June 30, 2009

Hipocrisia e Verdade

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:04 pm

A mídia é uma coisa nojenta. Deprimente. Hipócrita até o osso. E essa situação só vai piorando com o passar do tempo. Vejam o caso que estamos assistindo nos últimos dias. Até 5 ou 6 dias atrás tudo que aparecia nos noticiários sobre o “rei do pop” era para denegrir (mais ainda) a imagem do cantor. Falavam da saúde dele, dos comportamento bizarro, das extravagâncias. Isso sem esquecer dos escândalos de pedofilia, de suas atitudes com os (supostos) filhos, de seus atos perdulários, etc… Daí o sujeito morre. E tudo vira pelo avesso.Está faltando pouco pra alguém afirmar que eram os garotos que abusavam dele. Tá bom!! Eu mereço.
Acho que não teve um programa sequer que não explorou o fato para usar e abusar do sensacionalismo na busca por alguns pontinhos de audiência. Os telejornais tiveram a audácia de convidar alguns EPN (especialistas em porra nenhuma) para comentários totalmente incoerentes e baseados em achologia. Os apresentadores, HAH… Alguns chegaram a ser patéticos ao emitir suas opiniões sobre o falecido.
Mas, como dizem, aqui não, violão. Morto ou vivo, ele continua sendo a mesma coisa pra mim. Nada muda. Nenhum “arquivo” será deletado de sua ficha. E que se danem os hipócritas!
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Vi uns pedaços do “novo” Jornal da Record. Começa que esse “novo” é uma baita forçação de barra. Mas tá bem, se maquiagem for algo novo… Mas o fato mais curioso nisso tudo foi ver as chamadas que a Record criou. A emissora adora usar as palavras “credibilidade” e “verdade” para divulgar o seu jornalismo. Olha, o jornalismo da Record pode ter várias qualidades, mas credibilidade não faz parte dessa lista. Muito pelo contrário. Quem não acredita nisto pode pegar um pedaço de papel e tentar anotar a quantidade de vezes em que a Record critica o sapo barbudo. Ou ainda pode tentar achar alguma notícia positiva sobre o Papa ou a igreja católica. E depois manda pra cá; se encontrar. Estou aguardando ansioso. E quanto à “verdade”, HAH! O mais perto que a “verdade” chegou da Barra Funda foi quando pegou um ônibus errado e se perdeu no bairro. Hahahaha. Correu o sério risco de ser presa, torturada e estuprada em algum estúdio sombrio da emissora. Tadinha da “dona verdade”. Todo mundo diz que gosta dela, mas, no fundo… É odiada. E não é só na Record, obviamente. A coitada tem até trauma ao ouvir falar em televisão, jornal ou certas revistas. Treme só de passar na porta.
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Falando nisso… Eu estava reparando, qual o motivo da Record nunca usar comentaristas em seus telejornais? Algum problema? Será que a “dona verdade” vai ficar melindrada se for abusada novamente??
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A Record já está com chamadas no ar para o seu Esporte Fantástico, o clone do Esporte Espetaculoso. E já prepara novos clones. Os próximos serão as versões recordianas do Auto Esporte e do Globo Rural. E não duvido que venham outros num futuro próximo. Francamente… É muita falta de imaginação pra uma emissora só.
Aproveitando… a Record já está negociando a compra de alguns eventos esportivos. Judô e handebol são os primeiros. É o resto do resto.
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Por falar em eventos esportivos… Alguém do EI se ligou que aquilo também é (ou deveria ser) uma emissora esportiva; não de torpedos de celular. E o Esporte Interativo já anunciou a transmissão de alguns campeonatos de basquete. Mundiais, sub 19 e europeus. Deveria ser algo normal, mas não é. Daí tenho que elogiar. Já estava na hora de termos o basquete de volta em alguma emissora aberta. Fica faltando só o NBB. Eu sei que a Globo tem os direitos, mas não exibe em tv aberta. Seria uma boa ideia se o EI conseguisse o repasse. O mesmo vale pra Liga Nacional de Vôlei. A Globo mal passa as finais. Um tremendo desperdício.
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E por falar no EI… Dia desses eu estava analisando, existe tanta coisa no meio esportivo que é esquecida ou mal aproveitada pelas maiores redes. Não só eventos esportivos, esses exigem negociações e algum investimento. Eu falo de programas de modo geral. E nem seria uma coisa cara, dá pro EI encarar sem muita dificuldade. Sem esquecer que o marketing esportivo envolve muito dinheiro. Mas a emissora não consegue canalizar quase nada em seu benefício. Mal conseguem mais de 3 ou 4 patrocinadores. Sempre os mesmos. É nisso que dá perder tempo com torpedos e outras besteiras do tipo. Vacilo.
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Não quero dar uma de moralista, longe disso. Mas essa coisa de usar palavrões em propagandas tá ficando feio. Nem todo mundo é obrigado a aceitar tais termos e existem formas menos ofensivas de passar a mesma mensagem. No caso mais gritante, da Claro (num anúncio misturando a máfia e um personagem do Cidade de Deus), parece que o comercial foi retirado. Não tenho visto nos últimos dias. Mas o da Penalty, com o Rogério Ceni, continua.
Aliás, o mesmo recado vale pro André Henning e Leonardo Baran. Uma coisa é ser informal e descontraido, outra é usar 3 palavrões em cada frase. Acham que estão numa arquibancada xingando o juiz??

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