February 26, 2010

Seriados Pra Valer

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:31 pm

Nunca escondi que não sou um grande fã da Record. Nem do conteúdo, nem do modus operandi da emissora. Mas estou um pouco otimista com a estréia da próxima semana, a História de Ester. Creio que é um filão interessante pra emissora. Algumas mini-séries ao longo do ano podem ser agradáveis para o espectador e tiram a Record do esquema de novela após novela. Outra opção legal seria a produção de um seriado semanal, ou mesmo diário. Claro que os custos de um seriado semanal são bem maiores, mas nada que assuste a emissora. E olha que o momento seria adequado. Malhação já está beirando o insuportável. É um daqueles zumbis que a Globo insiste em manter na grade. O outro ponto que facilitaria a produção é a boa estrutura existente no Recnov.
Um fator que poderia atrapalhar essa idéia é o descrédito provocado pelas últimas decisões no setor de dramaturgia da emissora. Coisas que deixam qualquer um com os dois pés atrás. Não dá pra saber (com certeza) se a Record ainda pretende investir pesado no filão ou prefere virar uma “filial” da Televisa. E novelinha mexicana pode até servir pra CNT, não pra Record.
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Audiência média do dia 25/02, em São Paulo:
Globo - 15,7
Record - 6
SBT - 5,2
Band - 1,7
Rede Tv - 1,5
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Alguns meses atrás eu falei sobre uma provável mudança na publicidade da Casas Bahia após a sua venda pro Ponto Frio. Em termos de valores ainda não dá pra saber com exatidão. Mas parece que o número de inserções diárias é menor que em outros tempos. Mesmo considerando que o início do ano não é o período mais movimentado no setor de varejo. Mas é a sensação que tenho; números exatos só com mais tempo.
Agora uma coisa é inquestionável, já mudou a linguagem publicitária da empresa. E muito!! A gritaria típica do final de feira parece ter chegado ao fim.
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Não ando vendo muito o BBB, mas tem certas coisas que valem o registro. A primeira é a colossal distância entre o Bial e o Britto Jr. O Bial está cada dia mais leve, livre e solto. Não falta muito pra ele vestir uma bermuda e passar a tarde na piscina com os participantes do programa. Já o Britto é um boneco de neve, 100% artificial e forçado. Um show de superlativos e redundância. Toda hora ele soltava um “rigorosamente empatados” ao anunciar o resultado de uma votação. Como se houvesse algum outro tipo de empate.
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Outra coisa que puder reparar foi o comportamento ala “colorida” da casa. Num certo momento o Dicésar, ao ver a Angélica pegando seu chinelo, vira e diz: “Essa aí não pode ver um “chinelo grande” e já vai metendo o pé”.  Curioso, se fosse um hetero falando isso… Se fosse eu, acho que estaria numa prisão de segurança máxima.
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A Rede TV é difícil… Lá vem ela com a nova programação de 2010. E um dos programas, o Mega Senha, terá o Marcelo Carvalho na apresentação. Francamente, os donos e suas esposas ajudariam muito mais se nem aparecessem na emissora. Poderiam se mudar pra Miami ou Paris. Ajudariam muito mais.
Agora, se o sujeito nem dá conta de administrar a emissora, o que dirá de virar apresentador…
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Estava reparando no jornalismo das principais redes. A maioria segue um padrão que não sei onde foi criado. A Globo não usa comentaristas no JN. Mas usa no Jornal da Globo e no Bom Dia Brasil. A explicação é o tal perfil do espectador. O sujeito que assiste o JN não quer a explicação dos fatos, apenas um drops. O espectador do Jornal da Globo é mais exigente e tem tempo para saber dos detalhes e motivos.
O SBT segue a mesma trilha e não utiliza seus comentaristas no SBT Brasil. Mas usa no jornal noturno e no matinal. O motivo, não sei.
A Band utiliza mais no Jornal da Band que nos demais. No Jornal da Noite é um fato raro a presença de comentaristas. Também fica difícil compreender o critério aplicado.
A Record… NADA. Nenhum comentarista nos telejornais. Ah… Aliás, tem aquele que comenta notícias policiais :P
A Rede TV faz o tipo perua. Muito preocupada com o visual e a estética. Tudo bem que ela utiliza comentaristas no Rede TV News. Mas falta uma identidade pro jornalismo da emissora. Falta personalidade.
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Entre os comentários eu pesquei dois pontos:
O Alexandre fala sobre o falso “ao vivo” durante algumas competições dos jogos de neve da Record. É aquilo, não há problema em exibir um VT, o erro é tentar iludir o espectador. Novamente…
O Raphael passou 2 links sobre audiência. O primeiro é legal. O segundo… Sabe aquela turma que usa o copy/paste e não costuma se lembrar de dar o crédito aos autores do texto? É o caso. Coisa feia. Eles podem ter muitas visitas, mas nenhuma credibilidade.

