November 28, 2007

Viajando no Jabá

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:38 am

Nem 3 dias de diferença: no Domingo a Record exibiu uma reportagem do Arnaldo Duran mostrando o luxo e ostentação em Dubai. Ontem foi o Amaury Jr. iniciando uma série de reportagens pelo mesmo país. Até que é bacana ver como os “petrodólares” podem mudar um país. Mas as duas matérias não foram uma simples coincidência. A grande maioria desse tipo de reportagens pode ser explicada com uma palavra: jabá.
Funciona assim: a agência (ou ministério) de turismo de um certo país está querendo divulgar uma região ou cidade. Ou é uma empresa de aviação criando uma nova rota para um destino turístico. Daí elas entram em contato com nossas “esfomeadas” emissoras e oferecem tudo na base BLT (boca livre total): pagam as passagens da equipe, hospedagem, alimentação, etc… Basta que o repórter siga o roteiro estabelecido e que não economize nos elogios.
Até mesmo várias reportagens em destinos turísticos no Brasil seguem esse mesmo esquema, com a prefeitura ou a secretária de turismo bancando a mordomia. É, o tempo passa mas o jabá continua firme e forte.
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rede brasilA Rede Brasil de Televisão ficou off no Domingo por várias horas; isso aqui no Estado. Mas ao retornar o sinal estava um pouco melhor. Ainda muito longe do ideal, mas já mais forte. Devem ter trocado os transmissores ou aumentado a potência.
E a emissora também anda reforçando a programação. Duas semanas atrás havia estreado o Anexo, apresentado pela Daniela Franco, esposa do Moacir. Depois foi a vez do programa de ginástica, da bonitona Mariana Dib. Também ampliaram as sessões de filmes, alguns até bem interessantes e fugindo daquele padrão de “arrasa-quarteirão” das emissoras maiores. E agora anunciam o lançamento de um telejornal que terá a participação (no conteúdo) dos espectadores.
É claro que a emissora comete alguns erros. O mais irritante é o abuso na participação de videntes e supostos paranormais, como no programa Nei Nani. É impressionante como isso ainda tem espaço na televisão. Mas, de um modo geral, a emissora está indo pelo caminho certo. Ainda é pequena e sofre com a falta de recursos, mas o enfoque é correto.
Aproveitando, se quiserem assistir a Rede Brasil online, já adicionei a emissora na seção de TVs online. Basta ir no menu, ao lado, e visitar a seção.
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E a Rede TV! vai mesmo estrear o programa com o tal Doutor Beleza. Só que mudaram o dia. Não será mais no Domingo, antes do Pânico; está marcado para o Sábado, após o TV Fama. Não creio que isso vá muito longe. Mas, pra Rede TV! qualquer pontinho na audiência já é festa. Então tá…
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A noite de Terça anda terrível na Globo. O Casseta e Planeta já perdeu a graça faz um bom tempo. Está chegando no nível do Zorra Total. E o Tomá Lá Dá Cá não passa de uma cópia mal acabada do Sai de Baixo. Só esqueceram de convidar a “graça”. Programa de humor sem a “graça” não dá!! Melhor pra concorrência.

