Boneco de Posto
Hoje eu estou muito contente. E isso não tem qualquer ligação (direta) com a vitória da seleção diante do Chile. Tem relação indireta. Começa que o “boneco de posto” não jogou – o anjo da guarda do Dunga é sensacional, vai arrumando o time na base de expulsões e contusões. O mesmo “boneco de posto” que a imprensa esportiva vive cantando em verso e prosa. Aquele que uns chamam de “Robinho Arantes do Nascimento”, que só podia ser parado com uma metralhadora, etc… Fiquei 4 ou 5 anos aguentando a babação em cima do boneco. Tive que ouvir todo o tipo de asneira e papagaiada. E ver o boneco fazendo uma firula aqui e outra acolá para justificar a fama.
Só agora, muito timidamente, alguns comentaristas começam a dizer o óbvio: que o pedalador está “devendo”, que ele mata os ataques da seleção, etc… Só agora!! Será que se fosse um outro jogador (o goleiro, por exemplo), a imprensa esportiva teria a mesma paciência e boa vontade? Será que se o Júlio César levasse 2 ou 3 frangos por jogo continuaria titular por tanto tempo? Francamente… Assim é muito fácil ser comentarista esportivo. Um bando de fanfarrões e bajuladores. Uns brincalhões. Não estou falando que eles não entendem de futebol; a maioria entende sim. O problema é que são uns brincalhões. Literalmente.
Nilmar, muito obrigado. Não tanto pelos 3 gols e pela atuação. Obrigado por demonstrar aos fanfarrões que há muita diferença entre ser um jogador de qualidade e um “boneco de posto”.
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Ainda no mesmo tema… Alguns repórteres esportivos andam seguindo o mesmo caminho dos comentaristas fanfarrões. E parece que esse comportamento é uma orientação superior. Dá essa impressão. O primeiro a entrar firme nesse campo foi o Fernando Fernandes. Toda e qualquer entrevista ele tá lá brincando e adulando os jogadores. Se for um famosão da seleção… Virou praticamente um tique do Fernandinho. Não consegue mais se concentrar na entrevista, tem que falar da tatuagem do jogador, do cabelo, brincar, elogiar…
Outra coisa chata na Band é a mania de sempre criar uma polêmica. Um bom exemplo foi o jogo entre o SPFC e Cruzeiro, no último Domingo. O jogo estava pra iniciar e começaram a falar sobre os gols que o Rogério Ceni havia marcado no Fábio, que o goleiro cruzeirense era “freguês” e coisa e tal. Daí o Luís Ceará vai até o Fábio e pergunta como ele se sentia tendo levado tantos gols do Ceni. O Fábio deu uma resposta atravessada e cortou o assunto. Então o Ceará ficou dizendo que o Fábio havia sido grosseiro, mal educado. Ora, ele queria o que? O jogador concentrado pra começar o jogo e recebe uma pergunta dessas… Vai querer que ele responda que é freguês do Ceni? Perguntou o que não devia e ouviu o que não queria. Aí o outro repórter da Band (acho que era o Nivaldo de Cillo) vai no Ceni e faz uma pergunta similar, salientando o fato do goleiro ter feito tantos gols no adversário. O Ceni, tranquilamente, respondeu que não tinha nada a ver, que isso poderia ter acontecido contra qualquer adversário, que era uma casualidade, que já havia jogado muitas vezes contra o Fábio… Muito correto e sensato. Uma ducha gelada na tal polêmica que tentaram criar. Nota 10 pros goleiros e nota 0 pros repórteres polemistas.
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Alguns dias atrás eu falei sobre o concurso de digitação daquela empresa de eletrônicos. Bem, no Jornal do SBT da Terça passada me aparece uma reportagem citando o concurso e os 10.000 Reais que reberá o vencedor. Do meio da matéria pra frente o foco passa a ser o aumento do uso de mensagens de SMS por parte dos usuários de celular.
Sei não… Ficou um cheirinho de jabá no ar. Ainda mais com o histórico recente do jornalismo do SBT nesse assunto. Fica a impressão que certas matérias passam antes pelo departamento comercial da emissora. Não tá certo. Ainda mais quando usam o slogan dizendo: “jornalismo do SBT, você pode confiar”. Com esse tipo de pauta (encomendada), eu não confio não!!
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Não sei por quanto tempo o Jornal da Record vai ficar no horário das 19:30. Mas essa é a posição de momento. O SBT também vai mudar o seu telejornal para o mesmo horário. E ainda temos o Jornal da Band, já tradicionalmente nessa faixa. Me parece aquela brincadeira da cadeira. São 3 telejornais e duas cadeiras. Alguém vai sobrar.
O Jornal da Band, creio eu, já tem seu público cativo. E ele ainda recebe uma boa audiência do Brasil Urgente ou dos telejornais locais. Não deverá sofrer tanto.
No caso do SBT é necessário ver como ficará a grade. Se colocarem um seriado infantil antes do jornal… Imaginar que haverá transferência de audiência numa situação dessas é pedir muito.
O Jornal da Record anda numa fase muito ruim, vem perdendo audiência nas últimas semanas. E nem acho que o problema dele seja o horário ou a estrutura. A questão é outra. É de confiança. E ver um telejornal panfletário (defendendo a seita do dono) não ajudou muito nesse ponto.
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Como eu havia imaginado a audiência dominical não mudou tanto após todas as mudanças de emissora. Os números do dia 6 de Setembro, no Rio de Janeiro, foram:
Globo – 16,8
SBT – 10
Record – 9,1
Isso na média diária. Durante a semana a vantagem da Globo é ainda maior.


Por que raros agem como o Nelson Piquet nas entrevistas? Será que é pedir demais arrogância para responder as cretinas?
Comment by Pedro — September 11, 2009 @ 12:02 pm
Diz pra mim qual emissora tem o jornalismo confiavel. Existe alguma?
Comment by valter — September 12, 2009 @ 1:37 am
“Boneco do posto” é muito bom!!! Acabei de ver no Globo Esporte que ele fraturou o tornozelo ( que boca, hein?).
Comment by Raphael — September 14, 2009 @ 1:35 pm