October 21, 2008

TV, Mistificação e Mentiras

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:07 pm

Quem assistiu o GP da China, na manhã de Domingo, deve ter ficado surpreso com a bagunça da transmissão. Tudo devido aos atropelos (e delay) entre o Galvão, na China, e os comentaristas, em São Paulo. Foi uma coisa de um falar em cima do outro, de cortar comentários, de pedir pra continuar narrando… Situação impensável numa emissora do porte da Globo. E tudo isso para economizar 2 passagens de avião e 4 ou 6 diárias de hotel. Considerando a receita da emissora com as cotas da F1 chega a ser ridículo. Mas, sendo assim, melhor seria deixar todos no estúdio. Pelo menos um saberia quando o outro estava falando.
Aliás, já enchi dessa mistificação que o narrador nº1 da emissora tanto gosta de fazer. Ele resolveu que tudo é motivo pra melhorar as (remotas) chances do Massa ser campeão. É um negócio de lembrar que no ano passado a diferença entre o Hamilton e o Raikonen também era de 7 pontos antes da última corrida, que o Hamilton havia tropeçado no saguão do hotel e acabou perdendo o título, que o Hamilton havia coçado o nariz e rodou e blá, blá, blá… Tremenda idiotice. Não é isso que vai aumentar as chances de um ou outro e nem definir o campeão.
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E essa onda de mistificação que o sr. Bueno tanto gosta também tomou conta das transmissões de futebol da emissora. Antes do jogo com a Colômbia vi reportagens do Eric Faria e do Mauro Nave citando que a selecinha do Dunga nunca havia perdido com o Kaká e Robinho em campo. Que tal feito era igual à época de Pelé e Garrincha… Como se bastasse escalar os dois para resolver todos os problemas do timinho do Dunga. Brincadeira. Sem falar na piada que é comparar Kaká e Robinho com Pelé e Garrincha. Só se Pelé e Garrincha estivessem jogando hoje, com 70 anos de idade.
A melhor resposta pra isso foi o corinho que o Robinho recebeu ao ser substituido durante o jogo. Bem feito!! E, aliás, essa vaia pode ser estendida pro Milton Neves, pro Kajuru e demais comentaristas que já falaram tantas bobagens sobre o jogador. Era o Kajuru falando que os zagueiros só poderiam parar o Robinho com uma metralhadora, o Miltão chamando ele de “Robinho Arantes do Nascimento” e coisas do tipo. Ah, se esse povo pagasse 100,00 por cada bobagem dita. Estariam falidos!!
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Tem uma coisa que nunca entendi. Todo mundo sabe que o jornalista segue aquele papo de ser isento, de se pautar pela verdade dos fatos, de ouvir os dois lados… Pelo menos na teoria. Mas parece que nada disso conta pra imprensa esportiva. Tudo bem que boa parte dos narradores e comentaristas não são jornalistas formados, mas… Dizem que o hábito faz o monge. Então como aceitar tanta parcialidade e tanta opinião desfocada por parte dessa gente?? Já imaginaram um comentarista de economia dizendo “eu tenho conta no Itaú, o gerente é meu amigo e acho que todo mundo deveria abrir uma conta lá”? Pois é exatamente isso que acontece na imprensa esportiva. Parece que é a coisa mais normal do mundo. Isso sem falar em certos “profissionais” que recebem favores de técnicos, de empresários, de dirigentes ou até de jogadores. Ou ainda naqueles que tem relação de amizade com os mesmos.
Isenção? Esso non ekziste!!
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Vocês sabiam que a MTV fez 18 anos?? Pois é, 18 anos e idade mental de 7. E QI de ameba!!
Não bastasse o habitual show de imbecilidades da emissora, eles inventaram mais um. Resolveram exibir o programinha de um moleque gordinho que a MTV americana criou há uns 3 anos. O nome do programa é Andy Milonakis Show (desaconselhável para pessoas com mais de 18 neurônios)  e, provavelmente, é a coisa mais idiota que já apareceu na tevê mundial. O Tele Tubies seria um programa de gênios perto dessa porcaria aí. É tão idiota que chega a dar raiva. Nos Estados Unidos tem pena de morte, não é? Só matando mesmo!
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Dia desses eu estava assistindo uma entrevista do Washington Olivetto, que estava lançando um livro baseado na temática do primeiro sutiã. Para quem não sabe ele foi o criador de um lendário anúncio para uma marca de lingeries e esse comercial marcou história e ganhou diversos prêmios. Assim como muitos outros dessa época. Uma época em que a propaganda brasileira figurava entre as melhores do mundo; e era de fato e de direito. Muito diferente dos dias de hoje. Parece que agora tudo se resume à gritaria do varejo e às mentiras dos merchans. Tá complicado. Assistir uma propaganda bem feita e inteligente só mesmo em algum festival de publicidade antiga, em coletâneas ou buscando alguma coisa no Youtube.

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