Marketing e Anti-Marketing
Vamos começar com umas observações sobre as transmissões esportivas na tv:
Era a final do Sub-20, entre Brasil e Gana (acho que na Sexta), e, na prorrogação, num lance de contra-ataque, um jogador do Brasil (Souza, se não me engano) tomou a frente do atacante ganês usando o corpo. Mas o juiz marcou falta e ainda aplicou um cartão no brasileiro. O Neto, que comentava na Band, concordou com a arbitragem. Eu, tendo a mesma visão do Neto, o monitor, achei um absurdo, nada de irregular no lance. Ao reprisarem o lance, em câmera lenta, o Neto disse: “Apaga tudo que eu falei. Não teve falta alguma na jogada.”
Muitos podem achar que o Neto errou e errou novamente ao reconhecer o fato. Negativo. Isso deveria ser o padrão. Não há problema algum em reconhecer um equívoco. Ridículo mesmo é errar e insistir mesmo após evidências em contrário. Já cansei de ver comentaristas insistindo em opiniões erradas só para não ferir o orgulho. Quem acompanha a coluna há mais tempo deve lembrar que já critiquei o Neto em muitas ocasiões; e elogiei em outras. E nesse caso ele merece meus elogios.
Nos últimos tempos eu andei criticando o EI e a Band por falharem na divulgação dos eventos que vão transmitir. Resultado prático: na Sexta eu perdi o jogo do Santos pela Libertadores feminina. No Domingo, achando que o BEC estava pra começar, fui surpreendido com a final da mesma Copa, já no meio do 2º tempo. Fico sem saber se elogio a Band por apoiar o futebol feminino ou se meto o malho por não divulgarem (adequadamente) a transmissão.
Por outro lado… A Globo deu um show promovendo o GP de São Paulo. Nem mesmo as remotas chances do Barrichelo conquistar o título foram um impeditivo. Foi uma verdadeira aula, tanto no Sábado quanto no Domingo.
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Outro que deu uma aula de marketing no Domingo foi o tio Sílvio. Todo aquele papo de pagar 50 Milhões pra patrocinar o Ronaldo e coisa e tal… Terminou com a presença do jogador no programa SS, muita publicidade, boa audiência e a habitual farra do apresentador no palco.
Em tempo, 50 Milhões é dinheiro para comprar o patrocínio principal na camisa do Corinthians por 2 anos. Era meio evidente que tudo não passava de um blefe do SS. Mesmo assim… É muito esperto.
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Mas também existe o anti-marketing. Aquele que irrita tanto que acaba afastando o cliente/consumidor. Esse é o caso da Globo e Record com seus portais. Tudo é pretexto para divulgar o G1 e o R7. Já tem um bom tempo que a Globo usa seus telejornais para promover o portal. Em TODOS eles usam uma das notícias para oferecer o link com informações adicionais, chat com algum apresentador ou qualquer porcaria do tipo.
A Record não fica atrás, divulga o portal de todo jeito. Em alguns casos até induzindo o espectador a acreditar em fatos que não existem. Exemplo: o Programa do Gugu exibe o tradicional quadro com os vídeos da Internet. E eles fazem uma arte simulando um player de vídeo, algo que só existe na Internet. Na televisão aquilo não passa de um efeito gráfico, poderiam passar os vídeos sem qualquer arte. Pois ontem notei o logo do R7 no alto do player fajuto. E aquilo passa a idéia de que o vídeo tem alguma relação com o portal. E, sabemos, isso não é verídico.
Outra idiotice é o que fazem na Record News. Em alguns telejornais ficam paginando o R7 e exibindo algumas matérias presentes no portal. A única coisa legível é o título da notícia. Algum resultado prático além de incomodar o espectador? Se o sujeito quisesse ver o portal iria desligar a tv e acessar a Internet. Se está vendo tv… Fica parecendo que a Record News está com audiência sobrando.
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Dia desses eu li uma notícia dando conta que os donos da Rede TV, após o término do CTD, pretendem investir mais em programação própria e reduzir os horários locados. Francamente… Só agora??? Eu nunca vi tanta vantagem em alugar metade do horário. Pelo menos numa emissora que pretende disputar audiência e faturamento. Ainda mais em horários nobres (ou quase nobres). Em poucos casos (como o RR Soares na Band) o valor até serve como desculpa. Mas na grande maioria dos casos o que se paga é pouco pelo prejuízo decorrente do buraco na programação. Praticamente um tiro no pé. Qualquer programa normal, com meio ponto de audiência, consegue faturar mais que a locação pura. Talvez a locação seja mais cômoda, só isso.
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Nos comentários o Andrade e o Valter se manifestaram sobre o caso das minhas opiniões sobre o Papo de Mãe e a réplica do funcionário da Tv Brasil. Até sugerindo que eu apagasse certos comentários. Bem, minha política sobre os comentários permanece igual: só apago os ofensivos e chulos. A segunda opção seria não permitir comentário algum. E não penso nisso no momento. Na verdade o comentário dele só serviu para reforçar minha opinião. Pois ele falou um monte de coisas e não tocou na questão principal: o critério de contratação da emissora. E eu continuo com a mesma pergunta: se a Mariana fosse filha de um inimigo político do Lula (o Serra, por exemplo), e levasse o mesmo projeto para avaliação da direção da emissora, teria a mesma receptividade?

