February 7, 2010

Ajudando a Globo

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 5:59 am

A tv aberta no Brasil é muito curiosa. Basta ver a atual briga entre a Record e o SBT. As armas escolhidas são de uma obviedade assustadora. Tudo bem que o SBT sempre gostou de programas de auditório e enlatados. Agora, a Record… Resolveu apelar e seguir o modelo do SBT. Uma copia o programa da outra, aí a outra vem e copia um quadro de uma… Ridículo.
Cadê o projeto da Record de investir em programação própria e brigar com a Globo? Qual será a utilidade do Recnov? Vai virar um shopping?
O pior é que ambas as emissoras acabam perdendo nessa briga. E a Globo continua com sua liderança intocável. Feliz da vida. Ou vocês acham que novelas mexicanas e seriados de qualidade duvidosa irão incomodar a “gorda”?! Duvido muito.
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E olha que a Globo anda deixando brechas em sua grade. A novela das 19h, Tempos Modernos, está com a pior audiência que a emissora já viu no horário, Malhação é um zumbi (já deveria ter sido enterrada), Mais Você é um dos programas mais idiotas da televisão brasileira…
O que faz a concorrência para se aproveitar disso? Quase nada. Só como exemplo, o fiasco de Tempos Modernos praticamente só beneficiou o Jornal da Band, que andou batendo em 7 ou 8 pontos nos últimos dias. No horário de Malhação qual é a alternativa pro espectador? Ratinho no SBT? Um seriado reprisado mil vezes na Record? Fica difícil…
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Mas os erros de programação não são exclusividade de uma ou outra emissora. São quase uma regra geral. Vejam o caso da Band e sua Escolinha. O programa vai acabar, atualmente estão exibindo edições gravadas.
Coisa de um ano atrás o humorístico estava sendo exibido após o Jornal da Band e atingindo 5 ou 6 pontos de audiência. Tudo muito bem. Aí a Band vem e inventa de reprisar o programa no período da tarde. Eu falei (podem pesquisar no site) que aquilo iria saturar o espectador e prejudicar o programa. Depois resolveram meter a reprise aos Domingos. E o resultado foi pífio. Pra terminar decidiram exibir a Escolinha na Sexta, antes da Adriane. Pronto, enterraram o programa de vez. Não dava nem 1/3 da audiência da reprise do Pânico. Só restou mesmo acabar com a atração.
Daí eu pergunto: precisavam fazer esse “carnaval” todo com o programa? Oras, podia não ser a 8ª maravilha do mundo, mas estava lá dando uma boa audiência. Mas os gênios da Band queriam reinventar a roda…
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Publicitário também é um bicho muito engraçado. Os caras criam uns dogmas e não há Cristo que mude o pensamento deles. Um desses dogmas é de que o homem só compra barbeador e cerveja. Ah, talvez compre tubos de pvc também… Todas as outras propagandas são direcionadas para as mulheres. Ou para as crianças, que pedem pra mãe comprar. Podem reparar, todas as demais propagandas colocam a mulher como alvo. Até de cuecas, é a esposa (ou mãe) que vai comprar.
Um bom exemplo disso pode ser visto no Esporte Interativo, um canal 90% masculino. A variedade de anunciantes é mínima. Agora peguem um canal ou programa feminino. Tem anúncio de tudo!! Não falta verba. Aliás, a verba é tanta que sobra até pra anunciar em locais meio estranhos. Dia desses, vendo o SporTV, apareceu um anúncio da Nívea. Mas não era qualquer produto masculino da empresa. Era um creme feminino mesmo. Caçarola!!
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Já estamos em Fevereiro e a Rede TV não mudou muita coisa na locação de horários para televendas ou seitas. A promessa continua no ar. Sábado mesmo é um dia em que a venda de horários toma quase 80% da grade. A programação “normal” fica restrita ao período noturno. O resultado é evidente, a audiência afunda. Ontem a Rede TV ficou com média de 0,8 em São Paulo e 0,6 no Rio e em BH. Para um rede nacional esses números são um desastre. Já passou da hora de tomar alguma providência.
E a Band é outra que ferra a sua audiência por causa da ganância. Quinta passada eu estava vendo uns relatórios do Ibope e apareceu a Band com 0,4. Isso mesmo, 0,4!!! Em pleno horário nobre, 21:20, a Band dando traço. E o pastor vendendo sua tv por assinatura… Pô, ajuda aí!!!

