May 28, 2009

Roçando a Fazenda

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:20 pm
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E encerrou nesta Quarta a passagem da Champions League pela Record. Agora o campeonato é da Globo e, talvez, alguma emissora menor para transmitir o grosso das partidas. Creio que a Plim Plim só vai se animar na final. Pra variar. E o encerramento na Record foi um belo exemplo de que a emissora ainda tem muito pra aprender no terreno esportivo. A partida final foi uma compilação dos piores momentos da transmissão recordiana. No começo do jogo eu ainda estava na cozinha, lanchando, e escuto o Éder Luis berrando a plenos pulmões: “Espetacular! Espetacular! Espetacular!” Corri para ver o gol do Barcelona e não havia nada espetacular. O atacante apenas cortou um zagueiro e chutou com a ponta do pé. Um gol absolutamente normal. Mas, sabem como é o Éder… Grandiloquência chegou ali e estacionou. O homem citou o coliseu, os gladiadores, os deuses do Olimpo… Ei, moço, o Olimpo não fica na Grécia? Ah, d. Mafalda, o mundo anda tão mudado. Talvez tenham transferido o Olimpo pra Itália.
Pois é… mas tentei continuar vendo a partida no meio da chuva de adjetivos que saia da boca do narrador. Daí o Éder (por recomendação superior) começa a usar o futebol para promover o reality A Fazenda. A cada 4 minutos ele dizia que um jogador iria participar do programa. Citava o Romário, o Edmundo, o Vampeta… Talvez tenha esquecido do Kaká, do Beckham e do Cristiano Ronaldo. Se é pra viajar na maionese… E, obviamente, no dia do programa me aparece um Dinei da vida. Será que esse “marketing de botequim” ainda funciona? Quem será que a Record pretende enganar com essa tal lista de famsos que ela tanto oculta? Francamente… No dia em que uma figurante do Pânico for famosa de verdade… Aliás, a Mulher Samanbaia é tão famosa e importante que depois de sua saída a audiência do programa aumentou em 50% na média. Não que os dois fatos tenham uma relação direta, é só um detalhe interessante.
E vamos combinar um negócio, esses tais famosos que vão participar da Fazenda são do mesmo nível dos convidados do Super Pop. Nada mais que isso.
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No Domingo a Band não passou o Brasileirão e abriu todo o espaço pras 500 Milhas de Indianapolis. Muito bem. Mas é bom lembrar que o Corinthians havia jogado no Sábado. Ufa, os deuses e o calendário ajudaram. Mas e agora? Como fica o espectador que quiser acompanhar o resto da temporada? Vai ter que procurar um amigo ou vizinho que tenha o BandSports? Só pra saber mesmo. Não tenho tanta vontade assim de assistir tudo. Mas quem quiser vai penar. Ainda mais se pensarmos que a Indy deve ter uma etapa no Brasil em 2010.
E por falar em corrida… Todo ano é a mesma conversa: o Galvão, os comentaristas da F1 e um monte de gente falando que o GP de Mônaco é o mais charmoso, que não pode faltar no calendário, que o cassino isso, que o hotel aquilo, que os iates sei lá o que… Tá bom. Vão todos lamber um parafuso até virar prego. O GP de Mônaco é o pior da temporada. Um trenzinho onde ninguém passa ninguém. Salvo num acidente ou numa parada nos boxes. De resto é uma monotonia total. Serviu mesmo para dormir até mais tarde no Domingo. Ê soninho gostoso.
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Duas da série “Eu não falei? Eu não falei? Eu não falei?”
1- Vocês viram a presença da Suzana Vieira no Video Show dando um chega pra lá na Giovana Tominaga? Quem não viu é só procurar naquele site de vídeos. Então, dias atrás eu havia falado sobre o R9 e outros famosos que fazem o marketing do bom mocismo. Eh, era exatamente isso. Só quem conhece esses malas na vida real é que sabe o verdadeiro comportamento deles.
2- Eu não vi mas li sobre a entrevista do repórter Marcos Losekan no Mais Você. Deus seja louvado. Era impossível que a Índia fosse aquele “inferno de Dante” que aparece na novela da d. Glória. Aquilo que ela escreve está mais pra desfile de escola de samba. Tic? Tic pra *aralho!!
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Eu já falei aqui que esse povo da televisão sofre de preguiça mental. Pois é… No programa do Sílvio Santos uma das principais atrações é um quadro que copia a Olimpíada do Faustão. Aquela mesma que fazia sucesso na década de 90. Então… Agora o Faustão resolveu recriar o mesmo quadro. A mesma porcaria de antes, sem tirar nem pôr. Eh, ainda bem que tem futebol no Domingo e eu fico bem longe disso tudo. Até Linense X Mirassol é melhor que isso.
