January 30, 2010

Da Globo ao EI

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:29 pm
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Lá vou eu bater na mesma tecla novamente. Lembram que eu falei, outro dia, sobre a Band estar transmitindo a Super Liga de vôlei? Então, acabei descobrindo uns detalhes da negociação entre a emissora e a Globo. O ponto nevrálgico do acordo foi a insistência da Globo em que não fossem citados os nomes dos patrocinadores durante a transmissão da Band. Ela insiste naquele esquema de usar o nome da cidade sede.
Acontece que nem sempre o patrocínio consiste em botar a marca numa camisa. Pode englobar a estrutura toda do clube. A empresa praticamente administra o clube. Em certos casos a empresa fundou o clube e registrou o nome, com sua marca. Foi isso que aconteceu com a Ulbra, nome real do clube, e que a Globo insistia em chamar de Canoas. Nada contra a cidade, mas isso é equivalente a chamar a Globo de “jacarepágua” ou a Band de “morumbi”. Não faz o menor sentido.
Sem falar que já temos outras empresas fundado clubes. Só em São Paulo eu posso citar o Pão de Açúcar e o Red Bull, atualmente na série B, ou C. Como a Globo pretende chamar esses clubes? E o que falar no caso da F1? Todas as equipes levam nome de empresas. E a Globo (ou Jacarepágua) não se mete a chamar uma equipe de Londres ou outra de Barcelona. Nessa hora ela não é valente pra peitar a FIA. Muito menos quando fala sobre a Copa Libertadores, que leva o nome de um banco. Aí ela afina.
Mas o pior papel é de quem aceita esse tipo de interferência, como a CBV e a Band. Imagina só, a Globo agora fiscaliza até as palavras que a Band usa em suas transmissões!!! E a tonta da Band aceita a intromissão.
E não vamos esquecer daquele assuntou que já abordei aqui, o veto ao tempo técnico nos jogos do Campeonato Carioca que a Globo transmite. Outra atitude autoritária e arrogante da emissora dos Marinho.
Nessas horas é que fico com mais raiva da Record. Pois é nesse momento que os bispos deveriam jogar uma mala de dinheiro na mesa e bater de frente na “gorda”. Mas não, a Record prefere ficar o dia inteiro se vangloriando da olimpíada de 2012, de 2016…
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Por falar nisso… Outra coisa ridícula é entrar no site da Band e ver um banner anunciando: Olimpíada de 2016 é na Band. Ah, tá, e a de 2020 é na Rede TV, de 2024 na Mix TV, de 2028 na TV Senac… Vou até anotar na agenda pra não esquecer :P
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A nova direção de jornalismo da Rede TV já mostra sua cara. Realizaram algumas mudanças interessantes no Rede TV News. Atualmente é a melhor escalada entre os telejornais nacionais. Também estão usando repórteres para ressaltar algumas chamadas no final dos blocos. Bacana.
A coisa só anda ruim no quadro da previsão do tempo, o grafismo continua horrível. Mapas e fontes pequenas demais.
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Outro dia estava lendo uma notícia que falava dos valores das principais cotas de patrocínio do Esporte Interativo. Fiquei espantado. Mesmo sendo um valor de tabela, é muito alto. E talvez por isso mesmo a emissora tenha tão poucos anunciantes fixos. Se bem que nos últimos tempos tem entrado alguns novos, em cotas menores. Talvez fruto do novo momento administrativo da emissora.
O curioso é esse quadro de 8 ou 80. Ou oferecem cotas caras ou alugam o horário por valores baixíssimos. Já está na hora de mudar o cardápio. Uns 2 ou 3 novos programas diários não fariam mal algum. Até pro departamento comercial poder trabalhar um pouco.
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Falando no EI, o programa do Kajuru não me agradou nada. Não gosto muito de falar sobre a saúde das pessoas, mas o caso dele é de conhecimento público. Sendo assim ele fica impedido de comentar as partidas como deveria. Lamento, mas essa é a situação.
Sendo assim ele acaba falando generalidades no programa. Fala sobre os jogadores, as transferências, as noitadas… Mas muito longe do que se pretendia ou se imaginava. A polêmica é totalmente artificial. O teatrinho não convence. Sem falar que a coitada da Melissa Garcia ficou com a pior parte, a pentelha do relógio: 30 segundos, 20 segundos, 10 segundos… Ela merece coisa melhor.
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Outra coisa que noto no Esporte Interativo é a falta de direção. Parece que não existe uma cabeça pensante na emissora. Só como exemplo, alguns meses atrás eu havia anotado para comentar sobre o Rafael Araldi aqui. A estreia dele na emissora foi pavorosa, errando um monte. Quando apresentava algum programa dava até pena. Parecia que iria desmaiar no estúdio de tão nervoso e atrapalhado. Acabei não tocando no assunto, por falta de oportunidade.
Mas agora o tempo passou e o cenário mudou bastante. O Rafael Araldi já está mais solto na narração dos jogos, não troca o nome de tantos jogadores, e até consegue apresentar programas sem entrar em pânico. Mas, será que ele mudou tanto em apenas 6 meses? Não, o erro foi da emissora. Não se pode contratar um rapaz hoje e jogar ele no estúdio amanhã. Igual um garoto do juvenil que entra de cara no profissional, corre o risco de queimar. E a culpa maior nem é dele.
Aliás, tudo que falei sobre o Araldi vale pro Rodrigo Vianna, outro contratado recente do EI. O início foi horrível, cheio de falhas. Agora, aos poucos, vai entrando nos eixos.
Nos dois casos o culpado foi aquele que deveria preparar e guiar a entrada dos narradores na emissora. Se é que alguém cuida disso no Esporte Interativo.