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February 21, 2010

Audiência Real

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:09 am

Hoje vou começar a coluna pelo inverso, o comentário dos leitores. O motivo é claro, deixar umas coisas bem explicadas. Esse site pode não ser grande coisa (apesar de estar crescendo bastante) mas eu não gosto de passar informações erradas. Muito menos que façam isso nos comentários. Pois o Flávio Moreira expressou sua opinião sobre o trecho onde falei sobre a real audiência dos jogos de Vancouver. Ele, não sei se por desconhecimento ou por vontade própria, fez uma mistureba de dados e critérios muito confusos. Chegou até a dizer que eu estava comparando a audiência de uma tv aberta (Record) com uma fechada (Record News).
Vamos lá, os índices de audiência que mencionei eram de São Paulo. Quando os números são de outra cidade eu deixo isso bem claro. E em São Paulo a Record News é transmitida em sinal aberto, no UHF. Assim como no Rio, no DF e em outras cidades. Eu nunca seria louco de comparar a audiência de uma emissora aberta com outra paga. Aliás, quem gosta de fazer isso é a Record.
O fato da Record News estar no “lineup” da TVA (ou na Sky) não a transforma em tv fechada. Até porque a maioria das emissoras abertas tem o sinal nas distribuidoras de assinaturas. Creio que a única exceção é a Via Embratel.
Os dados que citei são todos reais e corretos. Se você não concorda com a minha análise aí é um direito seu. Só não tente usar argumentos inverídicos novamente. Fica parecendo que está tentando induzir os demais leitores ao erro. Mas aqui não, violão.
O Raphael me pergunta onde ver os índices de audiência. O meu link é restrito e cortesia de um conhecido. Mas existem dezenas de blogs que publicam esses dados. Se pesquisar um pouco…
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Mas, como muitos gostam de saber a audiência das emissoras, vamos lá:
Audiência em SP no dia 18/02 por volta das 18 horas:
Globo - 19,1
Record - 6,1
SBT - 5,9
Band - 4,1
Cultura - 2,1
Audiência média diária em SP no dia 19/02:
Globo -17.1
Record -7.5
SBT -5.1
Band -2.2
Rede TV -1.5
Cultura -1.4
Gazeta- 0.6

