A Farsa da Olimpíada
Hoje eu estou naqueles dias; d. Maricota e d. Zildinha que me desculpem e mudem de site. E vou começar retificando um dado errado e que me foi alertado pelo (a) Diones no comentário: o valor que a Record pagou pela olimpíada de Londres é de U$ 60 milhões e não 35 milhões como eu havia dito. De fato, o valor começou na casa dos trinta e acabou em sessenta graças a exclusividade e gula da emissora. O Diones ainda falou que a emissora pode recuperar o investimento se fizer uma transmissão diferenciada e de qualidade. Aí não! Tenho sérias dúvidas. Além de que ela não precisa recuperar nada. Os U$ 60 milhões não vão sair exatamente do bolso do Bispo.
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E, seguindo no tema dos jogos olímpicos:
- Eu já havia dito que não gosto muito do evento. E gosto menos ainda de ditaduras autoritárias. Mas, felizmente, algumas das farsas oficiais vão sendo reveladas: os efeitos especiais pré-gravados; a garotinha que dublava a outra (mais feia); os torcedores “profissionais” que foram pagos para ocupar espaços vagos e passar a imagem de animação; os acidentes que tentaram ser encobertos, etc… Nem preciso ir muito longe para lembrar que o esporte sempre foi manipulado por regimes ditatoriais: nos países da extinta cortina de ferro, em Cuba, na Argentina de 78… E agora na China. Uma espécie de propaganda do sistema. E talvez isso funcione. O povo se ilude com facilidade. Quando não são os políticos, ele se ilude sozinho.
- Só para confirmar a opinião acima: duas imagens me impressionaram nesses primeiros dias de olimpíada, o atleta que rompeu o ligamento do cotovelo ao tentar levantar um peso e a cara daquelas ginastas chinesas. Fiquei com enorme dificuldade para saber se aquelas atletas chinesas (ou mesmo de outros países) tinham 18 ou 10 anos. A cara de criança, o corpo atrofiado pelo excesso de exercícios e a altura de uma anã. Tudo para dar mais piruetas, cambalhotas e se encaixar nos critérios que algum idiota inventou para algo que nem esporte é. Não considero esporte nada dessas coisas que precisam de notas. Mas o pior é ver como se manipula o corpo e mente dessas jovens. Horas, dias, meses, anos e anos de treinamento duro para uma suposta perfeição técnica num salto ou numa cambalhota. Uma tremenda maldade com quem deveria estar estudando, brincando e até praticando esporte, mas esporte sadio. Isso que fazem mais parece o nazismo.
- Outra coisa que me dá arrepios e imaginar um outro tipo de manipulação que talvez nunca venha a ser noticiada. Imaginem todo o gasto da China neste evento, a imagem que eles tentam “vender” ao mundo, a intenção declarada de ultrapassar os Estados Unidos no número de medalhas de ouro… Daí se junta um sem número de competições onde a vitória depende de um juiz ou de uma nota. Eh… Se até os jornalistas estão tendo os passos controlados dia e noite, imaginem a pressão e coação que devem sofrer os árbitros. Ou mesmo a corrupção de uns e outros.
- E não fica só nisso. Tem coisas que não consigo admitir nesse “mundinho” do esporte: o COI resolve que badminton é esporte olímpico e ainda rende 12 ou mais medalhas se contarmos a disputa individual, por equipes, feminino, masculino… E nada de aceitar o futebol de salão ou de praia. Só pela briguinha boba com a Fifa. E até o futebol só entra com aquela regra idiota de só permitir 3 jogadores acima de 23 anos. Ah, faça-me o favor! Badminton?? Badminton não passa de um frescobol “abichalhado”!
- É habitual nesse tipo de evento que a mídia tente fazer uma daquelas listas de “musas”. Sempre aparecem em jornais, sites, revistas… Só que, francamente… Tá difícil! Pelo menos na delegação brasileira não consegui achar 5 para formar uma lista. Já tivemos safras melhores.