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January 27, 2010

Caminho Errado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:03 am
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Hoje vou começar pelo que seria o fim: nos comentários, o Raphael e o Andrade deixaram links com notícias sobre a Record e o R7. Para quem não viu, o primeiro link fala da extinção do 2º horário de novelas e o segundo trata da confusão armada pela Record com dados do Ibope sobre o R7.
Me desculpem mas não vejo qualquer novidade nestas duas notícias. Ainda me lembro da época da inauguração dos estúdios do Recnov. Falei que estúdios novos são bons, mas o importante é o que se faz neles. Eles são a ferramenta, o conteúdo é que interessa. Ainda me lembro do que falei quando a Record cortou os capítulos do Sábado para dar espaço pra Fazenda. Também falei sobre a constante mudança no horário das novelas, no acordo (ridículo) com a Televisa… Alguns devem ter pensado que era perseguição com a emissora. Não, eram indícios. Agora temos a conclusão dessa “novela”.
Tudo isso só comprova que a Record é MUITO mal administrada. Não há o menor planejamento a médio ou longo prazo. Tudo é feito “nas coxas”. Nada específico contra acabar com um horário de novelas. Mas isso deveria ter sido pensado com calma, deveriam ter preparado algo adequado para o horário. Não é simplesmente jogar um seriado no lugar. Ainda mais que o CSI não é uma novidade na grade da Record, apenas mudaram o horário. E esse tipo de programa não pode ser diário, no máximo semanal. Logo acabam os episódios inéditos e a emissora terá que partir para as reprises ou buscar um outro enlatado.
Sem falar que… Como ficam os estúdios do Recnov? Pra que tanto investimento se não vão produzir nada além de uma novela? Vai virar um elefante branco? Vai ser transformado num shopping center?
Sobre a questão dos dados do Ibope sobre o R7… É típico. Se não ganham no campo, querem ganhar no “tapetão”. Só que a Internet não é tão manipulável. O povo não é tão tonto como eles desejariam. Cedo ou tarde a verdade aparece. Assim como foi no caso dos comentários de um site que a emissora tentou manipular.
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Volto a insistir que a minha opinião não é baseada em simpatia ou antipatia. Mas em fatos. Querem ver um exemplo: o Gugu foi contratado pela Record no meio do ano passado. Correto? Então, lá por volta de Agostou ou Setembro a emissora começou a divulgar um novo programa que ele faria na Record News, de entrevistas. Entre Outubro e Dezembro a Record News veiculou diversas chamadas anunciando o novo programa. Neste mês as chamadas sumiram. Mais uns dias e já estaremos em Fevereiro. Cadê o programa??? Subiu no telhado? Esqueceram??
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Não gosto nada de tocar nestes assuntos que envolvem doenças e tal, mas… Cansei dessa coisa envolvendo a Hebe. É muito sensacionalismo pro meu gosto. Encheu! E não venham dizer que só a Sônia Abrão faz isso. Tudo bem que ela é a rainha em urubuzar falecimentos, mas não é a única. O próprio SBT já passou das medidas. A Rede TV idem! Até o Fantástico embarcou na onda. Tudo por 2 ou 3 pontos a mais na audiência. Ridículo!
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Estou ansioso pela estreia dos jogos de Vancouver. Posso errar feio, mas acho que a Record vai se arrepender muito de ter gastado tanta vela com um defunto de quinta. Até o jornalismo será transferido para o Canadá durante a competição. Será que é pra tanto?
Vamos aguardar, mais uns dias e saberemos quem tem mais razão, eu ou eles.
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Acho que vou criar uma nova seção no Tevezona: cala a boca, Chico Lang. Escreveram isso nos comentários e achei muito pertinente. O pior é que ele não aprende. Ontem, dia 26, ele estava atacado de novo. Vejam só:
Entrou uma matéria sobre o jogo do Palmeiras em Ribeirão Preto e informaram que alguém havia assaltado uma das bilheterias, levando 12 mil. Aí o Chico Lang solta o verbo: “Aqui isso não é nada, mas lá o sujeito se arruma com 12 mil”. Hah, o cara estava falando de Ribeirão Preto como se fosse uma roça. Baita ignorância e preconceito. Ainda mais que Ribeirão Preto é uma das cidades mais ricas do Brasil, per capita, muito mais que São Paulo.
Outra reportagem mostrava uma moça na fila pra comprar ingressos pro jogo do Corinthians e reclamando da desorganização, do descumprimento do estatuto do torcedor… Daí o Celso Cardoso disse que não adiantava só reclamar, que a moça deveria processar a federação ou o clube. Então chega o Chico: “processar nada. O torcedor corintiano não tem condição de pagar um advogado”. Caçarola!!! O mesmo papo de que o corintiano é duro, que o tricolor é “bambi”, que o palmeirense é isso, o santista aquilo… Isso sim é PRECONCEITO!!! Então não existe corintiano rico, todos são favelados?? Depois acontece um tiroteio na entrada de um estádio e ninguém sabe como surgiu esse ódio entre as torcidas.

