Lei de Gérson
Chega hoje, nas bancas, a revista com o ensaio daquela senhora, ex-amante do senador envolvido em dezenas de denúncias. E pouco importam as fotos ou o sucesso de vendas da revista. Importante mesmo é pensar no nível de degradação alcançado por nossa sociedade. Não sei onde fica o “fundo do poço”, mas creio que estamos perto.
Os fins justificam todos os meios. Se os fins representam fama e dinheiro, mais ainda. Tudo é aceito por nossa sociedade, que é tão amoral quanto o senador que ela critica.
Mas a senhora não cometeu qualquer crime, muitos andam dizendo. É verdade, não há crime. Qual o problema de ser amante de um político casado? Eles tinham muita coisa em comum; no caráter, por exemplo. Qual o problema em, repentinamente, engravidar? Talvez ela não conheça nenhum método anticoncepcional, coitada. Qual o erro em pedir 5 ou 8 mil de pensão alimentícia? A vida anda cara, minha gente. Qual o pecado em se aproveitar do escândalo para aparecer na mídia e acabar na capa de uma revista de nu? Tantas mulheres já fizeram isso antes. E a grana é boa!
Não há crime, realmente. Só indignidade. E, o pior, é que a indignidade está virando lei neste país. Então, cumpra-se a lei.
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O Jornal da Record exibiu, ontem, extensa reportagem sobre o (suposto) sucesso da Record News e os efeitos disso, até no mercado de antenas de UHF. E, novamente, repetiram os canais onde a emissora pode ser captada. Meia verdade, meia mentira. Pois o problema não está na antena ou em saber o canal. O problema é que o sinal é tão fraco que é quase impossível assistir a transmissão. Tá na hora de jogar menos confete (nos próprios ombros) e investir em novos transmissores.
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Começaram os anúncios para divulgar a chegada da TV digital. O filme retrata uma família onde os membros vão falando sobre a maravilha que se aproxima. Bem… Talvez a realidade seja menos glamurosa. Começa pelo tal aparelho que irá decodificar o sinal digital. Deve custar muito mais que os 200 Reais que o governo anunciou. Depois teremos que esperar um bom tempo até que todas as possibilidades e interatividade se torne efetiva nas maiores redes do país. No primeiro momento talvez só se perceba a melhoria no sinal e na qualidade de imagem.
Do jeito que andam nossas emissoras, tenho quase certeza, essa novidade servirá, mais e mais, para atacar o bolso do espectador. Podem apostar.
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Brincadeira de vai-vem no SBT: mais uma vez o “patrão” muda o formato do programa Charme. Virou um game, com o mesmo joguinho de perguntas que o Celso Portioli já apresentava. A única novidade éque agora até a Adriane Galisteu está conformada. Só fica difícil entender o nome (charme) num game show. Aliás, tudo é difícil de entender no SBT.
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Eu já tinha criticado o Cabrini nesta coluna, e mantenho a posição. Mas ontem, ele cumpriu sua missão de repórter ao tentar entrevistar a tal ex-amante do senador. E digo “tentar” pois ela só respondeu aquilo que lhe interessava. Mas o Roberto Cabrini fez o “dever de casa” e não teve medo ou foi hipócrita como alguns (algumas) outros apresentadores.

Parabéns pelo seu comentário sobre como a sociedade vê o escandalo Renan….
Comment by Aloisio Junior — October 9, 2007 @ 10:31 pm