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November 24, 2007

Shownalismo e Parcialidade

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:53 am

shownalismoA gente costuma falar em shownalismo, e algumas pessoas talvez tenham dificuldade para entender a expressão. Mas é fácil entender a diferença entre jornalismo e shownalismo. Vejam esse exemplo ocorrido ontem:
1- No jornal regional da Record do dia 23/11: começa o noticiário, com o apresentador “nervoso” chamando uma reportagem sobre um caso policial ocorrido vários dias antes. Agora o assunto era a ação policial decorrente do episódio. Retorna ao estúdio e o apresentador avisa que o repórter logo voltaria com mais novidades. Duas ou três notícias depois e o repórter é chamado para a segunda participação. E repete as mesmas imagens e informações da primeira vez. Mais dois minutos e o apresentador chama novamente o link, agora para entrevistar o delegado que cuidava do caso. Nenhuma informação relevante agora, só o delegado passando um recado pros bandidos. Algo do tipo “entreguem o cara ou a gente vai continuar atrapalhando o negócio de vocês”. Ê Brasil. Daí o jornal continua com a previsão do tempo, um reportagem de futebol e tal. No encerramento o apresentador eleva o tom e volta a chamar o repórter para “mais” informações sobre o caso policial. E desta vez o repórter acrescenta uma linha ao que já havia dito antes. Nada além disso.
Vale lembrar que o jornal local da Record compete com o Brasil Urgente, do Datena. Talvez isso explique o enfoque policialesco e a apresentação “nervosa”.
2- No jornal regional da Band, no mesmo dia: no primeiro bloco do noticiário eles mostram uma reportagem completa, com todas as informações sobre o caso, incluindo entrevista com o mesmo delegado. Simples. Daí em diante o jornal seguiu com notícias de economia, esporte, lazer, previsão do tempo, cidade… Menos gritaria e muito mais informação.
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Outro problema grave no jornalismo é a parcialidade de certos veículos. No dia do treino para o jogo da seleção contra o Uruguai, todas as emissoras fizeram matérias sobre o assunto. E mostraram as vaias de um grupo de torcedores, especialmente dirigidas ao técnico (técnico, é?) Dunga. Todas menos a Globo. O Jornal Nacional daquele dia ignorou, solenemente, o fato. Tudo para não desagradar a CBF, o “dono” da CBF, Ricardo Teixeira, e o técnico Dunga. Vergonhoso!
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Falando em futebol na tevê… Qual a utilidade dos comentaristas esportivos da Globo?? Se não podem criticar certos figurões (que não jogam nada; e não é de hoje), pra que ter comentaristas? Estão lá pra enfeitar? Pra fazer companhia pro Galvão? Ora, então deixa o Galvão Bueno narrar e comentar sozinho. Ele já gosta disso mesmo…
Aliás, a transmissão do jogo contra o Uruguai foi bem curiosa. O Uruguai fez o gol logo no início e a seleção jogando “peteca”. Logo começaram as vaias. E o som ambiente foi sutilmente abafado. Lá pelos 25 ou 30 minutos, o Galvão resolveu falar sobre as vaias. No mesmo instante aumentaram o volume do som ambiente e deu pra ouvir a torcida : “Ei, Dunga, vai tomar no **”. O sujeito que trabalha no controle de áudio das transmissões de futebol deve ficar num stress total.
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A repetição de matérias em certos programas da Record já beira o absurdo. Chega a irritar. Se o Gérson de Souza ganhasse por cada reportagem reprisada já estaria milionário.

