November 7, 2007

Grandes Verbas, Pequenos Comerciais

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 5:46 pm

 É algo assustador o gigantismo das Casas Bahia na mídia. Claro que nenhuma televisão ou jornal irá reclamar do fato. Mas o desnível no volume investido é preocupante. Só como exemplo, a verba anual das Casas Bahia é 4 vezes maior que a soma da verba do Ponto Frio e Insinuante juntas. Só no 1º semestre de 2007 eles já investiram mais de 1,1 Bilhões (bi, não milhões) em publicidade! Mas estes números não são justificados apenas pelo enorme faturamento da empresa. Vai além. Tem relação com o modelo comercial, misto de comércio varejista e financeira.
Só gostaria de ver alguém abrir a “caixa preta” das Casas Bahia. É uma ótima pauta para uma das revistas semanais. Alguém vai ter coragem para tanto?
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A Ambev tem a terceira maior verba publicitária do país, mas é um caso perfeito de dinheiro mal investido. A Brahma continua insistindo na estratégia da Zeca Feira. Mas não funciona. Nunca vi ninguém citar (nem de longe) o slogan ou lembrar do caso na hora de pedir uma cerveja. A Skol iniciou uma série de filmes sobre o “código secreto” da redonda. A produção é boa (para o padrão do mercado nacional), mas o resultado prático é pífio. A propaganda chega a irritar. Já a Antártica se segura na gostosura da Juliana Paes. Nada além disso.
É muito pouco para a maior cervejaria do país e para os 450 milhões que ela investe em publicidade.
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A Philips é a mais nova empresa eletrônica que aderiu ao slogan em inglês. Virou um lugar comum, quase todas as empresas do setor abandonaram o português em seus comerciais. Mas o fato mais estranho é ver a Ivete Sangalo cantando o jingle em inglês, no mais recente filme publicitário. É como comer vatapá com yakissoba, não combina nada. Nem sense, nem simplicity…
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Algum de vocês é amigo de um dono de agência de propaganda? Não? Mas deveriam! Iriam ter a boa vida do Otávio Mesquita, que é amigo de muitos. Pois mal a agência do Roberto Justus conquistou a verba da Schin, e o Otávio já estava com anúncios da cerveja no seu programa. E mais aqueles testemunhais que ele gosta tanto. Assim fica fácil.
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Conhecem a “dança das cadeiras”? Pois é o que está acontecendo entre as emissoras de televisão de Santa Catarina. A emissora que transmitia o SBT passou para a Record. Pro SBT não ficar sem sinal no Estado, deve fechar com a atual Rede TV! Sul. E a Rede TV! deve ficar com o pincel na mão. Ou arrumar alguma retransmissora em UHF. Lembrando que a antiga parceira da Record passa a retransmitir a Record News em Santa Catarina.

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