August 31, 2009

RECORDices

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:44 pm

rede recordPodem ficar tranquilos que hoje não vou ficar repetindo a ladainha de que eu falei antes e que já sabia do problema da votação na Fazenda. Não. Era uma pedra cantada. Quase evidente. Da mesma forma que teremos outras votações “estranhas” na próxima edição da Fazenda ou do BBB.
Acontece que lembrei de um comentário da Sônia Abrão sobre o caso, defendendo a Record e dizendo que isso foi uma ação isolada de uma pessoa mal intencionada. Nem a pau, Juvenal! A emissora (qualquer que fosse) tem responsabilidade no fato. Primeiro por não ter tomado nenhuma medida mais contundente ao identificar a fraude. Fez cara de paisagem e seguiu com a bodega. Parecia mais interessada em arrecadar uma grana com torpedos e a votação por telefone. A correção dos números ficou em segundo (ou terceiro) plano.
Pelo que sei a Record investiu por volta de 30 milhões no reality. Mas parece que esqueceram de gastar uns 5 ou 10 mil num programa para controlar os votos pela Internet. Só como exemplo, eu tenho uma enquete no menu do site - até preciso atualizá-la e colocar uma nova. A minha enquete é despretensiosa e não passa de um serviço fornecido por um site de enquetes. Mesmo assim… Já votaram nela? Então tentem votar mais duas ou três vezes. Pois a votação no site da Record permitia que a mesma pessoa (computador) votasse 10, 100 ou 1.000 vezes. Daí apareceu algum espertinho que criou um programa robô para votar milhares de vezes. Da mesma forma que eles (robôs) enviam milhares de spam para nossas caixas de email. É isso. Muito simples. Tão simples que a “televisão de primeira” deveria ter imaginado antes.
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Apesar de todo o barulho criado pela troca de emissoras não tivemos grandes mudanças na audiência dominical. Ficou tudo dentro do esperado. Quase no mesmo nível que tinham nas antigas emissoras.
Estranho mesmo foi ver alguns programas passando da meia-noite. Esqueceram que o povão precisa acordar cedo na Segunda. Sem falar que… É muito programa de auditório pra um dia só. Demais! Será que não vai saturar o espectador?
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Depois do efeito Fazenda e da famigerada passarela suspensa a audiência da Record andou recuando durante a semana passada. Alguns programas chegaram a apresentar números 50% abaixo do almejado pela emissora. Talvez por isso a Record esteja tão apressada na produção da segunda edição da Fazenda. Os nomes dos participantes já estão praticamente fechados. Todos no mesmo nível da primeira edição.
A audiência média diária da última Sexta, no Rio de Janeiro, foi:
Globo - 20,6
Record - 7,3
SBT - 6,7
