February 26, 2009

A Glenda do Carnaval

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:15 pm

Boi Vermelho te dá asas…
Não é que o carnaval passou? E nem doeu muito. Bastou desligar a geringonça. Mas, fiquei com uma pergunta na cachola: quem inventou a Glenda Koslowski como apresentadora do carnaval da Globo? Ah, dá um tempo. Aguentar a body boarder no Globo Esporte já é dose. Aguentar o eterno ar de adolescente mais ainda. Agora, botar a Glenda como apresentadora do carnaval fica complicado. Qualquer hora inventam de escalar a moça pro JN.
Aliás, essa é uma daquelas que tem padrinho muito forte na Globo. Só assim mesmo. De body boarder a paraquedista.
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A Band, finalmente, resolveu fazer o óbvio na programação de Domingo. Primeiro vão remover o Raul Gil, que empatava o meio-campo. Ele fica só no Sábado. Depois vão puxar o 3º Tempo pras 18h, logo depois do futebol. Muito bem.
Só que… Não adianta mudar tudo se ninguém calar a matraca do Miltão. Se ele quiser continuar com as piadinhas e a ironia que arrumem um humorístico pro cabeção. No 3º Tempo está dispensado. E podem usar o tempo das baboseiras tratando do futebol do resto do país. No esquema atual (95% pra SP e 5% pro resto) não dá.
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A Band, novamente, resolveu fazer o óbvio e vai criar um clone do Hoje Em Dia nas manhãs. O programa, com 3 ou 4 apresentadores, vai seguir o mesmo estilo de revista de variedades e besteiras mil. Pode ser um preconceito meu, mas não gosto nada deste tipo de programa. Também não gosto das apresentadoras que a emissora escolheu, a Patrícia Maldonado e a Lorena Calábria. Sei lá… Melhor esperar a estréia e ver no que vai dar.
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Já falei aqui que autor de novela copia tudo que vê pela frente. Alguns copiam até a si mesmos. Parece que esse é o caso da nova novela das 18h na Globo, Paraíso. Está com todo o cheiro de “Pantanal 2, a missão”. Ou é só impressão minha??
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Não sei quantos leitores aqui entendem um pouco de futebol. Eu entendo mais que a média. E fico impressionado com a quantidade de trocas de nome que o Luciano do Valle comete em cada transmissão. Parece que ele conhece uns 3 ou 4 jogadores de cada time e os demais ele vai chutando. Se acertar, acertou. Melhor deixar a lista de abraços em segundo plano e prestar mais atenção na escalação. Ou que a emissora trate de arranjar um monitor com tela gigante pra cabine.
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Torrar dinheiro que não é nosso deve ser uma delícia. Pois a Caixa teve a brilhante ideia de usar a tal “família Amorim” do Fantástico em sua mais recente propaganda. Uma coisa idiota e totalmente dispensável. Seria mais proveitoso usar o dinheiro da verba pra fazer barquinhos de papel.
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Bem que eu tento mas a Rede TV! não ajuda. Dia desses tinha um garoto com 24 dedos no Bom Dia Mulher. Tudo bem que a Olga Bongiovanni pega leve na baixaria. Mas a Sônia Abrão (e seus asseclas) não! Hoje tinha um carneiro (ou bode, sei lá) com 4 chifres. Parecia cena de circo mambembe. O repórter (?) Tony Castro correndo de um lado para outro e fazendo “ô, ô, uô, uô…” num terreno do tamanho de 2 campos de futebol e fingindo não encontrar o animal. Depois de 30 minutos de enrolação e papo furado… aparece o bicho de 4 chifres. E eu que passei minha vida sem conhecer tal maravilha da natureza. BAH!

