August 25, 2008

Balanço Final dos Jogos

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 10:30 pm

E finalmente acabou a maratona olímpica. Já estava saturando mesmo. Mas vamos fazer um rescaldo da transmissão:
- Entre o Sábado e o Domingo a Globo botou o Cléber Machado pra narrar a final do basquete masculino. O jogo acabou lá pelas 4h e tanto. Pouco tempo depois, antes das 9h, o Cléber já estava narrando a F1 - no tubão, é claro. No máximo ele pode ter dado uma cochilada no sofá do camarim entre uma transmissão e outra. Mas, uma pergunta, precisava? Será que a Globo não tinha outro narrador pra fazer o basquete?
- Pelo menos uma passagem de avião (2 se pensarmos na volta) a Globo poderia ter economizado: do Pedro Bial. Foi totalmente dispensável a sua participação na olimpíada. Aliás, isso de transformar qualquer coisa em crônica já está enchendo a paciência. E fico imaginando o Bial na cadeira do dentista: “… mas o que seria uma cárie, doutor? Uma mancha na alma? Um buraco no espírito? Ô, se as cáries pudessem falar! Se elas pudessem cantar…”
- O Silvio Luiz estava narrando uma partida de handebol no meio da madrugada. Aí, como sempre faz quando a monotonia vai tomando conta, ele começa uma daquelas conversas paralelas com o Márcio de Castro, que comentava. O Márcio ia informando que a geração do handebol estava a cargo da televisão finlandesa (ou algo assim), que o beisebol era gerado pela tevê cubana … Daí o Silvio pergunta se alguma tevê brasileira havia gerado algum evento. Silêncio de uns 10 segundos… Talvez a resposta tenha sido gestual ou fora dos microfones. Então o Silvio diz: “Vôlei de praia? Noooooosa! Que coisa mais difícil, que trabalhoso. Uma redinha, a praia, o sol…”
Para quem não sabe a geração do vôlei de praia foi da Globo. Bem feita por sinal. Algum problema em elogiar uma emissora concorrente? Se a geração fosse da Band, o Silvio falaria com a mesma ironia?
- Tirando a Ana Maria Braga e a Hebe, que não lêem essa coluna e que acham tudo maravilhoso… Vamos combinar uma coisa: o desempenho do Brasil foi pífio. Ainda mais se considerarmos os 650 milhões investidos na delegação brasileira. Aliás, gostaria muito de saber como gastaram toda essa grana. Não é só no Pan que o dinheiro some.
Mas, por favor, mudem o discurso! Não aguento mais ouvir falar em falta de estrutura, em falta de apoio e tal. Ou a Jamaica, a Bielo-Rússia, a Etiópia, o Quênia ou a Hungria têm mais estrutura esportiva (ou dinheiro) que o Brasil? Pois todos esses países ficaram na nossa frente no quadro de medalhas. Até a decadente Cuba conseguiu mais medalhas na soma total (24), só perdendo por ter apenas 2 de ouro. E eu ainda aguardo que algum programa, em tevê aberta, discuta seriamente esse assunto. A pauta está prontinha.
- No final das transmissões dos jogos o Luciano do Valle resvalou no assunto que mencionei acima. Falou das estatais que apoiam o esporte olímpico, mandou abraços pros diretores das empresas (são essas mesmas que exigem a presença dele em tudo que a Band transmite) e reclamou das multinacionais que só querem patrocinar os atletas de ponta  e apenas nas proximidades da competição. Tudo certo. Mas só isso não explica o fiasco brasileiro nos jogos. É preciso botar o dedo na feriada e falar sobre o desvio de verbas, a politicagem, a falta de massificação, a falta de preparo técnico, etc…
- A Band já entrou com uma campanha no ar falando do seu desempenho e de ter sido a preferida dos espectadores. Não é bem assim. A audiência melhorou, é verdade. Havia mais gente acordada e vendo televisão. Mas, por outro lado, qual era a programação normal da emissora? Programas evangélicos ou de culinária? Assim fica fácil.
Sobre ter sido a preferida… Ganhou da Globo? Não! Foi só uma enquete num site. E, sabemos, isso não tem valor algum. Além de considerar que o público do tal site é bem restrito e direcionado ao meio publicitário.
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Alguns dias atrás entrou a nova campanha publicitária do UOL (e do IG também, como lembrou o Weverton) e algumas coisas me chamaram a atenção no comercial:
* Diferente de 99,99% dos filmes publicitários, o comercial do UOL tem tempo sobrando. Tanto é que o casal de atores fica “discutindo” quem vai começar a falar, se apresenta, diz olá… Falta conteúdo e sobra tempo.
* O texto é o mesmo padrão de todas as campanhas anteriores. Só mudou o cenário e os apresentadores. Pura maquiagem.
* E o UOL continua fazendo pouco da inteligência dos assinantes/espectadores. Diz que os assinantes de acesso discado recebem 5 emails com 5 gigas. Os de acesso discado, fique claro. Seria como uma churrascaria fazer uma promoção oferecendo consumo ilimitado para bebês até 1 ano. Então tá! Já vou levar minha carteira de idiota praí.
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Outro comercial que anda pisando na bola é o do Ford Fusion (também conhecido como “fusão” nos países de língua portuguesa). No comercial o patrão (que havia comprado o tal carro) some da empresa e os funcionários aproveitam pra gazetear. Um deles, que não sabia do fato, chega no trabalho e encontra tudo vazio e fica perplexo ao ser informado que nem deveria ter ido trabalhar.
Muito bonito, hein… Então o povo só trabalha por obrigação e se o chefe está marcando em cima?! Quer dizer que todo brasileiro é vagabundo?
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E a nossa estimada (hehehe) Regina Casé volta a atacar com sua cara de povão. Agora é na campanha da Embratel (Netfone e DDD). Vou te falar… Publicitário é um bicho teimoso. Inventaram que a Regina Casé tem cara de povão e não há modo de tirar isso da cabeça deles. Precisa de um tipo popular? Chama a Regina!
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Nos comentários:
O Rivaldo fala sobre os jogos e diz que as críticas são boas para acordar as pessoas. Exato!! Essa é a idéia, fazer as pessoas refletir sobre tudo que recebem da tevê. Ou alguém acha que tevê é como máquina de lavar, que é só ligar e desligar e não precisa pensar em nada? Ele ainda diz que não concorda com vários comentários meus. E não deve. Ninguém deve concordar (nem discordar) com tudo que escrevo. Deve refletir e ter as suas próprias opiniões.
O Diones concorda com as críticas aos atletas mercenários e acha que o desempenho no Pan foi uma ilusão. Também acho.