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Algumas semanas atrás eu elogiei o Esporte Interativo por ter voltado com as transmissões de basquete. Estava fazendo falta mesmo. Agora, com os bons resultados da seleção… Alguns diretores de certas emissoras devem estar se mordendo de raiva. Bem feito!
Mas tem um problema, fui descobrir a transmissão da 1ª partida 3 minutos antes de começar o jogo. Zapeando. Aí fica difícil. Já me bastam o SBT e a Record montando a grade nas coxas. O EI não tem cacife para tanto. Precisa anunciar as partidas com uma certa antecedência. Não sei como, já que 80% do horário está alugado e o restante bate de frente com o horário nobre das grandes redes. Talvez no meio daqueles blocos do Shop do Esporte; talvez durante a reprise na madrugada. Sei lá. Só não pode pegar o espectador de surpresa.
Outra novidade (não anunciada) no EI foi o programa Via Esporte, com o Vitor Sérgio entrevistando personalidades do meio. É um programa simples (pode ser melhor trabalhado), mas que pode render um papo interessante. E, talvez, possa ser o embrião para um talk show esportivo. Isso sim seria algo novo na tv aberta.
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Quem acompanha esta coluna há mais tempo deve recordar do que já falei sobre a mistura de religião e televisão, sobre a falta de regulamentação, sobre o descumprimento da legislação atual e coisas do tipo. Pois no Sábado (creio que foi Sábado, sim), me pego assistindo um debate sobre isso na TV Câmara. Os convidados eram Eugênio Bucci, jornalista e professor da USP, e Luiz Martins, jornalista e professor da UNB. Basicamente falaram tudo que já venho comentando aqui. A diferença é que eles têm mais educação e ordenam suas posições com mais eficiência e bons argumentos. Eu vou no popular. Mas o fundamento é o mesmo. Já passou da hora de alguém acabar com essa farra.
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Sabem a “televisão de primeira”? Pois bem, no Sábado o Hoje Em Dia fez uma matéria sobre a estreia do Gugu na emissora. Foi quase uma operação cirúrgica. Eles conseguiram contar a estória do Gugu sem citar o SBT e o Sílvio Santos. Até a contratação dele, quando era um office boy, para dar ideias ao Silvio foi narrada sem identificar o contratante. Quanta mesquinharia!! O que será que eles pensam? Acham que nenhum espectador sabe que o Gugu nasceu e cresceu no SBT? Ou será que citar o nome do Sílvio Santos iria afastar os fãs do Gugu e esvaziar a sua estreia? Ah, dá um tempo!!
Mas a coisa não acabou aí. No início da tarde estavam exibindo o Todo Mundo Odeia o Chris. Passou um episódio. OK. Começou o segundo. Nem 5 minutos e cortam o seriado. Exato, cortaram com 5 minutos. Olhei o relógio e marcava 14h. Era a hora de começar o filme. Azar de quem queria ver o seriado.
É isso que a Record entende por “televisão de primeira”???