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January 24, 2010

Baranga Shop

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:45 pm
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A gente fica criticando a televisão, com muita razão, mas a mídia impressa não está muito longe. Anda infestada de celerados vendedores de idéias e conceitos pré-fabricados. Uma turba de imbecis que economiza o cérebro para uma próxima encarnação. Cambada de idiotas, pretensos donos da verdade.
Eu já desisti de ler revistas. Pelo menos da chamada “grande imprensa”; que de grande não tem mais nada. E isso vale pras revistas esportivas, de economia, de variedades, de entretenimento… Essas de comportamento então… Pequenos ditadores da modernice estúpida.
Mas isso não é uma característica brasileira. É geral. Ou, na verdade, é uma cópia fajuta de um modelo importado. É a glamourização da merda.
Já notaram o que eles fazem com as mulheres? Mulheres não, algo que eles julgam ser uma mulher. Depois que inventaram o tal Photoshop então… E o pior é que esses idiotas nem sabem usar o programa. Cortam, recortam, colam, apagam, desenham… Vale tudo.
Vejam só esse exemplo bizarro, capa de uma revista famosa:

demi moore sem o quadril
Os caras simplesmente cortaram o quadril da Demi Moore, sem falar na cintura toda afinada. E a foto foi passando de mão em mão até chegar na capa da edição. E nenhum doido pra notar a falha. Mas isso pode ser explicado, creio que nenhum deles já tenha visto uma mulher real :)
E, pra piorar, boa parte das mulheres acaba comprando esses conceitos. A própria Demi é um exemplo disso. Separei umas fotos antigas e recentes dela. Vejam o arquivo aqui: http://www.easy-share.com/1909093994/demi2.zip (atenção, com fotos nuas).
Notem a mudança física. Fica difícil imaginar que é a mesma mulher. Aumentou uma parte, encolheu outra… Tudo pra se encaixar no padrão que os gringos gostam. E aqui no “Brazil” o barco segue a mesma corrente. E quando não conseguem se adequar ao modelo imposto, o danado do Photoshop aparece para resolver tudo. Simples.
Sendo assim, a baranga desta edição não é nenhuma mulher real. São todas as photoshopadas. Com uma placa de honra ao demérito para todos os manipuladores do programa.
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Na última edição do Belas & Barangas falei que tinha umas fotos “perdidas” da Carla Vilhena. Varri meus CDs e encontrei algumas. Ainda encontrei algumas raridades de outras moças, que irei publicar futuramente. Mas, então, conforme prometido, as fotos da Carla (uma meio antiga, muito bonita, outra mais nova, e a última, num ângulo inusitado e interessante): http://www.easy-share.com/1909094000/carla.zip