August 21, 2008

Jogos e Críticas

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 11:18 pm

E continua o nosso papo de olimpíada:
- A televisão tem umas manias. E não é só a nossa, lá fora também tem bastante. A última é achar que ginástica olímpica é um esporte estéticamente bonito para televisão. E tome falar de plástica, de cambalhota, de salto carpado, esticado e coisa e tal. Talvez seja bonito lá pras tiazinhas de Ohio, da Romênia ou do Japão. Pra cultura latina não funciona. Aqui o negócio é gol, ponto, nocaute, ippon… Tem que ter emoção.
Sem falar que… Volta e meia alguém tropeça, escorrega, cai de bunda e lá se vai o sonho da medalha. Já foi assim na olimpíada de Atenas e se repete nessa. E a emissora (ou narrador) que ficou 4 anos contando com a medalha fica com cara de mané. Já deviam ter aprendido. E deixa esse tipo de evento pra televisão norte-americana que adora piruetas e cambalhotas.
- Foi uma pena ver a derrota do futebol feminino. As mulheres, muito diferentes do bando de @%*&! do time masculino, lutaram, se empenharam, deram o máximo mas… Não passaram da prata de novo. E os motivos da derrota na final foram claros: faltou tática e organização, faltou preparo físico no final do jogo, e elas abusaram do individualismo. E o futebol (basta ver o lance do gol das americanas) é um esporte coletivo.
Mas talvez tenha sido melhor assim. Se ganhassem o ouro teriam uma glória efêmera, seriam exploradas pela CBF, pelos políticos que só aparecem na hora do bem-bom e o esporte continuaria esquecido depois de 1 ou 2 meses.
- Uma das melhores inovações na transmissão dos jogos é aquela câmera que faz um super slow motion. Nem se deve dizer que é uma câmera lenta; na verdade a câmera é super veloz e grava muito mais do que os habituais 24 ou 30 quadros por segundo. Só na hora de reproduzir a gravação é que fica “lenta” ao passar todos os quadros. De qualquer modo é sensacional!
- Não tenho grande simpatia pelo Galvão Bueno mas tenho que concordar num ponto que ele comentou: tá uma vergonha esse aliciamento de atletas por parte de alguns países; especialmente os mais ricos. No vôlei de praia mesmo tinha 4 brasileiros (as) defendendo a Georgia. Sem falar no sem número de africanos e caribenhos que disputam as olimpíadas pelo Canadá, Noruega, Bélgica, Holanda, etc… Nessas horas eles não deportam os pobres do terceiro mundo, né!?
Aliás, se o COI servisse pra alguma coisa além de brigar com a Fifa ou inventar esportes bizarros, poderia criar uma regra pra impedir esse abuso. Bastaria, por exemplo, definir que um atleta só pode defender um país depois de 8 anos de cidadania.
- Eu tinha visto uma reportagem mostrando que os chineses vinham treinando (ou ensaiando) até os torcedores. E pude notar isso em diversos momentos: Era o locutor do estádio pedindo palmas, era um painel avisando pro pessoal levantar ou sentar, gente, de costas pro campo, animando a torcida com os mãos… Mas não funcionou muito. Imaginar que os chineses pudessem torcer igual os brasileiros, argentinos ou mesmo italianos é pedir demais.
- Empolgação é um negócio perigoso. No meio da final de futebol feminino, entre Brasil e EUA, o nosso cornetarista Neto saiu com essa: “… e quer saber, a Marta é mais bonita que todo o time americano!!” Menos, menos, muito menos… Não gosto nada de americanas, mas… Só a lateral direita delas é mais bonita que todo o time brasileiro. Nesse assunto não dá pra ser patriota.
- Falando nisso… Pode ser que nossos atletas estejam devendo no quadro de medalhas, mas… Leio na coluna do Flávio Ricco que o centro de imprensa já concedeu a medalha de ouro de beleza pra bandeirantina Paloma Tocci. Só uma?? Ela merece um caminhão de medalhas, isso sim!!