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Na Segunda eu estava assistindo o Jornal da Band, como de hábito. Acho que sou aquilo que eles chamam de público cativo. Daí me aparece a Ticiana Villas Boas fazendo uma reportagem sobre os gays e a prostituição de jovens travestis. Uma BAITA reportagem, dividida em edições diárias. Muito acima do padrão habitual da nossa televisão. Daí fiquei pensando: a promoção da Ticiana pra bancada do jornal foi muito justa, mas… Ela faz muita falta nas ruas. Não existem tantas repórteres no mesmo nível. E olha que a Ticiana ainda é nova e tem muito pra evoluir.
Finda a reportagem (corte), aparece o Joelmir Beting no estúdio. Numa atitude raríssima (pelo menos não recordo de coisa semelhante), ele se vira pro lado e diz: “Parabéns, Ticiana!” Pois é Joelmir, tenho que repetir as suas palavras: parabéns Ticiana! E faço isso com muita tranquilidade pois acompanho o trabalho dela desde que começou na Band. É claro que a boniteza da Ticiana também chamou minha atenção. Mas, não me joguem pedras, creio que sua competência já superou a beleza.
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Sabem aqueles programas esportivos de Domingo? Eu vejo vários, zapeando. E um fato ocorrido no intervalo de alguns (o Bola na Rede e o Esporte Record News, até onde vi) me chamou a atenção. Foi um comercial de um sabão exclusivo de calcinhas. É exatamente isso que vocês leram: sabão pra calcinhas. Nada contra, mas… Em programas de futebol??? Será que não tem espaço disponível nos 483 programas femininos da nossa televisão? Gostaria muito de saber quem é o mídia que cuida dessa campanha e qual a estratégia de marketing aplicada.
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Nos últimos dias chegaram dois comentários que quero responder. O primeiro é do “César Music Fut” e ele elogia muito o site e quer saber quem é o responsável pela coluna. Que intimidade é essa, rapaz? O dono do site sou eu mesmo: Telinha. Vai querer uma foto minha? Só o CPF não serve?
Depois chega a Jacira e diz que gosta da coluna mas… Mas eu só falo mal da Band e Record, nunca critico a Globo e que devo receber da Plim Plim pra afinar nas críticas. Ora, ora. Já vi esse filme antes. Um dizendo que eu odeio o SBT, outro que devo ter sido demitido da Band, outro reclamando que pego no pé da Record… Bom, eu não fico contando o número de críticas para A ou B. Talvez a menos criticada seja a Rede TV, mas isso não significa que considero ela um exemplo de qualidade ou virtuosismo. Depois, se a Globo é líder de audiência absoluta não é por minha culpa. Se a máquina do Ibope fosse instalada na minha casa a Globo teria uns 10% de audiência; só vejo alguns jornais e o esporte. Você teria que virar o ranking da audiência de cabeça pra baixo pra se encaixar no meu perfil. Ou quase. A grande questão é que mesmo nos programas ruins a Glbo mantêm a qualidade nos cenários, na edição, no elenco… Já as outras erram de maneira grotesca. Quase primária. Lembra do Olha Você? Eu critiquei o programa desde o dia da estreia. Simplismente porque o projeto era todo errado. E apareceu gente aqui falando que eu devia odiar o SBT. Bem, o dono da emissora mexeu, mexeu, mexeu e acabou tirando do ar depois de ver que aquilo não tinha jeito. Quem é o parcial então? Quer falar de parcialismo? Conheço alguns sites que sempre divulgam uma notinha pra elogiar certos programas. Sites muitos mais famosos e com 30 vezes mais visitas que o meu. Será que a Globo iria pagar pra receber elogios de um micro site? Como ela se manteve na liderança nos últimos 30 u 40 anos? Será que é culpa da incompetência das concorrentes ou do público acomodado e preguiçoso? Ou vai dizer que é minha ao expor minha singela opinião de espectador NÃO acomodado com a programação atual. Você quer mesmo ver parcialismo? Entre num site de buscas e faça uma pesquisa envolvendo “record” + “algum programa ou novela da emissora”. Pule os primeiros resultados, os grandes portais. Nas páginas seguintes você vai achar um monte de blogs que praticamente só fazem divulgação da emissora. Você vai encontrar um farto material fotográfico de divulgação e um texto que mais parece um press release. Aquele estilo de CTRL C + CTRL V.
E vamos deixar uma coisas claras:
Todo mundo tem direito a ter sua opinião. Eu inclusive. E todos podem comentar concordando ou não. Só os comentários ofensivos e com palavrões são apagados. Assim como o spam. Não recebo de ninguém para escrever qualquer coisa. Muito pelo contrário, tenho que pagar para manter o site no ar. Se alguém se sentir injustiçado pode entrar aqui e expor seu contraditório. E isso já ocorreu. Sem parcialismo, preconceitos ou ofensas.