February 3, 2010

Fazendo Errado

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 11:33 pm

rede recordA Fazenda 2 está chegando ao final e ninguém duvida que foi outro equívoco da direção da Record. Ficou muito longe do que a emissora desejava. Os motivos? Muitos. Começando pela antecipação da estréia do reality; eu mesmo abordei o assunto aqui no Tevezona. O espectador ainda não havia “digerido” a primeira edição e a Record já estava servindo o segundo prato. O segundo erro estratégico foi imaginar que iriam bater de frente com o BBB e tirar audiência do rival. Tolice.
Mas as falhas não acabaram por aí. O programa errou em outros aspectos:
- Novamente a escolha dos participantes se focou no elenco da Record. Com tantas opções que poderiam ser pensadas a Record seguiu a obviedade.
- Divulgaram que esta edição teria namoros, pegação, e coisas do tipo. Faltou combinar melhor com os participantes. Tudo que vi foi uma grande forçação de barra.
- Anunciaram que, devido ao verão, esta edição teria generosas cenas na piscina. Não vi nada de especial. Sem falar que o posicionamento das câmeras externas não ajudou - ou ajudaria.
- As provas que indicaram o primeiro participante da roça foram todas de força e agilidade. Todas muito semelhantes. E os participantes com menos aptidão física acabaram sendo prejudicados.
- A apresentação do Britto Jr continuou muito exagerada. Muito dura e artificial. Alguém precisa avisar ao Britto que ele é um péssimo “ator”. Fingir emoção até quando um participante está lavando a louça é dose pra elefante.
- A emissora também exagerou nas ações de marketing. Muitas e longas. Tudo bem que precisam faturar, mas assim chega a incomodar.
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Na última coluna eu falei sobre o aumento no número de anunciantes do Esporte Interativo. É fato. Ontem mesmo apareceu um anúncio da Casas Bahia. Pronto, não falta mais nada.
Por outro lado esqueci de citar que a emissora está ampliando sua distribuição. Já vinha sendo transmitida pela OI Tv e agora está na Via Embratel. E parece que também em tv aberta o EI está conquistando novas retransmissoras.
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A primeira estréia, real, do ano foi o Operação de Risco, na Rede TV. E, felizmente, o programa não é apresentado por nenhuma das esposas dos donos. Já é um alento.
Eu vi uns pedaços do programa. Admito que não é do meu estilo. Mas tem público que gosta desse tipo de atração. Ainda mais que, como diria o Huck, é bem feitinho. A audiência do primeiro programa foi surpreendente, média de 6 e picos de 9.
A única ressalva que faço é quanto ao horário de exibição. É meio ingrato. Creio que a emissora deve repensar o dia e horário se deseja que o programa tenha uma vida longa. Talvez até sacrificando uma edição do Superpop. Já fazem isso na Sexta e o resultado é ótimo, não custaria tentar o mesmo na Segunda.
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Devido aos baixos índices de audiência a Record vai, novamente, alterar a grade da tarde. Mas, sinceramente… Pouco adianta. Aquilo lá é muito ruim. Vai continuar apanhando da Globo e do SBT. E, quando muito, brigar com a Band e a Rede TV. Não tem jeito!!