- Continuando nisso… A Globo deu uma lavada na Band na questão de reportagens em Pequim. Parece que a equipe da Band mal conseguia completar o circuito estádio/ centro de imprensa / hotel. Nessas horas a quantidade faz diferença.
- Soltando um veneno… Tem diretor da Band querendo copiar o slogan que a Globo usa nos jogos. Ficaria assim: Band, nosso esporte é torcer pelo Brasinthians! :)
- Pro povão que está procurando musas… Gostei muito dessa velejadora gaúcha, Fernanda Oliveira, que ganhou um bronze no iatismo. Interessante, hein…
Vejam aqui.
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Programação normal… E o horário político jogou a faixa das 20h do SBT pras 19:15!! Imagina a Praça ou a Hebe entrando antes do jantar. Tá estranho demais. Mas, de bumbum de bêbe e da cabeça do SS a gente espera de tudo.
Aliás, só quero ver a “maravilha” que deve ser o novo Programa Sílvio Santos que a emissora está anunciando. Pegadinhas, gincanas, games usando cartolina e pilot…
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Eu tento dar um crédito ao jornalismo da Rede TV! mas está difícil. Os erros técnicos estão transformando os telejornais numa espécie de Zorra Total. No Rede TV! News de hoje: a imagem mostra um caminhão tombado e a locução ia informando que o caminhoneiro bêbado havia perdido a carga, caída na pista, e só percebido o problema ao chegar no depósito. Dois minutos depois e, no quadro “giro pelo Brasil”, aparecem as mesmas imagens e a locução conta a estória de um caminhão de encomendas que havia tombado na rodovia; sem ninguém bêbado e com o motorista sendo socorrido no local. Pelas imagens mostradas a segunda notícia fazia mais sentido. Só que…
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Nos comentários:
- O Weverton fala gostar muito de “melancias” cubanas, festeja a derrota do time do Dunga e cita os novos anúncios do UOL. Acredite, já tinha anotado alguns anúncios para comentar e esse está no meio. Talvez na próxima coluna.
- O Valter diz concordar com as críticas aos comentaristas da Band mas está gostando da equipe da Globo. E ainda se oferece pra casar com a Ana Ivanovic. Bobinho, hein… Já tem um tenista croata (ou algo assim) cuidando da bonitona.
- O Rivaldo diz que a coluna melhorou um pouco mas reclama da citação errada que fiz. É verdade, eu tinha o texto pronto e só vi seu comentário ao entrar na edição do site. Li rapidamente antes de aprovar e acabei esquecendo da vírgula ao incluir seu comentário no post. Ele ainda fala que o site continua com críticas destrutivas.
Bem, novamente, vou tentar esclarecer (pro Rivaldo e para quem mais quiser) que o objetivo do site é SIM criticar a televisão. Tento apontar os erros e citar os acertos que puder encontrar. Certamente os erros estão em maior número. Mas aonde isso é destrutivo? Não invento notícias, não ofendo as pessoas, não menosprezo o trabalho de ninguém… O máximo que faço é tirar um sarro de algumas pseudo-gostosas na seção Belas e Barangas. No mais é um texto sério onde coloco meu ponto de vista. Posso estar certo, posso estar errado. Vocês podem concordar, podem discordar. O espaço é livre e eu só apago os comentários com xingamentos. Não vou permitir abusos de pessoas sem educação. Além disso já existe muita bajulação em programas de tevê (tanto no pessoal, quanto no profissional), em revistas, jornais, internet… Qual o problema em criticar uma emissora, uma publicidade ou uma personalidade? Se a crítica tiver fundamento ela pode ser útil para o criticado. Se for descabida ela não terá repercussão e acabará ignorada. Aliás, eu nem sei o que significa “crítica destrutiva”. Conheço, isso sim, o elogio destrutivo. Aquele fácil e falso, que só é dito da boca pra fora. Desse eu mantenho distância.