Interessante notar que o gás do SBT para brigar pelo 2º lugar anda sumindo. Por outro lado a Cultura está cada dia mais colada na Rede TV. Qualquer hora acaba passando. Outro ponto notável é que a Mix TV vem conquistando cada vez mais audiência entre as “nanicas”. Ultrapassa a MTV com bastante frequência. Em alguns momentos chega a passar de 1 ponto. Dados de São Paulo, tv aberta :P
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A teoria que expliquei na última coluna, sobre os jogos de neve, pode ser vista também no desfile da escolas de samba. A transmissão da Globo atingiu médias de 11 e 12 pontos nos dias de desfile. Isso considerando que boa parte do evento ocorre de madrugada. Neste momento a Band está exibindo o desfile das campeãs do Rio. A transmissão começou por volta das 22h, com audiência de aproximadamente 2,5 pontos (claro que no Rio os números são bem diferentes). Durante a madrugada deve ir caindo. Cadê o povo que assistiu o desfile na Globo? E se a Globo estivesse transmitindo o desfile das campeãs, quanto seria a audiência????
Mais claro que isso só se eu desenhar.
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Por falar no desfile, a Adriane está na transmissão da Band. Ao lado do amigo da Renata Fan, vulgo Datena. Daí lembrei de um assunto quase velho, o programa dela está fora da grade da Band em 2010. Acabou.
É mais uma que eu acertei. Podem fazer a busca no site e ver tudo que já falei sobre o Toda Sexta. Os erros eram evidentes. E até que durou demais, em outros tempos teriam degolado a Adriane Galisteu em 2 meses. Mas, pra ser honesto, a culpa dela não passa de 10%. Todo o resto vai pra direção da emissora.
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Por falar em culpa da direção… Smallville não vingou no SBT. Está sendo um fiasco. Na última Sexta a emissora amargou índices baixíssimos. No horário noturno andou brigando pela quarta posição com a Rede TV. E perdendo em vários momentos. Num instante tinha 3 pontos, depois 2,8 … 2,6… 2,5… Só se recuperou com o filme do Tom Hanks. Daí pra frente chegou até a passar a Record e a Globo.
Mas eu fiquei pensando. O SS sempre costuma demitir os responsáveis por esse tipo de fiasco. Será que vai demitir a filha???? Hehehehe.

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February 19, 2010

Erica Reis e Fabiola Guimarães

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 1:45 pm

Eu estava meio atrasado mesmo. Mas hoje tem!! Outra edição do Belas & Barangas para a tristeza da d. Mafalda e alegria dos barbados de plantão. E, pra variar, mais duas belas jornalistas desse Brasilzão. Essas fazem muito mais sucesso que notícia de alagamento na marginal do Tietê.
A primeira é a Erica Reis, aquela loiraça da BandNews. Um peixão que, nossa… Precisa de uma baita isca pra pescar uma maravilha dessas. A única ressalva que faço é que a Erica é muito séria na BandNews. Tá zangada com quem, moça linda? Faz assim não! Dá um sorriso pra gente:
erica reis band news
A segunda belezoca é a Fabiola Guimarães, da Paraná Educativa. Essa já haviam me sugerido há tempos, junto à Cibelle Fontanella. Mas a Cibelle tá complicado, nem pra fazer uma captura tô tendo chance. Então fica só a Fabiola por hoje. Não que seja pouca coisa. E como diria o Tas, olha isso:
fabiola guimarãesfabiola guimaraes
- Ei, Marco. Não tem faixa bônus hoje?
Vocês hein… Deixa ver aqui… Prédios, árvores, cavalos… belas repórteres. Achei outra. Também do Paraná, da Band de Curitiba. Sempre me chamou a atenção essa moça. Boa repórter, bonita, charmosa, aquela ruivice toda… Toma aí, Jordana Martinez e seus cachos volumosos:
jordana martinez band parana

