Jornalismo de Erros
Jornalismo não é coisa fácil. E não é pra qualquer um. É preciso ter gente competente e a estrutura para colocar as notícias (corretas) no ar. E isso num prazo sempre apertado.
Pois a coisa anda feia lá pelas bandas do SBT. Na semana passada eu assistia uma reportagem sobre um incêndio numa das plataformas da Petrobras. A locução (uma voz feminina, que não pude identificar) dizia que o fogo atingiu a PSO. COMO??? Não existe plataforma PSO. O correto é P50. As plataformas da Petrobras são numeradas: P49, P50, P51 … Mas não termina aí. Nesta semana o jornalismo da emissora resolveu listar os clubes classificados para a Copa Sulamericana de 2008. E botaram o Figueirense na lista. Nada disso, o clube está fora. Depois foi uma matéria na entrega do troféu para os melhores do Brasileirão, feita pela CBF. Estavam entrevistando o zagueiro Thiago Silva do Fluminense e a legenda dizia que ele era meia. Bola fora! O Thiago que joga no meio-campo é outro. E eles nem são parecido; um é mulato, o outro é branco.
Outro erro que tem se tornado habitual, em quase todas as emissoras, é o uso indiscriminado de gráficos, slides, tarjas, etc… Quase nunca acrescentando informações ou ampliando a comprensão da notícia. Resolvem jogar um gráfico e pronto. Daí correm o risco de fazer besteira. E foi o caso de uma matéria (SBT de novo) sobre o nível do ensino na faculdades. A locução dizia que 25 das 31 faculdades pesquisadas foram reprovadas. Já a tarja informava que eram 25 estudantes em 31 faculdades. Estudantes???
Queria saber quem é o diretor responsável pelo jornalismo no SBT. Será o Kiko, o Chaves ou o Seu Madruga??
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A situação também não anda bem na Record. Mas aí o problema é a interferência do dono. Ele manda, os funcionários obedecem. Nesta semana o assunto principal dos jornais da emissora foi o futebol brasileiro. Tudo para bater na CBF e em alguns dirigentes de clubes. Não que estes sejam tão inocentes. Mas o motivo real é a briga pelos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. Se a emissora tivesse adquirido os direitos da competição estaria bajulando esses mesmos senhores.
Outro assunto recorrente na Record é atacar a igreja católica. É aquele tipo de matéria “cavada”. Foram na Internet e acharam uma reportagem na versão online de um jornal americano sobre uma ação judicial contra a igreja católica que inclui casos de pedofilia desde a década de 30 até hoje. Daí juntaram com um levantamente de algum instituto qualquer que registrava mais de 3.000 casos de padres envolvidos com pedofilia. Prato cheio pra emissora do bispo.
Aliás, um recado para os paparazzi: esqueçam isso de correr atrás de celebridades para tirar uma foto de um novo caso amoroso. É melhor seguir algum padre pedófilo e tirar fotos incriminadoras. Vão ganhar 10 vezes mais dinheiro vendendo as imagens pra Record.
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As nossas emissoras (principalmente SBT, Record e Band) inventaram agora de anunciar a tv digital como a maior invenção da humanidade. Estão prometendo lagosta e vão entregar sardinha. Certa está a Globo, muito mais comedida e realista. E, não tenho dúvidas, será a Globo a primeira a explorar, de forma mais avançada, as oportunidades de interatividade que o sistema digital propicia.
Aliás, foi só começar com a transmissão digital e o áudio da Band começou a ter variações enormes. Especialmente quando entra a transmissão net (de São Paulo para as afiliadas). O som fica baixo e vai subindo aos poucos. Quando volta a transmissão local o som está estourando. Haja controle remoto para subir e baixar o volume!!