August 18, 2008

Papo de Olimpíada

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 5:38 pm

Opa, cheguei chegando e vamos logo ao assunto da temporada: jogos olímpicos.
- Seguindo a coluna anterior (onde citei alguns dos problemas dos jogos), lembrei de outro fato que me desagrada bastante: o uso (e abuso) do dopping. E não pensem que é algo tão raro como os testes negativos andam mostrando. A questão é que nem sempre o dopping é comprovado. Ou só é depois de um bom tempo. Como no caso de certos atletas que fizeram muito sucesso em outras olimpíadas e só depois se descobriu o real motivo de tal façanha. Se alguém está muito impressionado com a quantidade de medalhas do tal Phelps, lembro que já tivemos um outro nadador que também assombrou o mundo há pouco tempo. Ele foi “convencido” a se aposentar (muito jovem ainda) e o caso foi abafado para não prejudicar a imagem do esporte.
- Umas das coisas que mais me chamou a atenção foi a diferença no comportamento de alguns atletas ao ganhar (ou perder) suas competições. Lembro do Phelps, após ganhar a quinta (ou sei lá qual) medalha e nem esboçar qualquer emoção. Ele olhou o placar, tirou os óculos (reclamando que estavam vazando), tirou a touca e jogou pro lado e saiu da piscina como se nada tivesse ocorrido de especial. Já os brasileiros… Parece que voltaram de uma guerra mundial: choram, gritam, arrancam os cabelos… E a televisão vai no embalo, transformando uma competição esportiva num caso de honra nacional. E talvez isso explique tantos atletas nossos amarelando na hora H. É muita pressão para quem não suporta nem a cobrança normal de conseguir bons resultados num evento desses.
- Dias desses, reparando nos estádios e obras que a China fez para os jogos, me ocorreu uma idéia meio maluca. Talvez idiota, até! Mas, vejam só: a gente é “bombardeado” diariamente com campanhas para preservar os recursos naturais, economizar água, reciclar papel, alumínio, etc… Daí, a cada 4 anos um país pega e constroi dezenas de estádios, parques esportivos, vilas olímpicas, centros de imprensa, etc… Tudo pra 20 dias de competições. Tá certo que as obras ficam lá pra serem usadas depois, mas é um baita desperdício de cimento, ferro, vidro e demais materiais. Por mim podiam escolher um único país (até comprar uma pequena ilha dessas que tem aos montes) e transformar no “país olímpico”. E os jogos seriam sempre lá. As obras de estrutura estariam prontas e só precisariam de uns retoques simples a cada 4 anos. Tudo bem que nunca aceitariam uma idéia dessas apesar de ser mais coerente com os problemas mundiais e com a exploração irracional dos recursos naturais. Mas então não venham me pedir pra economizar mais nada. Não mesmo!
- Não sei exatamente o nome da tecnologia (talvez touch screen ou algo assim) mas a Globo aproveitou os jogos para estreiar esse recurso em suas transmissões. É até legal o apresentador usar as mãos para puxar informações na tela e não ficar aguardando que alguém no switcher dê um play. Só não podem exagerar e usar a ferramenta em qualquer tipo de programa.
- Outro detalhe (sem tanta importância) é que tanto a Globo quanto a Band escrevem “Beijing 2008″ em suas artes e no logotipo dos jogos. E a narração sempre fala “Pequim 2008″. Sem entrar no mérito da questão ou na correção linguística, acho meio confuso. Se escrevessem “Pequim” nas telas e logotipo não iria baixar o preço do petróleo nem aumentar o dólar.
- Eu tinha imaginado que teriamos problemas maiores na narração dos jogos mas até que a coisa não foi tão ruim assim. O Galvão Bueno manteve o padrão habitual, metendo o bedelho em tudo. O Cléber Machado não cometeu falhas notáveis. O Luciano do Valle também foi tranquilo, diferente dos últimos tempos. O Nivaldo Prieto foi muito bem, como de hábito. Aliás, ele foi responsável por um dos melhores momentos ao chamar a Ana Paula e Larissa para “comentar” um dos jogos do vôlei de praia masculino. Foi um improviso e ficou muito divertido. É isso mesmo, chega de mesmice!
