Parcialidade
Eu até queria variar o assunto mas não vai dar. Ainda mais que o Brasileirão está chegando ao final e não quero deixar certos assuntos para o próximo ano. Pode até ser que as outras editorias tenham problemas e desvirtuamentos, mas nada supera e imprensa esportiva. E não venham dizer que a paixão justifica essa ou aquela atitude. Lugar de apaixonado (por algum clube) é na arquibancada, não na cabine de transmissão ou no estúdio. Sem falar que o comportamento de alguns é mais motivado pelo ódio do que pela paixão.
Já falei sobre isso por diversas vezes e vou insistir: imprensa bairrista é a coisa mais antiquada, estúpida e demagógica do mundo. Algo inaceitável! Bem, lá pela metade do Campeonato Brasileiro eu assisti um dos fanfarrões da Gazeta dizendo que adoraria ver os 4 clubes do Rio na Segundona. Naquele momento o Vasco ainda estava lutando para subir, o Flamengo andava mal e o Bota e o Flu frequentavam a zona de rebaixamento. O fanfarrão delirava de felicidade. O mesmo imbecil que vive falando mal do Internacional, dos clubes de Minas, etc… Agora… Agora o Vasco já subiu, o Fla está disputando o Título, o Galo também, O Inter e o Cruzeiro podem conquistar uma vaga na Libertadores, o Botafogo pode escapar do rebaixamento e só o Fluminense corre risco de afundar. Como é que fica agora? Cadê a ironia e as piadinhas de mau gosto??
Sem falar que, vocês lembram, quando o Corinthians disputou a Segundona (e subiu), a cobertura e a alegria após cada vitória, cada gol, as reportagens intermináveis… O Vasco cumpriu campanha muito parecida. Como foi a cobertura? Será que chegou a 10% do espaço recebido pelo Corinthians em 2008? Só como exemplo, no BEC de Domingo a coisa se limitou a uma reportagem de 2 minutos mostrando os gols e uns flashes da torcida. Nada mais.
Nada contra o clube A ou B, não torço por nenhum dos citados. É só uma questão de justiça. De equidade.
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Lembro que algumas semanas atrás eu comentei sobre a teoria conspiratória levantada pelos fanfarrões do Jogo Aberto, que alegavam existir um complô para favorecer o Flamengo. Foi após aquele jogo contra o SPFC no Maracanã. Ontem, no Gazeta Esportiva, a teoria era outra: uma armação para livrar o Botafogo e Fluminense do rebaixamento. Pombas!! Só faltou uma outra teoria para justificar a ascensão do Vasco. O primeiro gol na vitória sobre o Juventude foi irregular, houve um toque de mão.
É evidente que esse papo de armação e complô surte mais efeito junto aos torcedores fanáticos do que uma explicação lógica e racional. O gol do Palmeiras (contra o Fluminense) foi ridiculamente anulado? Sim, obviamente. O 2º gol do Botafogo contra o Coritiba foi irregular? Sim, mas antes dele houve um gol legítimo (de cabeça) que o juiz resolveu anular. Uma pessoa lúcida ainda poderia lembrar que o SPFC foi favorecido pela arbitragem no jogo contra o Grêmio. Poderia lembrar que o Palmeiras foi favorecido na partida contra o Cruzeiro. Poderia lembrar que o Flamengo foi favorecido em tal jogo… Se quiserem a lista completa basta entrar no blog do Jorge Igor, no Esporte Interativo.
Mas o comentarista fanfarrão prefere fazer média. Prefere editar os fatos. Pinça duas ou três situações e as encaixa no seu discurso pronto. E ainda tem a audácia de dizer que é jornalista. Mas nem …
Não estou afirmando que não exista armação no futebol. Já houve, pode ocorrer novamente.. Mas é preciso separar a arbitragem ruim (muito comum neste Brasileirão) da armação ilimitada e escancarada.
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Ainda falando sobre a última rodada… Assisti um pouco dos 2 jogos principais. E o Neto mostrou (novamente) que não entende muito de arbitragem. Naquele fatídico gol (anulado) do Obina, o Neto repetia e insistia que o Simon acertou, que houve falta no zagueiro do Flu. O resto da equipe da Band criticava a anulação do gol. Mudei pra Globo e o cenário era igual: o Marsiglia, o Arnaldo César, os narradores, repórteres, todos apontando o erro do árbitro. Só no intervalo, após beber uma água gelada, o Neto admitiu que o gol havia sido regular.
