E continua o nosso papo de olimpíada:
- A televisão tem umas manias. E não é só a nossa, lá fora também tem bastante. A última é achar que ginástica olímpica é um esporte estéticamente bonito para televisão. E tome falar de plástica, de cambalhota, de salto carpado, esticado e coisa e tal. Talvez seja bonito lá pras tiazinhas de Ohio, da Romênia ou do Japão. Pra cultura latina não funciona. Aqui o negócio é gol, ponto, nocaute, ippon… Tem que ter emoção.
Sem falar que… Volta e meia alguém tropeça, escorrega, cai de bunda e lá se vai o sonho da medalha. Já foi assim na olimpíada de Atenas e se repete nessa. E a emissora (ou narrador) que ficou 4 anos contando com a medalha fica com cara de mané. Já deviam ter aprendido. E deixa esse tipo de evento pra televisão norte-americana que adora piruetas e cambalhotas.
- Foi uma pena ver a derrota do futebol feminino. As mulheres, muito diferentes do bando de @%*&! do time masculino, lutaram, se empenharam, deram o máximo mas… Não passaram da prata de novo. E os motivos da derrota na final foram claros: faltou tática e organização, faltou preparo físico no final do jogo, e elas abusaram do individualismo. E o futebol (basta ver o lance do gol das americanas) é um esporte coletivo.
Mas talvez tenha sido melhor assim. Se ganhassem o ouro teriam uma glória efêmera, seriam exploradas pela CBF, pelos políticos que só aparecem na hora do bem-bom e o esporte continuaria esquecido depois de 1 ou 2 meses.
- Uma das melhores inovações na transmissão dos jogos é aquela câmera que faz um super slow motion. Nem se deve dizer que é uma câmera lenta; na verdade a câmera é super veloz e grava muito mais do que os habituais 24 ou 30 quadros por segundo. Só na hora de reproduzir a gravação é que fica “lenta” ao passar todos os quadros. De qualquer modo é sensacional!
- Não tenho grande simpatia pelo Galvão Bueno mas tenho que concordar num ponto que ele comentou: tá uma vergonha esse aliciamento de atletas por parte de alguns países; especialmente os mais ricos. No vôlei de praia mesmo tinha 4 brasileiros (as) defendendo a Georgia. Sem falar no sem número de africanos e caribenhos que disputam as olimpíadas pelo Canadá, Noruega, Bélgica, Holanda, etc… Nessas horas eles não deportam os pobres do terceiro mundo, né!?
Aliás, se o COI servisse pra alguma coisa além de brigar com a Fifa ou inventar esportes bizarros, poderia criar uma regra pra impedir esse abuso. Bastaria, por exemplo, definir que um atleta só pode defender um país depois de 8 anos de cidadania.
- Eu tinha visto uma reportagem mostrando que os chineses vinham treinando (ou ensaiando) até os torcedores. E pude notar isso em diversos momentos: Era o locutor do estádio pedindo palmas, era um painel avisando pro pessoal levantar ou sentar, gente, de costas pro campo, animando a torcida com os mãos… Mas não funcionou muito. Imaginar que os chineses pudessem torcer igual os brasileiros, argentinos ou mesmo italianos é pedir demais.
- Empolgação é um negócio perigoso. No meio da final de futebol feminino, entre Brasil e EUA, o nosso cornetarista Neto saiu com essa: “… e quer saber, a Marta é mais bonita que todo o time americano!!” Menos, menos, muito menos… Não gosto nada de americanas, mas… Só a lateral direita delas é mais bonita que todo o time brasileiro. Nesse assunto não dá pra ser patriota.
- Falando nisso… Pode ser que nossos atletas estejam devendo no quadro de medalhas, mas… Leio na coluna do Flávio Ricco que o centro de imprensa já concedeu a medalha de ouro de beleza pra bandeirantina Paloma Tocci. Só uma?? Ela merece um caminhão de medalhas, isso sim!!
