Parcialismo
E vou continuar abordando o mesmo assunto das últimas colunas, a imprensa esportiva. É tema pra mais de hora. Ainda mais com o comportamento da grande maioria dos comentaristas e repórteres esportivos. Já imaginaram se um comentarista político falasse que sabe de um grave escândalo de um deputado mas… Mas isso é um assunto pessoal, o deputado faz o que bem entende na sua vida pessoal e é melhor deixar isso pra lá. Ou uma mesma situação envolvendo uma empresa metida em falcatruas. Seria correto o jornalista omitir a informação? Pois isso é o que mais ocorre no meio do futebol. Um por torcer por certo time, outro por ser amigo de algum jogador, técnico ou dirigente, outro por gostar de receber favores ou “presentinhos”, etc… Isso sem falar naqueles que transformam o microfone num palanque, arquibancada ou picadeiro.
Se a gente analisar os fatos envolvendo os dois astros do futebol brasileiro atual (Ronaldo e Adriano) dá pra avaliar o quanto a imprensa vem sendo parcial. Todas as bandalhas que o Ronaldo comete são jogadas pra debaixo do tapete. Os gols e lances bonitos são repetidos à exaustão. Poucos se preocupam em analisar as coisas friamente. Quem pode ser irracional e apaixonado é o torcedor, nunca o jornalista.
Pior ainda foi o caso do Adriano. Venderam a estória de que ele queria abandonar o futebol, que estaria deprimido, que desejava regressar a favela onde nasceu e blá, blá, blá. Tremenda balela. Bastou a Internazionale aceitar a recisão contratual sem cobrar a multa e o discurso mudou. Mais uns dias e ele já estava acertado com o Flamengo. Só mesmo uma criança infantil (hehehe) para cair nessa conversa pra boi dormir.
Já passou da hora dessa turma largar o bairrismo, o clubismo e o interesse pessoal e tratar do assunto de forma mais séria e profissional. Ou será que eles não recebem para comentar na televisão ou no rádio?
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Mas, felizmente, existem algumas exceções nesse meio. Um dos mais promissores comentaristas esportivos está integrando a equipe da Rede TV na cobertura da Série B. É o Bruno Prado, que conheci (pelo vídeo) quando ele estava na Rede Brasil de Televisão. Ele tem o estilo que eu gosto: é calmo, isento e não tenta ser a estrela da companhia. Só falta ser um pouco mais incisivo e agudo nos comentários. Mas é jovem e ainda pode progredir muito. Especialmente se não seguir a linha dos fanfarrões do microfone.
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A Record está usando e abusando dos factóides na divulgação de seu novo reality, a Fazenda. Tentam por todos os meios transformar o programa em notícia. Na falta de resolveram criar umas chamadas usando o falso artifício de exibir “imagens da internet”. Uma grande e rotunda cascata. Qualquer idiota sabe que aquilo é criado pela emissora e as tais imagens dos participantes do programa são geradas internamente. Mas é “qualquer idiota” que entenda um pouquinho de televisão. E isso não inclui a imensa parcela do público da emissora. Um leigo não tem a noção do que é real e do que é forjado. E acaba comprando gato por lebre. Mas, que fique registrado, é tudo mentira.
Aliás, aproveitando o tema… Existe outra emissora usando o artifício de “imagens da internet” para chupar o conteúdo das concorrentes. Tudo que eles fazem é criar um quadro que lembra um player de vídeo e colocar as imagens de outras emissoras nele, fazendo parecer que o vídeo foi baixado. Sem falar que também é muito comum gravar programas de outras emissoras, editar a parte que interessa, upar para algum site e depois dizer que são “imagens da internet”. De um jeito ou de outro é esperteza demais.
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Lá vou eu malhar o SBT de novo. Pois é, não tem como evitar. Vi uns pedaços do Casos de Família (versão hard) e do Programa do Ratinho. Podem até estar conseguindo levantar a audiência do horário, alguns motivos podem explicar o fenômeno, mas… Mas são muito ruins. Nem mais, nem menos. São ruins e apelativos. Especialmente a nova versão do Casos de Família. Baixaria total. E falando em baixaria, cadê o pessoal que gostava de criticar os programas do João Kleber? Podem arregaçar as mangas. Ainda mais que a Record pretende entrar na disputa com outro programa do mesmo estilo popularesco das concorrentes. Balança, balança…
Mas é bom que a direção do SBT não se anime muito com a audiência das “novas” atrações, ela pode mudar em breve. Sem falar que nem sempre o aumento da audiência (com programas ruins) resulta em aumento do faturamento.
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Uma das coisas mais chatas da Globo é que a emissora só consegue enxergar o próprio umbigo. Só trata de seus programas, de seus artistas e de alguns mais chegados. Todo o resto inexiste para ela. E a Record vem seguindo a mesma cartilha. E a Record News idem. E como o seu elenco é mais reduzido chega a cansar assistir as mesmas figuras em todo e qualquer programa. São sempre os mesmos convidados. Sempre o mesmo papo. Dá um soooooono…
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Outra coisa que está enjoando na Record é aquele papo de “emissora oficial dos jogos olímpicos”. Todo dia a emissora “inventa” uma reportagem pro Jornal da Record e pra Record News. E sempre encerra usando o famigerado slogan. Sem falar que essa olimpíada de inverno (que irão exibir no próximo ano) é um pé no saco colossal. Um filhote de mamute. Fico só imaginando a audiência que isso vai dar. Sorte deles é que o patrocínio é vendido no pacote com a olimpíada tradicional.
Aliás é bom a Record se apressar e comprar alguns eventos esportivos. Ela já perdeu a Liga dos Campeões. E, somando tudo… Tá no zero!!

