Informalidade Demais
O jornalismo da Globo vem buscando uma postura mais informal em sua apresentação. Mas não há uma uniformidade no modelo. Alguns jornais usam a bancada, em outros o apresentador anda pelo cenário, ou até a mistura dos dois formatos. A linguagem também busca uma descontração e informalidade. Tudo na expectativa de criar maior intimidade com o espectador.
Mas nem tudo são flores. Na Terça eu me deparei com a Glenda Koslowski sentada (com as pernas cruzadas) na bancada do GE. Tempos atrás era uma espécie de puff ou tamborete. Agora ela senta na bancada. Não sei dizer se isso é descontração ou mau gosto. Temo que, dia desses, nessa de sentar, levantar e tal, ela acabe precisando puxar a calcinha que acabou atochada na bundowski. Ou ajeitar o sutiã que ficou torto.
Sem falar que, me digam, o GE é um jornalístico ou programa de variedades? Se for jornalismo, qual o motivo da Fátima Bernardes não sentar na bancada do JN também?
Mas não tenham a impressão errada que defendo o formalismo extremo. Gosto de um jornal com apresentação mais leve, opinativo, desamarrado do teleprompter. Só não consigo aceitar os exageros.
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Não sou assinante de qualquer tv paga e em hipótese alguma pagaria por um canal exclusivo exibindo um reality show. Mas é necessário fazer o registro: a Record não está fazendo barbeiragens com a Fazenda apenas nos seus canais abertos, o pay-per-view também vem sendo esculhambado pela emissora. O sujeito para para ver e acaba tendo o programa truncado por cortes que ocultam a ação e focam em paisagens ou animais. Talvez seja o caso de procurar o Procon. E, especialmente, de aprender a lição.
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Existem pessoas que começam a falar sem ligar o cérebro antes. Outro dia li uma nota falando do filme sobre a vida do Lula e que Globo havia comprado os direitos de exibição. Diziam ainda que a Globo só exibiria o filme em 2011 para prejudicar a candidata do Planalto na próximas eleições. Uma bela teoria conspiratória. Mas, furada!!!
Começa que o filme ainda nem entrou no circuito de exibição. Está previsto para Janeiro. Depois ele segue para as cidades do interior. Mais alguns meses e entra no mercado de locação (DVD). Mais uma “janela” e ele segue para os canais pagos. Outra “janela” e ele fica disponível para tv aberta. Isso é o que acontece com a maioria absoluta dos filmes. São os prazos habituais que o mercado segue.
Só como exemplo, a Record exibiu recentemente o Tropa de Elite. Em Dezembro de 2009. Agora busquem a data em que o filme entrou nas salas de cinema. Façam a conta da “janela” entre as duas datas. Pois é… Criar teorias furadas é fácil.
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Muitas pessoas (inclusive este que tecla esta coluna) focam em criticar os programas apelativos, a baixaria, o mau gosto dos programas da tv aberta. Com bastante razão, é verdade. Mas também vale ressaltar o outro lado da moeda. Vejam o caso do Todo Seu, do Ronnie Von. É um programa decente, inteligente, com bom conteúdo, que não agride o espectador. Isso sem falar no Ronnie Von, totalmente diferente dos tradicionais apresentadores, falsos, demagógicos e apelativos. Muitíssimo diferente! Ele é quase um peixe fora d’água.
Agora vejam a audiência do programa e o espaço que recebe da mídia. Vou acabar achando (e acho mesmo) que o espectador brasileiro recebe aquilo que merece.
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Outro caso atípico é o Felipe Massa. A GRANDE maioria dos artistas e famosos são um purgante. Isso com a câmera desligada. Quando ligam a câmera o sujeito se desmancha em sorrisos, é paciente, educado, atencioso… Isso sem esquecer que eles mudam o comportamento de acordo com o poderio da emissora. Pois o Felipe consegue ser o mesmo, seja falando pra Globo, pro SBT ou pra Gazeta. É de uma paciência assustadora. E vamos lembrar que ele não é procurado apenas pela mídia brasileira, é um esportista de nível mundial.
Por outro lado, existem umas figuras por aí… O sujeito aparece duas semanas na Malhação e já se acha a última bolacha do pacote. Vou te falar…
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Outro dia, nos comentários, o Alexandre falou sobre o que seria a tv pública ideal. Em teoria, ok. Na prática… Vamos lembrar que até pouco tempo os funcionários da Cultura estavam em greve. Mas isso nem é o pior. O cenário atual é desanimador. Não basta o conteúdo pobre, não basta a audiência ruim. As “educativas” agora brigam entre si. A Cultura busca colocar seus programas nas emissoras de Minas, do Paraná, do RS… A TV Brasil tenta reconquistar a Rede Minas e a Educativa do RS… Parece que a coisa é política, Serra X Lula. Cooperação? Hah, farinha pouca, meu pirão primeiro.
O Arthu também voltou com seus argumentos sobre as redes estrangeiras no mercado nacional. E eu continuo discordando. Não vou entrar na discussão econômica para não desvirtuar o sentido do site. Mas o seu exemplo, sobre a ligação da Globo com o regime militar, é bem velho. Parece extraído do Domingo Espetacular. Tem fundamento? Claro que sim. Mas me diga qual emissora recebe concessões públicas sendo inimiga do governo? A Band foi criada em pleno governo militar. Quantos dias ela resistiria se batesse de frente com os generais? E o SBT? Sabe quantos políticos da Arena (ou PDS, governo de então) o Sílvio bajulou para receber concessões e formar a sua rede? E a Record? Sabe qual ministro do PSDB ajudou na implantação da rede? E mesmo agora, ligadíssima com o PT. Você se lembra da Manchete? Sabe das ligações políticas que ajudaram na sua falência? Enfim, a verdade tem muitas caras, e quase todas são falsas.


Só para citar 2 exemplos, reforçando o que você disse: o Roda Viva é transmitido em 3 horários diferentes! Um na Cultura, outro na TV Brasil e outro na Paraná Educativa. E o Observatório da Imprensa só é transmitido na Tv Brasil, o que é lamentável.
Concordo sobre o Massa, que parece não ligar tanto para o oba-oba global na F1 como o Barrichello faz (além de parecer menos antipático também) e o programa do Ronnie Von que é uma opção inteligente e bem feita de programa de TV, ainda que tenha alguns problemas como o excesso de merchand do Best Shop TV, problema de toda a programação da Gazeta. Só para se ter uma idéia, nessa semana ele teve como convidado o Glenn Hughes (ex-baixista e vocalista do Deep Purple e do Black Sabbath)!
Comment by Alexandre — December 18, 2009 @ 9:57 am
Quanto ao novo formato de alguns telejornais da Globo, gostei especialmente do RJTV, que ficou muito bom, mais dinâmico, enfim um programa mais agradável de se assistir (pq a maioria das pessoas assistem no horario de almoço). E quanto ao GE, acho que a Glenda às vezes abusa mesmo, mesmo sendo bem melhor que a antecessora Milena Ceribelli. Acho que uma apresentadora de telejornal esportivo deve ser mais descontraída que uma apresentadora de um JH, por exemplo, mas também nem tanto. Ela é uma excelente profissional, só que realmente alguém tem que dar uma chamada nela, rs.
Quanto ao Ronnie Von, o “Todo Seu”, realmente é muito bom (já foi bem melhor), especialmente o quadro ” Visão Masculina” , é uma pena que não dá muito Ibope, acho a população viciada em assistir somente as grandes redes, uma vez que o mesmo programa, na Globo, seria lider em audiencia.
Comment by Raphael — December 18, 2009 @ 5:28 pm