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November 20, 2007

Pica-Pau e Torpedos

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:10 am

Vou começar “costurando” uns assuntos que abordei na última coluna:
No tema da jogatina que infesta nossa emissoras: um dos casos mais absurdos ocorre no programa infantil das manhãs do SBT. Pegam as crianças (espectadores) para participar de uma brincadeira por telefone e depois tentar ganhar um prêmio na roleta. Tá certo, não é jogo pois (parece) que a ligação é gratuita. Mas já é uma forma de catequisar as crianças para que, no futuro, tenham familiaridade com jogos e apostas.
Aliás, qual o programa do SBT que não tem uma roleta no cenário??? Parece que o Sílvio tem fixação por roleta.
No caso das tevês pagas: é impressionante como elas têm dinheiro para investir em publicidades. Já na hora do tele-atendimento, até para atender eventuais novos clientes, eles aboliram o 0800. Todas as empresas obrigam que os interessados usem um telefone comum, tarifado. Se fazem isso com um possível assinante, imagina como será o tratamento depois.
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Tá evidente que o Pica-Pau virou o Chaves da Record. E eles seguem o SBT até no troca-troca na programação. É um negócio de botar o desenho antes do Programa da Tarde, depois, no lugar da novela, antes do jornal local, depois … Mas não pára por aí, a bagunça é tanta que tem desenho passando num dia e sendo reprisado no dia seguinte. Não há qualquer critério.
Parece que os números da audiência justificam tudo. Até mesmo repetir os erros (medonhos) de uma emissora concorrente. Mas, a realidade é dura: nenhuma emissora vai muito longe com Chaves ou com Pica-Pau. É quebra-galho. É só!
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Tem mais uma novidade na praça. E é daquelas que tenta ludibriar o consumidor mais desatento. Várias empresas (de refrigerantes, papel higiênico, absorventes íntimos …) estão promovendo sorteios milionários entre os consumidores participantes. Mas… não basta juntar selos, tampas ou códigos. O “pulo do gato” dessas promoções é fazer o participante enviar um SMS para validar seu código. E esse torpedo é cobrado pela empresa de telefonia, claro. E parte desse valor acaba indo pra empresa que criou a promoção. Assim fica fácil. Socando o *** do consumidor, até eu.
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Dando uma zapeada pela CNT… mais dois tele-milagreiros estão ocupando o horário nobre (sic) da emissora: Silas Malafaia e um tal de Valdemiro. Esse último é engraçadíssimo. Passa parte do tempo tropeçando na língua portuguesa e o resto se dizendo vítima de perseguição e pedindo dinheiro para manter o programa na televisão. E não faltam otários para dar. Já comprou horários em 3 emissoras.
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A Globo tenta, tenta, tenta, mas ainda não conseguiu um reforço para sua equipe de comentaristas de futebol. Mas é difícil mesmo. Ou vai achar um fanfarrão ou um ex-jogador popularesco e semi-analfabeto. Se quisessem alguém sério, mas não muito famoso até poderiam achar. Tem uns 3 ou 4 nomes aí disponíveis.

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November 15, 2007

Tevê Jogatina

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:13 pm

Estou pensando seriamente em abrir um cassino. E não venham dizer que o jogo é proibido no Brasil. Tem todo tipo de jogo e pra todos os gostos por aqui. Na televisão então… Acho que só a Globo e as educativas estão fora da jogatina. No caso da Globo é puramente por questões comerciais; ganham mais com a veiculação de anúncios. E a utilização de telefonemas tarifados (no BBB) não gera prêmios para os espectadores que participarem. Assim sendo, não é jogo.
No resto, a jogatina come solta. Sejam brincadeiras, promoções, quiz, telefonemas, torpedos… Tudo para arrancar uma grana do espectador mais desavisado. Não precisa ser numa mesa de pôquer, o telefone é muito mais prático nessa hora. Mas o nome disso é “jogo de azar”. A lei diz que é proibido, mas elas fazem. E as empresas de telefonia estão associadas nessa roubalheira.
Resta saber onde, quando e se isso vai parar. Eu tenho minhas dúvidas. Com o atual nível de corrupção e falsidade de nossos dirigentes, não vejo quem possa ter moral para impedir essa roubalheira via telefone.
Mas, pensando bem, se vocês quiserem comentar esse assunto, podem ligar para o meu celular (interurbano, é claro). A ligação tem o custo de 5,00 e 90% disso a telefônica vai depositar na minha conta. Podem ligar quantas vezes desejarem. Vou sortear um paliteiro entre os participantes :)
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Um dos maiores micos da história recente deste país é o setor de tevês pagas. Ainda lembro das promessas (e projetos) da época em que surgiram as primeiras empresas do setor. A expectativa era alcançar mais de 15 milhões de assinantes em pouco tempo, gerar milhares de empregos, ampliar e diversificar a criação de programas, filmes, jornalísticos… Acabaram com o pincel na mão. E o assinante entrou com a parte final neste projeto “caracu”.
O cenário atual beira o caos. Algumas empresas foram vendidas; a última foi a TVA, que deve passar para o controle da Telefonica. Outras se fundiram. O serviço é péssimo. O valor cobrado é absurdo. Enfim…
Aquelas que podem (por questões tecnológicas) resolveram ingressar no mercado de Internet banda larga. Foi a única saída para recuperar a base de assinantes. Quem não pode (Sky) tenta crescer no “grito”. Gasta verbas e mais verbas com campanhas de publicidade. Mas não apresentam nada de novo. Nem planos novos para assinaturas. Aliás, a estratégia atual é nem falar o valor dos planos oferecidos. As promoções variam dependendo da região e da concorrência local. É como se um restaurante cobrasse de acordo com a fome do cliente. Se o sujeito tem muita fome o prato é 30,00, se tem pouca é 20,00. Brincadeira, hein!
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Fiquei sabendo que o nosso eficientíssimo governo vai investir 350 milhões nessa nova tevê pública, a TV Brasil. Isso considerando a situação atual das televisões educativas e da Cultura, quase quebradas. Pra investir nas tevês educativas não tem dinheiro, mas para criar uma emissora “chapa branca” sobra grana. Ê Brasil…
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Mais uma vez aparece a notícia de oferta para comprar o SBT. Dessa vez o valor citado alcança os 2 bilhões. Mas, acho eu, que o final do filme será igual às outras vezes. Na hora H, o Sílvio desiste de vender.

