Boi Dormir
Acompanhei boa parte dos 3 primeiros dias da Fazenda e não foi nada além do que eu já imaginava. Como dizem, é muita vela pra pouco santo.
1- Os participantes, como era previsível, estão muito longe de ser famosos. O maior sintoma foi que, durante a apresentação, por várias vezes, o Britto Junior dizia algo como: “Para quem não sabe, esse é o Fulano, que fez tal coisa.” Se fosse realmente famoso não precisaria do adendo explicativo.
2- O slogan já foi usado pela emissora em outros tempos. E a música de abertura (Stayin Alive) não combina muito com o estilo do reality. Lembra mais uma festa dos anos 70.
3- A estreia, no Domingo, foi dedicada totalmente a apresentação dos participantes. Um papo longo e enfadonho. Gastaram 2 horas e ninguém ficou sabendo o que aconteceria no programa.
4- Na Segunda a coisa piorou. Nada acontecia na casa e os participantes se limitavam a fazer tipo. Logo cedo apareceu a Francieli indo pegar uns 4 ovos na granja. Ela volta pra casa e os colegas já começavam a acordar. Eles discutem o cardápio do desjejum e optam por fazer uma omelete. Daí alguém abre a geladeira e pode-se contar quase 30 ovos na prateleira. Pombas!! Mas nem terão o trabalho de tirar o leite ou pegar os ovos para o café da manhã? Eh, moleza…
5- Na Terça foi a vez de uma instrutora tentar ensinar como deveriam cuidar dos animais. Almoço. Discussão sobre a hora do almoço. E, ápice da emoção, um jogo da verdade entre os participantes. Na edição do final da noite o marasmo não foi alterado: quase 15 minutos com um dos rapazes fazendo massagem nos pés da Babi. Até que ela (e 98% dos espectadores) pegassem no sono.
6- Não tem nada de bom nesse programa? - pergunta a d. Mafalda. Ah, deixa ver… Olha eu gostei do horário, pegando o ínicio da novela dos indianos. Semprei pensei em como seria botar um programa interessante pra incomodar a novela. Pena que o programa da Record está mais pra sonolento que interessante. Quer dizer… Interessante, interessante mesmo, tem a Luciele. O lado bonito da família Zezé & Luciano. Tanto o lado direito, quanto o esquerdo.
Enfim… Parece que a Record passou tanto tempo criando factóides que esqueceu de inventar algumas atividades pros participantes. Ficam todos lá, com aquela conversa pra boi dormir. No sentido literal e no literário. Vamos ver até onde o marketing de botequim vai segurar a situação.
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E o acidente do voo 447 tem sido o foco principal do jornalismo nos últimos dias. É até compreensível. Assim como é tradicional a disputa por furos e a briga por colocar mais e mais especialistas em aviação, no clima, em acidentes… Parece que já existe um roteiro pronto para estes momentos.
Mas… O primeiro embate foi para ver quem daria a notícia sobre os primeiros destroços encontrados antes da concorrência. Tivemos um empate técnico entre a Globo (uma repórter fez um contato telefônico com um rádio-amador em Fernando de Noronha) e a Band, que tinha o Luciano Júnior ao lado do mesmo senhor, que fazia escuta nos diálogos entre os aviões do resgate. A diferença entre as duas emissoras foi pequena. O mesmo não posso dizer da Record, comeu mosca nessa notícia. Ficou nítida a falta de estrutura e capilaridade do jornalismo recordiano. Praticamente só tinham equipes em São Paulo, Rio e Brasília. Só no Jornal da Record de Terça é que vi uma reportagem gravada em Natal. Sobre o SBT e a Rede TV fica até complicado falar. A emissora do Patrão mal abriu um espaço de 2 minutos pro plantão no meio dos desenhos matinais.
Na mesma manhã desta Terça fiquei acompanhando as notícias entre a Band e a Record. Lá pelas 11h e tanto aparece a Ana Paula Neves, no Hoje Em Dia, dizendo que iria exibir, com EXCLUSIVIDADE, o relatório climático do dia anterior, no período do acidente. Maldita mania de querer enfeitar o bolo com a tal cereja. A Band já tinha mostrado o mesmo mapa climático do dia do acidente. Duas horas antes!!!
Por essas e outras dá pra se compreender que não se faz bom jornalismo só com dinheiro ou contratando ex-globais. Precisa ter dinamismo e correr atrás dos fatos. Ficar sentado esperando a notícia chegar não dá.
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Mas, por outro lado… o clima continua nublado entre o Datena e os colegas do Dia Dia. Eu já comentei isso por aqui. Na Terça, durante o seu “bloco invasor” ele avisou a Patrícia Maldonado que, apesar de doente, iria até o estúdio do programa. Minutos depois e ele já estava na bancada do Dia Dia entrevistando mais um dos especialistas em aviação. Obviamente a carência de informações concretas era enorme e tudo ali não passava de um simples exercício de palpitologia. Numa dessas ele começa a discutir com a Silvia Poppovic, convidada do dia, e o desconforto entre os dois ficou nítido. Parece que a teoria dele sempre é mais correta que a dos colegas. E digo “sempre” no sentido de “sempre mesmo, seu idiota!” Acho que só a boa educação da Sílvia evitou um bate-boca entre eles. E, vale lembrar, o atrito entre o Datena e a Lorena ainda está morno.
E aproveitando o tema… Fica claro que a direção da Band não confia no Dia Dia. Isso no sentido de audiência. A manutenção do que chamo de “bloco invasor” já não se justifica mais. Na verdade é apenas o SP Acontece com o logotipo do Dia Dia. E a coisa segue por 30 ou 40 minutos. Qual o motivo de chamar o bloco de Dia Dia? Querem melhorar a audiência média do programa? Tremenda besteira.
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Essa aconteceu por acidente, zapeando. E acho que foi no Sábado, naquela novela dos mutantes. Duas mocinhas superpoderosas (hehehe) estavam brigando por algum motivo que só o padre Quevedo e o autor podem explicar. Bacana! Pena que não era briga no gel
Mas, no meio da luta, uma delas responde ao desafio da outra: “…Eu sou brasileira e não desisto nunca”. Hahahaha. Nem na boca do Tom Cavalcante o texto ficaria mais engraçado. É cada uma…