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August 28, 2009

Contra a Lei

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:04 am

Dia desses eu li uma nota que citava a opinião do vice do SBT, dizendo que a maioria das emissoras brasileiras descumpriam a lei de concessões de televisão. Dizia ele que só a Globo e o SBT estavam dentro da lei. Pois é, eu já abordei o mesmo assunto aqui na coluna. E por diversas vezes. Se bem que… Nem o SBT pode se vangloriar muito nesse caso. Talvez até cumpra a lei de concessões, mas descumpre outras. Aquela que proibe o jogo, por exemplo. Mas o SBT não está isolado neste caso, boa parte das emissoras transformou a jogatina pelo telefone numa grande fonte de receita.
O problema maior está naqueles que permitem o descumprimento da lei. O nome disso é omissão. Ou coisa pior, pelo que parece. Voltemos ao caso da briga entre Record e Globo. A Record desarquivou denúncias sobre empréstimos ilegais que o BNDES concedeu à Globo e ao nascimento sombrio da emissora. Não precisava ter ido tão longe (isso se, efetivamente, estivesse preocupada com a legalidade). Pois alguns dias atrás eu fiquei sabendo da associação do BNDES com o Esporte Interativo. O banco, numa forma de financiamento, adquiriu 15% da emissora.
Algum técnico do BNDES pode argumentar que o banco fez um investimento e que poderá recuperar o dinheiro quando vender as ações. Tudo bem, no papel até pode ser. Na prática é uma interferência estatal num setor em que ele apenas deveria regular. E isso ele não faz.
O outro argumento do BNDES é que o EI irá transmitir modalidades olimpícas de agora em diante. Uma desculpa muito fajuta! A preocupação é com o esporte amador ou é salvar a emissora?
Se quisessem mesmo ajudar o esporte amador eu tenho uma ótima sugestão: juntem as emissoras educativas (TV Brasil, Cultura, Rede Minas, Paraná Educativa, do RS, etc…) e montem uma “rede” para transmitir as competições. O primeiro ponto é que a cobertura seria muito maior. O segundo é que ajudaria as educativas que andam capengando e com sérias dificuldades. Nem preciso lembrar que os funcionários da Cultura estavam em greve até bem pouco tempo. Isto sim seria uma medida eficiente para ajudar o esporte e as emissoras públicas. De outro modo não passa de usar o dinheiro público para socorrer outra empresa privada ineficiente. E isso é errado; seja a Globo, a Record ou o Esporte Interativo.
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O mais curioso desse caso que citei é que a maior receita do Esporte Interativo vem da jogatina pelo celular. A “brincadeira” atual promete um carro para quem acertar o placar de 5 jogos. Muitíssimo parecido com a loteria esportiva. Ou seja, muito em breve o BNDES vai estar concorrendo com a Caixa Econômica. Ê Brasil…
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Eu já falei sobre isso há um bom tempo e continuo pensando igual: a Globo insiste com certos “zumbis” em sua programação. São programas já falecidos mas que continuam no ar. Os números da audiência mostram que o espectador já se cansou deles. Sobrevivem por estar na Globo. Mesmo que no tubo de oxigênio. Se estivessem em outra rede o sinal vermelho já estaria acesso.
Parece (não há confirmação ainda) que certos setores da Globo já pensam (e testam) novos programas para ocupar o lugar dos “zumbis”. Pois é bom andar rápido. Os tempos são outros e o espectador mudou; não pensa duas vezes para usar o controle remoto. Insistir no erro é burrice. E só faz a alegria da concorrência.
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Dia desses, vendo o noticiário sobre aquele médico, Roger Abdelmassih, que estuprava as pacientes, me lembrei de um fato interessante: há cerca de 1 ano o programa do Amaury Junior mostrava uma festa em homenagem ao médico. Estava lá o Amaury, a Hebe, o Roberto Carlos e muitos outros ricos e famosos. E o médico recebendo elogios, tapinhas nas costas e chuva de confetes.
Não quero dizer que o Amaury Junior tenha qualquer culpa no fato, mas… É impressionante como o Amaury se junta com pessoas que, mais cedo ou mais tarde, acabam nas páginas policiais. Impressionante!! Acho que nem Freud explica.
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Alguns dias atrás eu falei da minha preocupação quanto ao futuro do Repórter Record com a chegada do Gugu na Record. Não deu outra: o programa foi movido para as Segundas. Sei não… O dia é meio ruim e o horário tardio. Vamos ver se a audiência se aguenta nos bons níveis atuais.
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Já está definida a transmissão da olimpiada de 2016 na tv aberta. Voltou a ser uma “pizza”, dividida entre Globo, Band e Record. O primeiro fato positivo nisso é que a Record não poderá mais repetir, DIARIAMENTE, que é a emissora oficial dos jogos de…
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Nos comentários o Raphael, o Valter e o Alexandre elogiam as belas da última edição e sugerem outras apresentadoras. A Flávia Freire já está agendada (acham que sou bobo?) e as outras eu preciso avaliar melhor.