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February 18, 2010

Patinando na Folia

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:51 am

Tudo bem, tudo bem… Eu vi a audiência dos jogos de neve na Record. E não precisam me lembrar do que falei sobre o evento. Continuo achando a mesma coisa. Mas a audiência realmente surpreendeu, chegou a 7 ou 8 pontos em alguns momentos. Nem a Record esperava tanto.
Mas esses números são explicáveis. E um pouco enganosos. O primeiro aspecto, que eu não levei em conta, foi o público feminino. Basta ver o que acontece nas Quartas. Os homens vão pro futebol (na Globo e Band) e as mulheres voam pras novelas da Record. Esses dados, sobre o sexo, idade e nível social dos espectadores, são restritos e quase nunca divulgados. Mas creio que grande parte do público dos jogos é da ala feminina. Da mesma forma que acontece com as novelas e demais programas da Record.
O segundo ponto (e mais importante) é sobre a efetividade dessa audiência. Não que os números sejam falsos ou manipulados. O que falo é que essa audiência é do tipo que não quer ver tal programa na Globo ou no SBT e apenas muda de canal. A maior prova disso pode ser vista pela audiência da Record News, que também transmite os jogos. Em alguns momentos a transmissão ocorre nas duas emissoras. Em outros (durante o jornal ou as novelas) a transmissão é apenas na Record News. E a audiência da Record News continua na faixa de 0,5. Aonde foram parar aqueles 6 ou 7 pontos do público que tanto gosta de ver patinação e hóquei??? Não deveriam ter ido para a “Record 2″?
Então é preciso tomar cuidado ao analisar os índices. E, se alguma emissora estiver impressionada com os números, basta comprar o campeonato de hóquei no gelo e exibir em horário nobre. Aí vamos ver a verdade dos fatos.
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Outro assunto complicado de entender é essa transmissão do carnaval baiano na Band. Acho que já falei sobre isso no ano passado. Mas qual é a graça de assistir aquilo pela televisão?? Quem gosta da folia vai pra rua, pro trio, pro bloco… Agora, pela tv?? O sujeito fica pulando na sala? Enrola uma toalha na cabeça e fica cantando no ouvido da sogra?? Francamente…
Daí eu vou olhar a audiência e os números da Band foram patéticos. Em boa parte do tempo perdeu pra Rede TV, pra Cultura, pra Gazeta… Mal superou a MTV e a Mix Tv - 0,5, 0,3, 0,2… Faltou pouco para chegar no zero total.
O mais impressionante é saber que a Band vendeu cada cota de patrocínio do Band Folia por 13 milhões. Caçarola!! Quem é o louco que paga 13 milhões por meio ponto de audiência? Estão queimando dinheiro agora?
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Nesta Quinta começa um novo round na disputa entre o SBT e a Record. A “garota da fofoca” não funcionou e agora o SBT vai reprisar Smallville. É aquilo que falei antes, as mulheres na novela da Globo, os homens vendo CSI na Record, e o SBT com a brocha na mão. Agora o problema maior é que o seriado é antigo. Já passou aos Domingos, vinha sendo exibido na madrugada. Não podiam ter comprado um seriado inédito?
Sinceramente, acho que a Record vai continuar com folga no horário. Um pouco menos, mas vai.
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Jornal gravado é uma m… Já falei antes e repito, isso não dá. Anteontem faleceu o Arnaud Rodrigues, vi a notícia pela Internet. Várias horas depois e começa o Jornal do SBT Manhã. Notícias de gaveta, reportagens do dia anterior, carnaval… E nada sobre o falecimento. Só lá pelas 6:30, quando entra a reportagem ao vivo, é que deram a notícia. Mancada.
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Alguns dias atrás o Esporte Interativo começou a transmitir o Campeonato Português. Muito fraquinho por sinal. Nesta semana começou a exibir o basquete da NBA. Esse é melhor. Se bem que aí talvez fosse melhor conversar coma Globo e tentar uma cessão do NBB, a liga nacional de basquete. E o EI promete outras novidades esportivas para breve.
Isso seria uma notícia boa. Mas talvez não seja. O fato é que o Esporte Interativo pode perder alguns campeonatos que está transmitindo. A Rede TV está tentando levar o inglês ou o italiano. Daí a precaução. Quem tem, tem medo.