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May 26, 2009

Renata Cordeiro & Cristina Berndt

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:20 pm
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E como diria aquele famoso narrador esportivo: “Hoje não, hoje não, hoje não… Hoje sim!” Sim meus amigos de Poconé, a d. Mafalda está viajando e vou atualizar a seção Belas & Barangas. E em dose dupla.
E hoje é dia de homenagear duas belas senhoras que alegram o dia a dia dos espectadores da Record Rio. A primeira é a flamenguista Renata Cordeiro. Carioca típica, 30 e tantos anos de praia. Mas ainda batendo um bolão. Um belo exemplo de que é possível passar dos 30 sem apelar pras plástica, silicone & botox. Ou não é?
renata cordeirorenata cordeirorenata cordeiro

renata cordeirorenata cordeirorenata cordeirorenata cordeirorenata cordeiro
A nossa “faixa bônus” fica por conta de uma bela loira que também já entrou na casa dos “inta”. Mas que ainda faz parte dos sonhos de muito marmanjo. Falo da Cristina Berndt; ô sobrenome ruim de falar. Bonita, charmosa, classuda, com uma voz grave e sensual… Hmmmmmm. Pena que apareça tão pouco em rede nacional.
cristina berndtcristina berndt

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May 22, 2009

Bairrismo e Bobagens

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:59 pm
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Quem acompanha o CQC sabe que eles adoram brincar com o pessoal da ESPN e até criaram aquela estória da água “estranha” que eles tomam no estúdio e que acaba provocando alguns efeitos colaterais. Pois é, parece que essa mesma água também vem sendo distribuída para a equipe esportiva da Band. O comportamento da turma está cada vez mais incompreensível:
No Domingo passado, durante a transmissão de Inter X Palmeiras, o Luciano do Valle ficou tão animado ao informar os resultados da rodada, com a vitória do Santo André, que colocou o clube do ABC na liderança do Brasileirão, com 9 pontos. Era a segunda rodada e o Santo André já somava 9 pontos na conta do Luciano. Um empate, uma vitória e… 9 pontos!! Mas isso foi só o início. Alguns minutos depois ele pediu a opinião do Neto sobre a partida. Daí o Neto falou algo como: “… Não seria melhor o Palmeiras fazer assim ou assado?” E o Luciano se empolgou mais ainda: “É por isso que o futebol na Band está cada vez melhor. É essa “interatividade” entre o comentarista e o espectador. Ele dá a opinião dele e você discute aí com seu amigo, seu parente…” HEIN??? Então isso é que é interatividade? Oras, dá pra fazer isso até em transmissão de rádio. E desde sempre. Se for assim, desde o tempo do cinema mudo já havia a tal interatividade: o Carlitos fazia alguma graça e o público ria na platéia.
Mas a água continuou rolando pelos estúdios. No Jogo Aberto da Terça o doutor Osmar estava atacado. Ele levantou a fantástica tese de que a Sadia queria investir milhões e milhões para patrocinar a camisa do Corinthians. Daí a Perdigão passou na frente e fechou o patrocínio com o clube. Então, inconformada com o fato, a Sadia resolveu se unir com a ex-rival. E, eu juro, ele não disse isso brincando. Só não sei como a Band não transfere o Osmar pra Escolinha Muito Louca.
E, minutos depois, falando sobre a arbitragem do jogo entre Fluminense e Corinthians, o Neto perguntou ao Godoi: “Você não acha que se o Simon tiver uma atuação correta, isso pode ser favorável ao Corinthians?” Como é que é? Então se o árbitro tiver uma atuação correta isso só ajudaria o Corinthians? Se ele errasse seria só a favor do Fluminense? Hummmmm… Olha o bairrismo aí gente!
