Nem 3 dias de diferença: no Domingo a Record exibiu uma reportagem do Arnaldo Duran mostrando o luxo e ostentação em Dubai. Ontem foi o Amaury Jr. iniciando uma série de reportagens pelo mesmo país. Até que é bacana ver como os “petrodólares” podem mudar um país. Mas as duas matérias não foram uma simples coincidência. A grande maioria desse tipo de reportagens pode ser explicada com uma palavra: jabá.
Funciona assim: a agência (ou ministério) de turismo de um certo país está querendo divulgar uma região ou cidade. Ou é uma empresa de aviação criando uma nova rota para um destino turístico. Daí elas entram em contato com nossas “esfomeadas” emissoras e oferecem tudo na base BLT (boca livre total): pagam as passagens da equipe, hospedagem, alimentação, etc… Basta que o repórter siga o roteiro estabelecido e que não economize nos elogios.
Até mesmo várias reportagens em destinos turísticos no Brasil seguem esse mesmo esquema, com a prefeitura ou a secretária de turismo bancando a mordomia. É, o tempo passa mas o jabá continua firme e forte.
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A Rede Brasil de Televisão ficou off no Domingo por várias horas; isso aqui no Estado. Mas ao retornar o sinal estava um pouco melhor. Ainda muito longe do ideal, mas já mais forte. Devem ter trocado os transmissores ou aumentado a potência.
E a emissora também anda reforçando a programação. Duas semanas atrás havia estreado o Anexo, apresentado pela Daniela Franco, esposa do Moacir. Depois foi a vez do programa de ginástica, da bonitona Mariana Dib. Também ampliaram as sessões de filmes, alguns até bem interessantes e fugindo daquele padrão de “arrasa-quarteirão” das emissoras maiores. E agora anunciam o lançamento de um telejornal que terá a participação (no conteúdo) dos espectadores.
É claro que a emissora comete alguns erros. O mais irritante é o abuso na participação de videntes e supostos paranormais, como no programa Nei Nani. É impressionante como isso ainda tem espaço na televisão. Mas, de um modo geral, a emissora está indo pelo caminho certo. Ainda é pequena e sofre com a falta de recursos, mas o enfoque é correto.
Aproveitando, se quiserem assistir a Rede Brasil online, já adicionei a emissora na seção de TVs online. Basta ir no menu, ao lado, e visitar a seção.
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E a Rede TV! vai mesmo estrear o programa com o tal Doutor Beleza. Só que mudaram o dia. Não será mais no Domingo, antes do Pânico; está marcado para o Sábado, após o TV Fama. Não creio que isso vá muito longe. Mas, pra Rede TV! qualquer pontinho na audiência já é festa. Então tá…
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A noite de Terça anda terrível na Globo. O Casseta e Planeta já perdeu a graça faz um bom tempo. Está chegando no nível do Zorra Total. E o Tomá Lá Dá Cá não passa de uma cópia mal acabada do Sai de Baixo. Só esqueceram de convidar a “graça”. Programa de humor sem a “graça” não dá!! Melhor pra concorrência.
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Shownalismo e Parcialidade|
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A gente costuma falar em shownalismo, e algumas pessoas talvez tenham dificuldade para entender a expressão. Mas é fácil entender a diferença entre jornalismo e shownalismo. Vejam esse exemplo ocorrido ontem:
1- No jornal regional da Record do dia 23/11: começa o noticiário, com o apresentador “nervoso” chamando uma reportagem sobre um caso policial ocorrido vários dias antes. Agora o assunto era a ação policial decorrente do episódio. Retorna ao estúdio e o apresentador avisa que o repórter logo voltaria com mais novidades. Duas ou três notícias depois e o repórter é chamado para a segunda participação. E repete as mesmas imagens e informações da primeira vez. Mais dois minutos e o apresentador chama novamente o link, agora para entrevistar o delegado que cuidava do caso. Nenhuma informação relevante agora, só o delegado passando um recado pros bandidos. Algo do tipo “entreguem o cara ou a gente vai continuar atrapalhando o negócio de vocês”. Ê Brasil. Daí o jornal continua com a previsão do tempo, um reportagem de futebol e tal. No encerramento o apresentador eleva o tom e volta a chamar o repórter para “mais” informações sobre o caso policial. E desta vez o repórter acrescenta uma linha ao que já havia dito antes. Nada além disso.
Vale lembrar que o jornal local da Record compete com o Brasil Urgente, do Datena. Talvez isso explique o enfoque policialesco e a apresentação “nervosa”.
2- No jornal regional da Band, no mesmo dia: no primeiro bloco do noticiário eles mostram uma reportagem completa, com todas as informações sobre o caso, incluindo entrevista com o mesmo delegado. Simples. Daí em diante o jornal seguiu com notícias de economia, esporte, lazer, previsão do tempo, cidade… Menos gritaria e muito mais informação.
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Outro problema grave no jornalismo é a parcialidade de certos veículos. No dia do treino para o jogo da seleção contra o Uruguai, todas as emissoras fizeram matérias sobre o assunto. E mostraram as vaias de um grupo de torcedores, especialmente dirigidas ao técnico (técnico, é?) Dunga. Todas menos a Globo. O Jornal Nacional daquele dia ignorou, solenemente, o fato. Tudo para não desagradar a CBF, o “dono” da CBF, Ricardo Teixeira, e o técnico Dunga. Vergonhoso!
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Falando em futebol na tevê… Qual a utilidade dos comentaristas esportivos da Globo?? Se não podem criticar certos figurões (que não jogam nada; e não é de hoje), pra que ter comentaristas? Estão lá pra enfeitar? Pra fazer companhia pro Galvão? Ora, então deixa o Galvão Bueno narrar e comentar sozinho. Ele já gosta disso mesmo…
Aliás, a transmissão do jogo contra o Uruguai foi bem curiosa. O Uruguai fez o gol logo no início e a seleção jogando “peteca”. Logo começaram as vaias. E o som ambiente foi sutilmente abafado. Lá pelos 25 ou 30 minutos, o Galvão resolveu falar sobre as vaias. No mesmo instante aumentaram o volume do som ambiente e deu pra ouvir a torcida : “Ei, Dunga, vai tomar no **”. O sujeito que trabalha no controle de áudio das transmissões de futebol deve ficar num stress total.
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A repetição de matérias em certos programas da Record já beira o absurdo. Chega a irritar. Se o Gérson de Souza ganhasse por cada reportagem reprisada já estaria milionário.
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