January 30, 2010

Da Globo ao EI

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 11:29 pm

Lá vou eu bater na mesma tecla novamente. Lembram que eu falei, outro dia, sobre a Band estar transmitindo a Super Liga de vôlei? Então, acabei descobrindo uns detalhes da negociação entre a emissora e a Globo. O ponto nevrálgico do acordo foi a insistência da Globo em que não fossem citados os nomes dos patrocinadores durante a transmissão da Band. Ela insiste naquele esquema de usar o nome da cidade sede.
Acontece que nem sempre o patrocínio consiste em botar a marca numa camisa. Pode englobar a estrutura toda do clube. A empresa praticamente administra o clube. Em certos casos a empresa fundou o clube e registrou o nome, com sua marca. Foi isso que aconteceu com a Ulbra, nome real do clube, e que a Globo insistia em chamar de Canoas. Nada contra a cidade, mas isso é equivalente a chamar a Globo de “jacarepágua” ou a Band de “morumbi”. Não faz o menor sentido.
Sem falar que já temos outras empresas fundado clubes. Só em São Paulo eu posso citar o Pão de Açúcar e o Red Bull, atualmente na série B, ou C. Como a Globo pretende chamar esses clubes? E o que falar no caso da F1? Todas as equipes levam nome de empresas. E a Globo (ou Jacarepágua) não se mete a chamar uma equipe de Londres ou outra de Barcelona. Nessa hora ela não é valente pra peitar a FIA. Muito menos quando fala sobre a Copa Libertadores, que leva o nome de um banco. Aí ela afina.
Mas o pior papel é de quem aceita esse tipo de interferência, como a CBV e a Band. Imagina só, a Globo agora fiscaliza até as palavras que a Band usa em suas transmissões!!! E a tonta da Band aceita a intromissão.
E não vamos esquecer daquele assuntou que já abordei aqui, o veto ao tempo técnico nos jogos do Campeonato Carioca que a Globo transmite. Outra atitude autoritária e arrogante da emissora dos Marinho.
Nessas horas é que fico com mais raiva da Record. Pois é nesse momento que os bispos deveriam jogar uma mala de dinheiro na mesa e bater de frente na “gorda”. Mas não, a Record prefere ficar o dia inteiro se vangloriando da olimpíada de 2012, de 2016…
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Por falar nisso… Outra coisa ridícula é entrar no site da Band e ver um banner anunciando: Olimpíada de 2016 é na Band. Ah, tá, e a de 2020 é na Rede TV, de 2024 na Mix TV, de 2028 na TV Senac… Vou até anotar na agenda pra não esquecer :P
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A nova direção de jornalismo da Rede TV já mostra sua cara. Realizaram algumas mudanças interessantes no Rede TV News. Atualmente é a melhor escalada entre os telejornais nacionais. Também estão usando repórteres para ressaltar algumas chamadas no final dos blocos. Bacana.
A coisa só anda ruim no quadro da previsão do tempo, o grafismo continua horrível. Mapas e fontes pequenas demais.
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Outro dia estava lendo uma notícia que falava dos valores das principais cotas de patrocínio do Esporte Interativo. Fiquei espantado. Mesmo sendo um valor de tabela, é muito alto. E talvez por isso mesmo a emissora tenha tão poucos anunciantes fixos. Se bem que nos últimos tempos tem entrado alguns novos, em cotas menores. Talvez fruto do novo momento administrativo da emissora.
O curioso é esse quadro de 8 ou 80. Ou oferecem cotas caras ou alugam o horário por valores baixíssimos. Já está na hora de mudar o cardápio. Uns 2 ou 3 novos programas diários não fariam mal algum. Até pro departamento comercial poder trabalhar um pouco.
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Falando no EI, o programa do Kajuru não me agradou nada. Não gosto muito de falar sobre a saúde das pessoas, mas o caso dele é de conhecimento público. Sendo assim ele fica impedido de comentar as partidas como deveria. Lamento, mas essa é a situação.
Sendo assim ele acaba falando generalidades no programa. Fala sobre os jogadores, as transferências, as noitadas… Mas muito longe do que se pretendia ou se imaginava. A polêmica é totalmente artificial. O teatrinho não convence. Sem falar que a coitada da Melissa Garcia ficou com a pior parte, a pentelha do relógio: 30 segundos, 20 segundos, 10 segundos… Ela merece coisa melhor.
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Outra coisa que noto no Esporte Interativo é a falta de direção. Parece que não existe uma cabeça pensante na emissora. Só como exemplo, alguns meses atrás eu havia anotado para comentar sobre o Rafael Araldi aqui. A estreia dele na emissora foi pavorosa, errando um monte. Quando apresentava algum programa dava até pena. Parecia que iria desmaiar no estúdio de tão nervoso e atrapalhado. Acabei não tocando no assunto, por falta de oportunidade.
Mas agora o tempo passou e o cenário mudou bastante. O Rafael Araldi já está mais solto na narração dos jogos, não troca o nome de tantos jogadores, e até consegue apresentar programas sem entrar em pânico. Mas, será que ele mudou tanto em apenas 6 meses? Não, o erro foi da emissora. Não se pode contratar um rapaz hoje e jogar ele no estúdio amanhã. Igual um garoto do juvenil que entra de cara no profissional, corre o risco de queimar. E a culpa maior nem é dele.
Aliás, tudo que falei sobre o Araldi vale pro Rodrigo Vianna, outro contratado recente do EI. O início foi horrível, cheio de falhas. Agora, aos poucos, vai entrando nos eixos.
Nos dois casos o culpado foi aquele que deveria preparar e guiar a entrada dos narradores na emissora. Se é que alguém cuida disso no Esporte Interativo.