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Dias atrás a Record exibiu (por diversas vezes) o vídeo do fenômeno da Internet, a Susan Boyle, para ilustrar a divulgação da nova edição do Ídolos. Contavam a estória da mulher e de como ela se consagrou na versão inglesa do programa e que o mesmo poderia ocorrer na versão recordiana. Baita balela. E outro factóide da emissora. Se fosse no Brasil a Susan Boyle nem poderia se inscrever no programa pois o limite de idade é 26 anos e ela já passou muito disso. Sem falar que não há muito sentido em limitar a idade num programa de calouros. Puro preconceito.
Aliás, lembrando do que já falei sobre fixação da Record em copiar tudo da Globo, me surgiu aquela personagem do Zorra Total, interpretada pela Katiuscia Canoro. Aquela que vive repetindo: “Dinheiro eu tenho, só me falta o glamour”. Hehehe. É a cara da Record, sem tirar nem pôr.
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Dia desses, vendo uma entrevista do diretor do Estado de Minas e do Correio Brasiliense na Record News, ele comentava sobre a dificuldade dos jornais impressos diante da concorrência de outras mídias e da queda das vendas. Uma situação que qualquer pessoa do ramo conhece muito bem. Nada de surpreendente. Estranho mesmo é que a Record não se lembrou desse fator relevante ao citar a tiragem da Folha de São Paulo durante a briga entre elas. Alegavam que a queda na vendas se devia ao conteúdo e as opiniões do jornal. Típico caso de dois pesos e duas medidas.
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Eu acho que novela é uma das coisas mais loucas do mundo. Dizem que é uma “obra aberta”. Pois é aberta até demais. O autor cria um cenário e daí em diante vale tudo pra encher linguiça. O sujeito vai da Índia pro Brasil (e vice-versa) como se fosse de São Paulo pra Santos. Pá, pum! E daí pra Dubai, pros EUA, pra Rússia, pra lua, pra Marte… Diferenças de linguagem ou costumes também não existem. Tá faltando pouco pro personagem do Márcio Garcia botar uma bermuda e aparecer jogando futvôlei numa praia do Rio. Sem falar que não sei como ele ainda não arrumou uma namorada no Brasil. Pelo que se vê basta o sujeito desembarcar no aeroporto e já tem uma procissão de brasileiras deseperadas por um indiano rico. Talvez fosse o caso de mudar o nome da novela pra “Indianos Jovens e os Caçadores da Periquita Perdida” :P
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E por falar em novela… O pessoal anda muito surpreso com o destaque da Dira Paes, a Norminha, na novela. Mas isso sempre acontece. Um personagem meio secundário, nas mãos de um bom ator (ou atriz), acaba roubando a cena. Sem falar que a Dira já vem bem de outros carnavais. Basta lembrar do desempenho dela no seriado A Diarista. Era um dos pontos altos.
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E o Toda Sexta, hein?! Mal consigo ver uns 4 ou 5 minutos. Até a reprise do Pânico é mais interessante. Tanto é que a audiência do programa continua naquele voo rasteiro. Não decola nem com reza braba. E nem poderia. É um amontoado de quadros antigos e já superados. Baita cheiro de naftalina no ar. Resta saber se tem conserto. Talvez mudar tudo. Ou… Ou a Adriane vira uma nova Cicarelli na Band.