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February 14, 2010

Carnaval ou Neve

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:08 pm

leonardo baranLá vou, lá vou eu… Ah, eu não vou não. Mas o Leonardo Baran vai no meu lugar. Já decidi, o Baran é o muso do carnaval do Tevezona. Não tinha a “globeleza”? Então, o Leonardo Baran é o “esporterrível”, o representante máximo da malemolencia, da ginga e do charme do passista branquelo azedo. O Baran diz no pé, no joelho, na mão, no ombro… Diz até o que não deve. E ainda fica buzinando aquela corneta infernal.
Quem não viu a farra do Baran no estúdio do EI… Não perdeu muita coisa :P
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Infelizmente, para quem não suporta o carnaval, não temos muitas alternativas em tv aberta. A Record poderia ser uma opção. Mas a festa de Momo acabou coincidindo com os Jogos de Neve. Eu disse “jogos de neve”, a expressão “jogos de inverno” não é correta. Inverno existe em todo lugar. Aquilo lá são jogos de neve. E são uma grande porcaria. Um troço sem graça, sem emoção, sem sal… Acho que só mulher pra suportar os jogos de neve. A Michelle Gianella que o diga.
A Record até tentou mas os jogos de neve não animaram muito. A abertura dos jogos afundou a audiência da emissora, ficou disputando o terceiro lugar com a Rede TV. Muito longe da Globo e do SBT. Ontem, primeiro dia de competições (!!??), a audiência melhorou um pouco mas não passou dos 6 pontos de máxima. E até que foi muito. Não acho que deve passar disso no decorrer dos jogos. Melhor pro SBT que deve encostar na média diária.
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Quando a gente acha que a televisão já chegou no fundo do poço… Aparece a Rede TV com seu Bastidores do Carnaval. Uma idiotice sem tamanho. Ruim até o osso. E o mais ridículo é ver como qualquer um vira repórter (ou repóti) na emissora. Até a talentosíssima da Viviane Araújo. Com o agravante do Nelson Rubens ficar “ditando” as perguntas no estúdio.
Só fiquei com pena da Flávia Noronha, atropelada o tempo todo pelo Nelson Rubens. Ê dureza.
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Virou uma novela a renovação (ou não) do Netinho com o SBT. Até o momento nada. E nessa acho que o SBT faz bem se dispensar o “bonitão”. O programa é horrível e o apresentador pior ainda.
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Sabem aquilo que falei sobre a Band ter estragado a Escolinha com a super exposição? Pois a bola da vez na emissora é o Video News. O programa é aquela colcha de retalhos baratinha e sem graça. Mas dá uns 2 pontos e pode ser encaixado em qualquer horário. Pois agora criaram uma edição extra, de tarde. A apresentação fica por conta da amiga do TP, Luize Altenhofen. Aliás, a Luize é a maior prova de que Deus é muito justo. Deu beleza pra moça. Só!
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Dia desses eu falei que uma emissora que pensa em disputar audiência não pode viver loteando seu horário para terceirizados. Até citei o caso do Sábado na Rede TV, quase todo vendido. Pois ontem, sábado, no Rio de Janeiro, até a CNT passou a Rede TV na média do dia. Não que a CNT seja um bom exemplo nesse assunto. Mas é o caso de se pensar se esse é o melhor caminho.
E, no mesmo dia, em São Paulo, a Cultura passou a Band na média. Eu tô falando…

