July 17, 2007

Jornal do Cabrini

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:11 pm

O Jornal da Noite (da Band) precisa, urgentemente, de um bom editor. Ou então deve mudar o nome para Jornal do Cabrini. Pois a situação atual do jornal é esta: o Cabrini é repórter, é apresentador, é comentarista e é o editor. É o primeiro jornal personalista da nossa televisão. Tudo vai do gosto e da vontade do Roberto Cabrini.
A coisa pode até ser interessante pra Band, que contratou um profissional e ele faz o trabalho de quatro. Mas o resultado é terrível. O Cabrini pode até ser um bom e experiente repórter, mas é um apresentador fraco. E ainda carrega os cacoetes do tempo em que apresentava o Brasil Urgente. O estilo popularesco e estridente não fica bem num jornal que passa depois da meia-noite e que tem um público mais qualificado. Tudo é superlativo e exagerado para o Cabrini. Qualquer reportagem comum toma cores berrantes e uma locução nervosa e desesperada.
Quando chega a hora de comentar, o Roberto Cabrini mistura sua opinião pessoal com a matéria jornalística. Fica difícil distinguir as duas coisas. E os adjetivos e exageros vão se alastrando pelo tele-jornal. Outro dia mesmo o Cabrini se referiu ao atleta, que ganhou a primeira medalha de ouro no Pan para o Brasil, como “herói”. Será que o Cabrini sabe o exato significado da palavra? Ora, o rapaz pode ser esforçado, dedicado, bravo… Herói não! Herói mesmo é quem sustenta sua família com um salário mínimo neste país. E os adjetivos seguem em profusão: para a bandeira que posa nua e que é tema de várias e longas matérias; para a miss que ficou em segundo lugar na disputa mundial; para a Gisele sem-Bundchen numa daquelas repetitivas listas de “as 10 mais sei lá o que”…
É difícil imaginar que o Cabrini vá se corrigir sozinho nesta altura do campeonato. A Band deveria ter um editor para o jornal. Alguém para controlar o Cabrini. Pois, já aprendi, em certas ocasiões, “menos” é “mais”. Menos Cabrini, menos…
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O ótimo resultado da audiência da Band no Mundial Sub-20 e nos jogos da Copa América que exibiu sozinha só confirmam aquilo que (quase) todos já sabem: não dá pra bater de frente com a Globo. Botar os mesmos jogos é pedir pra levar uma surra. Ainda mais com o estilo “quadrado” de transmissão da Band. Acho que só teria algum chance se fizesse uma transmissão totalmente radical e diferenciada. Se realizasse uma revolução em termos de futebol na tevê. Mas isso é algo impossível de acontecer diante da mentalidade que reina na emissora do Morumbi.
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A propaganda não precisa ser textual, mas é bom que seja verossímil. Ainda mais quando é um anúncio de remédio. Talvez ninguém repare naquele anúncio de um remédio para gases, o Luftal. A cena se passa num cinema e o locutor vai tentando explicar o significado do som dos gases que provocam o desconforto na personagem. Não é tão engraçado como eles pretenderiam, mas… Daí entra a segunda cena (o depois) e a moça aparece tomando o remédio com um copo de água. E isso dentro do cinema!!! Só queria entender como alguém consegue arrumar um copo de água num cinema (nem se fosse copo plástico). E ainda tomar o remédio no escurinho da sala. É bom que o remédio seja melhor que o publicitário…

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1 Comentário »

  1. Concordo com as observações do Pan mas discordo totalmente em relaçção ao Jornal da Noite brilhantemente ancorado pelo Roberto Cabrini.
    Na minha opinião e na de todos meus amigos aqui de Curitiba,Cabrini faz hj o melhor telejornal do horário,o único com conteúdo e que n é uma cópia mal sucedida dos modelos globais.
    Competente e corajoso,ele incomada os poderosos…

    Comment by Cláudia Huberger de Mello — July 20, 2007 @ 11:38 am

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