Desagradável mesmo é aguentar os berros do Ivan Zimmerman, como sempre, e o Sílvio Luiz gritando que a transmissão é em “rrrrrrai definxonnnnn”. Não gosto de gritaria na televisão. Nem em qualquer lugar.
- Por outro lado… O nível dos comentaristas (quase todos ex-atletas) foi abaixo do tolerável. Mas as nossas emissoras adoram colocar ex-atletas para comentar; devem ter bons motivos para tal. Azar de quem assiste. Por exemplo:
* Passava um jogo de vôlei de praia e a Larissa e Ana Paula perdiam pra dupla australiana. E a Virna só malhando a Ana Paula. Todos os erros eram culpa dela, que havia chegado de última hora, que estava desentrosada, que estava cansada… Só que os números da partida mostravam a Larissa errando 7 ou 8 saques, errando alguns ataques, falhando na defesa. Se a Virna tem algum problema com a ex-colega de seleção deveria manter o caso fora dos comentários sobre o jogo.
* O Neto… Hehehehe. O Brasil jogava contra a China e não ia tão bem. Daí o Dunga coloca o Thiago Neves e o Fernando Fernandes (acho que era ele sim) informa que o jogador era um destaque na cobrança de faltas, acertando 90%. O Neto (sempre ele), na falta de algo melhor pra falar, começa: “… e o que importa isso? Não tem falta nenhuma aí pro Thiago bater. Ele deveria ter colocado fulano, deveria ter feito tal e tal…” Passam uns minutos e o Thiago mete um golaço de falta. Mais uns minutos e outro golaço chutando de longe. Dizem que o silêncio vale ouro…
* Outro problema, até pela questão financeira, é que grande parte dos comentaristas está no Brasil e vendo as competições por um monitor. Fica difícil assim! Sem falar no atropelo de narradores e comentaristas se cortando ao falar. Ainda mais com o delay que ocorre.
- Eu duvido que as tevês abertas façam isso, mas tem uma pauta pronta: discutir o motivo do repetido fracasso brasileiro em olimpíadas. Ou alguém acha que 3 ou 3 medalhinhas é resultado bom para um país de 190 milhões de habitantes? Ou vamos continuar aguentando as habituais desculpas, os azares e as promessas de melhor resultado na próxima vez? Eu já cansei dessa lenga-lenga. Já está mais do que na hora de botar o dedo na ferida e discutir esse assunto. Sem falar que, neste país, as coisas só se resolvem quando a mídia cobra e exige mudanças.
- E falando nisso… a Record (exclusiva nos jogos de Londres) deveria estar bem preocupada com o desempenho dos atletas brasileiros em Pequim. Pagar uma fortuna para transmitir americanos e chineses dando um baile não rola. Sem falar que sempre há o risco de alguns esportes coletivos (futebol e basquete principalmente) não conseguirem classificação para os jogos. Sobra muito pouco para atrair a atenção do espectador.
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Nos comentários: O Rivaldo reclama que só faço críticas destrutivas. Depende do ponto de vista, né. Sabendo usar… E lembra que nossa ditadura também usou o esporte. Correto, mas quem gostava de cavalos era o Figueiredo, não o Geisel. O Weverton volta (reclamando da Velox - hehehe, aqui também sofro com essas coisas de conexão) e pergunta se reparei na goleira da Noruega, que deixou até o Galvão sem fala. Bem, essa não vi, mas… Tem algumas belezinhas na Olimpíada sim. Em certos esportes então… Aqueles que não deformam muito o corpo feminino, como alguns aquáticos, vôlei ou tênis. Aliás, bom mesmo é ver o nado sincronizado :) Não pela competição, é claro. Aquilo ali é invenção do cinema (basta pesquisar por “Esther Williams”) e tá muito longe de ser esporte. Mas as garotas ficam ótimas: pernas definidas, bumbum empinado, aquele maiô… Hummmm! Mas a minha preferida nesses jogos é a Ana Ivanovic, outra lindona do tênis. Sem falar que tenho certa fixação pelas mulheres do leste europeu. Será que estou errado?

