deve ser o único critério de seleção. Não pode ser!
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Já falei da caxirola? Sim, os baianos jogaram a porcaria no gramado da Fonte Nova. Pena que foi pra reclamar do time. Eu preferia que fosse por desobediência.
Num mundo ideal… Num mundo ideal todos os espectadores da Copa comprariam uma caxirola. E jogariam o bagulho no gramado. Ou na cabeça do Blatter, do Aldo Rebelo, do Marin, do Bebetinho, do Ronaldão… Imagina a festa!!!
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Já falei do Maracanã? Ops, do Maracutaia? E do Gastelão? E do Renda Nova? E do Dinheirão? Ah, não vou falar não. Eu queria mesmo é vender os naming rights desses estádios. Os interessados podem me procurar.
Voltando ao assunto dos naming rights, recebi uma foto de um leitor secreto. É de um estádio, só que ele não conseguiu identificar o nome do mesmo. Eu tentei e também não consegui. Então vou pedir a ajuda dos universitários. A foto é ESSA. Será que alguém consegue identificar esse estádio??
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Outro dia o Alexandre chamou minha atenção pra imagem da Rede Vida na Claro TV. Está horrível!!! Com uma compressão absurda, deixando-a com o visual de um streaming de 240 pix. Justo a Rede Vida, que tinha uma imagem das melhores.
Aí resolvemos perguntar pra Rede Vida o motivo de tal problema. Eu não recebi resposta. Mas o Alexandre sim, dizendo que a culpa é da Claro TV. Então vamos ficar sentados, tranquilamente, aguardando a boa vontade da Claro TV. Ainda mais que pedir uma imagem decente das operadoras é um abuso dos assinantes. Eles deveriam pagar a conta e parar de reclamar das pobres operadoras. Não é mesmo???
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Não mandei email pro SBT, mas preciso de uma grande ajuda. Pois assim, de madrugada as afiliadas exibem aquele jornal gravado. Já o sinal da rede e das operadoras exibe alguns seriados antigos. Estou nessa dúvida cruel. Tio Sílvio, qual programa devo assistir??
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O Esporte Interativo também precisa me explicar o horário do Jogando Em Casa. Na quinta passada o guia eletrônico me traiu. Hoje, terça, o guia informava que o programa iria das 21 até as 22 horas. O striptease da madrugada sempre começa na hora certa. Mas e o Jogando Em Casa? Será que a emissora poderia me passar o horário oficial?
Agora eu fico pensando, se o problema do EI é o futebol das 22 horas, por que não fixou o Jogando de 20:30 até as 22:00?

