October 15, 2008

Band e Outras Notas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:17 pm

Existem pessoas que não gostam de cometer erros novos; preferem repetir os mesmos de sempre. Parece ser esse o caso da direção da Record. Pois eu, sinceramente, não consegui entender o tamanho da felicidade deles ao firmar o acordo com a Televisa. Pode até ser bom para colocar as novelas da emissora nos mercados onde a emissora mexicana já comercializa as suas. Mas… Usar os produtos da Televisa no mercado brasileiro é dose pra mamute. Não dá mesmo. Até o SBT, que não se importa com produções de baixa qualidade, percebeu que a fórmula não funciona por aqui. Nem para o espectador e muito menos para o mercado publicitário. Se a Record pretende brigar com a Globo (e pretende mesmo) está escolhendo as armas erradas. E isso não é somente a minha opinião. São fatos. E contra fatos não há argumentos.
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A Band (especialmente ela) resolveu que os debates são a coisa mais importante das eleições. Levantou a bandeira e saiu desfilando por aí. Mas a coisa não funciona muito bem. O modelo de debate imposto pela legislação e acertado com os partidos é totalmente desinteressante para o espectador/eleitor. Parece mais uma sequência da propaganda eleitoral. Todo mundo engessado, replicas, treplicas e cia bela. Não dá pra seguir nisso.
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E, analisando alguns comentários de certos políticos que jogam todas as suas fichas no tempo de propaganda na televisão, fico me perguntando: será que não estamos entrando numa nova forma de ditadura? A ditadura da exposição na mídia. Pois é isso que me parece. Até as alianças partidárias se resumem a negociar o tempo que cada um vai somar na coligação. Somente isso! Com tempo qualquer candidato se destaca; sem tempo é causa perdida.
E tem outro ponto: há uma forte corrente disposta a aprovar o financiamento público das campanhas. Mas, ora bolas, o que significa então o horário eleitoral gratuita em rádio e televisão? Já não é um baita financiamento público?? Querem mais dinheiro pra gatunar? Sem falar, para aqueles que adoram citar os Estados Unidos como exemplo pra tudo, que lá não há horário gratuito na televisão. É tudo comprado com a verba dos candidatos. E essa verba é conseguida com doações claras e abertas. Se gostam de copiar tá aí um bom modelo.
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A Band anuncia grandes mudanças em sua grade no horário da manhã e tarde. Mas isso é só pra 2009. A idéia é reformular tudo. Bem, o diagnóstico está correto. Os programas atuais são um lixo absoluto; começando na culinária do Bem Família e terminando na baixaria da Márcia. Bastaria apertar a descarga. Mas… Conhecendo bem a emissora, fico com os 2 pés atrás. Ainda mais quando eles dizem que pretendem reformular a programação mas vão manter as pessoas. Ora, ora…
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Outra novidade da Band, ainda pra esse ano, é uma nova versão da “Escolinha”. Tudo bem, diagnóstico correto novamente. Há carência de programas de humor na televisão brasileira. Mas… Não havia nada melhor que voltar com o esquema de “escolinha”? Ô coisa mais batida!
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Domingo passado o Raul Gil, aproveitando o Dia das Crianças, desengavetou tudo que podia (e não podia) da menina “monstro”, a Maísa. Nada bobo, ele. Mas se o Sílvio abusa da menor, que mal há se ele também abusar? Não é a primeira vez, nem a última, em que a televisão usa crianças para angariar uns pontinhos de audiência. E as descarta tempos depois. É outro filme batido.
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Tenho acompanhado quase todo o Mundial de Futebol de Salão (ou futsal como gostam os marqueteiros) na Band. E, one more time, o Luciano do Valle de plantão na emissora. Nem sei pra que contratam outros narradores. E, once again, o Neto se travestindo de mãe Dinhah no comentários. Ou de torcedor inflamado. Eh…
Aliás, vendo as vinhetas de abertura, do intervalo, as placas de publicidade e tal me lembrei de um fato curioso: até bem pouco tempo a FIFA era 100% anti-futsal. Fez tudo que podia para boicotar a modalidade. E agora tá lá com suas placas de propaganda e faturando com a venda do evento. Nada como um di… dinheiro depois do outro.
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Ainda no Domingo acabei vendo mais uma etapa da Fórmula Truck na Band. Sem medo de errar: é a melhor competição de automobilismo que temos atualmente na televisão. Sobra emoção e competição. E olha que nem sou muito fanático por caminhões. Levei um tempo até me acostumar com aqueles “monstrinhos” dividindo uma curva. Pena mesmo é a pobreza da transmissão das corridas; terceirizada. Merecia um pouco mais de atenção e investimento por parte da emissora. Ou, não havendo isso, mudar de canal.
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Já que eu falei tanto na Band hoje… E aquele famoso “funcionário” da emissora que usou um nome fictício e andou deixando uns comentários aqui no site? Parece que enjoou da brincadeira. Mas não adianta muito usar nomes falsos ou apelidos. As pessoas não são tão anônimas na Internet quanto imaginam. E eu estou de olho…

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1 Comentário »

  1. Também gosto de acompanhar a fórmula truck. A Band podia mostrar outros tipos de corrida também.
    Abraços

    Comment by valter — October 18, 2008 @ 4:40 pm

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