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August 25, 2009

Valquiria e Anelize

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 2:12 am

E hoje é mais um dia feliz, com outra atualização da seção Belas & Barangas. E continuo com minha “viagem” pelo Brasil e suas belas jornalistas. Vamos desembarcar no Paraná onde encontramos duas legitimas representantes da belezura “brasiliana”. É claro que existem muitas outras, mas vou deixar isso pra outra ocasião.
A primeira escalada pro esquadrão da beleza é uma apresentadora da Paraná Educativa. Volta e meia, zapeando, esbarro com a imagem dessa bela moça de sorriso largo e lindos olhos verdes. Falo da Valquiria Melnik, uma boniteza que dá gosto. E bem competente também, não é daquelas escravas do TP. Quem nunca viu a Valquiria ao vivo (de preferência) ou na telinha não sabe o que está perdendo.
valquiria melnik apresentadora
A segunda convocada pro time das bonitonas é a repórter Anelize Camargo, atualmente reportando na Record do Rio de Janeiro. Mas ela é do Paraná segundo pesquisei. Outra bela morena e eficiente repórter. E ainda contando com um belo e insinuante corpitcho. Reparem nas reportagens da moça e digam se não tenho razão.
anelize camargo repórter

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August 23, 2009

RECORDando e Andando

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:44 am

Devemos estar no intervalo do 2º round da briga entre Globo e Record. Eu, que não ganho nada com isso… Melhor trabalhar mais e ver se um dia consigo montar minha rede de televisão. Nem deve ser difícil, o Macedo conseguiu isso com o salário que recebe da Universal e mais os direitos pelos livros publicados. E eu que pensava que isso custasse muitos e muitos milhões.
O mais curioso dessa estória toda é ver como as opiniões mudam de acordo com o passar do tempo e a mudança de interesses. Lembro, nem faz muito tempo, de um dos pastores que apresentava o Fala Que Eu Te Escuto, críticas às novelas da Globo, ao BBB, ao erotismo apelativo, aos palavrões, a baixaria… A Record era a única tv pura num antro de perdição. Era a emissora da família, da moral, da ética… Olha, era a emissora de Deus e ponto final. A única que o Pai assiste no Sky. Hehehe…
Hoje tudo mudou. O interesse é outro e o antigo discurso foi esquecido. Agora vale tudo. Pode novela, pode erotismo, pode apelação, pode palavrão, etc… As novelas da Record são tão eróticas (ou mais) que as da Globo. A Fazenda tem o mesmo nível de baixaria que se vê nos BBBs da vida. Os palavrões e piadas sexistas são constantes. Nada contra as peladonas, mas… Dá prá mudar de opinião assim, como se fosse um deputado em Brasília ou um jogador de grande clube?
Fico imaginando a cara do cidadão que assistia aqueles programas da Record e tirava o iogurte ou o croissant da boca dos filhos para ajudar a sua seita e as “obras de Deus”. Agora ele chega em casa e a filha está vendo o Theo Becker pelado na Fazenda, a mulher vê um casal fazendo “frango assado” em Poder Paralelo (e isso não é nada relacionado com culinária), o filho remelento escutando palavrão desde o Hoje Em Dia até o final da noite… Como é que fica? Quem vai devolver o patê de salmão que ele não comeu para ajudar a “obra de Deus”?
E, caso alguém pense que estou de perseguição com a Record, peguem o vt do Show do Tom do dia 15 de Agosto deste ano. Era o quadro do Curral e o Tiririca fazia a imitação do Dado brigando com o Carlinhos. O Tiririca dizia algo parecido com: “Eu quero respeito comigo. Eu gosto de respeito. Gosto de resPEITÃO… mas de resPEITÃO natural, não de silicone. Porque o silicone pode explodir na nossa cara quando a gente estiver dando uma chupadinha…” E eu assistindo isso ao lado do meu filho de 4 anos!! Agora o moleque (que era homem macho) está traumatizado e achando que todos os peitões vão explodir na cara dele. Está tendo pesadelos horríveis. Como fica se o meu filho virar gay? O Tom Cavalcante ou alguém da Record poderia fazer um favor de enviar um email explicando para ele que silicone não explode na nossa cara? Eh… Ou será que explode????