January 27, 2010

Caminho Errado

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 1:03 am

Hoje vou começar pelo que seria o fim: nos comentários, o Raphael e o Andrade deixaram links com notícias sobre a Record e o R7. Para quem não viu, o primeiro link fala da extinção do 2º horário de novelas e o segundo trata da confusão armada pela Record com dados do Ibope sobre o R7.
Me desculpem mas não vejo qualquer novidade nestas duas notícias. Ainda me lembro da época da inauguração dos estúdios do Recnov. Falei que estúdios novos são bons, mas o importante é o que se faz neles. Eles são a ferramenta, o conteúdo é que interessa. Ainda me lembro do que falei quando a Record cortou os capítulos do Sábado para dar espaço pra Fazenda. Também falei sobre a constante mudança no horário das novelas, no acordo (ridículo) com a Televisa… Alguns devem ter pensado que era perseguição com a emissora. Não, eram indícios. Agora temos a conclusão dessa “novela”.
Tudo isso só comprova que a Record é MUITO mal administrada. Não há o menor planejamento a médio ou longo prazo. Tudo é feito “nas coxas”. Nada específico contra acabar com um horário de novelas. Mas isso deveria ter sido pensado com calma, deveriam ter preparado algo adequado para o horário. Não é simplesmente jogar um seriado no lugar. Ainda mais que o CSI não é uma novidade na grade da Record, apenas mudaram o horário. E esse tipo de programa não pode ser diário, no máximo semanal. Logo acabam os episódios inéditos e a emissora terá que partir para as reprises ou buscar um outro enlatado.
Sem falar que… Como ficam os estúdios do Recnov? Pra que tanto investimento se não vão produzir nada além de uma novela? Vai virar um elefante branco? Vai ser transformado num shopping center?
Sobre a questão dos dados do Ibope sobre o R7… É típico. Se não ganham no campo, querem ganhar no “tapetão”. Só que a Internet não é tão manipulável. O povo não é tão tonto como eles desejariam. Cedo ou tarde a verdade aparece. Assim como foi no caso dos comentários de um site que a emissora tentou manipular.
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Volto a insistir que a minha opinião não é baseada em simpatia ou antipatia. Mas em fatos. Querem ver um exemplo: o Gugu foi contratado pela Record no meio do ano passado. Correto? Então, lá por volta de Agostou ou Setembro a emissora começou a divulgar um novo programa que ele faria na Record News, de entrevistas. Entre Outubro e Dezembro a Record News veiculou diversas chamadas anunciando o novo programa. Neste mês as chamadas sumiram. Mais uns dias e já estaremos em Fevereiro. Cadê o programa??? Subiu no telhado? Esqueceram??
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Não gosto nada de tocar nestes assuntos que envolvem doenças e tal, mas… Cansei dessa coisa envolvendo a Hebe. É muito sensacionalismo pro meu gosto. Encheu! E não venham dizer que só a Sônia Abrão faz isso. Tudo bem que ela é a rainha em urubuzar falecimentos, mas não é a única. O próprio SBT já passou das medidas. A Rede TV idem! Até o Fantástico embarcou na onda. Tudo por 2 ou 3 pontos a mais na audiência. Ridículo!
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Estou ansioso pela estreia dos jogos de Vancouver. Posso errar feio, mas acho que a Record vai se arrepender muito de ter gastado tanta vela com um defunto de quinta. Até o jornalismo será transferido para o Canadá durante a competição. Será que é pra tanto?
Vamos aguardar, mais uns dias e saberemos quem tem mais razão, eu ou eles.
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Acho que vou criar uma nova seção no Tevezona: cala a boca, Chico Lang. Escreveram isso nos comentários e achei muito pertinente. O pior é que ele não aprende. Ontem, dia 26, ele estava atacado de novo. Vejam só:
Entrou uma matéria sobre o jogo do Palmeiras em Ribeirão Preto e informaram que alguém havia assaltado uma das bilheterias, levando 12 mil. Aí o Chico Lang solta o verbo: “Aqui isso não é nada, mas lá o sujeito se arruma com 12 mil”. Hah, o cara estava falando de Ribeirão Preto como se fosse uma roça. Baita ignorância e preconceito. Ainda mais que Ribeirão Preto é uma das cidades mais ricas do Brasil, per capita, muito mais que São Paulo.
Outra reportagem mostrava uma moça na fila pra comprar ingressos pro jogo do Corinthians e reclamando da desorganização, do descumprimento do estatuto do torcedor… Daí o Celso Cardoso disse que não adiantava só reclamar, que a moça deveria processar a federação ou o clube. Então chega o Chico: “processar nada. O torcedor corintiano não tem condição de pagar um advogado”. Caçarola!!! O mesmo papo de que o corintiano é duro, que o tricolor é “bambi”, que o palmeirense é isso, o santista aquilo… Isso sim é PRECONCEITO!!! Então não existe corintiano rico, todos são favelados?? Depois acontece um tiroteio na entrada de um estádio e ninguém sabe como surgiu esse ódio entre as torcidas.