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January 22, 2010

Helicóptero News

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:32 am
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Eu já falei, e confirmo, que no jornalismo da Globo sou mais de assistir o Jornal da Globo e o Bom Dia Brasil. São mais do meu estilo. Mas venho notando que o Bom Dia está sofrendo algumas mudanças. Não tão boas.
A primeira mudança, técnica, envolve o sinal da cabeça de rede e o de algumas afiliadas. Não sei se ocorre em todos os Estados, mas o final do Bom Dia está sendo antecipado em algumas praças. O encerramento é gravado e é inserido por volta das 8 horas. E entra o radar local nestas praças. Pela parabólica o Bom Dia segue normalmente por mais uns 10 minutos.
A outra alteração é no conteúdo. Agora é muito mais habitual o uso de helicópteros, imagens de alagamentos e do trânsito. Aquilo que se conhece por “jornalismo de serviços”. Mas que eu prefiro chamar de “helicóptero news”, tão aclamado pelo Datena e por certos telejornais da Record.
E o motivo dessas mudanças no Bom Dia parece ser exatamente esse: enfrentar os helicópteros da Record. Parece ser uma guerra aérea: 7 helicópteros da Globo contra 9 na Record; bombas, mísseis, foguetes, a disputa vai começar!! :P
Só como ilustração, no Fala Brasil de ontem (dia 21), passaram 90% do tempo mostrando a chuva e os alagamentos em São Paulo. Parece que as únicas empresas que lucram com aquele “inferno aquático” são as emissoras de televisão.
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A gente assiste certas coisas na televisão que é até difícil de acreditar. Esse caso aconteceu no Gazeta Esportiva de Quarta (ou Terça, não lembro bem). A matéria exibiu o julgamento e condenação do atacante Jóbson, que atuava pelo Botafogo. Volta pro estúdio e o Celso Cardoso declara que aquilo é um problema pessoal, que o jogador deveria ser apoiado, receber um tratamento, etc… Daí vem o sr. Chico Lang (“lang” deve ser um nome alemão, não é mesmo?). E o Chico solta o verbo: diz que o Botafogo deveria pagar o tratamento, que o uso de drogas era habitual no futebol do Rio, que o Botafogo era costumeiro nessa prática de dopar jogadores, que o técnico (Estevam Soares) havia escondido o jogador em sua casa e mais um monte de coisas. Tudo isso partindo do fato de que o atleta havia feito 2 gols contra o São Paulo, tirando o título brasileiro do clube paulista. Acreditem! Ou peguem a fita do programa para conferir.
Vamos por partes: se o Chico Lang fosse bem informado, deveria saber que o Botafogo já havia se prontificado a pagar o tratamento do jogador. Isso apesar de não ser dono dos direitos federativos, o atleta estava emprestado até o final de 2009. Em segundo lugar existem 2 tipos de drogas: as que beneficiam o atleta e aquelas de uso social, que causam dependência. São coisas bem distintas. Se o clube fomenta o uso de drogas para melhorar o rendimento dos atletas deveria ser banido de futebol, para sempre. Se o clube virou uma “boca de fumo”, aí o caso é policial.
Dizer que o futebol do Rio é infestado pelo uso de drogas (sociais) é mais uma prova do preconceito que assola a mente de certas figuras da imprensa esportiva. Ainda mais partindo do mesmo sujeito que já havia “elogiado” as mulheres cariocas, chamando-as de putas. Lembrem-se daquele caso envolvendo a declaração do Robin Williams sobre a olimpíada no Rio, e que contei aqui.
Caso o Chico Lang esteja certo, palmas para ele e que se puna o Botafogo. Caso tenha falado mais um monte de sandices, é preciso ver a posição do departamento jurídico do clube. Usar o “deixa pra lá” é que não dá pra aceitar.
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Virou arroz de festa. Em qualquer site sobre televisão que se entre aparece a mesma notícia: SBT subindo, Record caindo, disputa pelo 2º lugar… Eu fico muito tranquilo. Mesmo quando a Record soltava rojões pelos sucessos de alguns programas em 2009, eu alertava que era muito confete por tão pouco. Era um sucesso efêmero. A emissora ainda tinha muitas falhas para serem corrigidas. Alguns leitores ainda deixaram comentários dizendo que eu tinha ódio da emissora. Da mesma forma que outros já haviam falado que eu odiava o SBT, a Band…
Bem, o tempo passou e parece que eu tinha um pouco de razão nas críticas. Mas agora preciso falar certas coisas. O SBT é que precisa se controlar. Não há motivos para tanta euforia. A sua subida é motivada mais pelos erros da Record do que por seus méritos. Tudo bem que o SS se acalmou e parou de mudar a grade toda semana, já é um reforço considerável. Mas a posição da emissora não é tão confortável. Alguns dos programas que estão bem hoje, não se aguentam até o 2º semestre. Não dá pra se segurar em seriados eternamente. Muito menos em realities. É melhor continuar com a luz vermelha acesa.
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Eu já falei e vou bater na mesma tecla novamente: a direção da Band parece viver em outro planeta. Ou que a Band é a única emissora do país. Vejam só: a Band virou uma sucursal do esporte da Globo, agora está transmitindo a Super Liga de Vôlei. Até aí não há tanto problema. Quarta passada ela exibiu o primeiro jogo, pelo torneio feminino. Difícil mesmo é saber o horário das partidas. As chamadas da Band nunca informam nada, só dizem que é de tarde. Como se a Band tivesse milhões de espectadores no meio daqueles infomerciais. Ou como se o espectador fosse ficar a tarde inteira ligado aguardando o jogo. Como diria o Datena: pô, ajuda aí!!!!
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Vocês sabem o que é casuísmo? Isso é quando a pessoa muda de opinião de acordo com um interesse momentâneo. Assim, hoje estou usando uma camisa vermelha e digo que vermelho é a cor mais bonita do mundo. Amanhã estou de azul e digo que vermelho é ridículo, é brega… Muito simples.
Pois a imprensa esportiva é campeã em casuísmo. Nestes últimos dias mesmo, vendo várias reportagens sobre a participação de inúmeros atletas veteranos neste Paulistão, me lembrei de um fato. Coisa de uns 4 ou 5 anos foram os clubes cariocas que andaram contratando vários veteranos para seus times. E a imprensa casuística metendo o malho: “campeonato de masters. Torneio de veteranos. Time de velhinhos…”
Agora, esses mesmos palermas, mudaram o discurso: “o importante é a forma, o rendimento. O que vale é o talento. Isso dá mais charme ao campeonato…”
Camisa vermelha só é feia nos outros, não é???
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Nos comentários o Raphael e o Alexandre falam sobre o horário dos jogos na televisão. Até concordo, mas acho inviável. A Globo aceita tudo, menos mexer em sua grade. Entre 18 e 22 horas é só novela. Se morrer algum jogador por causa do calor, azar!
O Pedro fala sobre o Boninho (a última bolacha do pacote) e os burros. Então, eu sou burro também, preciso ver a camiseta para diferenciar as tribos.

