Estréias, Fracasso e Preguiça
O pessoal pode até achar que eu exagero nas críticas, mas… Parece que algumas emissoras imploram por isso. Nestes últimos dias tivemos duas estréias na telinha:
- No Sábado a Rede TV! lançou o Brothers; mais um programa com nome em inglês na emissora. Se alguém notou uma forte semelhança com o Pânico não foi por coincidência. O programa copia quase tudo do programa do Surita. Até o diretor do Brothres fazia parte do Pânico. O cenário é parecido, os quadros também, as gostosas de biquini pra enfeitar… Só que o Brothers perde em todos os quesitos. Tudo muito amador e mal feito. E totalmente sem graça.
Outro ponto negativo no programa é a dupla de irmãos apresentadores. Tudo bem que o Supla é brincalhão, debochado, saidinho e já tem boa experiência participando de outros programas. Mas ser apresentador é bem diferente. É um outro patamar. E nenhum dos dois parece preparado para a função.
Até entendo a intenção da emissora ao criar o projeto, um Pânico 2. Pegam uma fórmula que já deu certo, buscam o mesmo público, aproveitam um horário disponível na grade… Mas, pelo programa de estréia a coisa tá toda errada. Melhor apagar e começar do zero!
- Segunda foi o SBT que lançou o Olha Você. Não confundam com aquele programa da senhora loira que a Globo exibe de manhã. O da Ana Maria é o Mais Você, M-a-i-s V-o-c-ê
Preguiça mental é um pobrema mesmo. E, se você notaram alguma semelhança com o formato, cenário ou apresentadores do Hoje Em Dia, também é efeito da preguiça mental. É muito mais fácil copiar algo pronto do que criar um programa diferente. Até o diretor do programa foi recrutado do Hoje Em Dia!!
O programa em si foi um verdadeiro circo de horrores. Apresentadores perdidos, problemas técnicos, falta de ritmo e coordenação… A coisa estava tão mal que, certo momento, o Alexandre Bacci (envergonhado) prometeu que no dia seguinte ele voltaria com o quadro de notícias sem todos aqueles problemas.
Mas de que adianta citar este ou aquele problema? Ou criticar este ou aquele apresentador? Errado mesmo é quem bolou a “inédita atração” e escolheu os apresentadores. Só que este é o dono da emissora, e o chefe sempre tem razão. Chefe pode tudo. Inclusive acabar com o programa daqui a 1 ou 2 meses… Já vi esse filme antes.
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Falando nisso… O SS está numa fase daquelas. E parece que com o tempo (e a idade) a teimosia só tende a aumentar. Ou alguém consegue entender os motivos para as incontáveis chamadas de rodapé para o “Novo” Programa Sílvio Santos? Ou a insistência em explorar a Maísa (aquela garotinha “inventada” pelo Raul Gil) em seu programa? E ainda usando o mesmo (e antiquíssimo) expediente de fazer umas perguntinhas tolas para a garota e se divertir com as respostas inocentes ou erradas. Pombas!! Isso é mais velho que andar pra frente.
Aliás, já que o Patrão está com fixação em copiar a Record, tenho uma excelente sugestão: já que está disputando a audiência com o programa da Eliana, poderia trocar o nome de seu programa para um parecido com o dela. Hummmm… Deixa ver…. Que tal Pior Impossílvio??? Hahahahaha. Ótima essa idéia. Nem precisa me pagar pelo nome; pode usar de graça.
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Li outro dia que o ministro das Comunicações, Hélio de Costas, resolveu passar a culpa pelo atraso na implantação da televisão digital para as emissoras. O mesmo ministro já havia jogado a culpa anteriormente (pelo preço do aparelho conversor) nas empresas eletrônicas. Tudo bem, pode até ter razão. Mas, e o seu ministério, não tem parcela alguma no problema?? Então o sucesso é sempre crédito dele, o fracasso culpa dos outros?
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Voltando ao assunto da preguiça… Alguns publicitários também sofrem do mesmo mal. Lembro de um anúncio de um jornal (Folha ou Estadão, não recordo com exatidão) em que pegaram uma piada (bem batida) e adaptaram ao texto para promover o sorteio de um carro entre os assinantes. A piadinha, muito devem conhecer, é sobre um garoto que avisa ao pai que o carro estava com problema de água no radiador. E pai não entende o motivo e pergunta onde está o carro. Daí o filho diz que o carro estava na piscina.
Agora é o comercial do guaraná da Schin que copia uma dessas piadinhas batidas. O garoto, no quarto, pede pra mãe trazer um refrigerante (na piada era água). A mãe diz que não vai levar nada e manda ele dormir. O moleque insiste e a mãe retruca dizendo que se for até o quarto vai é dar umas palmadas nele. Daí ele pede para a mãe trazer o guaraná quando vier bater nele.
Pode até ser engraçadinho, mas é uma baita falta de criatividade.
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E, para surpresa geral da nação, a Band voltou a usar o Antônio Petrin como comentarista em algumas transmissões esportivas. Vi ele comentando o jogo inicial do Italiano e a partida entre Santos e São Paulo na última rodada do Brasileirão. Capacidade ele tem. O problema é a emissora, que prefere torcedores/fanfarrrões para comentar o futebol. E esse, felizmente, não é o estilo do Petrin.
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Nos comentários:
O Arlindo chega elogiando o site e contando que assistiu o Observatório da Imprensa onde se discutiu o fiasco do Brasil nas olimpíadas. Ele concorda que o programa foi superficial e diz que o Dines deu uma cutucada no ministro dos Esportes que usou uma desculpa esfarrapada e fugiu do debate. Aliás, uma estória rápida: certa feita vi o Alberto Dines de passagem. Parecia apressado e imerso em pensamentos mil. Tive vontade de abordá-lo e falar qualquer coisa; dizer que gostaria de ser igual a ele quando crescer
Mas a timidez e o senso de ridículo falaram mais alto e me contive. Mas seria muito bom que toda emissora tivesse um Dines em seu jornalismo.
O Rivaldo teceu críticas (tanto no pessoal, quanto no profissional) a diversos programas e disse que os americanos sabem vender suas tralhas para o mundo inteiro e lucrar bastante com isso. É verdade, eles são ótimos em vender lixo cultural. Triste é ver “certos países” comprando isso como se fosse o supra-sumo da produção artística.