January 24, 2010

Baranga Shop

Arquivo em: Belas & Barangas — Telinha @ 6:45 pm

A gente fica criticando a televisão, com muita razão, mas a mídia impressa não está muito longe. Anda infestada de celerados vendedores de idéias e conceitos pré-fabricados. Uma turba de imbecis que economiza o cérebro para uma próxima encarnação. Cambada de idiotas, pretensos donos da verdade.
Eu já desisti de ler revistas. Pelo menos da chamada “grande imprensa”; que de grande não tem mais nada. E isso vale pras revistas esportivas, de economia, de variedades, de entretenimento… Essas de comportamento então… Pequenos ditadores da modernice estúpida.
Mas isso não é uma característica brasileira. É geral. Ou, na verdade, é uma cópia fajuta de um modelo importado. É a glamourização da merda.
Já notaram o que eles fazem com as mulheres? Mulheres não, algo que eles julgam ser uma mulher. Depois que inventaram o tal Photoshop então… E o pior é que esses idiotas nem sabem usar o programa. Cortam, recortam, colam, apagam, desenham… Vale tudo.
Vejam só esse exemplo bizarro, capa de uma revista famosa:

demi moore sem o quadril
Os caras simplesmente cortaram o quadril da Demi Moore, sem falar na cintura toda afinada. E a foto foi passando de mão em mão até chegar na capa da edição. E nenhum doido pra notar a falha. Mas isso pode ser explicado, creio que nenhum deles já tenha visto uma mulher real :)
E, pra piorar, boa parte das mulheres acaba comprando esses conceitos. A própria Demi é um exemplo disso. Separei umas fotos antigas e recentes dela. Vejam o arquivo aqui: http://www.easy-share.com/1909093994/demi2.zip (atenção, com fotos nuas).
Notem a mudança física. Fica difícil imaginar que é a mesma mulher. Aumentou uma parte, encolheu outra… Tudo pra se encaixar no padrão que os gringos gostam. E aqui no “Brazil” o barco segue a mesma corrente. E quando não conseguem se adequar ao modelo imposto, o danado do Photoshop aparece para resolver tudo. Simples.
Sendo assim, a baranga desta edição não é nenhuma mulher real. São todas as photoshopadas. Com uma placa de honra ao demérito para todos os manipuladores do programa.
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Na última edição do Belas & Barangas falei que tinha umas fotos “perdidas” da Carla Vilhena. Varri meus CDs e encontrei algumas. Ainda encontrei algumas raridades de outras moças, que irei publicar futuramente. Mas, então, conforme prometido, as fotos da Carla (uma meio antiga, muito bonita, outra mais nova, e a última, num ângulo inusitado e interessante): http://www.easy-share.com/1909094000/carla.zip