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May 18, 2009

Televisão e Futebol

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:10 pm
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Está ficando cada dia mais difícil assistir aos programas esportivos da televisão. Dá vontade de desligar o televisor junto do apito de encerramento da partida. Eu já falei e repito: lugar de torcedor é na arquibancada. Ou num boteco. Não travestido de comentarista esportivo. Muito menos de jornalista.
Pois o Terceiro Tempo do último Domingo não aguentou muito tempo falando da derrota do Palmeiras diante do Inter ou dos empates de Santos e São Paulo. Eles já tinham um repórter escalado para entrar ao vivo no Engenhão.
- Era para falar do Botafogo? – pergunta a d. Mafalda.
Não era exatamente para isso d. Mafalda. Queriam mostrar a vitória do Timão e os gols do Ronaldo. Como não tivemos gols… Ficaram repetindo um lance de pênalti no Ronaldo (umas 274 vezes até onde contei) e esbravejando contra a arbitragem. E o mesmo lance acabou sendo repetido inúmeras vezes no Jogo Aberto de Segunda. Por 12 minutos no bloco de debate!! Só não sei como esqueceram de citar o tal complô entre gaúchos e cariocas.
Talvez fosse o caso de analisar os erros grotescos de arbitragem nessa segunda rodada. Tivemos falhas no jogo entre Atlético e Grêmio, no jogo do Flamengo, no jogo do Santos, no jogo do São Paulo, no jogo do Internacional… Foi difícil achar uma arbitragem mediana. Mas isso não dá audiência pra Band. Bom mesmo é falar no Corinthians e no pênalti no R9.
E fica uma pergunta pro pessoal do Terceiro Tempo: vão colocar um repórter ao vivo em todos os jogos das 18:30 ou é só pro Corinthians?
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Falando no Ronaldo… não sei o que é mais ridículo, se é o assédio desmedido da imprensa ou se o comportamento dele. Pois agora ele virou um analista de jornalismo. Até pra agradar a Globo (incomodada com o seu contrato com o SBT), ele resolveu elogiar o jornalismo da emissora. Tá bom… Em outras horas ele resolve ensinar aos repórtres como fazer uma boa pergunta. Logo vai estar dando receita de bolo, dicas de elegância, conselhos sobre economia…
Mas, bem devagar, começam a aparecer as primeiras críticas ao comportamento egocêntrico e arrogante do jogador. Até mesmo alguns colegas de clube já demonstram certa insatisfação. Mas, justiça seja feita, ele não é um caso isolado. Temos muitas outras celebridades com duas caras. E a verdadeira não é exatamente um exemplo de humildade e simpatia. Pena que quase ninguém tem coragem de dar nome aos bois. Fica mais fácil jogar confete e espalhar elogios falsos. Tanto no pessoal, quanto no profissional.
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Tudo bem que uma emissora não deve colocar azeitona na empada alheia, mas… Aonde a Record pretende chegar ignorando tão absurdamente o Campeonato Brasileiro?? Será que ela acha que assim vai tirar alguns pontos da Globo? Ou será que abordar o esporte é ficar repetindo diariamente que é a emissora oficial dos jogos olímpicos? Tá bom, essa parte eu já entendi: em 2012 eles vão transmitir a porcaria da olimpiada. Mas e até lá? Vão ficar só espumando de raiva por não ter nenhum evento importante?
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No próximo Domingo a Band vai (talvez) transmitir as 500 milhas de Indianápolis. Eu digo “talvez” pois teremos a rodada do Brasileiro praticamente no mesmo horário. Só quero ver como vão fazer. Mas isso não parece ser um problema pra direção da Band, a boca livre já está pronta. Mais uma vez irão levar um monte de gente pra assistir ao evento. Nessas horas não há corte de custos. É tudo de primeira. De segunda só mesmo o tratamento que a emissora dá a competição. Essa ficou em segundo (ou terceiro) plano.
E situação igual ocorre com o Campeonato Italiano na Band. No Domingo de tarde ocorreu o jogo da Juventus. E o EI transmitiu ao vivo. A Band? Ela passou um VT do jogo do Milan. Jogo esse que ocorreu no Sábado e todo mundo já sabia do resultado e tinha visto os gols. E depois eles reclamam da audiência. Ah, vão chupar um parafuso até virar prego!! Se é pra fazer assim é melhor largar o osso e deixar outra emissora transmitir.
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Eu (e muitas outras pessoas) já reclamaram do SBT que corta o jornal para encaixar o início de Revelação com o final da novela da Globo. Uma atitude idiota e sem qualquer resultado prático. Além de um baita desrespeito com o espectador. Pois é… Acontece que a Band resolveu copiar a estratégia imbecil. Agora, logo após o pastor, eles colocam um tapa-buraco na programação. As vezes é o Mr. Bean, em outras um VT da Escolinha. Assim que acaba a novela da Globo eles cortam o tapa-buraco (de sopetão) e entram com o programa das 22h. Já vi casos em que o seriado do Mr. Bean foi cortado com 3 ou 4 minutos de exibição. Eu até poderia dizer que isso é uma atitude infantil. Mas não é não, tem muita criança que tem mais juízo. Isso é molecagem!!
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Já tem mais de um século que eu falei que o Programa da Tarde era um zumbi na programação da Record. Pois finalmente os gênios da emissora enxergaram o óbvio ululante. Pois o programa será enterrado nos próximos dias e a Maria Cândida poderá descansar suas pernocas e sua gengiva. Mas nem tudo são flores, torcida brasileira. A emissora vai colocar o Geraldo Balança Luís no lugar da moça. E o novo programa vai seguir a linha policialesco & populista. A baixaria avança firme e forte. Não demora muito pra alguém chamar o João Kleber de volta.