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February 22, 2009

Tem Robô no Carnaval

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:05 pm

Essa coluna tem o patrocínio do café Merchan Neves,o café que torra a sua paciência. Beba café Merchan Neves, o mais amargo do Brasil.
Eh, só mesmo um café (não esse acima) pra reanimar um pouco. O carnaval é a coisa mais brochante do mundo. Um pé no saco de dimensões colossais. Não que as pessoas não devam ou possam curtir a folia, a alegria, a putaria e outros adjetivos que acabam em “ia” tão comuns na festa momesca. Mas… Eu não consigo entender qual a graça de assistir o carnaval (??) baiano pela Band. Consultamos centenas de cientistas do MIT e 93,6% deles afirmaram que aquilo é tudo menos carnaval; 2,6% afirmaram que aquilo lembra o carnaval; e os 3,8% restantes não puderam responder pois estavam pulando atrás dos trios. Hehehe…
Mas falando sério, que alguém goste de ficar pulando dentro e fora da cordinha eu até aceito, mas qual a graça de ver isso pela tevê.?!! Imagino a d. Rosivalda, lá de Rondonópolis (MT), lavando a louça, rebolando a banha e cantando: “… eu tô na band que banda, que band, que banda , que band… Eu tô na Band”. Ê festa. E a alegria dos cantores nos trios? Metade do tempo cantando e metade dando recadinhos, mandado beijos e abraços. Só faltou alguma das “musas” do axé passar uma receita de bolo pra alguma conhecida nos camarotes. E a falta de assunto dos apresentadores da Band? Falar o quê? Sem esquecer que boa parte ali nem é muito chegada no ritmo baiano/pernambucano da transmissão. Tá lá por obrigação profissional. Assim como é obrigação contratual o Luciano do Valle ficar mandando abraços e elogiando governadores, prefeitos, ministros, diretores da Caixa…
Mas eu não recebo pra isso. E não vai ser uma Nadja Haddad, perdida no meio de um caminhão de barangas, que vai me segurar no axé da Band. Ainda mais que ela anda muito vestida neste ano. É pouco.
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Outra coisa intragável é a cobertura dos bastidores na Rede TV!. Tão divertido quanto dançar com a (nossa) vovózinha. Caçarola! Já não basta assistir aquelas senhoras de fino trato durante 360 dias no SuperPop, agora temos que ver elas novamente no carnaval. Mas é compreensível. São nesses 5 dias que elas fazem o marquetingue pessoal e arrumam clientes pro restante do ano. Ô vida!!
Mas isso não é tudo. O nível da emissora anda caíndo mais e mais. Começou na Sexta, durante o telejornal da emissora. Chamaram uma daquelas repórteres do TV Fama para uma “ao vivo” e a mocinha soltou algo do tipo: “… Ainda é cedo, mas muita gente já chegaram  ao Sambódromo…” . Essa deve ter se formado na FALIU (Faculdades Lula de Idiotas Ufanistas).
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Aliás, aproveitando, que maravilha é aquele robô que estão usando na transmissão da Rede TV!… Aquele… É chamado Daniela Albuquerque. Nossa! É impressionante. Quase parece gente. Só não entendi porque o robô não se movimenta mais e não consegue fazer mais de 3 expressões faciais. Talvez seja o chip, ou a programação. Também precisa de uma entrada USB no Daniela Albuquerque. Assim o texto entra direto no HD dele e não precisa ficar olhando tão fixamente o teleprompter. Mas o dono, sr. Amilcare, gosta bastante de tecnologia e deve fazer um upgrade no robô logo que puder. Ou até comprar um modelo mais novo.
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Mas os robôs não são o único problema da nossa televisão. Temos umas donas aí que até são “gente”. Falam sorriem, andam, sentam… Mas, vendo o bloco noturno do Band Verão, me surgiu aquela fatídica pergunta:
- Quem foi o FDP que inventou que a Cicarelli é apresentadora?????
Foi na MTV, não é verdade? Só pode, só pode… E olha que eu já tinha avisado: “pega leve na farinha, pega leve…”
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Eu até ia mencionar o fato do robô Daniela Albuquerque ser casada com o dono… dono da emissora, é claro. Mas é uma grande bobagem. Pois tem a mulher do outro, a ex, a outra que foi chutada… Daí o sr. Eustáquio, lá de Penápolis, vai pensando: “isso é coisa dessa Rede TV!”. Pior que não é. Ocorre o mesmo na Band, no SBT, na Record, na Globo… O nepotismo é a regra nº 1 na hora de contratar ou definir elencos. Pode ser mulher, amante, filho, neto, sobrinho, cunhado… Qualquer hora arrumam vaga até pro cachorro.
O mais engraçado é na hora que uma dessas emissoras exibe alguma reportagem sobre o nepotismo na Câmara ou no Governo Peteral. Oh, que vergonha, o corruptado João Pilantrinha da Silva está empregando 40 parentes no gabinete. Que abuso, que imoralidade… Pois é. Mas olha quem fala.
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Daí o leitor mais irritado já começa a berrar: “Ô editor idiota. Nem sabe a diferença entre orgão estatal e empresa privada. A emissora pode empregar quem ela quiser e você só reclama por não estar na bocada”. É verdade, podem contratar até a senhora sua mãe. Só que aí não é nepotismo, é desperdício com PV. Hummm… Mas o que seria PV?
Sem falar que foi numa dessas que a Rede Manchete faliu. Metade do dinheiro ia pra pagar as dívidas, a outra metade ia pro salário dos parentes e aspones. Quebrou!
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Uma pergunta: Será que enchendo o Vídeo Show de reportagens sobre a Caminho das Índias a audiência da novela vai melhorar?? Será??