Mas a coisa não acabou por aí. No final do jogo o Cuca preparou a substituição do Maicon. E o Neto entrou dizendo que o Maicon havia corrido muito, que esteve em todos os lados do campo, que parecia um fundista… “daqueles que correm os 100 e 200 metros”!!!! Hahahaha. Se fundista corre os 100 metros, eu consigo correr 3 maratonas seguidas. Dá pra ver que o Neto também não entende muito de atletismo.
Mas isso não foi tudo. No final do 1º tempo o Luciano do Valle viajou na maionese. Em dois ataques do Fluminense ele citou o nome de um certo “Taison” (a versão brasileira de Tyson). Fiquei todo confuso tentando descobrir quem era esse novo jogador. Conheço aquele Taison, que joga no Inter, mas… Bem, era o Maicon. O Maicon “fundista”.
E o pessoal ainda acha que o futebol da Band não é divertido. Vocês é que pensam ![]()
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E aproveitando o gancho… Nos comentários da última coluna o Alexandre abordou vários assuntos: criticou o André Henning, o Edmundo e ainda falou que a Rede TV chama a Liga da Europa de “maior competição do futebol mundial”. Essa eu não vi, mas só poderia se encaixada na galeria de humor. A própria UEFA deixa bem claro que a Liga dos Campeões é o seu principal torneio. Tanto é que alguns dos eliminados na Champions entram na segunda fase da Liga da Europa. Sobre o Edmundo… Eu falei logo que anunciaram sua contratação. É dose! E até hoje ele ainda se comporta como se fosse um convidado na transmissão. Não acrescenta nada. Mas os gênios da televisão decidiram que ex-jogadores são a única opção para a função… Sobre o André Henning… Vou deixar pra outra ocasião; o assunto requer mais espaço.
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Mudando o tema… Ontem vi a primeira chamada da Band para o Zero Bala. No final do anúncio a locução diz: “… Domingo, a tarde”. Muito bonito. O período da tarde vai do meio-dia até as 18h. Basta o sujeito ficar 6 horas esperando pela estréia. Hah!!
Tem mais, esse é outro programa que não vale uma aposta de 50 centavos. Não estou em condições de perder tanto dinheiro. Sem falar que… Game show, Cicarelli, Otávio Mesquita, formato importado… Nas últimas vezes que a Band usou algumas dessas expressões o resultado foi pífio. Juntas então…


O Brasil é uma reunião de estados que convivem juntos, mas muitos não se suportam. Basta ver os pré-conceitos e apelidos qe sempre uma pessoa de um estado gosta de aplicar ao de outro. No futebol esse bairrismo torna-se ainda mais claro. Como o nível de discussão de futebol na TV aberta consegue ser pior que o de um botequim, temos o quadro que vc retratou muito bem. Acho que a única solução é não ver essas porcarias. Na TV fechada a discussão é menos ruim na ESPN Brasil e olhe lá.
Um sujeito como o Neto ter espaço na televisão é um acinte à pessoas que estudam jornalismo e procuram trabalhar seriamente na profissão. Falo o Neto por que, além de ser péssimo falando e comentando, nem jornalista é. Mas existem vários outros que são horríveis.
Sem contar que essa coisa de arbitragem é um, desculpe a expressão, saco!Depois que inventaram essas mesas redondas patéticas da TV aberta onde, além de um merchan e outro, as “bombas no Timão” e alguma palhaçada sem graça, eles ficam repetindo 289 vezes o replay de um lance, temos agora o jogo do campo e o jogo da TV, sem que haja uma análise séria sobre o papel do juiz em campo. Juíz caseiro e que erra existe desde os tempos do Charles Muller, portanto, essas coisas de “armação” não deveriam ser nem citadas, a não ser que existam provas claro.
Comment by Alexandre — November 10, 2009 @ 7:54 pm
Esse tema dos “jornalistas bairristas” é antigo, mas é impossível ficar calado, né? Eu, como flamenguista, fico imaginando que complô é esse, que proteção é essa da CBF e da Globo (pô, o Flamengo não vence um brasileiro desde 1992!!!, que teoria da conspiração é essa?).
Quanto ao fanfarrão da Gazeta, aí a gente entende pq ele(que já deve estar se aposentando) está na Gazeta e não na Sportv,Espn.Mas tb devemos dar um desconto pq, muitas vezes, eles são estimulados a fazer isso tudo para agradar a audiência de SP, já que a mesma é medida de acordo com os televisores ligados em SP.