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May 13, 2009

Padrão Record de Chatice

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:52 pm
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RecordE ficou tudo definido na equipe de jornalismo da Record. A Adriano Araújo foi promovida pra baixo e passa a correspondente em NY. Não que isso faça muita diferença. E, como dizem, pagando bem, que mal tem?! Com isso o cargo de primeira-dama do jornalismo da emissora será entregue a Ana Paula Padrão Globo de Qualidade. A Ana Paula, vocês sabem, é aquela que sonhava em ser a Fátima Bernardes. Sonhava… E, pensando bem, acho que o maior beneficiado nessa estória toda acabou sendo o SBT. O Patrão se livrou de um baita pepino.
E falando nisso, alguém ainda aguenta a felicidade e o prazer (orgásmico) da Record ao contratar um ex-global? Caçarola!! Até repórter de segunda linha vira alvo de entrevistas, reportagens, festa e confetes ao se mudar pra Record. Uma alegria besta e sem sentido.
Ah, aliás, tenho um primo que já trabalhou numa lavanderia chamada Globo. Será que ele deve mandar o currículo pra Record? :P
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Vi uns pedaços do novo programa matinal/feminino da Rede TV, o Manhã Maior. Nada muito diferente do que já existia. O cenário é novo. A Keila Lima foi efetivada (merecidamente). O Arthur Veríssimo passou a dividir a apresentação (sei não). E a esposinha do chefe, também conhecida como Robô Albuquerque, fica fazendo figuração. Uma pena. Eu adoraria ver a Daniela Robô sozinha apresentando um programa ao vivo. Seria a comédia do ano. (in)Felizmente tem a Keila pra salvar a lavoura.
Mas, quem sabe, talvez, porventura, daqui a 4 ou 5 anos, a Daniela consiga ler a ficha e respirar ao mesmo tempo. Até a Luciana Gimenez já aprendeu. Basta ter paciência e aguardar. E sendo a primeira-dama ninguém vai exigir que já entre na emissora sabendo essas coisas difíceis.
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E aproveitando o tema… Já estou saturado desses especialistas de qualquer coisa que infestam a programação da televisão. É doutor segurança, doutor coluna, doutor pet, doutor beleza, doutor moda… Temos especialista até pra unha encravada. E nenhuma emissora se livra desses “personal qualquer coisa”. Virou figurinha carimbada. Escreveu, não leu, mete um especialista pra ensinar o zé povinho. Ê chatice!!
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Umas duas semanas atrás eu havia comentado sobre o ambiente carregado entre o Datena e os 3 apresentadores do Dia Dia. Estava estranho mesmo. Pois agora eles estão separados. O Datena fica num estúdio e penetra (ops) no início do Dia Dia com seu helicóptero, os acidentes na Marginal e os casos policiais. Só lá pelas 9h é que o programa segue com seus apresentadores e seu conteúdo habitual.
Não que isso resolva a situação. Continua um projeto “Frankenstein”. Mas, pelo menos, evita o constrangimento entre as partes.
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Eu estava lembrando dos papos do Otávio Mesquita na época das férias do seu programa (lá por Fevereiro e Março). Ele anunciava grandes novidades, cenário novo, novos quadros… Bem, ainda estou esperando. O cenário é realmente novo. E horrível!! Ainda não entendi a relação entre o programa e os ETs que são usados na abertura e no ambiente. Quanto ao conteúdo… Hahaha. Continua a mesma egotrip do Otávio. Ele mostra o seu carro de corrida, seus amigos e patrocinadores, seus filhos, sua esposa grávida, seu cachorro, o papagaio, o periquito… As matérias e entrevistas continuam como sempre. Absolutamente repetitivas e monótonas. Até a idéia do ombudsman (no caso é uma ombudswoman) ele já usou há uns 5 anos. Era a Bárbara Gancia na ocasião. E a função da ombudswoman é analisar as coisas que ELE faz no programa. Obviamente.

