August 31, 2009

RECORDices

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:44 pm
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rede recordPodem ficar tranquilos que hoje não vou ficar repetindo a ladainha de que eu falei antes e que já sabia do problema da votação na Fazenda. Não. Era uma pedra cantada. Quase evidente. Da mesma forma que teremos outras votações “estranhas” na próxima edição da Fazenda ou do BBB.
Acontece que lembrei de um comentário da Sônia Abrão sobre o caso, defendendo a Record e dizendo que isso foi uma ação isolada de uma pessoa mal intencionada. Nem a pau, Juvenal! A emissora (qualquer que fosse) tem responsabilidade no fato. Primeiro por não ter tomado nenhuma medida mais contundente ao identificar a fraude. Fez cara de paisagem e seguiu com a bodega. Parecia mais interessada em arrecadar uma grana com torpedos e a votação por telefone. A correção dos números ficou em segundo (ou terceiro) plano.
Pelo que sei a Record investiu por volta de 30 milhões no reality. Mas parece que esqueceram de gastar uns 5 ou 10 mil num programa para controlar os votos pela Internet. Só como exemplo, eu tenho uma enquete no menu do site – até preciso atualizá-la e colocar uma nova. A minha enquete é despretensiosa e não passa de um serviço fornecido por um site de enquetes. Mesmo assim… Já votaram nela? Então tentem votar mais duas ou três vezes. Pois a votação no site da Record permitia que a mesma pessoa (computador) votasse 10, 100 ou 1.000 vezes. Daí apareceu algum espertinho que criou um programa robô para votar milhares de vezes. Da mesma forma que eles (robôs) enviam milhares de spam para nossas caixas de email. É isso. Muito simples. Tão simples que a “televisão de primeira” deveria ter imaginado antes.
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Apesar de todo o barulho criado pela troca de emissoras não tivemos grandes mudanças na audiência dominical. Ficou tudo dentro do esperado. Quase no mesmo nível que tinham nas antigas emissoras.
Estranho mesmo foi ver alguns programas passando da meia-noite. Esqueceram que o povão precisa acordar cedo na Segunda. Sem falar que… É muito programa de auditório pra um dia só. Demais! Será que não vai saturar o espectador?
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Depois do efeito Fazenda e da famigerada passarela suspensa a audiência da Record andou recuando durante a semana passada. Alguns programas chegaram a apresentar números 50% abaixo do almejado pela emissora. Talvez por isso a Record esteja tão apressada na produção da segunda edição da Fazenda. Os nomes dos participantes já estão praticamente fechados. Todos no mesmo nível da primeira edição.
A audiência média diária da última Sexta, no Rio de Janeiro, foi:
Globo – 20,6
Record – 7,3
SBT – 6,7
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Algumas semanas atrás eu elogiei o Esporte Interativo por ter voltado com as transmissões de basquete. Estava fazendo falta mesmo. Agora, com os bons resultados da seleção… Alguns diretores de certas emissoras devem estar se mordendo de raiva. Bem feito!
Mas tem um problema, fui descobrir a transmissão da 1ª partida 3 minutos antes de começar o jogo. Zapeando. Aí fica difícil. Já me bastam o SBT e a Record montando a grade nas coxas. O EI não tem cacife para tanto. Precisa anunciar as partidas com uma certa antecedência. Não sei como, já que 80% do horário está alugado e o restante bate de frente com o horário nobre das grandes redes. Talvez no meio daqueles blocos do Shop do Esporte; talvez durante a reprise na madrugada. Sei lá. Só não pode pegar o espectador de surpresa.
Outra novidade (não anunciada) no EI foi o programa Via Esporte, com o Vitor Sérgio entrevistando personalidades do meio. É um programa simples (pode ser melhor trabalhado), mas que pode render um papo interessante. E, talvez, possa ser o embrião para um talk show esportivo. Isso sim seria algo novo na tv aberta.
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Quem acompanha esta coluna há mais tempo deve recordar do que já falei sobre a mistura de religião e televisão, sobre a falta de regulamentação, sobre o descumprimento da legislação atual e coisas do tipo. Pois no Sábado (creio que foi Sábado, sim), me pego assistindo um debate sobre isso na TV Câmara. Os convidados eram Eugênio Bucci, jornalista e professor da USP, e Luiz Martins, jornalista e professor da UNB. Basicamente falaram tudo que já venho comentando aqui. A diferença é que eles têm mais educação e ordenam suas posições com mais eficiência e bons argumentos. Eu vou no popular. Mas o fundamento é o mesmo. Já passou da hora de alguém acabar com essa farra.
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Sabem a “televisão de primeira”? Pois bem, no Sábado o Hoje Em Dia fez uma matéria sobre a estreia do Gugu na emissora. Foi quase uma operação cirúrgica. Eles conseguiram contar a estória do Gugu sem citar o SBT e o Sílvio Santos. Até a contratação dele, quando era um office boy, para dar ideias ao Silvio foi narrada sem identificar o contratante. Quanta mesquinharia!! O que será que eles pensam? Acham que nenhum espectador sabe que o Gugu nasceu e cresceu no SBT? Ou será que citar o nome do Sílvio Santos iria afastar os fãs do Gugu e esvaziar a sua estreia? Ah, dá um tempo!!
Mas a coisa não acabou aí. No início da tarde estavam exibindo o Todo Mundo Odeia o Chris. Passou um episódio. OK. Começou o segundo. Nem 5 minutos e cortam o seriado. Exato, cortaram com 5 minutos. Olhei o relógio e marcava 14h. Era a hora de começar o filme. Azar de quem queria ver o seriado.
É isso que a Record entende por “televisão de primeira”???

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1 Comentário »

  1. Desta vez não é para comentar, é uma pergunta: Alguém sabe se é verdade que a Globo adquiriu o direito de transmissão da Liga dos Campeões europa por 3 anos?
    Abraço.

    Comment by Raphael — September 3, 2009 @ 5:37 pm

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