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February 11, 2010

Audiência Inexistente

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:43 am

Primeiro quero deixar bem claro que sinto muito pela morte do piloto e pela situação do cinegrafista. Foram vítimas da imbecilidade que tomou conta de certas redações de televisão. Mas a coisa era quase previsível. Mais cedo ou mais tarde…
Não faz um mês que falei sobre aquilo que chamei de “helicóptero news” e os exageros de certos telejornais na busca de mais 2 ou 3 pontos de audiência. Viraram caçadores de chuva, de alagamentos. Mal começava o dia e os helicópteros das emissoras já estavam voando atrás de catástrofes. E iam nessa busca até o anoitecer. Um sensacionalismo fajuto e desnecessário. Jornalismo de 5ª categoria. Imprensa marrom. No meu tempo de garoto era assim que chamavam os jornais sanguinolentos, imprensa marrom. Os jornalecos faliram, mas a mentalidade continua firme e forte.
Alguém pode estar pensando: isso foi uma fatalidade, poderia ter acontecido com um carro ou caminhão de externas da emissora. Sim, o acidente foi uma fatalidade. Não é essa a questão. O problema é o exagero que levou até isso. E vamos deixar uma coisa clara, o helicóptero é (ou deveria ser) uma ferramenta, não uma arma nessa guerra sensacionalista e idiota.
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Todo mundo já cansou de ler e ouvir que as emissoras de televisão vivem em guerra pela audiência. E a gente acaba aceitando isso como uma verdade universal. Mas, acreditem, não é verdade. Elas estão andando pra audiência e pros espectadores. O que elas realmente disputam é a receita. Ou a audiência na medida em que ela represente faturamento. Não acreditam?
Então analisem só o que acontece na programação via parabólica. Já falei aqui que o número de receptores pela parabólica é maior que qualquer cidade do Brasil. Maior que quase todos os Estados. Deveria ser a “cereja do bolo” das emissoras. Mas a audiência da parabólica não é mensurada oficialmente. Não conta. São mais de 20 milhões de receptores (lares) que valem ZERO!
Agora vejam o que acontece com a programação das emissoras na parabólica. A maioria usa São Paulo como cabeça de rede. Um sinal é local, outro vai pra parabólica e cada afiliada insere seus programas regionais quando necessário. Então vejamos o caso da Globo, a emissora coloca programas diferenciados na parabólica quando as praças estão exibindo sua programação local. É o caso do Brasil TV, lá pelas 19h. Muito correto. Mostra respeito pelo espectador. A Record não apresenta programas exclusivos para a parabólica, usa o sinal de SP ou do Rio. Não é o ideal mas é aceitável.
As demais… Do SBT até a menor das emissoras, a parabólica virou uma zona. Uma “zona franca” comercial. Escreveu, não leu, os caras estão loteando o espaço. Tudo pra faturar uma graninha extra. E a regra é geral, SBT, Band, Rede Tv, Gazeta… A simpática Gazeta, por exemplo, exibe o futebol do EI nos finais de semana. Mas não pode transmitir os jogos pela parabólica. Acham que ela vai exibir alguma programação para ocupar o horário? Nada!! É Bestshop até o talo. O espectador que se dane! E pouco importa se a lei limita o tempo de publicidade em 25% do horário diário. Ninguém cumpre mesmo.
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Segunda passada eu fiquei acompanhando a audiência do Operação Resgate. Até pra confirmar minha opinião sobre o erro do posicionamento dele na grade da Rede TV. Bem, ele recebeu do Rede TV News com a audiência normal do jornal, entre 2 e 3 pontos. Daí foi subindo, caiu no intervalo, subiu de novo. Chegou a bater 6 pontos na máxima. Acabou o programa e entrou o Superpop. E a audiência desabou, menos de 2 pontos.
O primeiro problema é que o programa é muito curto e a audiência fica muito volátil. O sujeito vê um pouco, muda de canal, volta, muda… Depois ele não transfere audiência relevante pro Superpop, são públicos distintos.
Resumindo, programa curto, em dia errado e em horário complicado. Precisa mudar isso.