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May 9, 2009

Parcialismo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:51 pm
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E vou continuar abordando o mesmo assunto das últimas colunas, a imprensa esportiva. É tema pra mais de hora. Ainda mais com o comportamento da grande maioria dos comentaristas e repórteres esportivos. Já imaginaram se um comentarista político falasse que sabe de um grave escândalo de um deputado mas… Mas isso é um assunto pessoal, o deputado faz o que bem entende na sua vida pessoal e é melhor deixar isso pra lá. Ou uma mesma situação envolvendo uma empresa metida em falcatruas. Seria correto o jornalista omitir a informação? Pois isso é o que mais ocorre no meio do futebol. Um por torcer por certo time, outro por ser amigo de algum jogador, técnico ou dirigente, outro por gostar de receber favores ou “presentinhos”, etc… Isso sem falar naqueles que transformam o microfone num palanque, arquibancada ou picadeiro.
Se a gente analisar os fatos envolvendo os dois astros do futebol brasileiro atual (Ronaldo e Adriano) dá pra avaliar o quanto a imprensa vem sendo parcial. Todas as bandalhas que o Ronaldo comete são jogadas pra debaixo do tapete. Os gols e lances bonitos são repetidos à exaustão. Poucos se preocupam em analisar as coisas friamente. Quem pode ser irracional e apaixonado é o torcedor, nunca o jornalista.
Pior ainda foi o caso do Adriano. Venderam a estória de que ele queria abandonar o futebol, que estaria deprimido, que desejava regressar a favela onde nasceu e blá, blá, blá. Tremenda balela. Bastou a Internazionale aceitar a recisão contratual sem cobrar a multa e o discurso mudou. Mais uns dias e ele já estava acertado com o Flamengo. Só mesmo uma criança infantil (hehehe) para cair nessa conversa pra boi dormir.
Já passou da hora dessa turma largar o bairrismo, o clubismo e o interesse pessoal e tratar do assunto de forma mais séria e profissional. Ou será que eles não recebem para comentar na televisão ou no rádio?
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Mas, felizmente, existem algumas exceções nesse meio. Um dos mais promissores comentaristas esportivos está integrando a equipe da Rede TV na cobertura da Série B. É o Bruno Prado, que conheci (pelo vídeo) quando ele estava na Rede Brasil de Televisão. Ele tem o estilo que eu gosto: é calmo, isento e não tenta ser a estrela da companhia. Só falta ser um pouco mais incisivo e agudo nos comentários. Mas é jovem e ainda pode progredir muito. Especialmente se não seguir a linha dos fanfarrões do microfone.
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A Record está usando e abusando dos factóides na divulgação de seu novo reality, a Fazenda. Tentam por todos os meios transformar o programa em notícia. Na falta de resolveram criar umas chamadas usando o falso artifício de exibir “imagens da internet”. Uma grande e rotunda cascata. Qualquer idiota sabe que aquilo é criado pela emissora e as tais imagens dos participantes do programa são geradas internamente. Mas é “qualquer idiota” que entenda um pouquinho de televisão. E isso não inclui a imensa parcela do público da emissora. Um leigo não tem a noção do que é real e do que é forjado. E acaba comprando gato por lebre. Mas, que fique registrado, é tudo mentira.
Aliás, aproveitando o tema… Existe outra emissora usando o artifício de “imagens da internet” para chupar o conteúdo das concorrentes. Tudo que eles fazem é criar um quadro que lembra um player de vídeo e colocar as imagens de outras emissoras nele, fazendo parecer que o vídeo foi baixado. Sem falar que também é muito comum gravar programas de outras emissoras, editar a parte que interessa, upar para algum site e depois dizer que são “imagens da internet”. De um jeito ou de outro é esperteza demais.
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Lá vou eu malhar o SBT de novo. Pois é, não tem como evitar. Vi uns pedaços do Casos de Família (versão hard) e do Programa do Ratinho. Podem até estar conseguindo levantar a audiência do horário, alguns motivos podem explicar o fenômeno, mas… Mas são muito ruins. Nem mais, nem menos. São ruins e apelativos. Especialmente a nova versão do Casos de Família. Baixaria total. E falando em baixaria, cadê o pessoal que gostava de criticar os programas do João Kleber? Podem arregaçar as mangas. Ainda mais que a Record pretende entrar na disputa com outro programa do mesmo estilo popularesco das concorrentes. Balança, balança…
Mas é bom que a direção do SBT não se anime muito com a audiência das “novas” atrações, ela pode mudar em breve. Sem falar que nem sempre o aumento da audiência (com programas ruins) resulta em aumento do faturamento.
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Uma das coisas mais chatas da Globo é que a emissora só consegue enxergar o próprio umbigo. Só trata de seus programas, de seus artistas e de alguns mais chegados. Todo o resto inexiste para ela. E a Record vem seguindo a mesma cartilha. E a Record News idem. E como o seu elenco é mais reduzido chega a cansar assistir as mesmas figuras em todo e qualquer programa. São sempre os mesmos convidados. Sempre o mesmo papo. Dá um soooooono…
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Outra coisa que está enjoando na Record é aquele papo de “emissora oficial dos jogos olímpicos”. Todo dia a emissora “inventa” uma reportagem pro Jornal da Record e pra Record News. E sempre encerra usando o famigerado slogan. Sem falar que essa olimpíada de inverno (que irão exibir no próximo ano) é um pé no saco colossal. Um filhote de mamute. Fico só imaginando a audiência que isso vai dar. Sorte deles é que o patrocínio é vendido no pacote com a olimpíada tradicional.
Aliás é bom a Record se apressar e comprar alguns eventos esportivos. Ela já perdeu a Liga dos Campeões. E, somando tudo… Tá no zero!!

