Bairrismo e Bobagens
Quem acompanha o CQC sabe que eles adoram brincar com o pessoal da ESPN e até criaram aquela estória da água “estranha” que eles tomam no estúdio e que acaba provocando alguns efeitos colaterais. Pois é, parece que essa mesma água também vem sendo distribuída para a equipe esportiva da Band. O comportamento da turma está cada vez mais incompreensível:
No Domingo passado, durante a transmissão de Inter X Palmeiras, o Luciano do Valle ficou tão animado ao informar os resultados da rodada, com a vitória do Santo André, que colocou o clube do ABC na liderança do Brasileirão, com 9 pontos. Era a segunda rodada e o Santo André já somava 9 pontos na conta do Luciano. Um empate, uma vitória e… 9 pontos!! Mas isso foi só o início. Alguns minutos depois ele pediu a opinião do Neto sobre a partida. Daí o Neto falou algo como: “… Não seria melhor o Palmeiras fazer assim ou assado?” E o Luciano se empolgou mais ainda: “É por isso que o futebol na Band está cada vez melhor. É essa “interatividade” entre o comentarista e o espectador. Ele dá a opinião dele e você discute aí com seu amigo, seu parente…” HEIN??? Então isso é que é interatividade? Oras, dá pra fazer isso até em transmissão de rádio. E desde sempre. Se for assim, desde o tempo do cinema mudo já havia a tal interatividade: o Carlitos fazia alguma graça e o público ria na platéia.
Mas a água continuou rolando pelos estúdios. No Jogo Aberto da Terça o doutor Osmar estava atacado. Ele levantou a fantástica tese de que a Sadia queria investir milhões e milhões para patrocinar a camisa do Corinthians. Daí a Perdigão passou na frente e fechou o patrocínio com o clube. Então, inconformada com o fato, a Sadia resolveu se unir com a ex-rival. E, eu juro, ele não disse isso brincando. Só não sei como a Band não transfere o Osmar pra Escolinha Muito Louca.
E, minutos depois, falando sobre a arbitragem do jogo entre Fluminense e Corinthians, o Neto perguntou ao Godoi: “Você não acha que se o Simon tiver uma atuação correta, isso pode ser favorável ao Corinthians?” Como é que é? Então se o árbitro tiver uma atuação correta isso só ajudaria o Corinthians? Se ele errasse seria só a favor do Fluminense? Hummmmm… Olha o bairrismo aí gente!
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Dias atrás a Record exibiu (por diversas vezes) o vídeo do fenômeno da Internet, a Susan Boyle, para ilustrar a divulgação da nova edição do Ídolos. Contavam a estória da mulher e de como ela se consagrou na versão inglesa do programa e que o mesmo poderia ocorrer na versão recordiana. Baita balela. E outro factóide da emissora. Se fosse no Brasil a Susan Boyle nem poderia se inscrever no programa pois o limite de idade é 26 anos e ela já passou muito disso. Sem falar que não há muito sentido em limitar a idade num programa de calouros. Puro preconceito.
Aliás, lembrando do que já falei sobre fixação da Record em copiar tudo da Globo, me surgiu aquela personagem do Zorra Total, interpretada pela Katiuscia Canoro. Aquela que vive repetindo: “Dinheiro eu tenho, só me falta o glamour”. Hehehe. É a cara da Record, sem tirar nem pôr.
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Dia desses, vendo uma entrevista do diretor do Estado de Minas e do Correio Brasiliense na Record News, ele comentava sobre a dificuldade dos jornais impressos diante da concorrência de outras mídias e da queda das vendas. Uma situação que qualquer pessoa do ramo conhece muito bem. Nada de surpreendente. Estranho mesmo é que a Record não se lembrou desse fator relevante ao citar a tiragem da Folha de São Paulo durante a briga entre elas. Alegavam que a queda na vendas se devia ao conteúdo e as opiniões do jornal. Típico caso de dois pesos e duas medidas.
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Eu acho que novela é uma das coisas mais loucas do mundo. Dizem que é uma “obra aberta”. Pois é aberta até demais. O autor cria um cenário e daí em diante vale tudo pra encher linguiça. O sujeito vai da Índia pro Brasil (e vice-versa) como se fosse de São Paulo pra Santos. Pá, pum! E daí pra Dubai, pros EUA, pra Rússia, pra lua, pra Marte… Diferenças de linguagem ou costumes também não existem. Tá faltando pouco pro personagem do Márcio Garcia botar uma bermuda e aparecer jogando futvôlei numa praia do Rio. Sem falar que não sei como ele ainda não arrumou uma namorada no Brasil. Pelo que se vê basta o sujeito desembarcar no aeroporto e já tem uma procissão de brasileiras deseperadas por um indiano rico. Talvez fosse o caso de mudar o nome da novela pra “Indianos Jovens e os Caçadores da Periquita Perdida” ![]()
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E por falar em novela… O pessoal anda muito surpreso com o destaque da Dira Paes, a Norminha, na novela. Mas isso sempre acontece. Um personagem meio secundário, nas mãos de um bom ator (ou atriz), acaba roubando a cena. Sem falar que a Dira já vem bem de outros carnavais. Basta lembrar do desempenho dela no seriado A Diarista. Era um dos pontos altos.
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E o Toda Sexta, hein?! Mal consigo ver uns 4 ou 5 minutos. Até a reprise do Pânico é mais interessante. Tanto é que a audiência do programa continua naquele voo rasteiro. Não decola nem com reza braba. E nem poderia. É um amontoado de quadros antigos e já superados. Baita cheiro de naftalina no ar. Resta saber se tem conserto. Talvez mudar tudo. Ou… Ou a Adriane vira uma nova Cicarelli na Band.