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April 25, 2013

Imagina a Bagunça

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:48 pm
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sportv logotipoExistem situações que nos obrigam a ter uma opinião. Fica difícil dizer “sei lá”. E isso também vale pras emissoras de TV. Na terça passei pelo Redação Sportv e o André Rizek exibia uma capa do Estadão. A matéria tratava da isenção de impostos pra FIFA, já alcançando 1 Bilhão. Mas o André criticou a postura da matéria e de outros “coleguinhas” que só enxergam os aspectos negativos e esquecem de salientar as coisas boas da Copa. E usou a mesma informação dos impostos, dizendo que a Copa geraria 10 Bilhões em impostos, então a isenção era algo irrelevante.
Umas 2 horas depois, no Bate-Bola 1ª edição, o João Albuquerque pegou o mesmo jornal e abordou a matéria. Mas a postura do JC Canalha foi totalmente diferente. Ele voltou a criticar a liberalidade e a permissividade que a d. FIFA tem no Brasil. Não só no aspecto tributário, mas em tudo que envolve a Copa. A FIFA pode tudo! E vai lucrar 5 Bilhões, sendo 1 Bi em isenção fiscal.
Essas posições, distintas, vão se repetir muito. Até chegarmos na Copa. E mesmo depois dessa maldição. Os que lucram com a Copa incentivarão o oba-oba e a alienação. Alguns outros, chatos e reclamões, passarão o mesmo tempo criticando a gastança e os problemas.
Não existe “sei lá”, ou você aplaude o circo, ou você critica. Pode escolher seu lado. Mas a conta ninguém pode escolher, vamos pagar essa fatura.
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Já na quarta tivemos o amistoso da CBF no Mineirão. Não vi o jogo, só o pré-jogo. No Sportv entrevistaram até uma das “escravas” da FIFA, que trabalhava orientando o público. Eram 200 pessoas treinando pra exercer a função. Na Globo, li depois, o Galvão exaltava a beleza do espetáculo e o perfeito funcionamento da estrutura. Muito bem…
O jogo ainda estava rolando e já tinha gente reclamando da confusão, da difculdade pra chegar no Mineirão, da falta de informação pra encontrar o assento e mais um monte de coisas. É possível que alguns leitores, de BH, possam relatar melhor o que aconteceu por lá.
Hoje, no Redação Sportv, o Rizek abriu espaço pros telespectadores e leu vários comentários de torcedores que sofreram na noite anterior. E reiterou as críticas aos problemas que vêm ocorrendo nos estádios da Copa. Assim como fizeram no Pontapé Inicial, no Bate-Bola e em outros programas.
As falhas são tão gritantes que fica difícil defender o indefensável. Ainda que as maiores redes (abertas) façam força pra jogar a sujeira pra baixo do tapete. Não vai dar, tá fedendo. E tá fedendo muito!!
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Não sei de todos já viram. Mas aquela famosa cervejaria holandesa está com um comercial rodando em vários canais. Na propaganda o personagem, barbudinho, passa por mil e um desafios para chegar num estádio onde sua companheira o esperava. E chega com duas garrafas de cerveja nas mãos.
Podem até me dizer que é uma licença poética. Ou que no Cazaquistão é permitido entrar com garrafas de bebida nas arquibancadas. Ou que as cervejarias fazem tudo que querem e não respeitam a legislação. Mas… Ah, e os politicamente corretos, nenhum vai criticar a Heineken??
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É tocante a preocupação da Globonews quando acontece um atentado ou catástrofe nos EUA. Não que eu esteja festejando tais fatalidades. Nem que a emissora deva ignorar essas notícias. Mas a Globonews mostra um envolvimento tão profundo que acabo comovido. Nem é mais plantão, já é um jardim jornalístico.
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Igualmente comovente é a dedicação do SBT ao jornalismo. Principalmente de madrugada. Até aos domingos. Ô gente pra gostar de jornalismo. E de insônia.
Não ficarei espantado se um dia desses o SS montar um canal fechado de jornalismo. Tipo um Soninho News. Mas não seria com 24 horas de jornalismo, só da meia-noite até as 6 horas.
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Aliás, a Carol caiu mesmo nas graças do Patrão. E muito. Qualquer hora faz um anúncio pra Jequiti. Ou entra no Jogo dos Pontinhos.
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Outro dia fiz um comentário sobre o Esporte Interativo e falei que o Jogando Em Casa andava mais curto em alguns dias, com 1 hora. Daí chegou alguém, anonimamente, e rebateu a crítica, dizendo que isso era por causa da Globo. Tudo por causa do futebol nas quartas, que arrebentava a audiência de qualquer programa sobre futebol. Então o EI exibia o Jogando Em Casa até as 22 horas e depois entrava com outro programa.
A primeira questão é que isso nunca foi divulgado. Pelo menos eu não fiquei sabendo. Mas aceito. Acontece que hoje é quinta, não tem futebol na Globo. E o Jogando Em Casa acabou às 22 horas. Logo depois entra o WWE.
Pode isso, André Henning???