linda ana ivanovic

August 13, 2008

A Farsa da Olimpíada

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 7:44 pm

Hoje eu estou naqueles dias; d. Maricota e d. Zildinha que me desculpem e mudem de site. E vou começar retificando um dado errado e que me foi alertado pelo (a) Diones no comentário: o valor que a Record pagou pela olimpíada de Londres é de U$ 60 milhões e não 35 milhões como eu havia dito. De fato, o valor começou na casa dos trinta e acabou em sessenta graças a exclusividade e gula da emissora. O Diones ainda falou que a emissora pode recuperar o investimento se fizer uma transmissão diferenciada e de qualidade. Aí não! Tenho sérias dúvidas. Além de que ela não precisa recuperar nada. Os U$ 60 milhões não vão sair exatamente do bolso do Bispo.
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E, seguindo no tema dos jogos olímpicos:
- Eu já havia dito que não gosto muito do evento. E gosto menos ainda de ditaduras autoritárias. Mas, felizmente, algumas das farsas oficiais vão sendo reveladas: os efeitos especiais pré-gravados; a garotinha que dublava a outra (mais feia); os torcedores “profissionais” que foram pagos para ocupar espaços vagos e passar a imagem de animação; os acidentes que tentaram ser encobertos, etc… Nem preciso ir muito longe para lembrar que o esporte sempre foi manipulado por regimes ditatoriais: nos países da extinta cortina de ferro, em Cuba, na Argentina de 78… E agora na China. Uma espécie de propaganda do sistema. E talvez isso funcione. O povo se ilude com facilidade. Quando não são os políticos, ele se ilude sozinho.
- Só para confirmar a opinião acima: duas imagens me impressionaram nesses primeiros dias de olimpíada, o atleta que rompeu o ligamento do cotovelo ao tentar levantar um peso e a cara daquelas ginastas chinesas. Fiquei com enorme dificuldade para saber se aquelas atletas chinesas (ou mesmo de outros países) tinham 18 ou 10 anos. A cara de criança, o corpo atrofiado pelo excesso de exercícios e a altura de uma anã. Tudo para dar mais piruetas, cambalhotas e se encaixar nos critérios que algum idiota inventou para algo que nem esporte é. Não considero esporte nada dessas coisas que precisam de notas. Mas o pior é ver como se manipula o corpo e mente dessas jovens. Horas, dias, meses, anos e anos de treinamento duro para uma suposta perfeição técnica num salto ou numa cambalhota. Uma tremenda maldade com quem deveria estar estudando, brincando e até praticando esporte, mas esporte sadio. Isso que fazem mais parece o nazismo.
- Outra coisa que me dá arrepios e imaginar um outro tipo de manipulação que talvez nunca venha a ser noticiada. Imaginem todo o gasto da China neste evento, a imagem que eles tentam “vender” ao mundo, a intenção declarada de ultrapassar os Estados Unidos no número de medalhas de ouro… Daí se junta um sem número de competições onde a vitória depende de um juiz ou de uma nota. Eh… Se até os jornalistas estão tendo os passos controlados dia e noite, imaginem a pressão e coação que devem sofrer os árbitros. Ou mesmo a corrupção de uns e outros.
- E não fica só nisso. Tem coisas que não consigo admitir nesse “mundinho” do esporte: o COI resolve que badminton é esporte olímpico e ainda rende 12 ou mais medalhas se contarmos a disputa individual, por equipes, feminino, masculino… E nada de aceitar o futebol de salão ou de praia. Só pela briguinha boba com a Fifa. E até o futebol só entra com aquela regra idiota de só permitir 3 jogadores acima de 23 anos. Ah, faça-me o favor! Badminton?? Badminton não passa de um frescobol “abichalhado”!
- É habitual nesse tipo de evento que a mídia tente fazer uma daquelas listas de “musas”. Sempre aparecem em jornais, sites, revistas… Só que, francamente… Tá difícil! Pelo menos na delegação brasileira não consegui achar 5 para formar uma lista. Já tivemos safras melhores.
- Eu já queria ter falado sobre o Álvaro José (famoso pai da Fernanda :) ) desde a época do Pan, quando ele ainda estava na Record. Mas não deu e agora ele retornou para a Band onde está se virando para bater o córner e cabecear na cobertura dos jogos. Dá pena ver que uma pessoa tão qualificada para falar sobre esporte (s) só seja lembrada em certas épocas. Deveria ser o primeiro nome da equipe de comentaristas em qualquer emissora ligada ao esporte. Sem favor algum.
- Por outro lado… O Elia Júnior, velho de guerra e não aprende. É um negócio de olhar pro lado (monitor ou qualquer outra coisa) a todo instante. Dá a impressão de estar atento a tudo menos ao texto que lê. Sem falar que, não é de hoje, virou um fanático pelos americanismos. Ou por qualquer coisa que venha da terra do Tio Sam. As vezes até esquece que trabalha numa emissora brasileira. Dia desses, entra a imagem da irmãs Williams num jogo de duplas e ele grita todo animado: “Oh, misses Williams on the court”.
- O fato de ter sido um excelente atleta ou uma pessoa legal não garante que alguém vá se tornar um bom comentarista esportivo. Nem mesmo o nosso estimado Oscar “mão santa”. Dia desses, após a derrota da seleção feminina de basquete para a Letônia, ele resolve justificar o mau desempenho: falta “escurecer” a seleção. Temos que achar garotas negras e botar elas pra treinar. O basquete americano só vence por causa dos negros.
Caramba! Aguentar o Oscar falando bobagens sobre ser porta-bandeira, sobre a seleção vencer a Coréia tranquilamente (e perdeu) e coisas do tipo até dá, mas esse tipo de pensamento preconceituoso é inaceitável. Ou vocês acham que preconceito favorável é bom e só o contra deve ser combatido. Ora, pela teoria do Oscar os negros devem jogar basquete, futebol, praticar atletismo e só. Natação, tênis ou ginástica, nem pensar. O Lewis Hamilton nem chegaria perto de um carro de F1; só por foto.
Uma tremenda bobagem esse comentário do Oscar. Coisa de quem não ligou o cérebro antes de abrir a boca. Tudo bem que o basquete americano depende 90% dos negros mas… A antiga União Soviética sempre rivalizou com eles e eram todos branquelos. Hoje temos os ex-países comunistas jogando um bom basquete e também são brancos. Até a Argentina conseguiu melhorar muito o seu basquete masculino e não há negros por lá. Não é questão de cor de pele. O problema é se fazer um trabalho sério, massificar, preparar os melhores, dar estrutura, pagar bem…
Aliás, pela teoria dele, até o basquete brasileiro acabaria desfalcado: sem a Hortência, sem a Paula, sem o Marcel… E sem ele mesmo!!