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Não bastasse a mudança no discurso, a Record insiste em fazer o espectador de otário. E isso eu não aceito. Já falei antes e repito: pode funcionar com muitos, mas nem todo mundo é idiota.
Pode ser que muitos acreditem que fazer uma “televisão de primeira” seja passar quase 9 horas (do Hoje Em Dia até o final do Geraldo Brasil) falando sobre os pais do Carlinhos “Mendigo” ou mostrando ele na tal passarela suspensa. Que bela pauta! A pauta do Hoje Em Dia dá pra ser escrita na unha da produtora. hehehehe… Mas imagina o que seria então uma “televisão de quinta”. Deve ser a tv do Afeganistão. Sem falar que o resto da rede fica refém do Hoje Em Dia: “continuamos pro Rio, que não vai ter o Balanço Geral; tchau pra Porto Alegre que não vai saber se o panaca atravessou a passarela; continuamos pra Belo Horizonte; tchau pra Salvador…” Um exemplo de organização. Mas…
Mas o pior mesmo é fazer o espectador de otário. Hoje Em Dia da Sexta passada e o Carlinhos Mendigo tentava atravessar a passarela. Daí juntou uma meia dúzia de 20 desocupados na rua ao lado da Record para assistir e apoiar o Carlinhos. E o Zucatelli e cia bela alardeando que o trânsito de São Paulo estava congestionado pelo fato, que o Brasil inteiro estava parado para ver a travessia, que o mundo inteiro estava torcendo por ele, que a galáxia toda… Ah, dá um tempo!! Bem, daí o gênio que dirige a palhaçada resolve inventar. E, surpresa, no meio dos 20 desocupados da rua ao lado aparecem uns 6 carregando cartazes de apoio ao Carlinhos. Do nada, sem mais nem menos. Hmmmmm…. Usei minha visão biônica conferi: todos os cartazes tinham o mesmo tamanho e cor. O texto nos cartazes também tinha as mesmas cores (vermelho e preto) e a mesma grafia!! Oh, que espanto! Será que foi o diretor genial que pediu para alguma assistente de produção fazer os cartazes e entregar para a claque da rua? Ô seo Vildomar, claque é coisa velha. E montar uma claque na rua ao lado pra passar a ideia de que o povo estava desesperadamente torcendo pro Carlinhos atravessar não é muito bonito não. Isso é falsidade. É fazer o espectador de idiota.
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Falando no Carlinhos me lembrei da cara dele (atônito) quando o Dado e a Danni voltaram da penúltima votação, que eliminou o Pedro Leonardo. Ele repetia: “não acredito… não acredito… não acredito”. Mais 3 dias e ele foi o eliminado numa votação super estranha.
Pois agora apareceu a notícia de que houve fraude na votação pela Internet. E parece que até a Record reconheceu o fato. Isso como se não bastasse o nítido favorecimento ao Dado Dolabella.
Nem vou ficar dando uma de chatinho e repetir tudo que já falei sobre votações organizadas por emissoras de tv. Podem usar a busca (no menu do lado direito) e pesquisar sobre isso. Não tem nem 20 dias que escrevi sobre o tema.
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Mais duas da série “eu avisei antes”:
Leio que a Band está registrando os títulos “toda Quinta”, “toda Terça” e coisas do tipo. Nossa, que surpresa!! Usem a mesma busca no menu e vejam o que falei sobre o Toda Sexta na época do lançamento do programa.
A Record também optou pelo óbvio e mudou o nome do SP Record (das 14h, com a Luciana Liviero) para Record Notícias. Não fazia mesmo sentido. E eu avisei isso há mais de 2 meses; podem pesquisar no site e conferir.
Do jeito que a coisa anda vou acabar ficando muito convencido. E chato! Se bem que… Chato eu já sou, vou ficar só convencido mesmo. Hehehe…
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Ainda falando sobre nomes de programas… A Band lançou há umas 2 semanas um tapa-buraco chamado Video News. Um programa muito mixuruca pra uma apresentadora tão maravilhosa quanto a Nadja Haddad. Mas tá bom, passar os vídeos da Internet é algo que as emissoras adoram. Tem custo 0,00. É um argumento indiscutível.
Só que… Não tinham outro nome sem ser o famigerado NEWS???? De novo a porcaria do NEWS??? Ô criatividade.
Aproveito para avisar que a d. Mafalda (minha senhoria) tem um projeto de um programa de televisão inovador (sobre sexo na 4ª idade) e o título registrado é Mafalda News. Por favor não copiem a ideia ou o título.

