December 15, 2007

Cantando e Andando

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 5:51 pm

Fiquei acompanhando, pela Internet, a repercussão do show do Police no Rio. Não há evento que consiga ser realizado sem entrar no esquema das mega produções atuais. E a primeira regra nesses casos é lotar a área VIP com aquelas famosidades de plantão. E tome ex-brothers, modeletes e globais sem coisa melhor pra fazer. Todo mundo na aba.
O curioso é que são sempre as mesmas figurinhas repetidas. Pode ser um show de rock, um baile funk, bloco de axé, desfile de carnaval, festa de peão, jogo da seleção… Pouco importa. Lá estarão os tais “famosos”, comendo, bebendo e ocupando os melhores lugares. Muitos até recebendo cachê para frequentar o camorote de patrocinadores. Virou profissão para alguns.
O público (que pagou pelo ingresso) vira apenas uma peça do cenário. O evento também fica em segundo plano. Muitos ali nem sabiam cantar uma música do Police. Talvez tenham confundido a letra com alguma musiquinha funk que estivessem ouvindo no carro, no caminho pro show. Cambada de oportunistas!!
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Mas esse gosto musical super eclético não é exclusividade das famosidades. A coisa mais comum é ver a pessoa que frequenta uma balada de música eletrônica dizer que também curte funk, axé ou até um pagode. Virou uma grande geléia geral. Qualquer coisa que estiver tocando, qualquer show, qualquer evento… Tudo serve. Sei lá… Não é querer fiscalizar o c* alheio, mas parece que a música é o que menos importa nestes casos.
A impressão que tenho é que as emissoras de televisão e as gravadoras criaram um monstro e agora são vítimas dele. Começou com aquele negócio de ritmo da moda. Era sertanejo? Então se tocavam sertanejo nas televisões e rádio. E quem não gostava do estilo que se danasse. Depois veio a onda do axé. E era axé tocando até na porta do inferno. E quem não estivesse satisfeito que se lascasse. E depois foi o mesmo com pagode, com funk, com sei lá mais o que…
E agora? Agora não há mais programa de música na TV. Nem a MTV toca mais música. As rádios perderam grande parte do público. As gravadoras estão semi-falidas. É nisso que dá marretar o público. Criaram uma audiência que ouve qualquer coisa, que não tem gosto musical… Se o sujeito não gosta de nada, ele não vai comprar CD algum.
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Outra coisa que dá pra notar é que quase não há mais um grande sucesso musical. Qual foi a música do ano? Eu não sei. Tá todo mundo cantando e tocando músicas de 5, 10, 20 anos atrás. É um negócio de regravar antigos sucessos. E regravar de novo. E de novo… Tem conjunto que só gravou um disco e já tá lançando coletânea com os maiores sucessos. Hehehe…
E lá fora não é diferente. A crise é mundial. Basta ver que tiveram que desenterrar as Garotas Pimenta para fazer uma turnê beneficente. Em benefício da conta corrente das moçoilas! Imagina hein… 35 milhões de doletas pra cada uma. As Garotas… ooops, Velhotas Pimenta podem ser tudo, mas não são burras. Burro mesmo é o público que vai assistir essas tranqueiras.
Aliás, tem roqueiro que tá saindo do asilo geriátrico pro palco. Resta saber se o seguro de vida cobre essas extravagâncias…
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robert plantOutra notícia interessante, desses sites de fofoca, é sobre um famoso astro internacional. Parece que um amigo (ou maquiador) dele deixou escapar que o rapaz morde a fronha. Mas aonde tá a novidade nisso? Ora, ora… E ainda vejo o caso de um cantor (brasileiro) que anuncia seu casamento para breve. Casamento com uma moça, tá?!! Só que aí vão ser 2 moças: ele e ela. Complicado hein…
Nada contra a preferência sexual dos artistas; por mim podem queimar a rosca até virar cinza. Mas essa mania de querer passar uma imagem de “homem” para o público, principalmente o feminino, é coisa que não funciona mais. Mas o pior é que tem mulher teimosa. Vocês já viram aquela personagem do seriado A Turma? Uma que namorou um gay na época da faculdade e depois se casou com outro… Parece que tem muita mulher assim. Querem porque querem que o cantor seja comedor também. Só que a coisa não funciona assim.
Vamos deixar uma coisa clara: cantar não é exatamente uma atividade masculina. Macho que é macho, não canta nem dança. Só como exemplo: visualizem o Robert Plant cantando… Jogando o cabelinho pro lado, quebrando a perninha pro lado, agarrando o microfone com as duas mãos… Pombas! Cantor bom tem mais é que ser gay mesmo. E se for hetero, tem que ter um lado feminino bem desenvolvido. Tem que ser o primeiro a pegar o sabonete no chão :) E vamos parar com essa estória de se casar, não é Elton John? Ficar ocupando a moita não dá. Cantores, soltem a franga, queimem a rosca, mas, please, desocupem a moita.

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