- Continuando nisso… A Globo deu uma lavada na Band na questão de reportagens em Pequim. Parece que a equipe da Band mal conseguia completar o circuito estádio/ centro de imprensa / hotel. Nessas horas a quantidade faz diferença.
- Soltando um veneno… Tem diretor da Band querendo copiar o slogan que a Globo usa nos jogos. Ficaria assim: Band, nosso esporte é torcer pelo Brasinthians! 
- Pro povão que está procurando musas… Gostei muito dessa velejadora gaúcha, Fernanda Oliveira, que ganhou um bronze no iatismo. Interessante, hein…
Vejam aqui.
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Programação normal… E o horário político jogou a faixa das 20h do SBT pras 19:15!! Imagina a Praça ou a Hebe entrando antes do jantar. Tá estranho demais. Mas, de bumbum de bêbe e da cabeça do SS a gente espera de tudo.
Aliás, só quero ver a “maravilha” que deve ser o novo Programa Sílvio Santos que a emissora está anunciando. Pegadinhas, gincanas, games usando cartolina e pilot…
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Eu tento dar um crédito ao jornalismo da Rede TV! mas está difícil. Os erros técnicos estão transformando os telejornais numa espécie de Zorra Total. No Rede TV! News de hoje: a imagem mostra um caminhão tombado e a locução ia informando que o caminhoneiro bêbado havia perdido a carga, caída na pista, e só percebido o problema ao chegar no depósito. Dois minutos depois e, no quadro “giro pelo Brasil”, aparecem as mesmas imagens e a locução conta a estória de um caminhão de encomendas que havia tombado na rodovia; sem ninguém bêbado e com o motorista sendo socorrido no local. Pelas imagens mostradas a segunda notícia fazia mais sentido. Só que…
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Nos comentários:
- O Weverton fala gostar muito de “melancias” cubanas, festeja a derrota do time do Dunga e cita os novos anúncios do UOL. Acredite, já tinha anotado alguns anúncios para comentar e esse está no meio. Talvez na próxima coluna.
- O Valter diz concordar com as críticas aos comentaristas da Band mas está gostando da equipe da Globo. E ainda se oferece pra casar com a Ana Ivanovic. Bobinho, hein… Já tem um tenista croata (ou algo assim) cuidando da bonitona.
- O Rivaldo diz que a coluna melhorou um pouco mas reclama da citação errada que fiz. É verdade, eu tinha o texto pronto e só vi seu comentário ao entrar na edição do site. Li rapidamente antes de aprovar e acabei esquecendo da vírgula ao incluir seu comentário no post. Ele ainda fala que o site continua com críticas destrutivas.
Bem, novamente, vou tentar esclarecer (pro Rivaldo e para quem mais quiser) que o objetivo do site é SIM criticar a televisão. Tento apontar os erros e citar os acertos que puder encontrar. Certamente os erros estão em maior número. Mas aonde isso é destrutivo? Não invento notícias, não ofendo as pessoas, não menosprezo o trabalho de ninguém… O máximo que faço é tirar um sarro de algumas pseudo-gostosas na seção Belas e Barangas. No mais é um texto sério onde coloco meu ponto de vista. Posso estar certo, posso estar errado. Vocês podem concordar, podem discordar. O espaço é livre e eu só apago os comentários com xingamentos. Não vou permitir abusos de pessoas sem educação. Além disso já existe muita bajulação em programas de tevê (tanto no pessoal, quanto no profissional), em revistas, jornais, internet… Qual o problema em criticar uma emissora, uma publicidade ou uma personalidade? Se a crítica tiver fundamento ela pode ser útil para o criticado. Se for descabida ela não terá repercussão e acabará ignorada. Aliás, eu nem sei o que significa “crítica destrutiva”. Conheço, isso sim, o elogio destrutivo. Aquele fácil e falso, que só é dito da boca pra fora. Desse eu mantenho distância.