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January 18, 2010

Errando e Sofrendo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:35 pm
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Eu vi um pouco do início do BBB 10 e fiquei pensando. Parece que finalmente assumiram aquilo que sempre foi evidente. Escolhem um grupinho pra ser a ala das gostosas, outro pra turma dos cabeças, outro pra galera dos animados, encrenqueiros, etc… Agora o próprio diretor montou os “times”. Tinha até uma camiseta para identificar cada um. Mais claro, impossível!
Então fiquei pensando onde andam os patrulheiros de plantão. Cadê o povo pra ficar pentelhando e reclamando do preconceito, da discriminação? Ainda mais que aqui, no Tevezona, por muito menos, eu já tive que aguentar um monte de palermas que mal sabe a diferença entre preconceito e conceito. E pra ser exato aquilo que o Boninho fez é qualificado como discriminação. Gostem ou não, é isso. Era velado, agora é explícito.
Mas o programa está no ar e aquilo que muitos imaginavam aconteceu. A Fazenda 2, que já andava mal, ficou em 2º plano. Nem ameaçam bater de frente (como foi pensado) com o BBB. Ontem mesmo, dia de eliminação na Fazenda, o reality da Record só foi iniciar perto da meia-noite, fugindo bo BBB. Está claro que houve um erro estratégico por parte da direção da Record. Apostaram todas as fichas num programa sazonal. Assim como estão fazendo no esporte, apostando tudo nas olimpíadas. Tá errado! A grade de uma rede nacional é baseada em programas diários e semanais. Os programas sazonais servem para preencher lacunas ou variar um pouco o cardápio. Nada mais.
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A maior evidência dos erros da Record pode ser confirmadas pelos relatórios de audiência. Especialmente nesse começo de ano. A disputa em São Paulo está tecnicamente empatada. Apesar da Record ainda sustentar o 2º lugar. No Rio o SBT já passou a Record. E em BH a vantagem do SBT é maior ainda. A emissora pode reclamar o quanto quiser, mas os dados são esses. E o caso mais gritante acontece com o Jornal da Record. Costumeiramente esbarra na faixa de 5 ou 6 pontos. E mal passa disso. Parece que a estratégia de usar o jornal para fomentar as brigas da emissora e da igreja não agradou muito os espectadores.
Só como ilustração, a média nacional das principais redes, no dia 15 último, foi:
Globo – 16
Record – 6,4
SBT – 5,6
Band – 2,5
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Coisa interessante é essa fixação da Record com apresentadoras mulheres. Outro dia vi a nova garota do tempo da emissora. Muito interessante. Parece que eles acham que moças bonitas são o maior atrativo para o espectador. É um pouco verdade. Mas não adianta só isso.
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Outro dia eu chutei o faturamento da Record em 2009, quando falava sobre a suposta oferta pelo Brasileirão. Errei pra baixo. A Record fechou o ano com 2,15 Bilhões. Agora sim, números exatos.
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A gente sabe muito bem que o futebol brasileiro não é um primor em organização. E a coisa fica ainda pior quando as televisões resolvem interferir no assunto. Vejam só, a federação carioca (ou fluminense) resolveu criar um tempo técnico no campeonato de 2010. São 2 minutos em cada tempo para que os técnicos orientem suas equipes. A Globo foi lá e disse que os 4 minutos iriam atrapalhar sua programação. Não podia. E a federação acabou cancelando o intervalo técnico nos jogos transmitidos pela Globo. Simples assim. Simples e ridículo!!
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Outro dia, zapeando, vi um pedaço do Zorra Total. Podem ficar tranquilos que não sou um espectador habitual do humorístico (!!). Mas então, apareceu um personagem novo (pelo menos para mim). Era um gay. Acho que é o 582º personagem gay do programa. E até hoje não consegui entender a graça de um certo personagem só pelo fato de ser gay. Desmunheca, anda assim, fala assado… Qual a graça? Uma coisa é o humorista. Pode ser gay, hetero ou qualquer coisa nova que tenham inventado. Se for engraçado, tá valendo. Coisa muito diferente é ficar reprisando o tipo. Em programas de humor então… Será que uma mulher é engraçada só pelo fato de ser mulher???