January 22, 2010

Helicóptero News

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 10:32 am

Eu já falei, e confirmo, que no jornalismo da Globo sou mais de assistir o Jornal da Globo e o Bom Dia Brasil. São mais do meu estilo. Mas venho notando que o Bom Dia está sofrendo algumas mudanças. Não tão boas.
A primeira mudança, técnica, envolve o sinal da cabeça de rede e o de algumas afiliadas. Não sei se ocorre em todos os Estados, mas o final do Bom Dia está sendo antecipado em algumas praças. O encerramento é gravado e é inserido por volta das 8 horas. E entra o radar local nestas praças. Pela parabólica o Bom Dia segue normalmente por mais uns 10 minutos.
A outra alteração é no conteúdo. Agora é muito mais habitual o uso de helicópteros, imagens de alagamentos e do trânsito. Aquilo que se conhece por “jornalismo de serviços”. Mas que eu prefiro chamar de “helicóptero news”, tão aclamado pelo Datena e por certos telejornais da Record.
E o motivo dessas mudanças no Bom Dia parece ser exatamente esse: enfrentar os helicópteros da Record. Parece ser uma guerra aérea: 7 helicópteros da Globo contra 9 na Record; bombas, mísseis, foguetes, a disputa vai começar!! :P
Só como ilustração, no Fala Brasil de ontem (dia 21), passaram 90% do tempo mostrando a chuva e os alagamentos em São Paulo. Parece que as únicas empresas que lucram com aquele “inferno aquático” são as emissoras de televisão.
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A gente assiste certas coisas na televisão que é até difícil de acreditar. Esse caso aconteceu no Gazeta Esportiva de Quarta (ou Terça, não lembro bem). A matéria exibiu o julgamento e condenação do atacante Jóbson, que atuava pelo Botafogo. Volta pro estúdio e o Celso Cardoso declara que aquilo é um problema pessoal, que o jogador deveria ser apoiado, receber um tratamento, etc… Daí vem o sr. Chico Lang (”lang” deve ser um nome alemão, não é mesmo?). E o Chico solta o verbo: diz que o Botafogo deveria pagar o tratamento, que o uso de drogas era habitual no futebol do Rio, que o Botafogo era costumeiro nessa prática de dopar jogadores, que o técnico (Estevam Soares) havia escondido o jogador em sua casa e mais um monte de coisas. Tudo isso partindo do fato de que o atleta havia feito 2 gols contra o São Paulo, tirando o título brasileiro do clube paulista. Acreditem! Ou peguem a fita do programa para conferir.
Vamos por partes: se o Chico Lang fosse bem informado, deveria saber que o Botafogo já havia se prontificado a pagar o tratamento do jogador. Isso apesar de não ser dono dos direitos federativos, o atleta estava emprestado até o final de 2009. Em segundo lugar existem 2 tipos de drogas: as que beneficiam o atleta e aquelas de uso social, que causam dependência. São coisas bem distintas. Se o clube fomenta o uso de drogas para melhorar o rendimento dos atletas deveria ser banido de futebol, para sempre. Se o clube virou uma “boca de fumo”, aí o caso é policial.
Dizer que o futebol do Rio é infestado pelo uso de drogas (sociais) é mais uma prova do preconceito que assola a mente de certas figuras da imprensa esportiva. Ainda mais partindo do mesmo sujeito que já havia “elogiado” as mulheres cariocas, chamando-as de putas. Lembrem-se daquele caso envolvendo a declaração do Robin Williams sobre a olimpíada no Rio, e que contei aqui.