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February 17, 2009

Camila e Andrea

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:31 pm

Para a felicidade geral da nação e para a minha sanidade mental, nem todas as mulheres são loucas (querendo recolocar o selo) e nem todos os programas são o SuperPop. Tá difícil… Tá difícil…
Bem, hoje é atualização da seção Belas & Barangas. Mas só com belas. E duas de uma vez; pra quem acha que não consigo :P
A primeira eu achei lá pelos lados do Morumbi. Aparecia eventualmente em alguns jornais da Band. Sumia, voltava… Daí sumiu de todo. E acabou parando na Record. É a Camila Busnello (que sobrenome feio, parece um palavrão). A Camila é toda lindinha, tipo princesa. Não dá pra imaginar a belezura lavando um monte de roupa no tanque ou esfregando o piso do banheiro.
Aliás, reza a lenda, alguns chefes de redação gostavam de pegar as princesinhas (tipo a Camila Busnello) e meter naquelas reportagens barra pesada, revolta em presídio, assalto à banco, enchente na marginal… Ô maldade.
camila busnello linda
A segundete é outra Recordiana. Essa não sei de onde surgiu. Só vi mesmo na Record. Bela, charmosa, competente… Só não sei se ela sabe fazer uma omelete caprichada. Ah, mas tá bom assim mesmo. Senhoras e senhores, Andréa Beron também está na nossa lista de belas.
andrea beron