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August 18, 2009

Todas Apoiam

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:16 am

dá ou desce EdirParece que não tem jeito. Vou ter que meter o bedelho na estória da briga Record X Globo. Mas, como já falei antes, acho o assunto chato, repetitivo e com o final parecido com aquelas CPIs que o Congresso adora criar.
O primeiro ponto visível no caso é que a Record decidiu que atacar a Globo é a melhor resposta às acusações que está sofrendo. E nisso vai juntando fatos antigos e desconexos. Coisas como a sua ligação com o regime militar, a compra da TV Paulista e o financiamento para a construção do Projac. Até uma criança de 5 anos já sabe que a Globo nasceu com uma estreita ligação com o regime militar. E seguiu crescendo com o apoio governamental. Qualquer que fosse ele. Algo do tipo: está no governo, estamos apoiando. Foi assim com os militares, com o Sarney, com o Collor, com o FHC, e até com o Lula. Com o sapo barbudo sim, meus caros. Essa suposta má relação entre a Globo e o Lula não me convence tanto assim. É meio jogo de cena. Lembro da época em que o Lula foi eleito pro 1º mandato. Antes mesmo da posse ele já estava dando uma entrevista exclusiva na bancada do JN, depois foi pro Fantástico e cia bela. Só depois deu alguma atenção às outras emissoras. No velório do Roberto Marinho (eu lembro), estavam lá o Lula, o Brizola e outros políticos que se diziam perseguidos pela Globo. Todos enaltecendo o falecido. São desafetos, pero no mucho.
Mas e a Record? E as outras emissoras? Existe alguma que seja contra o governo? Alguma emissora conseguiria sobreviver 2 anos sem o apoio oficial e sem as verbas generosas das estatais? Já que é pra falar… Não foi durante o 1º mandato do FHC (e com o apoio do então ministro das telecomunicações) que a Record conseguiu montar sua rede de afiliadas (aproveitando o vácuo da falência da Manchete) e iniciar seu desenvolvimento? Não é a Record e a bancada evangélica que apoiam o Lula e participam massivamente do partido do vice, José Alencar?
Alguém ainda se lembra do antigo Show de Calouros, com o SS mandando abraços pra senadores e governadores na tentativa de bajular essas autoridades? E a famigerada Semana do Presidente? E mesmo hoje, já notaram o patrocínio de estatais que estampa o futebol da Band, a Série B na Rede TV, a Olimpíada da Record, etc…? Tem dinheiro da Petrobras até pra patrocinar a fundação do Sarney!!! Ora bolas. Não existe qualquer emissora que possa “apontar o dedo sujo pra outra”. Todas comem no mesmo prato. E não vai ser com sofismas ou meias verdades que a Record vai se defender. Esse tipo de argumento pode funcionar com dizimistas que sofreram lavagem cerebral. Aqui não, violão!
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Tem mais, além de se fazer de vítima nesse caso, a Record insiste em que a motivação das acusações vem do desespero da Globo diante do seu crescimento. Meia verdade. É de conhecimento público que a Record está crescendo. Ainda mais com a grana que vem sendo injetada na emissora. Até acho que o resultado é tímido diante do que já foi gasto em instalações e produções. O fato verdadeiro é que a Record ainda deve se preocupar com o SBT. Essa é sua briga atual. Ainda mais que no mês de Julho o SBT subiu alguns décimos na média diária e a Record desceu outro tanto.
Só por curiosidade fui buscar a média diária da audiência. Os números da última Sexta foram:
Globo - 18,9
Record - 6,2
SBT - 5,4
Band - 2,3
RedeTV! - 2,0
A Record não passa de 1/3 da audiência da Globo.
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Considero que o maior beneficiado nessa briga toda pode ser o SBT. Isto é, poderia. A oportunidade está aí. Mas é preciso que o SBT abandone o amadorismo e assuma uma postura empresarial. Do modo atual; até para comprar 1Kg de café é preciso que o Patrão autorize; fica complicado. Mas o momento é esse.
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A maior prova de que o telespectador está receptivo a boas opções foi o desempenho do Pânico no último Domingo. O programa passou dos 17 pontos de pico e conquistou a liderança por alguns minutos. E isso batendo de frente com o Fantástico e a Fazenda. Na média não fez feio e terminou colado na audiência da Record, perto dos 12 pontos.
Se o SBT largasse das fórmulas velhas e das manias do Patrão… Ou prefere continuar sendo a “tv naftalina” e focando sua grade em programas de auditório e filmes que não suprem nem 20% do tempo disponível?
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Eu vinha elogiando o Repórter Record dos últimos tempos. Mas aquele do Cabrini, não o programa do Domingo passado. A entrevista encomendada à Adriana Araújo com o Edir Macedo foi uma coisa patética e vergonhosa. Uma matéria panfletária e e editada para reforçar a imagem do dono da Universal e Record. Tudo ensaiado e predeterminado. Isso não é jornalismo, d. Adriana. Talvez seja assessoria de imprensa. Jornalismo, nunca!!