August 6, 2008

Olimpíada e Pregação

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 11:02 pm

Coisa de uns 20 dias atrás eu escrevi isso:
“Li, mas só vou confiar quando assistir, que a Band planeja uma reformulação na grade noturna após a olimpíadas. Sai o pastor e entra uma revista de variedades.”
Pois é, ainda bem que eu confio desconfiando. Parece que a Band e o RR Soares chegaram a um entendimento (financeiro) e a pregação continua por tempo indeterminado na emissora. É uma pena se pense apenas no dinheiro nessas horas. Ninguém pensa no telespectador, na programação, nas afiliadas. Tudo se resume em grana. Uma grande barraca de feira onde tudo está a venda. Até o caráter e a dignidade de algumas pessoas.
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Na falta de algo melhor pra fazer e ainda recebendo um polpudo salário do SBT, o Ratinho andou dando plantão em alguns programas do patrão. Isso enquanto aguarda a renovação do contrato e um eventual novo programa na emissora. Participou do Nada Além da Verdade e do Programa SS. O mais irônico foi ver ele ganhando 690,00 num quadro do programa SS. E o Sílvio pegou as notas e foi contando e pagou ao sorridente Ratinho. Imagina só, o sujeito recebe uns 2 milhões por mês para ficar em casa e ainda cata uns “coquinhos” participando de programas na emissora.
Mas, falando sério, o Ratinho não é tudo aquilo que se dizia no auge do sucesso dele e nem é tão ruim como o ostracismo atual faz imaginar. Ele precisa é de um projeto bom; adequado ao estilo dele. E não creio que o SBT vá criar tal programa. Mas ainda acho que o Ratinho pode ter espaço na tevê brasileira se tiver liberdade para mostrar seu lado brincalhão, boa gente e popular. Só que, evidentemente, sem o tal salário milionário. Não dá pra cometer tais loucuras.
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Não sei se foi ordem superior, mas o William Bonner e a Fátima Bernardes pararam com aquela mania boba de ler as notícias olhando um para o outro em grande parte do JN. Ora, eles têm que contar a notícia para o espectador, não um para o outro como se estivessem na sala da casa deles. Ainda bem que corrigiram o comportamento.
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Papo de Olimpíada:
- Já estou ficando com pena das equipes de reportagem em Pequim. Todos os assuntos “pautáveis” já foram alvo de 3, 4 ou 5 matérias. Atletas brasileiros “medalháveis” não passam de uns 10 ou 12. Assunto para entrevistar os mesmos em todos os dias eu já nem sei mais. Vão ter que tirar leite de pedra.
- Acho que pouca gente repara nesses detalhes, mas, até pela quantidade de competições que poderão ocorrer simultaneamente, uma parte expressiva das disputas será narrada via tubão. Isso mesmo, tendo, por exemplo, lutas de judô, natação, ginástica olímpica e handebol numa mesma tarde, será mais viável que o narrador e comentaristas fiquem no estúdio de Pequim e acompanhem as competições pela televisão. É curioso mas é assim, viajar pra China e narrar vendo uma tevê.
- Um outro ponto que me faz desgostar da olimpíada como evento televisivo é a relação custo X benefício. Quem compra os direitos faz mais pelo glamour de ter a competição com exclusividade (ou não). Vejam o caso da Record, pagou uns 35 milhões de dólares pela olimpíada de Londres. Ainda terá os custos indiretos: equipe, equipamentos, transporte, aluguel de satélite, etc… E todo esse gasto num evento que mal dura um mês. Com esse dinheiro ela poderia comprar uma liga de vôlei ou um estadual de futebol, dezenas de filmes de ponta, vários seriados, centenas de desenhos…
- Falando em eventos internacionais e equipamentos, me lembrei de uma, que ouvi de um funcionário de uma certa emissora famosa (talvez já saibam do caso). A tal emissora adorava transmitir essas competições. Embarcava seus equipamentos mais antigos, quase sucata, e mandava pro exterior. Terminava a competição e voltavam as caixas… Lotadas de equipamentos novos!! Hehehe.
- Só a nível de palpite: não creio que o Brasil vá passar de 5 medalhas de ouro nessa olimpíada. Uma ou duas no vôlei, uma na ginástica, uma no judô, outra em qualquer coisa que tivermos sorte. É muito pouco para um país deste tamanho, para uma delegação de 270 atletas e pra tanto barulho na mídia.
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Nos comentários: o Weverton fala não confiar muito no crescimento da Band e diz que a emissora acabou se rendendo as críticas (inclusives minhas) ao seu departamento esportivo. Bem, não creio que diretores de televisão sejam muito sensíveis a críticas feitas na Internet ou em jornais e revistas. A maior parte deles sofre de autismo :) Mas, por outro lado, é verdade que o site está crescendo e algumas opiniões aqui publicadas acabam tendo uma certa repercussão. Já vi até opiniões parecidas com as minhas em outros sites mais famosos. Só que as minhas foram publicadas antes. Se fosse depois já teria gente me acusando de plágio. Mas nem tenho a presunção de achar que estou sendo copiado. Não é impossível de acontecer que 3 ou 4 pessoas, ao analisarem um fato, tenham uma opinião parecida. Apenas tiveram o mesmo ponto de vista.

