Da Globo ao EI
Lá vou eu bater na mesma tecla novamente. Lembram que eu falei, outro dia, sobre a Band estar transmitindo a Super Liga de vôlei? Então, acabei descobrindo uns detalhes da negociação entre a emissora e a Globo. O ponto nevrálgico do acordo foi a insistência da Globo em que não fossem citados os nomes dos patrocinadores durante a transmissão da Band. Ela insiste naquele esquema de usar o nome da cidade sede.
Acontece que nem sempre o patrocínio consiste em botar a marca numa camisa. Pode englobar a estrutura toda do clube. A empresa praticamente administra o clube. Em certos casos a empresa fundou o clube e registrou o nome, com sua marca. Foi isso que aconteceu com a Ulbra, nome real do clube, e que a Globo insistia em chamar de Canoas. Nada contra a cidade, mas isso é equivalente a chamar a Globo de “jacarepágua” ou a Band de “morumbi”. Não faz o menor sentido.
Sem falar que já temos outras empresas fundado clubes. Só em São Paulo eu posso citar o Pão de Açúcar e o Red Bull, atualmente na série B, ou C. Como a Globo pretende chamar esses clubes? E o que falar no caso da F1? Todas as equipes levam nome de empresas. E a Globo (ou Jacarepágua) não se mete a chamar uma equipe de Londres ou outra de Barcelona. Nessa hora ela não é valente pra peitar a FIA. Muito menos quando fala sobre a Copa Libertadores, que leva o nome de um banco. Aí ela afina.
Mas o pior papel é de quem aceita esse tipo de interferência, como a CBV e a Band. Imagina só, a Globo agora fiscaliza até as palavras que a Band usa em suas transmissões!!! E a tonta da Band aceita a intromissão.
E não vamos esquecer daquele assuntou que já abordei aqui, o veto ao tempo técnico nos jogos do Campeonato Carioca que a Globo transmite. Outra atitude autoritária e arrogante da emissora dos Marinho.
Nessas horas é que fico com mais raiva da Record. Pois é nesse momento que os bispos deveriam jogar uma mala de dinheiro na mesa e bater de frente na “gorda”. Mas não, a Record prefere ficar o dia inteiro se vangloriando da olimpíada de 2012, de 2016…
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Por falar nisso… Outra coisa ridícula é entrar no site da Band e ver um banner anunciando: Olimpíada de 2016 é na Band. Ah, tá, e a de 2020 é na Rede TV, de 2024 na Mix TV, de 2028 na TV Senac… Vou até anotar na agenda pra não esquecer ![]()
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A nova direção de jornalismo da Rede TV já mostra sua cara. Realizaram algumas mudanças interessantes no Rede TV News. Atualmente é a melhor escalada entre os telejornais nacionais. Também estão usando repórteres para ressaltar algumas chamadas no final dos blocos. Bacana.
A coisa só anda ruim no quadro da previsão do tempo, o grafismo continua horrível. Mapas e fontes pequenas demais.
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Outro dia estava lendo uma notícia que falava dos valores das principais cotas de patrocínio do Esporte Interativo. Fiquei espantado. Mesmo sendo um valor de tabela, é muito alto. E talvez por isso mesmo a emissora tenha tão poucos anunciantes fixos. Se bem que nos últimos tempos tem entrado alguns novos, em cotas menores. Talvez fruto do novo momento administrativo da emissora.
O curioso é esse quadro de 8 ou 80. Ou oferecem cotas caras ou alugam o horário por valores baixíssimos. Já está na hora de mudar o cardápio. Uns 2 ou 3 novos programas diários não fariam mal algum. Até pro departamento comercial poder trabalhar um pouco.
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Falando no EI, o programa do Kajuru não me agradou nada. Não gosto muito de falar sobre a saúde das pessoas, mas o caso dele é de conhecimento público. Sendo assim ele fica impedido de comentar as partidas como deveria. Lamento, mas essa é a situação.
Sendo assim ele acaba falando generalidades no programa. Fala sobre os jogadores, as transferências, as noitadas… Mas muito longe do que se pretendia ou se imaginava. A polêmica é totalmente artificial. O teatrinho não convence. Sem falar que a coitada da Melissa Garcia ficou com a pior parte, a pentelha do relógio: 30 segundos, 20 segundos, 10 segundos… Ela merece coisa melhor.
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Outra coisa que noto no Esporte Interativo é a falta de direção. Parece que não existe uma cabeça pensante na emissora. Só como exemplo, alguns meses atrás eu havia anotado para comentar sobre o Rafael Araldi aqui. A estreia dele na emissora foi pavorosa, errando um monte. Quando apresentava algum programa dava até pena. Parecia que iria desmaiar no estúdio de tão nervoso e atrapalhado. Acabei não tocando no assunto, por falta de oportunidade.
Mas agora o tempo passou e o cenário mudou bastante. O Rafael Araldi já está mais solto na narração dos jogos, não troca o nome de tantos jogadores, e até consegue apresentar programas sem entrar em pânico. Mas, será que ele mudou tanto em apenas 6 meses? Não, o erro foi da emissora. Não se pode contratar um rapaz hoje e jogar ele no estúdio amanhã. Igual um garoto do juvenil que entra de cara no profissional, corre o risco de queimar. E a culpa maior nem é dele.
Aliás, tudo que falei sobre o Araldi vale pro Rodrigo Vianna, outro contratado recente do EI. O início foi horrível, cheio de falhas. Agora, aos poucos, vai entrando nos eixos.
Nos dois casos o culpado foi aquele que deveria preparar e guiar a entrada dos narradores na emissora. Se é que alguém cuida disso no Esporte Interativo.


A Globo sempre gostou de mandar no futebol e em tudo que pode.Acho que nunca vai mudar isso.
Te mandei um email com umas idéias sobre o site, recebeu?
Comment by valter — February 2, 2010 @ 1:17 pm