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February 14, 2009

Copa da Mentira

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:05 pm

E eu continuo no mesmo tema: a relação televisão X esporte. Só mesmo um grande interesse financeiro para explicar o comportamento das nossas principais redes. Resolveram esquecer os verdadeiros problemas do país (e das principais capitais) e embarcar no oba-oba com a estória da Copa e da (improvável) Olimpíada. É um tal de mostrar desenhos, maquetes e esboços. Tudo muito lindo e colorido. Tudo funcionando. Tá bom…
Então vamos fingir que basta gastar centenas e centenas de milhões para reformar a porcaria de estádios que temos atualmente. Só isso basta. Rodovias, aeroportos, metrô, hospitais, segurança, comunicações, tudo isso já está pronto e funcionando perfeitamente. Sei, sei… O país do faz de conta. Então vamos fazer de conta que ninguém vai meter a mão nas verbas das obras pra Copa e que todos os nossos governantes apenas querem usar o evento para desenvolver suas cidades. Igual o Pan do Rio.
Outra coisa que as emissoras evitam mencionar é a situação absurda da CBF. Outro dia eu assistia um pedaço do jogo da seleção contra a Itália e toda a euforia do sr. Galvão com o resultado. Daí fui notar: mais um jogo em Londres. O quarto ou quinto nos últimos tempos. Todos por causa de um contrato com uma empresa dos Emirados (ou coisa parecida) que comprou a administração dos amistosos da CBF. Como se já não bastasse termos todos os principais jogadores no exterior, agora a seleção só joga onde essa empresa manda. O torcedor que se dane. Que veja a partida pela televisão e se dê por satisfeito. O nosso futebol é for export only.
Sinceramente? Pega essa porcaria de CBF e muda logo para Londres, pra Suiça ou pro quinto dos infernos.
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Parece que metade da diretoria da Rede Globo arrumou uma nova função nos últimos meses: inventar desculpas pra baixa audiência da novelas. Uma hora dizem que é o trânsito, depois que é a chuva, o horário de verão… Assumir a verdade ninguém gosta. Novela é uma tremenda besteira. Só funciona em países latinos e pobres. O povo fica lá perdendo metade da vida pra saber que a mocinha se casa no final, que o vilão acaba preso e coisa e tal. É a mesma maçaroca de sempre. Isso sem falar que os autores andam numa fase negra. A qualidade das estórias é péssima.
Depois temos que analisar que o tempo passa, as pessoas mudam. Mesmo que lentamente. Algumas pessoas acabam saíndo de noite, outros estão usando o computador, outros no video game… Ficar vendo novela só por absoluta falta de opção. E o declínio das novelas é algo inevitável. Lento, mas inevitável.
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Quem também anda numa fase péssima é a direção do BBB. Cada ideia mais idiota que a outra. Começou com o tal muro dividindo a casa. Só pode ter sido ideia do Bial. Ele ainda está com o muro de Berlin na cabeça. Depois veio o tal quarto branco. É o confinamento dentro do confinamento. Hoje, Sábado, me aparece a festa de sempre e eles colocam umas 5 ou 6 moças dançando numa espécie de tablado. Me pareceu que não podiam interagir com os participantes do jogo, só ficar rebolando. Igual umas chacretes. Alguma utilidade na ideia? Ou era só pra mostrar as tinturas do patrocinador? Francamente… Ô preguiça mental que ataca esse pessoal.
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A próxima semana é de festa na Rede TV!. Ela e seu “Bastidores do Carnaval”. Diz a emissora que ela é a líder na cobertura dos bastidores. Sim. É a única, só podia ser a líder.
Se bem que… O que significa o bastidor do carnaval? É ficar entrevistando a Viviane, a Graciane, a Piranhara ou a outra que voltou a ser “virgem”? Mas, pombas!! Eles já fazem isso durante o ano inteiro.
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Antigamente as emissoras tinham data marcada para a volta das férias. A última era a Globo, no começo de Abril. Hoje vai voltando cada programa numa semana, sem aviso, sem novidades… O único que ainda curte as férias é o Jô Soares. E esse não volta tão cedo. Março ainda é férias pra ele.
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Eu estava aqui pensando: será que as emissoras de televisão fizeram algum acordo com restaurantes, parques, cinemas e teatros? Só pode ser. Não há outro argumento para a programação de Sábado ser tão ruim. Um lixo total. Eu não consigo assistir nada. Até o jornalismo é fraco no Sábado. Eh… Só pode ser um acordo. As emissoras expelem o espectador. Este acaba saindo de casa e gastando dinheiro nestes locais. E estes gastam uma verba patrocinando as emissoras. Faz todo o sentido.
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Nos comentários o Daniel critica a relação entre as emissoras e os políticos demagógicos. Diz que não aguenta os programas populistas e assistencialistas. É do Balanco Geral pra baixo. Pois é… Aqui onde moro não há tantos programas do tipo. Mas no Nordeste ou pelo interior… Dá até calafrio. Se bem que isso vem de longe. Acho que mais de 90% das afiliadas está nas mãos de políticos ou seitas. Todas as concessões foram liberadas em troca de favores. Pode pesquisar: O Sarney conseguiu mais 1 ano de mandato liberando concessões de rádio e tv; o FHC conseguiu mais um mandato com mais e mais concessões; o Lula continua usando o mesmo expediente para agradar seus aliados… É como dizem: muda a mosca, mas a m*rda continua a mesma.