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November 12, 2007

A Noite É Uma … Chateação

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:50 am

otavio mesquitaCertos programas deveriam ter prazo de validade. Ou então passar por uma reformulação total a cada 3 ou 4 anos. Caso contrário podem acabar como o A Noite É Uma Criança. O programa está vencido e só continua na grade da Band por certos detalhes: falta de concorrência, prestígio do apresentador, faturamento bom…
Aliás, o faturamento está diretamente ligado ao prestígio e aos amigos (publicitários) do Otávio Mesquita. E ele não economiza na hora de falar dos patrocinadores. Manda beijos e abraços para os diretores de marketing, participa de todas as festas e promoções da empresas, mostra o macacão com a marca dos patrocinadores (são os mesmos que patrocinam seu carro de corrida) … Esse é o principal “quadro” do programa.
O resto fica por conta de algumas reportagens da Bárbara e do Rodrigo. Mas aí também entra o famoso “jabá”. Sempre que possível a matéria aborda algum lançamento ou alguma empresa. Viagens da equipe? Só se alguma agência (ou orgãos promotores do turismo) custearem a despesa. O Otário.. ooops, Otávio Mesquita não costuma mais botar o pé na estrada. Prefere as pistas de automobilismo. E fica no estúdio lendo alguns emails com piadinhas ou mostrando vídeos da Internet. Nada mais…
A impressão que passa é que o Otávio está saturado e não tem mais o tesão de outros tempos. Virou um burocráta da apresentação. E está mais visível o lado de contato de mídia, primeira atividade profissional do Otávio. Tudo é justificado pelos patrocinadores e pelas ações de marketing.
Daí a gente imagina que a direção vai chamar todo mundo e dar uma chacoalhada geral. Mas… Mas a diretora é amiga antiga do Otávio. Amigos, sempre amigos…
E como fica o espectador? Ora, isso pouco importa, é só alguém com insônia e sem melhores opções na madrugada.
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E a lista de programas “zumbis” é extensa. Na Record temos dois que não dá pra entender a presença. O 3º Tempo ainda atende aos inúmeros patrocinadores, mesmo entrando na madrugada de Segunda. Mas e o Programa da Tarde? Virou um amontoado de reprises de quadros de outros programas. Pegadinhas, quadros de humor, reportagens antigas, vale tudo. Nem a Maria Cândida, nem a direção acreditam mais no programa. Estão lá por obrigação contratual. O programa já acabou, mas esqueceram de tirar do ar.
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Na última Quinta a Band exibiu o Grammy latino. Bem que a emissora tentou dar um ar mais “brasuca” ao evento, mas não deu. Aquilo ali não tem a menor importância e nem repercussão por aqui. É muito confete pra pouca festa. Só mesmo o interesse comercial para explicar um Grammy latino. O mercado latino (dos Estados Unidos) tem certa importância para a indústria da música. Já o mercado latino de verdade (do México pra baixo), não significa nada. Seria algo como criar um Oscar latino. Acham que isso iria rolar mesmo?