- Eu já queria ter falado sobre o Álvaro José (famoso pai da Fernanda
) desde a época do Pan, quando ele ainda estava na Record. Mas não deu e agora ele retornou para a Band onde está se virando para bater o córner e cabecear na cobertura dos jogos. Dá pena ver que uma pessoa tão qualificada para falar sobre esporte (s) só seja lembrada em certas épocas. Deveria ser o primeiro nome da equipe de comentaristas em qualquer emissora ligada ao esporte. Sem favor algum.
- Por outro lado… O Elia Júnior, velho de guerra e não aprende. É um negócio de olhar pro lado (monitor ou qualquer outra coisa) a todo instante. Dá a impressão de estar atento a tudo menos ao texto que lê. Sem falar que, não é de hoje, virou um fanático pelos americanismos. Ou por qualquer coisa que venha da terra do Tio Sam. As vezes até esquece que trabalha numa emissora brasileira. Dia desses, entra a imagem da irmãs Williams num jogo de duplas e ele grita todo animado: “Oh, misses Williams on the court”.
- O fato de ter sido um excelente atleta ou uma pessoa legal não garante que alguém vá se tornar um bom comentarista esportivo. Nem mesmo o nosso estimado Oscar “mão santa”. Dia desses, após a derrota da seleção feminina de basquete para a Letônia, ele resolve justificar o mau desempenho: falta “escurecer” a seleção. Temos que achar garotas negras e botar elas pra treinar. O basquete americano só vence por causa dos negros.
Caramba! Aguentar o Oscar falando bobagens sobre ser porta-bandeira, sobre a seleção vencer a Coréia tranquilamente (e perdeu) e coisas do tipo até dá, mas esse tipo de pensamento preconceituoso é inaceitável. Ou vocês acham que preconceito favorável é bom e só o contra deve ser combatido. Ora, pela teoria do Oscar os negros devem jogar basquete, futebol, praticar atletismo e só. Natação, tênis ou ginástica, nem pensar. O Lewis Hamilton nem chegaria perto de um carro de F1; só por foto.
Uma tremenda bobagem esse comentário do Oscar. Coisa de quem não ligou o cérebro antes de abrir a boca. Tudo bem que o basquete americano depende 90% dos negros mas… A antiga União Soviética sempre rivalizou com eles e eram todos branquelos. Hoje temos os ex-países comunistas jogando um bom basquete e também são brancos. Até a Argentina conseguiu melhorar muito o seu basquete masculino e não há negros por lá. Não é questão de cor de pele. O problema é se fazer um trabalho sério, massificar, preparar os melhores, dar estrutura, pagar bem…
Aliás, pela teoria dele, até o basquete brasileiro acabaria desfalcado: sem a Hortência, sem a Paula, sem o Marcel… E sem ele mesmo!!

e ai tudo bem
cara eu queria mesmo destacar um trecho do seu post(opiniao) mas nao posso porque seria injusto
esse foi um dos melhores desde quando entrei aqui pela primeira vez .teve critica reflecçao e bom humor ,o que eu considero sua marca. parabens !!!nao e a toa que sou seu fa . nao e “puxaçao ” porque voce sabe que sempre que posso estou aqui.so nao passei aki nos ultimos dias por causa da maldita velox.
que dia(POSt )inspirado hein? rsrsrs abraço
Comment by weverton — August 17, 2008 @ 8:12 am
voce viu a goleira da noruega ? minha mae que gata!! ate o rabugendo do galvao perdeu a fala ,so ela mesmo pra conseguir esse feito kkkkk
Comment by weverton — August 17, 2008 @ 8:14 am
É a primeira vez que venho para este blog.
Interessante: Só existe crítica destrutiva, nada de construtiva.
Por falar em ditadores, esqueceu de comentar sobre a ditadura dos anos 70 em que fomos tri-campeões do mundo.
Geisel, depois o cara que gostava do cheiro de cavalo…
alguns comentários médios, outros, nem tanto.
Abaço
Comment by Rivaldo — August 18, 2008 @ 10:14 am