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February 7, 2010

Ajudando a Globo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:59 am

A tv aberta no Brasil é muito curiosa. Basta ver a atual briga entre a Record e o SBT. As armas escolhidas são de uma obviedade assustadora. Tudo bem que o SBT sempre gostou de programas de auditório e enlatados. Agora, a Record… Resolveu apelar e seguir o modelo do SBT. Uma copia o programa da outra, aí a outra vem e copia um quadro de uma… Ridículo.
Cadê o projeto da Record de investir em programação própria e brigar com a Globo? Qual será a utilidade do Recnov? Vai virar um shopping?
O pior é que ambas as emissoras acabam perdendo nessa briga. E a Globo continua com sua liderança intocável. Feliz da vida. Ou vocês acham que novelas mexicanas e seriados de qualidade duvidosa irão incomodar a “gorda”?! Duvido muito.
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E olha que a Globo anda deixando brechas em sua grade. A novela das 19h, Tempos Modernos, está com a pior audiência que a emissora já viu no horário, Malhação é um zumbi (já deveria ter sido enterrada), Mais Você é um dos programas mais idiotas da televisão brasileira…
O que faz a concorrência para se aproveitar disso? Quase nada. Só como exemplo, o fiasco de Tempos Modernos praticamente só beneficiou o Jornal da Band, que andou batendo em 7 ou 8 pontos nos últimos dias. No horário de Malhação qual é a alternativa pro espectador? Ratinho no SBT? Um seriado reprisado mil vezes na Record? Fica difícil…
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Mas os erros de programação não são exclusividade de uma ou outra emissora. São quase uma regra geral. Vejam o caso da Band e sua Escolinha. O programa vai acabar, atualmente estão exibindo edições gravadas.
Coisa de um ano atrás o humorístico estava sendo exibido após o Jornal da Band e atingindo 5 ou 6 pontos de audiência. Tudo muito bem. Aí a Band vem e inventa de reprisar o programa no período da tarde. Eu falei (podem pesquisar no site) que aquilo iria saturar o espectador e prejudicar o programa. Depois resolveram meter a reprise aos Domingos. E o resultado foi pífio. Pra terminar decidiram exibir a Escolinha na Sexta, antes da Adriane. Pronto, enterraram o programa de vez. Não dava nem 1/3 da audiência da reprise do Pânico. Só restou mesmo acabar com a atração.
Daí eu pergunto: precisavam fazer esse “carnaval” todo com o programa? Oras, podia não ser a 8ª maravilha do mundo, mas estava lá dando uma boa audiência. Mas os gênios da Band queriam reinventar a roda…
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Publicitário também é um bicho muito engraçado. Os caras criam uns dogmas e não há Cristo que mude o pensamento deles. Um desses dogmas é de que o homem só compra barbeador e cerveja. Ah, talvez compre tubos de pvc também… Todas as outras propagandas são direcionadas para as mulheres. Ou para as crianças, que pedem pra mãe comprar. Podem reparar, todas as demais propagandas colocam a mulher como alvo. Até de cuecas, é a esposa (ou mãe) que vai comprar.
Um bom exemplo disso pode ser visto no Esporte Interativo, um canal 90% masculino. A variedade de anunciantes é mínima. Agora peguem um canal ou programa feminino. Tem anúncio de tudo!! Não falta verba. Aliás, a verba é tanta que sobra até pra anunciar em locais meio estranhos. Dia desses, vendo o SporTV, apareceu um anúncio da Nívea. Mas não era qualquer produto masculino da empresa. Era um creme feminino mesmo. Caçarola!!
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Já estamos em Fevereiro e a Rede TV não mudou muita coisa na locação de horários para televendas ou seitas. A promessa continua no ar. Sábado mesmo é um dia em que a venda de horários toma quase 80% da grade. A programação “normal” fica restrita ao período noturno. O resultado é evidente, a audiência afunda. Ontem a Rede TV ficou com média de 0,8 em São Paulo e 0,6 no Rio e em BH. Para um rede nacional esses números são um desastre. Já passou da hora de tomar alguma providência.
E a Band é outra que ferra a sua audiência por causa da ganância. Quinta passada eu estava vendo uns relatórios do Ibope e apareceu a Band com 0,4. Isso mesmo, 0,4!!! Em pleno horário nobre, 21:20, a Band dando traço. E o pastor vendendo sua tv por assinatura… Pô, ajuda aí!!!

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