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February 9, 2009

Sem Patrocínio, Sem Esporte

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:51 pm

Essa “figura” é repetida. Aparece, some, aparece, some… E atualmente anda com força total. É a velha briga entre as emissoras e os patrocinadores esportivos. Ainda mais se o patrocinador não for uma mega empresa multinacional. Se for um grande anunciante… Ah, aí a coisa muda, não é mesmo?
Eu não consigo mais entender qualquer notícia sobre vôlei ou basquete nos esportivos da Globo. É um tal de “Florianópolis que venceu o Macaé, que venceu o Osasco, que venceu o Minas…” No caso de clubes tradicionais e que sempre usam o nome próprio (Pinheiros ou Minas Tênis) dá até pra entender de quem estão falando. Nos outros casos…
Em outras situações as emissoras adotam o famoso “close nasal” durante as entrevistas ou borram a imagem para apagar o nome dos anunciantes. Uma coisa mesquinha e pobre. Ainda mais quando sabemos da dificuldade financeira dos clubes e do trabalho para arrumar verbas para o “esporte amador”. Acham que alguém vai patrocinar um clube para não ter qualquer retorno de mídia?
Outro ponto é a falta de consenso sobre o tema dentro das próprias emissoras. No Programa do Jô ele faz questão de permitir ao entrevistado citar o nome dos patrocinadores de suas peças ou shows. Já no Globo Esporte não se pode falar o nome de qualquer patrocinador. Qual é a regra dentro da emissora?
E na falta de um acordo sobre o assunto cada um adota a estratégia que acha melhor. Dia desses, vendo uma matéria da “titia Monique”, na Rede TV!, fiquei com a impressão de estar completamente bêbado. Mas não estava. O problema é que a emissora espelhou a imagem e o nome do patrocinador de uma escola de samba (estampado nas camisetas) ficou invertido. Isso sem falar que a Monique parecia estar segurando o microfone com a mão esquerda.
Já está na hora da ABERT e ABAP se reunirem e resolverem a questão. Do jeito atual mais parece o samba do crioulo doido. Não dá!
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Mas tem outra coisa que precisa de uma regulamentação. E urgente. Só que essa é um “ninho de vespas”. Não sei quem vai ser macho o suficiente pra mexer nisso. E, na falta de regras, as igrejas e seitas vão avançando cada dia mais e mais dentro das emissoras abertas. Quando não conseguem um acerto com as cabeças de rede partem pras afiliadas. E, com caminhões de dinheiro, conseguem comprar um horário aqui, outro acolá. É o caso do SBT do Paraná, de propriedade do sr. Pequeno Rato. O SBT (felizmente) não vende seus horários mas as afiliadas acabam vendendo. No caso da Band e Rede TV! é muito mais fácil. Ambas estão com o pires na mão. E as afiliadas idem. É pagar e levar.
Só que… Existem regras para a concessão de radiodifusão. Mesmo que nem sempre sejam seguidas. O concessionário deve cumprir uma longa lista de exigências. E a emissora deve atender os requisitos de prestar informação, cultura e entretenimento ao telespectador. Se ela loteia 80% da grade para uma ou mais seitas onde fica a informação, a cultura e o entretenimento? E não é só em relação aos programas religiosos. Os tais infomerciais também estão “roubando” o tempo do espectador. É exatamente assim que me sinto: roubado. A emissora que recebe a concessão e repassa o horário para programas de vendas e religiosos está descumprindo as regras do setor e lesando o consumidor. Seria algo como uma concessionária de uma rodovia, alegando problemas financeiros, largar a manutenção da estrada e alugar o espaço de acostamento e praças de pedágio para motéis, boates, mercados…
