Altos e Baixos na Band
Logo no início da coluna, mais de 18 meses, eu falei que gostava de ver algumas emissoras usando o seu acervo e pedia que outras seguissem o exemplo. Domingo passado a Band voltou com o Gol, o Grande Momento do Futebol, agora um quadro no BEC. Assim como a Cultura exibe o ótimo Grandes Momentos do Esporte (pena que um pouco tarde), com imagens antigas de partidas memoráveis e ídolos do passado. Ainda mais num país que não preza a sua memória e nem respeita seus antigos ídolos.
Só que… O SBT enfiar uma reportagem sobre o Araguaia no SBT Repórter não é exatamente usar o acervo. A reportagem, do tempo em que o Roberto Cabrini ainda trabalhava na emissora, não tem mais qualquer sentido no momento atual. E não é só essa matéria, o SBT resolveu lotar o programa de “preciosidades” com 8 ou 10 anos de gaveta. Tudo ultrapassado e anacrônico. E típico de quem acha que episódios do Chaves e reportagens especiais são a mesma coisa. Então tá!!
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Domingo, graças ao futebol, acabei vendo o Band Esporte Clube. Realmente deu uma melhorada. Menos reportagens infantilóides, entradas ao vivo falando dos jogos da rodada que estão prestes a começar, excelente matéria no “papo de boleiro” com o Fernando Fernandes entrevistando o Sócrates, gols de partidas do dia dos campeonatos europeus… Até que não é tão difícil fazer um programa decente. Ou é?
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Ainda no futebol de Domingo da Band: em dois momentos, com o Téo José e com o Luciano, eles leram aqueles foguetes com chamada pro filme que a emissora vai exibir na Quinta. E ambos incluiram o tal de Samuel Lee Jackson no elenco do filme. Não chega a ser um erro “gastrofobélico” mas o correto seria Samuel L. Jackson. E, muito provavelmente, a falha nem foi deles. Parece mais uma coisa de redator apressado.
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Eu estava reparando no Jornal da Noite e comparando ele com o Jornal da Globo. Francamente, parece que o jornal bandeirantino é gravado. É uma coisa chapada, repetitiva, sem vida… Já a Globo coloca matérias especiais, usa os correspondentes no exterior, comentaristas de economia, política, futebol, automobilismo, tem as charges, etc… O máximo que aparece no Jornal da Noite é o Fernando Mitre falando de política e, muito raramente, o Joelmir Beting comentando algo sobre economia. Nada mais.
Aliás, essa mesma crítica vale pro Primeiro Jornal. Quase tudo no estúdio, as matérias comuns de sempre. Leva uma goleada do Bom Dia Brasil com comentaristas ao vivo, repórteres acordados, âncoras em São Paulo e Brasília… Depois a Band reclama de ter 1 ou 2 pontos de audiência. Ora, não seria ruim copiar um pouco a “gorda” no assunto jornalismo “acordado”. No jornalismo “sonolento” a emissora já tem graduação.
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Dia desses eu peguei o finalzinho do programa do Malafaia na Band. E o cara todo bravo com uma editora evangélica, CPAD, e dizendo que se ele pudesse revender as publicações com preço de atacadista seria o maior revendedor do país. Nem vou entrar no mérito da disputa comercial mas… Cada dia fica mais claro (pra mim) que a única preocupação desse pessoal é o dinheiro. Deus é apenas o meio. O fim é o dinheiro, sempre ele. E isso não se limita apenas aos pastores evangélicos não. Vale pra todos! Sabem o “dono” da Canção Nova? Só vejo o sujeito falando do carnê de “colaborador” e dizendo que precisa de tantos milhões para ampliar as emissoras, para a transmissão digital, para as rádios… Sabem quanto foi o faturamento da editora Canção Nova em 2006? Quase 340 milhões! Só não sei dizer se esse valor é apenas da venda de livros e CDs ou se já está incluindo os carnês. Mas não é pouca coisa não…
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O pessoal da MTV tá em polvorosa com a proximidade do VMB. Chamadas pra todo lado e, pra inovar eles resolveram botar a letra da música de alguns indicados pro prêmio. Minha nossa!! Tem letra ali que parece ter sido escrita por uma criança de 7 anos. E isso considerando que são os “indicados”. Imagina o resto. Nessas horas é que se vê a falta de um Renato Russo.
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Falando em música: A Globo vai exibir um show (outro) comemorando os 50 anos da Bossa Nova no próximo Domingo. E os artistas do show são o Roberto Carlos e o Caetano Veloso!! O “rei” da Jovem Guarda e o “muso” do tropicalismo de fio dental. Vou te falar… Não que os dois não possam cantar músicas da Bossa Nova, mas, se é pra inovar podiam ter escolhido o Zeca Pagodinho e o João Gordo. Ficaria muito mais “tchan”!

