Falidos e Milionários
Eu estava aqui pensando. O que aconteceria se eu botasse uma cadeira na frente de um hospital e começasse a “curar” as pessoas por meio de milagres? Apareceria a polícia? Delegados? Promotoria pra me acusar? Defensoria pública? Talvez todos juntos. Certo. Mas na televisão a história é outra. Qualquer um pode oferecer milagres e realizar supostas curas. Basta que o sujeito coloque a mão no local enfermo e tenha fé. Se o milagre não acontecer é falta de fé. Ou falha de Deus, que anda muito distraído ultimamente. Nunca é do milagreiro. Este cura cegueira, unha encravada, espinguela caída, hemorróidas… Se bem que neste caso é melhor não colocar a mão no orgão doente.
O mais grave nessa história toda é que nenhuma autoridade do executivo, do judiciário ou do legislativo se manifesta. Todos fazendo cara de paisagem. E as televisões? Bem, essas avisam que não têm responsabilidade sobre o programa e enchem os cofres com contratos milionários com as tais seitas. O povo? Ah, “vida de gado, povo marcado, povo feliz”.
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A principal justificativa para as emissoras que loteiam seus horários é a dificuldade financeira. Sempre a mesma história de quem não conseguiriam sobreviver sem a receita adicional das seitas. Ora, mas como é que elas se mantinham antes de haver todo esse comércio da fé? Como se sustentavam na década de 80 ou 90?
Sem falar que se as emissoras estão mal financeiramente, como é que pagam salários milionários para certas figuras? Já viram alguma empresa privada, com dificuldades financeiras, pagando milhões e milhões para algum executivo? Só mesmo as nossas emissoras. Mas o que aconteceria se elas reduzissem o teto salarial de seus artistas? Acho que provavelmente nada. Ou eles iriam aceitar ou ficariam em suas casas. A emissora continuaria existindo sem qualquer problema. Não acreditam? Vejam os casos mais recentes:
O Marcelo Resende saiu da Rede TV! por não aceitar uma redução salarial. Entrou o Rodolpho Gamberini em seu lugar - ganhando bem menos. Algum prejuízo na audiência? Necas.
A Adriane Galisteu saiu do SBT onde ganhava meio milhão e foi pra Band por 100 mil. O SBT continua lá, no mesmo lugar. Mas e se a Band entrasse no leilão e decidisse pagar meio milhão ou mais pela apresentadora? Ótimo pra Adriane e péssimo pros cofres da emissora. Nada além disso.
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Quero deixar alguns comentários sobre a Escolinha Muito Louca, da Band.
- O programa já está no ar o tempo suficiente para perceber que certos personagens já se esgotaram. A interpretação é ruim e o texto não ajuda nada. É hora de se pensar em algumas trocas.
- O velhinho interpretado pelo Orival Pecini é até simpático mas não é tão engraçado. Melhor voltar com o Patropi.
- Qual a função daquele notebook na mesa do Sidney Magal? Desde quando nossos professores dispõem de notebooks nas salas de aula? Ou será que estou tão defasado assim? Aliás o notebook virou peça de cenário em quase todos os programas. No jornalismo então…
- O pessoal do figurino merece aplausos. Arrumaram um belo decote pro vestido da Dona Flor. Uma maravilha. Agora… Se não for pedir demais, será que não poderiam cortar uns 10 ou 15 centímetros da saia? Tem essa crise toda, precisamos reduzir os gastos excessivos ![]()
- Uma sugestão pra Elvira Alfacinha: que tal chamar o Sidney Magal pelo nome dele em inglês? Seria o “see the nail my girl”. Hehehehe. Até que essa ficou boa.
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O A Tarde É Sua parou de falar do BBB mas não largou o sensacionalismo e o oportunismo. Ontem, aproveitando o falecimento do Renato Consorte, cataram um VT da antiga Escolinha (a da Record) e passaram a edição em que ele foi o professor. Exibiram o programa inteiro!! Vale lembrar que a Escolinha da Record era uma produção independente e a emissora não poderia vetar a “reprise”.
Aliás, fico impressionado com a “felicidade” dos Abrão com a morte de algum ator ou alguma famosidade. É prato suficiente pra 2 ou 3 dias de programa. Cambada de urubus!
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A Band resolveu contratar o Sérgio Noronha, também conhecido como Soneca, para comentar o Campeonato Carioca. Mas desde quando isso é reforço? Ainda mais que há muita gente melhor que o Noronha pra executar a função. Bola fora!
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Outra bola fora acorreu no Jornal da Cultura desta Terça. Estavam passando uma matéria sobre a reciclagem do lixo e o uso de resíduos plásticos para produzir energia no Japão. E a locução ia explicando que a cidade de Tóquio tinha 12 milhões de habitantes e produzia milhões de toneladas de lixo por dia. Ah, calma lá… Milhões? Todo dia? Ihhhh… Deixa pegar minha calculadora e ver essa conta. Vamos imaginar que os “milhões” citados sejam apenas 2. Agora a gente pega essas 2 milhões de toneladas e divide por 12 milhões de habitantes… Um segundo… Dá 166 quilos por habitante ao dia!!! Cacetada. Será que os japoneses são tão porcos assim? Meio impossível. Mais fácil acreditar que o redator trocou “milhares” por “milhões” para dar mais ênfase na notícia. Ainda bem que não usou “bilhões”…
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O Daniel deixou um longo comentário na última coluna. Primeiro quero explicar que BEC é tão somente o Band Esporte Clube. O nome é longo e acho mais fácil usar a sigla. O Daniel também falou sobre o caso do Evaristo Costa e da Sandra no JH. Eh, realmente a minha sugestão de colocar a Sandra Annenberg no Mais Você foi em tom de zombaria por causa do comportamento dela. Mas a ideia não é tão absurda assim. É até coerente. A Sandra gosta daqueles assuntos citados, é desinibida, é comunicativa, gosta de um papo furado com as espectadoras… Faz todo sentido. Sem zombaria.
Aliás, eu já falei isso antes aqui, o mesmo se aplica à Fátima Bernardes. Acho que ela já virou uma “funcionária pública” no JN. Faz o jornal no piloto automático. Acho que um novo programa, uma nova função, seria uma motivação pra ela. É claro que deveriam criar um programa adequado. Algo com entrevistas, debates, matérias… Não adianta colocar ela num game show.
Outro ponto para ser analisado é que as emissoras têm enorme dificuldade para encontrar apresentadores de variedades e/ou auditório. Basta ver o caso da Record que anda apelando pra artistas (Márcio Garcia, Rodrigo Faro, Ana Paula Tabalipa), modelos e até empresários para a função. Não é coisa fácil.
Acho que a tentativa de usar jornalistas, aqueles mais tarimbados e desinibidos, poderia ter melhor efeito. Ou ainda se experimentar radialistas. Basta lembrar que o Fausto Silva começou como repórter esportivo de rádio. Daí foi pra Gazeta (acho eu), pra Bandeirantes, onde fazia o ótimo Perdidos na Noite, e acabou com o “pé no saco” dominical que apresenta atualmente. Aliás a rádio de São Paulo tem um excelente nome que a televisão poderia usar. Uma dica: é gordão.