Outra coisa que ninguém repara é que a Constituição diz que o Estado brasileiro é laico. Se o Estado é laico, como pode dar uma concessão pública para a igreja X ou seita Y? Ou teria que dar o mesmo espaço para todas ou não dar concessão para ninguém.
Mas não sou tão estúpido a ponto de pensar que alguém, algum dia, irá mexer nesse vespeiro. Ninguém seria macho e louco o suficiente para tanto. É muito mais fácil deixar a coisa solta e fazer cara de que não está vendo nada de errado. E antes que venham dizer que estou atacando uma religião específica, aviso que minha opinião vale para todas: católica, evangélica, budista, judaica, … TODAS!
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Não faço a menor ideia do que a Globo pretende fazer com o Esporte Espetacular. Mas é bem provável que queiram tirar o Esporte do nome. Talvez seja transformado em Espetaculoso Espetacular. Ou algo parecido. Também…
Sexta, no intervalo do GE, me aparece uma chamada pro EE. A Cristiane Dias está de costas e o Ernesto Lacombe (já ambientado ao esquema besteirol) aparece fazendo um “HUH” para assustar a colega. Eu já pensei: “isso não vai acabar bem”.
No Domingo o programa exibe suas atrações: começa com uma matéria sobre os cantores baianos e como eles se preparam para a maratona de shows do verão/carnaval e todos aqueles “tira o pé do chão”. Um pouco depois me aparece uma reportagem sobre a reforma ortográfica no esporte. OMG! Depois vem uma outra com ex-atletas e comentaristas esportivos da Globo se preparando para uma corrida de rua. Uma equipe em SP e outra no RJ. E, finalmente, o evento esportivo do dia: uma emocionante corrida de bicicross. O bicicross, vocês devem saber, é o esporte preferido por 11 em cada 10 torcedores brasileiros. Só faltou o Galvão pra berrar: Pedaaaaaala…
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Nessas de esbarrar com o BBB em qualquer canto eu descobri que a morena reboladora (a tal Priscila) é formada em jornalismo. Pombas!! A categoria anda avacalhada mesmo. Mas a moça tem potencial. Arruma emprego fácil na Rede TV!. No TV Fama, por exemplo. Entende de silicone, de funk, de praia, de dança… Isso cobre 97,6% das matérias do TV Fama. Os outros 2,4% são completados com futilidades. Hahahahaha.
Outra coisa: esse povo que vota no BBB é doente da cabeça ou é ruim do pé? Fui ver a pernambucana eliminada na primeira semana. Tudo bem que a moça é meio tontinha, mas é uma belezura que não acaba mais. Seria muito pedir que eliminem as mais feias primeiro???
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Nos comentários o Daniel reaparece e deixa suas opiniões. Primeiro ele fala sobre o eterno sonho da Record: brigar pela liderança com a Globo. Isso quando ainda está disputando o segundo lugar com o SBT. Pois é… Eu também gostaria de ser milionário. Já juntei 128,00. Quem sabe, num futuro muito distante… :P
Depois ele fala sobre a Record News e a repetição de reportagens. Mas você só contou 2 ou 3 reprises? Acho que isso é só na Record. Se juntar com a Record News chega a 20 ou 30. Se bem que isso é complicado. Não há como uma emissora com 24 horas de jornalismo produzir material suficiente para todo o horário. Nem a Globo News consegue tal façanha. Agora, se você quer ver reprise basta ligar na Band News. Dá pra ficar zonzo com a quantidade.