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November 10, 2007

Problemas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:26 am

Olá, fizemos uma atualização no Wordpress e estamos com um problema na codificação do texto. Espero resolver o problema logo. Desculpem o transtorno.

//editado//

Bem… Problema resolvido. Com uma gambiarra, um baita trabalho e a ajuda do Google.

Parece que esse é um problema recorrente quando se atualiza a versão instalado do Wordpress.  E parece que os desenvolvedores do sistema não consertaram isso ainda. Ou não estão preocupados com sites em língua portuguesa :/ Muito chato, isso!!

Mas, bola pra frente. Ou pro mato…  Vou tentar atualizar o site amanhã. Até a próxima

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November 7, 2007

Grandes Verbas, Pequenos Comerciais

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:46 pm

 É algo assustador o gigantismo das Casas Bahia na mídia. Claro que nenhuma televisão ou jornal irá reclamar do fato. Mas o desnível no volume investido é preocupante. Só como exemplo, a verba anual das Casas Bahia é 4 vezes maior que a soma da verba do Ponto Frio e Insinuante juntas. Só no 1º semestre de 2007 eles já investiram mais de 1,1 Bilhões (bi, não milhões) em publicidade! Mas estes números não são justificados apenas pelo enorme faturamento da empresa. Vai além. Tem relação com o modelo comercial, misto de comércio varejista e financeira.
Só gostaria de ver alguém abrir a “caixa preta” das Casas Bahia. É uma ótima pauta para uma das revistas semanais. Alguém vai ter coragem para tanto?
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A Ambev tem a terceira maior verba publicitária do país, mas é um caso perfeito de dinheiro mal investido. A Brahma continua insistindo na estratégia da Zeca Feira. Mas não funciona. Nunca vi ninguém citar (nem de longe) o slogan ou lembrar do caso na hora de pedir uma cerveja. A Skol iniciou uma série de filmes sobre o “código secreto” da redonda. A produção é boa (para o padrão do mercado nacional), mas o resultado prático é pífio. A propaganda chega a irritar. Já a Antártica se segura na gostosura da Juliana Paes. Nada além disso.
É muito pouco para a maior cervejaria do país e para os 450 milhões que ela investe em publicidade.
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A Philips é a mais nova empresa eletrônica que aderiu ao slogan em inglês. Virou um lugar comum, quase todas as empresas do setor abandonaram o português em seus comerciais. Mas o fato mais estranho é ver a Ivete Sangalo cantando o jingle em inglês, no mais recente filme publicitário. É como comer vatapá com yakissoba, não combina nada. Nem sense, nem simplicity…
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Algum de vocês é amigo de um dono de agência de propaganda? Não? Mas deveriam! Iriam ter a boa vida do Otávio Mesquita, que é amigo de muitos. Pois mal a agência do Roberto Justus conquistou a verba da Schin, e o Otávio já estava com anúncios da cerveja no seu programa. E mais aqueles testemunhais que ele gosta tanto. Assim fica fácil.
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Conhecem a “dança das cadeiras”? Pois é o que está acontecendo entre as emissoras de televisão de Santa Catarina. A emissora que transmitia o SBT passou para a Record. Pro SBT não ficar sem sinal no Estado, deve fechar com a atual Rede TV! Sul. E a Rede TV! deve ficar com o pincel na mão. Ou arrumar alguma retransmissora em UHF. Lembrando que a antiga parceira da Record passa a retransmitir a Record News em Santa Catarina.

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