Caso o Chico Lang esteja certo, palmas para ele e que se puna o Botafogo. Caso tenha falado mais um monte de sandices, é preciso ver a posição do departamento jurídico do clube. Usar o “deixa pra lá” é que não dá pra aceitar.
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Virou arroz de festa. Em qualquer site sobre televisão que se entre aparece a mesma notícia: SBT subindo, Record caindo, disputa pelo 2º lugar… Eu fico muito tranquilo. Mesmo quando a Record soltava rojões pelos sucessos de alguns programas em 2009, eu alertava que era muito confete por tão pouco. Era um sucesso efêmero. A emissora ainda tinha muitas falhas para serem corrigidas. Alguns leitores ainda deixaram comentários dizendo que eu tinha ódio da emissora. Da mesma forma que outros já haviam falado que eu odiava o SBT, a Band…
Bem, o tempo passou e parece que eu tinha um pouco de razão nas críticas. Mas agora preciso falar certas coisas. O SBT é que precisa se controlar. Não há motivos para tanta euforia. A sua subida é motivada mais pelos erros da Record do que por seus méritos. Tudo bem que o SS se acalmou e parou de mudar a grade toda semana, já é um reforço considerável. Mas a posição da emissora não é tão confortável. Alguns dos programas que estão bem hoje, não se aguentam até o 2º semestre. Não dá pra se segurar em seriados eternamente. Muito menos em realities. É melhor continuar com a luz vermelha acesa.
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Eu já falei e vou bater na mesma tecla novamente: a direção da Band parece viver em outro planeta. Ou que a Band é a única emissora do país. Vejam só: a Band virou uma sucursal do esporte da Globo, agora está transmitindo a Super Liga de Vôlei. Até aí não há tanto problema. Quarta passada ela exibiu o primeiro jogo, pelo torneio feminino. Difícil mesmo é saber o horário das partidas. As chamadas da Band nunca informam nada, só dizem que é de tarde. Como se a Band tivesse milhões de espectadores no meio daqueles infomerciais. Ou como se o espectador fosse ficar a tarde inteira ligado aguardando o jogo. Como diria o Datena: pô, ajuda aí!!!!
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Vocês sabem o que é casuísmo? Isso é quando a pessoa muda de opinião de acordo com um interesse momentâneo. Assim, hoje estou usando uma camisa vermelha e digo que vermelho é a cor mais bonita do mundo. Amanhã estou de azul e digo que vermelho é ridículo, é brega… Muito simples.
Pois a imprensa esportiva é campeã em casuísmo. Nestes últimos dias mesmo, vendo várias reportagens sobre a participação de inúmeros atletas veteranos neste Paulistão, me lembrei de um fato. Coisa de uns 4 ou 5 anos foram os clubes cariocas que andaram contratando vários veteranos para seus times. E a imprensa casuística metendo o malho: “campeonato de masters. Torneio de veteranos. Time de velhinhos…”
Agora, esses mesmos palermas, mudaram o discurso: “o importante é a forma, o rendimento. O que vale é o talento. Isso dá mais charme ao campeonato…”
Camisa vermelha só é feia nos outros, não é???
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Nos comentários o Raphael e o Alexandre falam sobre o horário dos jogos na televisão. Até concordo, mas acho inviável. A Globo aceita tudo, menos mexer em sua grade. Entre 18 e 22 horas é só novela. Se morrer algum jogador por causa do calor, azar!
O Pedro fala sobre o Boninho (a última bolacha do pacote) e os burros. Então, eu sou burro também, preciso ver a camiseta para diferenciar as tribos.