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August 14, 2009

Briga Velha

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:14 am

GloboVou tentar não me alongar muito no caso dessa briga entre Globo e Record. Ainda mais que esse caso daria um livro. Mas não é um assunto novo. Já vi esse filme antes. Já sei o final. E o final desse novo embate deve ser o mesmo. Ou alguém já viu (na história deste país) algum poderoso sendo condenado por qualquer tipo de ilegalidade??
A Globo começou os ataques na Segunda e pouco tempo depois a Record já estava revidando com um contra-ataque muito mais furioso. E ambas tem a sua razão. Mas é pouca. E o pouco de razão que têm não vale nada. Parece uma dessas discussões que temos assistido no nosso Senado. É o maltrapilho falando do esfarrapado. São os dois lados de uma mesma moeda.
Também é bom lembrar que há uns 4 ou 5 anos as duas emissoras andavam de amores, com a Globo dividindo os direitos de vários eventos esportivos com a Record. Se o desafeto e as acusasões tivessem solidez isso nunca teria acontecido. Não teriam passado tanto tempo de mãos dadas.
Ainda devemos considerar que, se a lei fosse rigorosamente seguida, mais de 70% das nossas emissoras perderiam a concessão. Quase todas cometem irregularidades ou estão metidas em algum negócio mal cheiroso. Vão me dizer que a Globo tem um passado nebuloso e que adora interferir em assuntos políticos? Grande novidade! A Record é subsidiada pela Universal e também conta com um forte apoio do presiMente Lula? Oh, que surpresa!! Sinceramente, qualquer pessoa com mais de 10 neurônios funcionando sabe que essas duas são as menos indicadas para levantar a bandeira da moralidade. É o caso de se juntarem e passar a se chamar de Regorda.
Mas, só para registrar, aguardem alguns meses e vejam se o caso resultou em algo além de muito barulho e tiros de festim. Me cobrem!
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Nos comentários de uma coluna anterior o Raphael fez uma observação pertinente sobre o duvidoso resultado das votações na Fazenda. Pois é, uma explicação poderia ser o ponto eletrônico informando o resultado ao Britto Júnior. Isso em teoria, na prática é tudo muito questionável. O meu nível de confiança naqueles números é de 0%. Pior até que o BBB onde o índice fica em 0,5%. É mais fácil eu deixar minha carteira para um ladrão tomar conta do que acreditar em qualquer votação feita por uma emissora de televisão. Sem falar que no caso da Fazenda a Record vazou o resultado da primeira votação antes do tempo. Pode pesquisar aqui (tem até a foto) ou em qualquer site que fale sobre televisão. Mas, por outro lado, tem muita gente que confia nesses números. Para esses recomendo o site eucreioemmentiras.com.cascata :P
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Todo mundo já ouviu falar que o tempo é algo muitíssimo valioso na televisão. Cada segundo pode custar alguns milhares de Reais. Talvez seja… No intervalo. Pois durante a programação o tempo é algo sem valor algum. Vejamos o caso da Record, o Hoje em Dia gasta 5 horas para (não) mostrar se a Samanbaia vai ou não atravessar uma passarela suspensa. E repete isso num dia, em outro, em outro… Uma nulidade total.
No caso do Geraldo Brasil a coisa é muito pior. O Geraldo Luís (mais o diretor malandro) resolveu que iria invadir a Fazenda. E já tem mais de mês nessa idiotice. E fazendo o espectador de otário. Se bem que, talvez, o perfil do público dele seja esse mesmo, um bando de retardados. Dia desses, zapeando, encontro o Geraldo Luís cavando um buraco (não ele, uma equipe de pedreiros). Fizeram um buraco de 2X2 num terreno baldio e o palerma dizia que ali tinha um túnel para invadir a Fazenda. Daí o panaca entra no buraco e fica fazendo caras e bocas. Um dos trabalhadores avisa que o buraco já tem 3,5m de profundidade. Isso com o ombro do Geraldo aparecendo pra cima do chão. Então o Geraldo abaixa no buraco e diz que está entrando no túnel. Qualquer pessoa em sã consciência iria aproveitar pra jogar a terra de volta e enterrar o mala. Mas… Aí corta a imagem pra um local mal iluminado, a câmera balança por uns segundos e acendem a luz. Ele já estava dentro de um lugar com grades e tijolos aparentes. Esse era o “túnel” do Geraldo. Não consegui mais ver a porcaria e mudei de canal.
Olha, já tenho esse site há mais de 2 anos e até hoje consegui evitar qualquer palavrão nos meus textos. Até hoje! Se eu perder o controle é culpa do sr. Geraldo Luís. Tá por um fio.
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Voltando ao assunto do Pânico; esqueci de comentar na última atualização, um dos momentos mais hilários do programa é a imitação que fazem da Daniela Albuquerque. Quem acompanha o Tevezona deve lembrar das coisas que já falei sobre a sra. Dalevo e que a apelidei de Robô Albuquerque. Agora imaginem as minhas gargalhadas com a imitação onde ela só consegue falar “Emílio” qualquer que seja a pergunta. Ela chega a travar e explodir ao tentar falar outra palavra :)
Mas temos que ter paciência com a Robô Albuquerque. Está apenas começando. Talvez, daqui a uns 5 anos, ela consiga ter a mesma eloquência da Luciana Gimenez que já fala “abafa o caso”, “adorei” e “como assim?” :P

