Números e Medidas
Existem alguns assuntos que tento abordar aqui mas acaba faltando uma oportunidade e o tema vai sendo atropelado por outros. Mas hoje vai dar pra falar sobre uma característica “estranha” que noto em vários jornalistas. Falo da enorme dificuldade que muitos deles têm para lidar com números e medidas. Não é de agora que reparo nessa falha. E hoje o fato se repetiu. Tivemos a queda de um avião russo no Irã. No Jornal da Gazeta a informação dava conta que destroços do avião foram encontrados a mais de 200km de distância. Caramba!! Isso é quase a distância entre Brasília e Goiânia. Imaginem um avião caindo em Brasília e alguns destroços sendo encontrados em Goiânia. Fiquei meio desconfiado.
Mas a coisa piorou quando assisti o Jornal da Band. Ao informarem sobre o mesmo acidente disseram que o motor foi arremessado a 100m do aparelho. Tá certo que eu não estava lá pra medir, mas… O avião explode no ar e o motor cai a 100m do aparelho?? Apenas 100m??? Isso é tão improvável quanto uma pessoa acertar 5 vezes seguidas na megasena. Fica mais fácil de acreditar que (nos dois casos) alguém se enganou na hora de digitar o texto.
E esse tipo de erro se repete quase todo dia. É só prestar um pouco de atenção para pescar as falhas. Mesmo que a gente não saiba o dado exato fica difícil acreditar no número informado. Coisa como a informação que dia desses vi num jornal do SBT: o mercado de casamentos movimenta 4 milhões ao ano, no Brasil. Pombas!!! Só um buffet meia-boca já fatura isso por ano. Será que ninguém dentro da emissora se dá conta do absurdo? Ainda mais quando um redige o texto, outro faz a locução, outro edita, outro apresenta… E passa batido por todos. Só pra chutar, eu apostaria em 4 BILHÕES.
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Outra coisa que provoca afirmações idiotas é a empolgação. A maldita da empolgação. No Domingo eu pensei em assistir o jogo entre Grêmio e Corinthians na Band. Pensei mas acabei desisitindo. O motivo foi a empolgação do Luciano. Antes mesmo do jogo iniciar ele começou a viajar na maionese no papo com os colegas. Certa hora ele começou a falar sobre o “efeito Ronaldo”. Segundo a teoria do Luciano do Valle várias pessoas, torcedores do Inter, estavam no estádio, sem qualquer camisa de clube, apenas para acompanhar o “fenômeno”. E isso se repetia em diversos Estados. Ah, tá… O sujeito, colorado, bota uma camisa branca e vai no jogo do Grêmio para se maravilhar com a pança e a habilidade do Ronaldo? Sei, sei… Mais um pouco e esse povo da Band vai começar a espalhar que torcedores de outros clubes (Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Botafogo…) estão abandonando seus times apenas para torcer pelo Ronaldo Denorex. É cada uma…
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Acho que já falei aqui (não lembro bem), mas considero o Repórter Record como o único programa decente da emissora. Quase sempre tem reportagens interessantes e bem produzidas. Mas agora o Gugu vai ocupar a faixa tarde-noite do Domingo. E o Domingo Espetacular deve ser empurrado para mais tarde. Imagino que seja isso. Como ficará o Repórter Record? Se entrar depois das 22h é um tremendo vacilo. Talvez fosse o caso de se pensar num outro dia e num horário mais adequado pro programa.
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Eu estou pensando em alugar minha televisão. Mas só na parte da tarde, a pessoa precisa devolver o aparelho depois das 18h. Pois, francamente, é impossível assistir qualquer coisa no horário da tarde. Aquilo mais parece o show room do inferno. Sônia Abrão, Márcia, Ratinho, Geraldo Luís e cia bela não dá. Não, não e não!! Se o nível for esse, podem chamar o João Kleber de volta.
Por essas e outras é que a Globo, mesmo com filmes fracos e reprise de novela, consegue uma tremenda folga na audiência no horário. Tranquila, tranquila…
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A Band se tocou que existem vários seriados interessantes (e disponíveis) que podem ser usados para preencher certas lacunas em sua programação. Vem testando alguns na parte da tarde. Na Terça ela estreiou o Las Vegas, logo depois do E24. Tudo bem que é um enlatado, mas é bem legal. E ainda temos muitos outros prontos, dublados e baratinhos. Basta ter paciência e procurar um pouco. O mesmo vale pra Rede TV que andou comprando alguns seriados, mas muito fraquinhos. Ninguém vai conseguir o primeiro lugar com seriados enlatados, mas, na falta de coisa melhor…
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Dia desses eu estava reparando um pouco melhor nas emissoras educativas. Aliás, estatais. De educativas, elas passam longe. Fico sem saber a utilidade delas. Nem pra fazer propaganda de seus respectivos “donos” elas servem. Um amontoado de programas bestas e sem interesse algum. E aquele tradicional traço na audiência. E o dinheiro público sendo jogado no ralo. E o famoso cabide de empregos para alguns aliados do governo.
É o caso de se dizer: desocupa a moita, por favor!

