Modelo Errado
Eu sempre FIZEMOS um grande esforço para que as opiniões aqui emitidas não passem a impressão de perseguição ou preconceito. Mas existem coisas na televisão brasileira que não consigo entender ou aceitar. Tudo bem que não existe uma formação específica para apresentadores de televisão. Se usam radialistas, jornalistas, atores, cantores… E, cada vez mais, modelos. Nada contra a profissão, mas dar duas voltas numa passarela passa bem longe de apresentação ou comunicação.
Algum gênio da televisão resolveu que modelos são ótimas para essa função. Ainda mais com a desculpa (esfarrapada) de que elas são muitos requisitadas para aqueles malditos merchans. Pode até ser, mas isso não justifica. Se é para atender os anunciantes, que se coloque as moças apenas na hora dos merchans. Deixem a apresentação para quem entende do assunto.
Esse caso recente da Giane Albertoni (assassinando o português) é só um detalhe. Ela é ruim em tudo. É inexpressiva, é atrapalhada, é antipática, é incompetente… E, infelizmente, ela não é um caso isolado. Todas as outras ex-modelos que entraram na televisão sofrem do mesmo mal. Ah tá, a Ana Hickman é razoável. Mas não serve como parâmetro. É a exceção que confirma a regra.
Vamos combinar uma coisa, modelo é modelo. Se uma ou outra vira atriz, apresentadora ou médica, é caso isolado. Não pode ser a regra geral. Não mesmo!
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Eu nunca fui, e nem serei, um exemplo quando o assunto é gramática. Mas existem coisas que incomodam demais. O sujeito que pega o microfone de uma rede nacional de tv deve ter um mínimo de atenção com a língua portuguesa. Ou alguém da emissora precisa alertar o sujeito. Na Quarta passada, durante o jogo entre Fluminense e Corinthians, o Neto estava num daqueles dias. Numa hora ele disse algo como “… o jogador teria CHEGO na bola”. Instantes depois ele soltou um “… tal time poderia ter GANHO a partida”.
Esso non ekziste!! Nem na velha, nem na nova ortografia. Muito menos na gramática que aprendi (mal) no colégio. Estes verbos, no particípio, são CHEGADO e GANHADO. Da mesma forma que o correto é dizer: estudado, aprendido, consertado…
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Nessa mesma partida o Luciano do Valle mostrou que continua bem desatento quando o assunto é identificar certos jogadores. Lá pela metade do segundo tempo entra um jogador do Fluminense, o Tartá. Daí o Luciano diz: “Esse é fácil de identificar. É o único jogador em campo com a cabeça toda raspada”. Verdade.
Acontece que minutos depois um jogador (com bastante cabelo) entra pela ponta esquerda e faz um cruzamento. E o Luciano chama ele de “Tartá”. Nunca vi um cabelo crescer tanto em 10 minutos ![]()
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Já tem um bom tempo que escrevi algo sobre meu desagrado com as emissoras públicas, quase sempre servindo de cabide de empregos para uns e outros. Casualmente, semana passada, esbarrei com um novo programa na TV Brasil, aquela do Lula. Acho que o nome é Papo de Mãe. Ou algo assim. Um programa até interessante, num formato inovador. Mas o que me chamou a atenção foi outra coisa. Uma das apresentadoras… É filha de um ex-assessor do Lula. Nem estou dizendo que ela não tenha capacidade para a função, até tem. O problema é que sempre fica esse “cheiro” de maracutaia no ar.
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Ainda na TV Brasil… Outro dia vi um programa “diferente” lá. Um programa sobre samba! E olha que meu estilo musical é bem distinto. Mas o programa é interessante, apresentado pelo Diogo Nogueira, filho do João Nogueira.
O motivo de chamar o programa de “diferente” é que, salvo engano, é o único programa sobre samba em tv aberta. Não lembro de outro. E isso considerando que o Brasil é o país do samba, do carnaval… Imagina se não fosse.


O programa em questão é o “Samba na Gamboa”, muito bom realmente, ótimos convidados, boas entrevistas e um excelente repertório(vale a pena assistir), mas na CNT também há aos domingos o “Samba de Primeira”, rs!!
Quanto ao Luciano do Valle, realmente não consigo entender…Sempre que um amigo meu fala mal do Galvão eu replico: “Prefere o Luciano?” E aí ninguem ousa mudar de canal! É impressionante como ele troca o nome dos jogadores (se ele confundir o Kaká com o Julio Baptista não me surpreende mais), sem falar no bairrismo descarado quando o jogo envolve times de SP.
Comment by Raphael — October 11, 2009 @ 10:25 am
Trabalho na TV Brasil, aquela a qual vc preconceituosamente chamou de “a do Lula”. É a TV pública, sucessora da tradicionalíssima TVE do Rio. Também preconceituosamente, disse haver “cheiro de maracutaia no ar” só porque a Mariana Kotscho apresenta um programa, que vc mesmo chama de “inovador”. Pois saiba que a criação, concepção e execução do programa, formato, etc foi todo dela. Ela apresentou a proposta, como vc mesmo diz, “inovadora”. Mais do que isso - totalmente de acordo com a filosofia do canal, inédito, sem nada sequer parecido na televisão brasilera. Foi escolhido com os mesmos critérios do outro programa que vc cita - do “filho do João Nogueira”. Mas daí não tem “cheiro de maracutaia”! Minha sugestão: antes de fazer acuações, informe-se melhor. Você ofende pessoas, especula maldosamente e difunde preconceitos. Algo que, pelo pouquíssimo que vi seu - e não verei de novo - é uma marca do que vc escreve.
Comment by Eduardo Castro — October 11, 2009 @ 7:31 pm