Batendo na Mesma Tecla
Olha, esse negócio de escrever novela não é tão difícil assim. Começa que é mais um trabalho braçal do que um compromisso literário. É o famoso folhetim que apenas cumpre a “nobre” missão de entreter a massa. Então não dá pra se esperar muito dos autores.
Mas eles bem que podiam ser menos escrachados ao copiar uns aos outros e aos verdadeiros escritores. É um “chupinhamento” explícito e escancarado. Basta ver essa atual novela das 21 horas (8 é coisa do passado). O autor (nem me interessa quem é) abusa do direito de clonar idéias. Esse artifício de duas gêmeas, uma malvada e outra boazinha é mais batido que bife em casa de pobre. Já foi usado na Mulheres de Areia. E essa novela já teve duas versões, a primeira na década de 60.
Agora o sujeito me inventa um romance entre os personagens do Tony Ramos e da Glória Pires. Poxa, eles acabaram de viver o mesmo caso na Belíssima, novela bem recente. Não podia ter variado? Ao menos nos atores… Parece um disco arranhado.
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Outra coisa irritante demais é essa fixação da mídia em certos (as) personagens. O caso mais recente é o da bandeirinha, Ana Paula Oliveira. Se a mulher faz o trabalho direito é uma festa nos programas esportivos. Se ela erra é outro carnaval. Se ela soltar um peido vão 30 equipes de reportagem registrar o “evento”.
Agora então que a seguradora de pau (da bandeira) vai posar nua… Já tô imaginando a babação de ovo da mídia. Ô saco!!
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Querem mais? Tem um negócio que a televisão ADORA: desfile de moda. Um dos motivos é que ameniza um pouco as notícias, normamente graves e negativas nos telejornais. Depois tem o seguinte, futilidade sempre foi muito eficiente pra distrair o povaréu. Agora, na boa, qual a importância de uma dúzia de modelos andróginas zanzando numa passarela com um monte de trapos ridículos? No que isso afeta a vida de 99,99% da população brasileira? Só serve mesmo pra televisão ocupar seu tempo ocioso e precioso.