Quanto ao André Henning, discordo do Alexandre, me divirto muito nas suas transmissoes (sobretudo quando o Vitor Sergio Rodrigues comenta, um dos melhores comentaristas da tv atualmente). Ele sai da mesmice, do politicamente correto, da chatice, sem ser um palhaço como outros aí; brinca na hora certa, sobretudo qd o jogo está ruim, sem falar no “Jogando em Casa”. Mas enfim, gosto não se discute. Eu, pelo menos, ao assistir um jogo de futebol, não gosto de uma linha muito formal( alguns parecem que estão tratando de economia-politica, mas nao percebem que estao somente cobrindo um evento esportivo, um lazer do povo).
Comment by Raphael — November 11, 2009 @ 1:12 pm
Raphael, respeito sua opinião sobre o narrador do EI, mas discordo. Vou aguardar o dono do site repercutir o assunto em um post maior para dizer o que eu não gosto. Sobre o Vitor Sergio concordo que ele é um bom comentarista.
Acho somente que o jornalismo esportivo é uma editoria como as outras e deve sim ter seriedade e precisão pela boa informação. Isso não quer dizer, como diz o Antero Greco da ESPN Br, que o jornalismo deva ser sisudo, pode ter bom humor sim, mas na medida certa.
Sobre o Flamengo, ele junto com o Corinthians, têm proteção da mídia e um espaço desproporcional em relação aos outros ao meu ver, ainda que tenham mais simpatizantes (o que é diferente de torcedores na minha opinião), por isso a crítica principalmente de torcedores de outros times. Mas inegavelmente o rubro-negro melhorou muito de 2006 para cá.
Comment by Alexandre — November 11, 2009 @ 5:23 pm
Só para deixar claro, apesar de ser paulista (hj não moro em SP) concordo que o baixo nível dos programas de esporte da Tv aberta hj têm muito a ver com esse público sem muito senso crítico de SP que gosta desse tipo de programa, já que o ibope que conta para a maioria das emissoras é o da grande SP.
Comment by Alexandre — November 11, 2009 @ 5:30 pm
Ok, Alexandre. Fique à vontade para discordar, afinal um debate saudável com opiniões construtivas aqui expostas só tem a elevar o nivel do site.
Também respeito sua opinião e agora fiquei curioso para ler sua crítica em relação ao Andre Henning, no aguardo!
Mas te proponho a fazer o seginte teste, na boa: cronometre o espaço que é dado ao Flamengo e aos times de SP na Band e Rede Tv,(sem falar na Gazeta) e depois veja se há mesmo um “espaço desproporcional” e uma “proteção” ao rubro negro.
Realmente, a “culpa” pelo baixo nível dos programas de esporte da Tv aberta é, sobretudo, dos telespectadores que insistem em assistí-los.
Abs!!
P.S- Alguém assistiu a mais um lamentável capitulo de Globo x Record? Achei antiético, no mínimo, a atitude da reporter da Record.
aqui o video: http://www.youtube.com/watch?v=hYpl32KyXUw
Comment by Raphael — November 12, 2009 @ 12:00 pm
Sem problemas Raphael! Tb acho que um debate em bom nível é sempre necessário.
O caso do Flamengo é simples; Tenho 28 anos e sempre gostei de esporte. Até os anos 90 a mídia nacional não era tão paulista qto é hoje. E naquela época o Flamengo era o Corinthians de hoje, pode ter certeza, ainda mais pelo fato da Globo não ser tão paulista qto é hj e termos tb a Manchete.
Claro que essas mesas-redondas dos canais que você citou fazem a balança pesar para o lado paulista, mas a Globo e o Sportv tendem para o lado flamenguista, basta vc analisar o espaço que o rubro-negro têm neles (o Sportv tem o “Chico Lang carioca”, o Renato Mauricio Prado; a cada 10 palavras, 9 envolvem o Flamengo) e as reportagens sempre positivas sobre o clube. Creio que a rejeição que esses times têm advém mais dessa postura da imprensa do que pelos times em si.
Vi esse caso da Globo x Record; Essa mania de perseguição (e de se achar melhor do que é) da Record em relação à Globo beira o ridículo; No caso da repórter do “Vildomar Batista Show” a coitada foi instigada pelo patético Zucatelli (já era patético qdo apresentava o Jornal da Cultura, sempre com um sorrisinho idiota e sonso ao ler as notícias, agora até está no tipo de programa certo para ele…) a interferir na gravação global. É errado a Globo ter essa “exclusividade”? Sim. Mas que a Record lute de outras formas, mais honestas inclusive, para mudar isso. Além disso é um tipo de gravação que, imagino, todas as TVs fazem.
Comment by Alexandre — November 12, 2009 @ 12:52 pm