Foca ou Fofoca?
A televisão gosta de umas besteirinhas… Agora a pauta do dia é falar sobre o “foca”, Kerlon, e a agressão que sofreu ao aplicar o drible nos adversários. De domingo até hoje, quinta, a Globo não se cansa de falar no assunto. Sobrou até pro Entre Aspas, que a Maria Beltrão apresenta na Globo News.
Mas é bom lembrar que o assunto é velho. O mesmo jogador, o mesmo drible e o mesmo tipo de agressão já foram vistos antes. Eu lembro de situação igual no Sul-Americano Sub 17, em 2005. A impressão que passa é que falta assunto no futebol brasileiro atual. Os craques se foram, a disputa pelo título está resolvida, os escândalos já cansaram… Sobrou o Foca, o Coelho, o Leão, o Galo…
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Obviedade. Isso resume a publicidade brasileira nos últimos anos. Parece receita de bolo, junte 3 ovos, um tanto de farinha, um tanto de açúcar… Ainda mais na hora de escolher as “celebridades” que vão estrelar as campanhas. Já vi tudo:
Quer uma figura popular, com cara (feia) de povão? Taca a Regina Casé. O Sérgio Loroza fica como 2ª opção.
Quer uma figura com o biotipo perfeito pra produtos de beleza? Taca a Adriane Galisteu ou a Grazzi.
Quer uma gostosona pra atrair a atenção do macharedo? Taca a Juliana Paes.
Quer uma cantora alegre e dançante? Leva a Ivete Sangalo ou a Daniela Mercury.
Quer uma figura elegante e sofisticada? Ana Hickman na mão.
Quer um tipo “boa gente” e simpático? Tá aí o Rodrigo Santoro.
E por aí vai. Simples, muito simples…
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Vejam só como é curioso. A pessoa está vendo algum jogo (internacional) no Esporte Interativo e tem que aguentar uns 15 minutos de picotes e perda de sinal. Daí vem o locutor explicar o problema: a culpa é do Sol, que interfere nas transmissões do satélite… que naquele horário os raios fazem tal coisa… que a repimboca da parafuseta tá mal apertada… Só que: 30 minutos antes a Globo estava exibindo a Fórmula 1 e o Sol não atrapalhou em nada. Nem nas 12 corridas anteriores. Só muito raramente dá algum problema no satélite.
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Leio no Flávio Ricco que a finada TVJB gastou 60 milhões no projeto frustrado. Difícil acreditar neste número. As torres e repetidoras eram da CNT. Os estúdios foram alugados da produtora do Gugu (e nem foram pagos). O investimento em programação e equipamentos foi irrisório. Do valor acertado com a CNT (pela concessão) eles só pagaram a metade das mensalidades. Aonde foi parar este dinheiro todo??
Só como parâmetro, a Record News está consumindo 15 milhões de investimentos da Record. Claro que eles estão usando a estrutura da Rede Mulher, mas…
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Estou aguardando (ansioso) a reação da Globo News ao lançamento da Record News. Eles já conseguiram autorização do Ministério da Comunicações para atuar com sinal aberto. A briga vai começar em São Paulo, o mercado mais importante. Mas deve seguir por outros Estados. Aliás, a Globo News tem toda a cara de tevê aberta. Começando pelo número de anúncios veiculados. Mas vamos deixar esse assunto pra outro dia.
