September 23, 2009

Armado e Mal Ensaiado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:46 am
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elianaDomingo último, no intervalo do futebol, dei uma zapeada pelos programas das loiras. Fiquei impressionado. Como é fácil fazer o espectador (cliente/eleitor/contribuinte/pedestre…) de idiota. Cada vez mais me parece um ótimo negócio investir no público com QI abaixo de 30. E olha que não falta gente neste patamar mental.
Começamos pelo programa da Eliana (um título muito criativo, aliás. Tiveram muito trabalho pra bolar o nome?). Era um quadro onde a esposa iria armar uma pegadinha pro marido (quadro extremamente criativo. Creio que seja inédito na televisão mundial). A esposa fez um falso ensaio erótico numa revista fictícia. Levaram o marido para uma sala e deixaram a revista sobre a mesa. O sujeito senta no sofá, conta até 10 e pega a primeira revista da mesa. Olha a capa e devolve a revista pro monte. Ele conta até 20 e pega a segunda revista. Era a da esposa. Logo que abre a revista já acha as fotos da esposa. Quando eu comprava esse tipo de revista demorava quase 5 minutos até… bem, vamos seguindo. Daí o cara começa a ensaiar um piti e fingir que estava descontrolado. Entra um rapaz da produção e chama ele pro palco. O cara diz que a mulher tá na revista e o moço da produção pede pra ver a revista. O marido aumenta o piti e finge que está batendo no outro; todos os socos acertam o vento. Só então ele é avisado que é uma pegadinha e vai até o palco falar com a Eliana e a esposa. Um teatrinho tão idiota e mal ensaiado que só um retardado mental para acreditar.
E a armação não acabou nisso. Tinha um outro quadro, com o Cacá Rosset, Bambam e Mulher Melancia. O Cacá tinha a tarefa de transformar uma baranga numa beldade. Daí ele diz que cumpriu a missão mas a moça não queria entrar no palco. A Eliana vai até a entrada do palco (já sabia de antemão que a moça estava lá) e chama a participante. Nem 5 segundos de pedidos e a moça já estava no palco. E rindo, desfilando, dançando e rebolando. Para quem não queria nem entrar…
Mais uns minutos de palhaçada e foi a vez do Bambam fingir que estava irritado com o Cacá e armar outro piti. Uma coisa patética. Ainda mais considerando o talento dramático do sr. Bambam. Até num circo de roça o pessoal ensaia melhor o teatrinho.
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No programa da outra loira estavam homenageando o Tom Cavalcanti pelos 5 anos na Record. E fizeram aquele esquema tradicional quando sobra tempo e falta pauta: dividiram a tela em 2 (o Tom sentado numa) e começaram a reprisar vários quadros do humorista. Se lembrarmos que o Mendigo e Gluglu haviam acabado de participar de outro quadro… É muita falta de imaginação.
Aliás, esses programas dominicais… Ninguém consegue pensar em algo novo pra colocar no ar. E tome quadros de humor, de mágica, de calouros, de crianças “talentosas”… Ô sono!!
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Voltando ao esporte… A Band exibiu mais uma etapa da Fórmula Truck, realizada em Buenos Aires. Não sei informar quem gerou a transmissão. Mas… Não dá pra aceitar aquilo numa rede nacional de televisão. No começo da corrida a imagem estava achatada. Como se fosse um efeito wide, mas muito exagerado. Os caminhões pareciam do tamanho de uma tartaruga. Lá pela 5ª volta a imagem deu uma piscada e a resolução de tela voltou ao normal.
Outro problema terrível foi o áudio. Alguém teve a genial ideia de botar um microfone na reta principal. Até poderiam, mas com o volume controlado. Algum outro microfone (talvez on-board) também estava no volume máximo. E, em grande parte das voltas, não se ouvia a narração ou os comentários. Tudo era abafado por um barulho terrível de lataria batendo no solo, freadas e motores. Acho que só na metade da corrida conseguiram ajustar o áudio.
Podem até dizer que o problema foi da geração, na Argentina. Mas isso não cola. O pessoal do Morumbi poderia ter corrigido a falha ajustando 2 botões. Uma coisa elementar. Aliás, isso é coisa que se ajusta antes da transmissão estar no ar.
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Quem acompanha este site há mais tempo sabe o que penso sobre certos comentaristas esportivos da Band. E não mudei minha opinião. Alguns falham como comentaristas. Outros falham como comentaristas e no caráter.
Mas não é esse o caso do sr. José Ferreira Neto, o corinthiano. Não lembro se foi na transmissão do jogo de Domingo ou no Terceiro Tempo; esqueci de anotar. Mas, em dado momento, o Neto pegou o microfone e mandou um abraço pro Silvio Luís, elogiou o ex-colega e disse que acompanhou sua estreia na Rede TV. É bem provável que o Neto tenho ouvido um palavrão no fone de ouvido. Citar a concorrência (de forma elogiosa) é um crime grave na televisão brasileira.
Mas o Neto tem esse lado decente. Falou do Sílvio Luís, já fez o mesmo com o Casagrande e coisas do tipo. Qual o problema? Será que o Sílvio Luís virou um FDP só por ter trocado de emissora? Os 30 anos que passou na Band não contam mais? Ou todo mundo vai continuar nessa hipocrisia de só jogar confete nos amigos e colegas da mesma emissora???
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Parece que a Record vai mesmo testar o Esporte Fantástico no Sábado. Não acho que vai adiantar muito. Se o programa continuar com baboseiras e sem eventos esportivos pra “rechear”…
E quando eu falo em baboseiras me refiro a coisas fora do mundo esportivo. Essas não passam de fru-fru e deveriam estar em outro tipo de programa. Mas humor com esporte dá pra fazer sim. É o caso do quadro do Dan Sister no BEC. Faz umas brincadeiras mas continua focado no esporte. Assim funciona.

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1 Comentário »

  1. Só para registrar:
    Obrigado pelo elogio ao quadro.
    Dan Sister

    Comment by Dan Sister — September 23, 2009 @ 5:37 pm

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