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April 20, 2013

Futebol X Ônibus

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:34 pm
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fox sports logoGosto é uma coisa complicada de discutir. Todo mundo acha que seu gosto é o bom e o dos outros é questionável. Não sou muito diferente. Posso até admitir que alguns adorem as transmissões da Fox Sports e a “simpatia” de alguns de seus narradores. Mas eu não consigo aguentar aquela tortura chinesa.
Mas não vou gastar a coluna debatendo sobre preferências pessoais. Vou tentar analisar o formato da transmissão da Raposa. Então vou pular o narrador que passa metade do tempo repetindo o slogan e o comentarista meia boca. Na quinta eu vi o jogo do Palmeiras na Fox Sports. O primeiro problema foi de ordem técnica, mas não sei quem gerou as imagens, então vou aliviar pra Fox. Mas, ainda assim, foi duro ver câmeras tão mal posicionadas e cortes tão ruins. Só que isso foi só o começo.
Bola rolando, o Palmeiras só decidia se classificaria em 1º ou 2º. Então interessava saber o resultado do outro jogo. Só o resultado. Mas a Fox resolveu mostrar todos os gols que aconteciam na outra “casinha da Libertadores”. E foram 8 gols. Oito interrupções. Não posso falar por todos os torcedores da SEP, mas posso falar como telespectador: Não interessa porcaria nenhuma ver os gols do outro jogo. No intervalo, após o jogo, tudo bem. Mas não no meio.
Ainda teve a bobagem de ficar mostrando o ônibus do Grêmio, jogadores descendo do ônibus, entrando no vestiário… Isso com a bola rolando no jogo do Palmeiras. Qual o interesse disso pros palmeirenses? E mais, até pros gremistas, algum vai assistir 90 minutos do jogo do Palmeiras só pra ver o ônibus chegando no estádio?
Vamos deixar esclarecido: durante um jogo o foco é o campo, todo o resto é secundário. A TV deve mostrar a bola, não o ônibus ou o vendedor de picolé. Em caso de dúvida é só assistir, por exemplo, um jogo da Champions. Tentem achar um ônibus enquanto o jogo tá correndo.
Repito: Vai ter gente achando que essa transmissão é maravilhosa, que não perde nada, que tem câmeras em todo lugar e tal. E eu acho uma idiotice colossal.
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O pessoal do marquetingue vive de lançar modinhas. Umas das atuais é torrar dezenas de milhões comprando naming rights (nomes de estádios ou torneios). Nem acho uma publicidade tão efetiva assim. Mas o ponto nevrálgico nem é esse. A questão é que a empresa acaba obrigada a patrocinar o mesmo torneio na televisão. Só assim terá seu nome citado. E, pra ser assim, melhor só patrocinar a transmissão.
Essa questão pode ser vista na Libertadores e na Copa do Brasil; só como exemplo. Os dois torneios venderam o nome pra duas empresas. A Fox Sports, que é patrocinada pela detentora dos naming rights da Libertadores, sempre cita o nome da fabricante de pneus. Mas isso não acontece no Sportv.
A Copa do Brasil teve o nome comprado por uma indústria alimentícia. Mas essa empresa não patrocina a transmissão pela TV. Então o Sportv e a ESPN não citam seu nome.
Quer dizer, todos gostam do “venha a nós”. E só!
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Já tem um século que critico esse jornalismo rasteiro, que vive de polêmicas fajutas e sensacionalistas. Alguns leitores devem estar cansados de tanto que falo nisso. Mas tivemos um novo capítulo dessa “novelinha”, na quarta. Foi durante o jogo entre o SPFC e CAM, pela Libertadores. O R49, no intervalo, falou algo sobre o jogo não interessar tanto ao Galo, que eles estavam treinando. Talvez a declaração tenha sido inoportuna, inadequada. Mas foi o bastante pra boa parte da imprensa criar um alvoroço e levar isso pros jogadores e técnico do São Paulo, falando em ofensa e desrespeito. Nem tão preocupados com o fato, apenas buscando uma marolinha.
Na quinta o Vitor Sérgio Rodrigues falou sobre o fato, entendendo que não era pra tanto, que a imprensa exagerou. E, pra espanto geral, admitiu que eles mesmos, no EI e no portal, cometem os mesmos exageros. Tudo por um pouco mais de audiência ou alguns cliques adicionais. E é uma grande verdade. Parece que reportar os fatos é coisa antiga, superada. O jornalismo atual precisa gerar barulho. Precisa apimentar a notícia. O fato é secundário, importante é a repercussão.
É muito bom que alguns jornalistas tenham ciência e admitam o erro. Até pra não repeti-lo. Mas também seria bom que o telespectador repudiasse esse jornalismo oportunista e vazio.
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No meu tempo de garoto umas das formas de avaliar o sucesso de um personagem, ou comediante, era verificando o quanto um bordão estava na boca do povo. Se o bordão era popular, sucesso garantido.
Tempos depois as novelas passaram a adotar personagens populares e bordões grudentos. Era uma forma de criar um elo e conquistar a simpatia do público. E hoje isso é quase uma regra, nenhum autor deixa de ter seu personagem simpaticão e alguns bordões engraçadinhos.
Pois a publicidade resolveu adotar a mesma estratégia. É raro ver uma campanha que não tenha uma piadinha ou um bordão pra grudar na cabeça do povo. Não acreditam em mim? Perguntem lá num posto Ipiranga!
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A negociação já vinha de um tempo, agora é oficial: a Band comprou a TV Corinthians. E eu que achava que seria o oposto. Mas assim, deixa fazer umas contas… Já é a terceira “tv Corinthians” que o Johnny tem.

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