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January 14, 2010

Briga Mineira

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:54 am
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A Record decidiu voltar suas armas para Minas Gerais. Investiu em estúdios, em profissionais, em programas locais… Tudo para tentar reverter o cenário atual, onde o SBT (via Alterosa) ocupa, confortavelmente, o segundo lugar na audiência. Aliás, em MG, a Record está mais próxima da Band que do SBT.
Mas não é de hoje que a Record sofre em Minas. Lembro que algum tempo atrás ela tentou passar uma rasteira no SBT levando a Tv Alterosa. Mas o SS agiu rápido e segurou sua afiliada. E, vocês sabem, afiliadas fortes são fundamentais para uma rede se consolidar. Basta ver o exemplo negativo, pela Rede TV, e o positivo, pela Globo.
Agora é esperar para verificar se os tiros recordianos acertaram o alvo. Ou se “deu água”. Ainda mais que cada Estado tem suas peculiaridades. Talvez o estilo espalhafatoso da Record não faça a cabeça dos mineiros. Vai saber… Basta ver que logo ali perto, no DF, a Record arrebenta na audiência. Abre grande folga pro SBT e incomoda (muitíssimo) a Globo. Se bem que o povo do DF nunca foi muito fã da Globo. Lembro dos primeiros tempos em que comecei a consultar dados de audiência; a Manchete ainda existia. E a Manchete também fazia a festa entre os candangos. Coisas do Brasil.
Por essas e outras é bom tomar cuidado com os dados baseados em Sampa. O cenário da audiência pode mudar muito de um Estado para o outro.
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Falando nisso me lembrei daquela briguinha fajuta entre a Record e o Ibope. Parece que sossegaram a periquita :P Mas, só pra perguntar: será que os dados da audiência em Brasília também são manipulados? Ou isto só ocorre nos Estados onde a Record está mal???
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Vou ter que pedir licença ao Dan Sister e fazer o meu “Isto É Dantesco” escrito. Ainda mais que, parece, ele não usa falhas dos coleguinhas de outras emissoras. Pois vamos lá:
Sabem a Copinha? Sim, a Copa SP de Júniores, que a Rede TV está exibindo. Então, semana passada estavam passando o jogo entre o Flamengo e o Taubaté. Sílvio Luis narrando, Ronaldo Giovanelli e Bruno Prado comentando e o Éder Reis reportando. Mal haviam passado 10 minutos e o Sílvio pergunta:
- Ô Éder, esse meio-campo do Taubaté é Michel ou Michael?
- Aqui na minha ficha está Michael. – responde o maior repórter da Rede TV.
- Se bem que na camisa dele está escrito “Micheaun” (som de Mixôn). No intervalo vai lá e pergunta como os pais chamam ele.
E o Sílvio ficou nessa estória de Michel, Michael ou Micheaun por um tempão. Vocês sabem como ele é. E nem o Bruno ou o Ronaldo para se ligarem no fato. Eu mesmo fiquei boiando, não havia nome de jogador, nem na camisa do Taubaté nem na do Flamengo. Lá pelas tantas esse jogador sofre uma falta e fica rolando no gramado. E a câmera se aproxima um pouco. E o Sílvio fica tentando ler o nome dele na camisa. Não consegue e chama o Éder novamente:
- Éder, você que está aí do lado, o que está escrito na camisa dele?
- É Milclean, Sílvio.
Nota do redator: Milclean estava em todas as camisas do Taubaté, no uniforme dos maqueiros e em algumas placas de publicidade. É a empresa patrocinadora do clube!!
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Falando na Copinha… a TV Brasil também está transmitindo a competição. Finalmente se lembraram que uma emissora pública também pode (e deve) transmitir eventos esportivos. Mas, até onde notei, só a Paraná Educativa entrou em rede com a TV Brasil. Parece que aquele meu comentário sobre a rivalidade entre as educativas tem fundamento. Mais estranho ainda fica pra Cultura. Afinal a Copinha foi criada para homenagear o aniversário da cidade de São Paulo. Assim fica feio.
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Já falei, e repito, que não gosto nada dessa coisa de misturar televisão e religião. E por diversos motivos, nem vou entrar no tema novamente. Mas nos últimos tempos estas emissoras estão numa sofreguidão insuportável. Parece um bloco carnavalesco cantando: “ei, você aí, me dá um dinheiro aí”. Caçarola!! Podem reparar, 1/3 do tempo com programação; 1/3 com vendas de artigos (DVDs, livros, camisas…) e 1/3 restante pedindo contribuição pura e simples. E todas com a mesma justificativa: ajudar na obra do Senhor. Curioso, nunca soube que Deus era empreiteiro. Ou que tivesse tantos encarregados de obra.
E, vale ressaltar, estou falando de TODAS as emissoras religiosas. A ladainha é a mesma em TODAS.