January 18, 2010

Errando e Sofrendo

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 4:35 pm

Eu vi um pouco do início do BBB 10 e fiquei pensando. Parece que finalmente assumiram aquilo que sempre foi evidente. Escolhem um grupinho pra ser a ala das gostosas, outro pra turma dos cabeças, outro pra galera dos animados, encrenqueiros, etc… Agora o próprio diretor montou os “times”. Tinha até uma camiseta para identificar cada um. Mais claro, impossível!
Então fiquei pensando onde andam os patrulheiros de plantão. Cadê o povo pra ficar pentelhando e reclamando do preconceito, da discriminação? Ainda mais que aqui, no Tevezona, por muito menos, eu já tive que aguentar um monte de palermas que mal sabe a diferença entre preconceito e conceito. E pra ser exato aquilo que o Boninho fez é qualificado como discriminação. Gostem ou não, é isso. Era velado, agora é explícito.
Mas o programa está no ar e aquilo que muitos imaginavam aconteceu. A Fazenda 2, que já andava mal, ficou em 2º plano. Nem ameaçam bater de frente (como foi pensado) com o BBB. Ontem mesmo, dia de eliminação na Fazenda, o reality da Record só foi iniciar perto da meia-noite, fugindo bo BBB. Está claro que houve um erro estratégico por parte da direção da Record. Apostaram todas as fichas num programa sazonal. Assim como estão fazendo no esporte, apostando tudo nas olimpíadas. Tá errado! A grade de uma rede nacional é baseada em programas diários e semanais. Os programas sazonais servem para preencher lacunas ou variar um pouco o cardápio. Nada mais.
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A maior evidência dos erros da Record pode ser confirmadas pelos relatórios de audiência. Especialmente nesse começo de ano. A disputa em São Paulo está tecnicamente empatada. Apesar da Record ainda sustentar o 2º lugar. No Rio o SBT já passou a Record. E em BH a vantagem do SBT é maior ainda. A emissora pode reclamar o quanto quiser, mas os dados são esses. E o caso mais gritante acontece com o Jornal da Record. Costumeiramente esbarra na faixa de 5 ou 6 pontos. E mal passa disso. Parece que a estratégia de usar o jornal para fomentar as brigas da emissora e da igreja não agradou muito os espectadores.
Só como ilustração, a média nacional das principais redes, no dia 15 último, foi:
Globo - 16
Record - 6,4
SBT - 5,6
Band - 2,5
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Coisa interessante é essa fixação da Record com apresentadoras mulheres. Outro dia vi a nova garota do tempo da emissora. Muito interessante. Parece que eles acham que moças bonitas são o maior atrativo para o espectador. É um pouco verdade. Mas não adianta só isso.
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Outro dia eu chutei o faturamento da Record em 2009, quando falava sobre a suposta oferta pelo Brasileirão. Errei pra baixo. A Record fechou o ano com 2,15 Bilhões. Agora sim, números exatos.
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A gente sabe muito bem que o futebol brasileiro não é um primor em organização. E a coisa fica ainda pior quando as televisões resolvem interferir no assunto. Vejam só, a federação carioca (ou fluminense) resolveu criar um tempo técnico no campeonato de 2010. São 2 minutos em cada tempo para que os técnicos orientem suas equipes. A Globo foi lá e disse que os 4 minutos iriam atrapalhar sua programação. Não podia. E a federação acabou cancelando o intervalo técnico nos jogos transmitidos pela Globo. Simples assim. Simples e ridículo!!
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Outro dia, zapeando, vi um pedaço do Zorra Total. Podem ficar tranquilos que não sou um espectador habitual do humorístico (!!). Mas então, apareceu um personagem novo (pelo menos para mim). Era um gay. Acho que é o 582º personagem gay do programa. E até hoje não consegui entender a graça de um certo personagem só pelo fato de ser gay. Desmunheca, anda assim, fala assado… Qual a graça? Uma coisa é o humorista. Pode ser gay, hetero ou qualquer coisa nova que tenham inventado. Se for engraçado, tá valendo. Coisa muito diferente é ficar reprisando o tipo. Em programas de humor então… Será que uma mulher é engraçada só pelo fato de ser mulher???

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