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August 10, 2009

TV Improviso

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:20 pm

Quando eu ainda estava no jardim de infância, a tia Mônica me ensinou que organização e planejamento são fundamentais para o sucesso de qualquer empresa. E isso também vale para as empresas de comunicação de países que ficam entre o Uruguai e o Suriname.
Mas a Record, que pretende ser uma televisão de primeira, deve ter faltado nessa aula. Organização e planejamento são itens que ela ignora solenemente. Tudo é feito no atropelo. Basta ver a situação da Fazenda. O sucesso (relativo) do reality serviu de desculpa para que a emissora transformasse a programação numa torre de Babel. A cada dia o programa se inicia num horário. Se tem futebol na concorrência ele entra mais tarde. No Sábado (agora sem novelas), entra mais cedo. O tempo de exibição também varia de acordo com a vontade de sabe-se lá quem. No último Domingo a elimição terminou depois da meia-noite. E aí, 00:15, começou a exibição do Homem de Ferro, um desenho animado. Francamente, pode até ser que o filme tenha dado audiência, mas não consigo imaginar que tantas “crianças infantis do meu Brasil” estivessem assistindo o filme no meio da madrugada. Mesmo que fossem “adultos infantis”… Isso não é hora pra filme de desenho.
Sem falar que usar a Fazenda e seus integrantes em todos os demais programas da Record já beira o insuportável. Sobrou até pra Record News, comentei sobre isso em outro dia. Será que esse era o projeto inicial da Fazenda? Foi isso que apresentaram no lançamento do reality?
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Mas o improviso não é exclusividade da Record. A Globo, na tentativa de frear a concorrente, lançou um reality dominical, Jogo Duro, de sopetão. Quase sem anunciar. Não deu muito certo e a emissora decidiu recriar o No Limite. Tudo na correria e sem um horário adequado para a exibição. O resultado é pífio. O programa… É até difícil avaliar. Uma coisa totalmente anacrônica e sem o menor interesse.
Deviam ter pensado antes.
Aliás, a Globo deveria se preocupar mais com a sua dupla FF dominical. Na verdade a sigla correta é FFFF (Filme, Futebol, Faustão e Fantástico). Mas o problema maior se encontra nos 2 últimos eFes. Nem vou palpitar muito, não consigo assistir essas duas pragas há muito tempo. Mas agora até a audiência dos dois programas anda derrapando. E de forma muito perigosa. Em certos momentos a Globo despenca pro terceiro lugar no horário. Tudo bem que na média ela ainda se segura. Mas o sinal vermelho está aceso.
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Outra emissora que deveria repensar certos conceitos é a Band. Especialmente no terreno esportivo. Lembro que já falei muito sobre isso e algumas pessoas disseram que é perseguição minha. Bem, vamos aos fatos:
- Domingo a Band exibiu o jogo entre Flamengo e Corinthians pra SP e rede e Vitória e Fluminense pro Rio. Em São Paulo a audiência ficou entre 4 e 5 pontos. Considerando o “carinho” que a emissora tem pelo Coringão é pouco. Nem 20% dos corintianos optam pela Band. No Rio a audiência do futebol ficou na base de 1 ponto. Nada além disso!
- Depois entrou o 3º Tempo, do Homem das Neves. Em São Paulo a audiência ficou entre 3 e 4 pontos. No Rio a coisa continuou na base de 1 ponto. Prometo que nas próximas semanas vou procurar a audiência do programa em outras praças (MG, RS, DF…), mas não creio que passe muito da audiência do Rio.
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Na semana passada tivemos um dos melhores momentos da televisão neste ano, a entrevista (papo) entre a Marília Gabriela e a Gabriherpes (Ceará) no Pânico. Muito, muito, muito engraçada. Impagável. E ontem a estória se seguiu com o Impostor se passando por motorista da Gabi.
O fato serve de exemplo para certas celebridades que não sabem lidar com humoristas e imitações. Se acham intocáveis. Pois a Gabi mostrou que dá pra levar tudo na brincadeira e ainda se divertir com a coisa. Nada de estrelismo ou arrogância.
Também tenho que concordar com a Gabi ao ser indagada sobre a morte do MJ. Ela disse que não ficou abalada com o fato e que houve um exagero da mídia no tratamento do ocorrido. Pois é, falei o mesmo na época.
Ah, antes que me esqueça, não sou e nunca fui um grande fã da Marília Gabriela.
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Acho que foi na Sexta ou Sábado, no SBT Brasil. No final do telejornal o Carlos Nascimento anuncia a entrada da Karyn Bravo na apresentação a partir desta Segunda. Ele elogiou a colega e disse que a Karyn se interessava em conhecer as notícias, não apenas em ler o TP. Hmmmmm… Será que o recado serve para alguma outra colega do SBT???

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