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January 10, 2010

Imprensa Esportiva & Cia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:59 pm
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O ano começou movimentado no departtamento de esportes de algumas emissoras. Primeiro foi a Record tentando contratar profissionais de outras emissoras para reforçar sua equipe. Mas até o momento não há nada de concreto.
O segundo movimento ocorreu com a Band tentando contratar o “comentarista” Edmundo para participar da cobertura da Copa. Essa foi forte. Começa que o Edmundo está muito longe de ser um comentarista de futebol. Nada contra (nem a favor) do sujeito. Apenas que não nasceu pra isso. Assim como eu não nasci pra ser físico. Assim é a vida. Mas, obviamente, isso não afeta o projeto da Band: transformar seu departamento esportivo num circo. Devem acreditar que o espectador está muito satisfeito com isso. Talvez… Outra coisa espantosa foi o valor mencionado como oferta para o Edmundo: 100 mil mensais! Mas parece que isso já foi desmentido. Até porque é um valor TOTALMENTE fora da realidade do mercado. Talvez viável na Globo, pro Casagrande ou pro Falcão. E olhe lá.
Aliás, o Edmundo havia sido indicado pra Rede TV pelo José Emílio. Agora o Emílio está na Band e surge essa oferta. Curioso. Depois dessa o José Emílio caiu uns 20 pontos no meu conceito.
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jorge kajuruO terceiro movimento vou até comentar em separado. Até para poder dizer: parem as máquinas! O Kajuru voltou!!
Pois é, amigos do Esporte Interativo, ele está de volta. Depois de alguns anos no limbo interiorano do SBT, o Kajuru volta a atacar. Vai ter um programete (15 minutos) diário e vai comentar as transmissões de futebol.
Meio estranho isso. Começa que ele não entende de futebol. Segundo suas próprias palavras, e com as quais eu concordo. Vale lembrar que ele é um daqueles que idolatrava o Robinho “boneco de posto”. E eu tinha que aguentar a papagaiada. Entre tantas outras.
A parte do programa… Aí nem sei. Concordo que ele tem um bom nível no quesito comunicação. E isso é meio raro atualmente. Mas precisa ver como anda a cabeça do Jorge Kajuru. Ainda lembro das confusões dele na Band. Tantas… Mas a pior é aquela coisa quixotesca de brigar contra moinhos de vento. Um comportamento quase infantil. Oras, o sujeito trabalha numa empresa e sabe que não pode chutar o pau da barraca. Daí o Kajuru vai e pow, bem no meio. Imaginemos que eu fosse contratado pelo SBT e chegasse lá falando tudo que penso da Telesena, Baú e demais negócios do SS. No mesmo dia o “patrão” me demite. Vou achar que ele tá errado?
Outra coisa que lembro do Kajuru foi a sua passagem pela Rede TV. O Kajuru apresentava o esportivo do meio-dia. Uns dias antes o Alberico (diretor de jornalismo de então) havia sido demitido por motivos que desconheço. Daí o Kajuru resolveu tomar as dores do ex-chefe. Foi apresentando o programa normalmente até próximo do final. Então avisou a todos que seria seu último dia, deu adeus, virou as costas e saiu do estúdio. Assim mesmo! Eu estava assistindo.
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Já falei aqui a minha opinião sobre o Leonardo Baran. E quando emiti meu conceito ainda não havia presenciado o Baran imitando a dança do Tevez em pleno estúdio. Mas tirando a “porra louquice” do Baran, quando ele está falando sério, até que dá pra se aproveitar alguma coisa. Outro dia mesmo ele falou sobre a tal discussão envolvendo o calendário europeu e o brasileiro. A mesma coisa que eu havia comentado aqui: imitar os europeus é uma tolice sem tamanho. O nosso calendário é o correto, o deles é que está invertido.