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February 5, 2009

Vacilando e Andando

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:18 am

BandComparando os sucessos (relativos e proporcionais) de uma emissora menor e de uma Globo, por exemplo, dá pra entender o motivo da “Gorda” continuar confortável em sua liderança. A Globo usa todas as cartas que pode para alavancar ainda mais o seu BBB. Programas da casa, programas em tevê fechada, Internet, jornais, revistas, tudo é usado para garantir o sucesso de sua atração. Não economizam o menor espaço para falar do BBB e dos participantes.
Agora a gente olha a Escolinha Muito Louca da Band. Até faz um sucesso considerável para os níveis saadianos. Mas cadê o resto? Cadê a participação do elenco da Escolinha em outros programas da emissora? Qual o motivo de não convidar certos apresentadores da emissora para uma participação especial na Escolinha? Seria muito complicado convidar o Datena ou o Otávio Mesquita para, por exemplo, darem uma “palestra” aos alunos e serem motivo para mais e mais confusões e piadas? Não creio que seja algo tão impraticável.
Ficar só nas chamadas pra Escolinha é óbvio demais. Coisa de quem não entende de televisão ou sofre de preguiça mental.
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E falando no BBB… Já adianto que não sou um espectador habitual do programa; acho que só vi inteiro em 2 ou 3 dias. Mas continuo achando que o maior erro é a seleção dos participantes. Mesmo agora que convidaram 2 idosos. Um encarnou o típico “velho babão”. A outra faz o modelo “velhota garotona”. Francamente… Melhor nem ter convidado. Se é pra ser assim poderiam continuar nos garotões sarados e moçoilas siliconadas e nos uhus.
De resto continua tudo igual. Parece que existe um roteiro pronto e todos devem seguir. As mesmas conversas, os mesmos namoros fajutos, a mesma choradeira, os abraços na hora da eliminação, a dança e cantoria… Será que nunca ninguém vai sair do roteiro? Bem, enquanto a audiência estiver alta… NÃO!
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E voltando aos temas da Band… Finalmente o Ronaldo, ex-jogador profissional, vai conceder uma entrevista à emissora. Ele vai participar do Terceiro Tempo deste Domingo. Quer dizer, não é exatamente uma entrevista. Ele vai assistir as papagaiadas do Milton Neves e aguentar mais um bocado de babação. Isso depois de 2 meses de puxação bandeirantina.
E aproveitando o assunto, vi hoje que o Corinthians pode acertar um novo patrocínio pra camisa. Está entre a Oi e a Fly Emirates. Os valores que o clube pede beiram os 30 milhões anuais mas duvido que se chegue a tanto. Só como comparação o Flamengo e o SPFC recebem algo próximo de 18 milhões anuais.
Mas o estranho é ver a Fly Emirates nessa parada. Tudo bem que eles tem dinheiro sobrando, mas qual a lógica de patrocinar um clube de massa? Quantos manos  vão comprar passagens internacionais? No caso da Oi é bem compreensível. Estão entrando em São Paulo e precisam reforçar a marca.
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Outra coisa difícil de entender é a insistência da Band com certos eventos esportivos que não dão o menor retorno no Brasil. É o caso da NFL. Tudo bem que o BandSports vive catando qualquer campeonato de bola de gude pra ocupar a grade mas… Passar a final da NFL (futebol americano) na Band é dose. Nunca vai passar de traço.
Até mesmo a Fórmula Indy sofre nas mãos da Band. O máximo que vi até agora foram umas chamadas com a participação de pilotos brasileiros. Nenhum programa especial, nenhuma reportagem, nada sobre os novos carros, equipes, mudança de pilotos… Depois a emissora vai reclamar de ter 1 ou 2 pontos de audiência.
E fazer chamadas parece a solução pra tudo na Band. Estamos no início de Fevereiro e a emissora já está com uma chamada pro próximo jogo da seleção pelas eliminatórias. O jogo será no final de Março. Serão quase 60 dias de chamadas!!!
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Vi um pedacinho da Caminho das Índias e descobri que tem um personagem (indiano) que foi trabalhar em Dubai para ganhar uns trocados pro dote da filha. Hahaha… Tenho certeza que isso passou pelo Departamento Comercial da Globo. Aposto todos os 18,00 que tenho na carteira.
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Tudo bem que o jornalismo do SBT é um inferno de Dante. Bastante por culpa do dono. Mas alguns profissionais merecem ter o trabalho reconhecido. É o caso do Sérgio Utsch que realizou uma série de reportagens sobre a prostituição infantil no Vale do Jequitinhonha. Um belo e eficiente trabalho sobre um tema tão sério e carente de providências mais enérgicas.
Pena que o patrão continue desprezando o jornalismo da emissora. E não vai ser a contratação de um ou outro profissional, como o Rodolpho Gamberini, que vai mudar a minha opinião sobre o descaso do SS com o assunto. O jornalismo é um produto caro e o patrão não gosta. Ponto final.

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