August 2, 2008

Bandices da Band

Arquivo em: Coluna — Telinha @ 11:36 pm

BandE, depois de tantas críticas, a Band soltou um memorando para sua equipe de esportes lembrando que no Brasileirão participam clubes de vários Estados, que não devem focar apenas nos paulistas, blá, blá, blá… Que ótima piada! Então só agora a direção da emissora percebeu o fato?? Ora, ora… Vamos parar de encenação. Está muito evidente que tal atitude dos torcedores/narradores/comentaristas sempre teve o respaldo da emissora. Se ela não estivesse satisfeita já teria demitido os fanfarrões há tempos. Muito pelo contrário.
Aliás, seria bom mandar esse mesmo memorando pro jornalismo da emissora. No Jornal da Band de hoje (02/08/08), na falta de gols no jogo do Curintxa, eles inovaram e mostraram os principais lances da partida e as vaias da torcida. Tudo bem, mas… Vão fazer o mesmo nos jogos do Bahia, Paraná, Juventude, Ponte Preta …????
E, aproveitando que o assunto é futebol+Band, gostaria de suplicar ao responsável técnico pela transmissão para que mude o posicionamento do microfones ambiente nos jogos do Palmeiras. Especialmente aquele que fica ao lado do banco palmeirense. Meu ouvido (e o de muitas outras pessoas) não é penico e não sou obrigado a passar o jogo inteiro ouvindo o Luxemburgo berrar: “… Zorra! … Baralho! … Ponte que Partiu!” Já que não dá pra mudar o técnico, muda-se a posição do microfone.
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Ainda falando do futebol bandeirantino… Acho que só a direção da emissora ainda não percebeu que o seu bairrismo desmedido não anda gerando grandes resultados. Fui dar uma olhada em alguns índices de audiência e a Band só consegue 1/6 dos números da Globo. E isso considerando a audiência de São Paulo! Imagina como deve ficar a audiência nos Estados desprezados pela Band. Olha, o torcedor/espectador não é tão burro assim como vocês imaginam.
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Ainda na Band… Leio na coluna do Flávio Ricco que o (auto-entitulado) bispo Valdemiro acaba de arrendar 90% da grade da Rede 21 para sua pregação. O Valdemiro, para quem não sabe, é um dos maiores intelectuais deste país, com mestrado e doutorado em várias universidades e PHD em contar piadinhas aos fiéis. Só a cara de pedreiro é que não ajuda :)
Mas, falando sério, nunca consegui entender a estratégia de crescimento horizontal do Grupo Bandeirtantes de Comunicação. Em algum momento, vendo que a Band não tinha espaço e capacidade para crescer brigando com a redes rivais, resolveram criar novas emissoras e explorar outros nichos. Talvez até fosse uma idéia boa. Só que na prática… Foi um atropelo. Criaram a Rede 21, depois a Band News, Band Sports, Terra Viva, um monte de emissoras de rádio e … Nenhum dos projetos foi cuidado com a dedicação suficiente para crescer e amadurecer. Foram praticamente abortados. E alguns ainda sofrendo com o bloqueio por partes das televisões por assinatura.
Daí, sem profissionais capacitados (e talvez sem dinheiro), ficam jogando a Rede 21 de uma mão pra outra como se fosse um trapo velho. Coisa de proxeneta. Melhor vender, então. E usar o dinheiro para melhorar o nível das outras emissoras. Antes 2 emissoras boas do que 5 porcarias.
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Voltando ao tema “jogos olímpicos”, que já abordei antes… Até mesmo a Globo ficará com sua equipe esportiva desfalcada no Brasil com a ida de vários integrantes para Pequim. Na Band então, muito pior. Não há emissora de televisão (neste país) que possa se dar ao luxo de enviar dezenas de profissionais para um evento num país distante e ainda cuidar de transmitir o Brasileirão, F1 ou Indy, Copa Sulamericana, e outros eventos menores.
E, felizmente, parece que nem a Globo e nem a Band vão usar daquela estratégia estúpida de ancorar seus telejornais da cidade sede da olimpíada. É uma firula desnecessária e improdutiva. E, aliás, também é desnecessário aquele monte de reportagens (repetitivas e repetidas) sobre a cultura, a economia ou os hábitos (bizarros) do país. Todo mundo já sabe que lá se come carne de cachorro e insetos fritos. Melhor cuidar de outros assuntos mais importantes. O mundo não pára por causa de jogos olímpicos. Temos (ainda) os mesmos assuntos de política, economia, violência, escândalos e demais que já ocupam as editorias dos telejornais por aqui.
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E nos comentários… O Weverton diz que aprecia (por demais) as apresentadoras de telejornais da Rede TV! e da Band News. Só você, é??? E a Maira concorda com os elogios que fiz à Flávia Viana. Hummmm… Tá com pinta de ser prima, amiga ou fã da moça.


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