Mas o Baran tocou em outro assunto que vem me agoniando há tempos. Falo dessa mania estúpida que vem se alastrando pela maioria de nossos clubes: camisas em cores que mais parecem uma ala de escola de samba. Aparece o Palmeiras de azul, o Inter de dourado, o Corinthians de roxo, o Cruzeiro e o Botafogo com uns números bizarros, o Santos sei lá como… Chega a doer os olhos. E é outra mania importada da europa. Lá até pode ser aceitável, aqui a bagaça é diferente. As cores dos clubes não são estratégia de marketing. Tem toda uma história por trás. Quando se fala no rubro-negro a primeira idéia que surge é o … Quando alguém cita o verdão logo sabemos que se trata do… O Palmeiras não é vermelho e nem o Flamengo é amarelo. É difícil entender? Se os marqueteiros querem criar modelos para vender mais camisas, tudo bem. Mas que isso seja uma camisa de passeio ou um modelo de torcedor. Pra entrar em campo, não!!!
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A cada dia que passa me convenço mais de que nossos comentaristas esportivos são um bando de fanfarrões. Não vou usar a palavra “palhaços” pois estes cumprem a valorosa missão de divertir as pessoas. Bem diferente desses paspalhões do microfone. Quase todo mundo que acompanha o futebol deve se recordar de alguma ocasião, depois de algum julgamento do STJD, em que estes senhores iniciaram aquela ladainha: “Isso é pra beneficiar tal time do Rio. O tribunal favorece os times cariocas. É nisso que dá um tribunal sediado no Rio…”
Pois bem, na semana passada o tribunal da Federação Paulista converteu a punição do Diego Souza (eram vários jogos de suspensão) em algumas cestas básicas. Uma decisão prá lá de discutível. Mas, e agora? Qual o discurso desses fanfarrões???
A minha humilde opinião (e falo sobre todos os tribunais, não somente os esportivos) é de que aquela venda nos olhos e a balança da estátua estão só pra enfeitar. Não existe tribunal isento. Nem no Rio, nem em São Paulo, nem em Londres e nem em Marte.
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Uma coisa que venho notando com mais frequência a cada dia é que muitos jornalistas não sabem perguntar. E um repórter que não sabe perguntar é como um cozinheiro que não sabe fritar um ovo. No meio esportivo a coisa é pior ainda. O problema não é apenas saber, mas ter coragem para perguntar. A grande parte dos repórteres teme dizer ou perguntar certas coisas. Uns por medo de ficar mal com a torcida, outros para não criar antipatia com os jogadores, outros por amizade com técnicos, outros por receberem favores de dirigentes e empresários… Só como exemplo vou citar o que aconteceu nos últimos meses no Corinthians. Nada contra o clube, muito pelo contrário. Mas o fato é dos mais evidentes do que estou falando. Coisa de 6 ou 7 meses o Corinthians vendeu um de seus melhores jogadores, o André Santos, alegando que não tinha condições de reajustar seu salário. Não sei exatamente quanto ele recebia na época. Chutando, uns 100 ou 120 mil. Talvez aceitasse ficar pelo dobro. Daí o clube vendeu o atleta para o time truco de nome complicado.
Se ficasse por aí até daria pra entender. O estranho é que o mesmo Corinthians agora tem dinheiro para contratar o quase aposentado Roberto Carlos. Jogador esse que estava até na reserva desse mesmo clube turco. E duvido muito que o Roberto Carlos tenha assinado por menos de 400 mil. Matemática estranha essa. E não consegui ver nenhum jornalista indagando algo sobre esse negócio da China. Negócio da China pro clube turco, é claro.

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