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May 5, 2009

Campeonato de Bairrismo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:11 pm
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Eu fiquei esperando o término dos estaduais para comentar o caso de um famoso cronista esportivo paulista. Curiosamente as iniciais do seu nome são FP. E ele trabalha na Gazeta. E não venham me dizer que a Gazeta é uma emissora paulista, o importante aqui é mostrar um belo exemplo de provincianismo e preconceito contra os demais Estados. E o fato ocorreu ainda durante as semifinais do Campeonato Paulista. Este senhor, ao comentar a situação atual dos clubes paulistas, resolveu soltar os cachorros contra todos os outros estaduais. Disse que o Carioca era fraco e não servia como referência pra nada, que o Mineiro se limitava ao confronto era Atlético e Cruzeiro, que o Inter “brincou” no Gaúcho e goleou todo mundo, etc… E sei que grande parte da imprensa paulista pensa de modo semelhante.
Bem, não precisa ser um gênio para saber que os estaduais são menos competitivos que o Brasileiro. Todos eles. Mas o Paulista não é toda essa maravilha que a imprensa local tenta vender. Basta reparar nos fatos que ocorreram neste ano:
- Quase todos os clássicos tiveram brigas nos estádios e arredores. A tal ponto que um promotor obrigou a limitação da venda de ingressos para a torcida visitante.
- A rodada que definiu a classificação para as semifinais foi alvo de um suposto suborno. O caso não foi esclarecido e ninguém mais tocou no assunto.
- Por motivos diversos o público pagante nas finais do Paulista foi muito inferior ao de outros Estados. Só como comparação, em SP tivemos 18 mil e 37 mil nos jogos finais e no Rio mais de 70 mil e 80 mil.
- A venda de ingressos para a decisão paulista foi uma bagunça total. E culminou com a venda de milhares de ingressos falsos.
- Nos dos jogos da semifinal entre São Paulo e Corinthians a arquibancada destinada aos corinthianos foi coberta de penas de galinha, milho e outras porcarias. E isso num estádio que pretende realizar a final da Copa de 14.
- A festa do título do Corinthians foi estragada por invasão de campo, tumulto, fogo no guindaste e desorganização. Parece que a federação está mais focada em escolher cheerleaders, convidar papagaios de pirata e atender interesses meio suspeitos.
Agora eu fico imaginando o que estariam dizendo se tais fatos tivessem ocorrido no Campeonato Carioca, no Mineiro ou no Gaúcho. Seria a piada do ano.
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No Domingo eu fiz um esforço para assistir quase todos os programas esportivos da tv aberta. Vamos ao apanhado geral:
- O Terceiro Timão… Digo Tempo foi 99% paulista. Mal citaram as finais de outros campeonatos. Coisa já esperada. Mas o fato mais interessante foi a gargalhada do Milton Neves na hora em que o repórter (acho que era o Fernando Fernandes) informava do fogo nos papéis e na camisa do zagueiro William. Podem pegar o VT e reparar. Mas, tenho que perguntar, qual foi a graça no incêndio que quase pegou no jogador? Seria engraçado também se ele tivesse se ferido gravemente??
- Na Rede TV o programa ainda citou de leve os outros estaduais. Mas o foco principal, obviamente, foi o título do Timão. O lado curioso foi a entrevista do Mano e do Ronaldo que eles exibiram. Não deu pra identificar o motivo mas o áudio estava baixíssimo. Mal pegava o som ambiente e não deu pra entender nada do que se falava.
- O Espote Interativo conseguiu ser mais abrangente. Mas o problema é a tradicional falta de estrutura e a pobreza de reportagens e imagens. Valeu mais pela análise dos jogos.
- Na Gazeta… Ah, ali foi a festa. Não consigo perder muito tempo ouvindo a papo dos corneteiros do programa.
- Na Record News o tom foi de crítica. Em alguns pontos com razão. Em outros pareceu despeito por estar de fora da “brincadeira”.
No mais vale registrar a coletiva do Ronaldo. Ele pode até ter certa razão na crítica à “bagunça organizada” que fizeram após o jogo. Mas isso não justifica a atitude dele. Queria ver se no tempo do Cruzeiro ele teria “aquilo roxo” para sair correndo pro vestiário com medo dos cabos e microfones. Sem falar que o discurso dele (falando que o brasileiro se identifica com ele, que ele sempre dá a volta por cima e tal) parece ter sido preparado por uma empresa de marketing.
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Na última Sexta tivemos o Globo Repórter falando sobre brasileiros que enfrentam a crise com trabalhos diferentes e criatividade. Minutos depois começa o Câmera Record e… Trata do mesmo assunto. Absolutamente igual!! Tá difícil saber quem copia quem. Mas as duas emissoras merecem um peteleco na orelha.
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Mas, por outro lado… O Repórter Record com uma matéria sobre o assalto ao Banco Central de Fortaleza e a reconstituição do caso foi o ponto alto da emissora nos últimos tempos. Um excelente programa e digno de reprise.
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Mas… Nem tudo são flores. A minha paciência já esgotou com a interminável ladainha de auto-elogios que a Record insiste em repetir. Não passa meia hora sem que algum apresentador lembre que o tal programa é exibido no Brasil e em mais de 479.342 (!!) países pela Record Internacional. Tá bom. Só queria lembrar que em metade do Estado onde moro não há cobertura da Record. Muito menos da Record News, que nem passa perto. E olha que é um Estado populoso e importante. Tá na hora de falar menos e trabalhar mais. Mas a Record parece a cigarra daquela fábula famosa.
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Posso estar enganado mas estou sentindo um forte cheiro de sensacionalismo na cobertura do caso da gripe A (ou suína) por parte da imprensa. E tudo por causa de alguns pontos a mais na audiência. Vale lembrar que no momento há mais gente morrendo por causa da dengue e da febre amarela. E nenhum caso confirmado da gripe A. Isso no momento.

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