March 29, 2010

Menos Fé

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:47 pm
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Não sou um grande fã de realities. Nem considero o Boninho capacitado pra ocupar o cargo que tem na maior rede de televisão do país. Mas, por vias tortas, acabou acertando em certos aspectos nessa edição do BBB. Me refiro a medida de apressar o passo na reta final do programa. Sempre considerei muito sonolento o período final, onde temos menos de 6 participantes, alguns em briga aberta e sem se falar. O público também já definiu seu preferido nessa fase. Os conflitos e namoricos já estão saturando…
Mesmo que a decisão do Boninho seja motivada por razões diversas, o resultado final foi até útil. Vamos logo “pros finalmentes” e chega de mostrar 3 ou 4 participantes roncando em cantos diferentes da casa em plena luz do dia.
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A Band e a Gazeta prometem mudanças radicais para os próximos dias. A primeira deve encerrar a longa relação com o R. R. Soares e retirar a pregação do horário nobre. Vale lembrar que a Band já havia tentado a mesma ação uns 2 anos atrás. Só que o pastor jogou 2 malas de dinheiro sobre a mesa e ficou o dito pelo não dito.
Mas desta vez a decisão parece irrevogável. Já estão até com os enlatados prontos pro lugar da pregação. Desta forma, entre as principais redes, só a Rede TV continua alugando horário noturno ou vespertino para religiosos.
No caso da Gazeta o anunciado é o fim do horário alugado pelo chatíssimo Best Shop. Nossa, aquilo até cansava de tão repetitivo. Resta ver o que a Gazeta vai arrumar para ocupar o horário. Dizem que vão abrir espaço para produções independentes. Vamos ver…
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No outro dia eu falei sobre a minha dúvida no assunto Band X Indy. Era aquilo mesmo que eu temia. Não passou de fogo de palha todo aquele barulho durante o GP em São Paulo. No último Domingo teria uma etapa e a Band não iria exibir. Por “sorte” um temporal adiou a corrida para esta Segunda.
Traduzindo: o espectador que quiser acompanhar TODAS as etapas da F. Indy não deve contar com a Band.
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Trófeu Imprensa no SBT, Melhores do Ano (ou da Globo) no Faustão… Uma baita perda de tempo. Total inutilidade. Um teatrinho muito fajuto. Jogo de cartas marcadas. Troca de favores.
Os adjetivos que eu poderia usar são muitos. Mas essas premiações não merecem que eu gaste meu teclado. Pra resumir vou usar uma única palavra: lixo!!
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Pra quem gosta de saber da audiência. Média diária em 28/03:
SP
Globo – 17.7
Record – 7.8
SBT – 6.7
Band – 2.5
RedeTV – 1.8

RJ
Globo – 16.2
Record – 9.3
SBT – 7.2
Band – 1.6
RedeTV – 1.1
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William Waack no Jornal da Globo: “Quem escreve bem, escreve em qualquer veículo” (sobre Armando Nogueira). Pois é, nem tenho muito para falar sobre essa triste data. Só lamentar. Ainda mais quando o nível médio dos atuais “repótis” é tão baixo. Alguns não conseguem segurar o microfone, respirar e pensar ao mesmo tempo. Acho que precisariamos ter um Armando Nogueira em cada emissora de televisão. Pelo menos.

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March 25, 2010

Marketing de Pilantragem

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:42 pm
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Nem se fosse combinado daria tão certo. Na última coluna falei sobre a falta de ética de nossas emissoras, sobre a ganância, sobre a mentira para encobrir ações de marketing… Bem, na última Segunda (quase Terça), zapeando, vi dua cenas muito interessantes no programa da Hebe. Na primeira ela fazia o merchan do cartão do banco Panamericano. E dizia que adorava o cartão, que o usava TODO dia. Ah, tá… Deve usar todos os dias. Especialmente quando viaja pra Paris ou Nova York. Nas lojas de grife. Ela tem conta no Citibank e cartão Visa Internacional mas, sabem como é… O cartão do Panamericano sorteia prêmios de 1.000 Reais por mês e é uma gracinha.
Mas isso foi fichinha perto de outra ação (mal disfarçada) de marketing. Colocaram o ministro Patrus Ananias no palco, como se fosse um simples convidado. Lá pelas tantas a Hebe se vira e pergunta sobre o bolsa família, quantas pessoas eles ajudava. E aí o ministro fez o jabá do governo e vendeu seu peixe. Dois “atores” interpretando a cena combinada. Só que não foi nada casual ou espontâneo. Aquilo é jabá. É pago. Não é crime, mas deveria ser feito de maneira mais clara. Do jeito que anda está muito próximo de um estelionato. Estão enganando o espectador.
Se bem que… Somando-se o SBT, governo federal e a d. Hebe… Não pode sair coisa boa. Nem perfume francês pra disfarçar o cheiro de sujeira.
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silvio santos panamericano caixaPor falar nisso… Tem uma turma que adora sentar no boteco e discutir política, futebol, televisão… E todos vivem repetindo aquele discurso velho sobre a Globo, BNDES, governo (s)… Vocês estão muito desatualizados. Leram a nota acima? Então, além de ser um jabá pago, tem outro detalhe nessa história. No meio do ano passado a Caixa socorreu o Panamericano comprando mais de 40% de sua ações. O negócio passou dos 700 milhões (isso mesmo, 700 milhões pro bolso do Homem do Baú). E deu um gás para as empresas do grupo SS. Pesquisem sobre isso pela Internet para ver mais detalhes.
Sem falar que essa interferência do departamento comercial em outros não é novidade alguma no SBT. Já falei sobre isso em duas ocasiões aqui no Tevezona; só em 2009. Empresas públicas, empresas privadas… Tudo bem que não tenho prova documental de nada. Nem é essa minha função. Mas o cheiro de sujeira dá pra sentir, de longe.
Logo depois destes fatos o SBT passou a usar o slogan: “jornalismo do SBT, você pode confiar”. Tem certeza, sr. Nascimento? Você bota a sua mão no fogo? Eu não coloco nem a minha unha.
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Aliás, esse negócio de ações de marketing virou uma terra de ninguém. Cada emissora faz o que, quando e como julga correto. Sei não…
Não posso dizer que a iniciativa deve partir da ABERT, da ABAP ou de outro orgão representativo. Mas precisam regulamentar essa bagaça. E não é muito difícil. Basta ver os jornais e revistas. Sempre que vendem espaço para uma publicidade que simula uma matéria editorial eles colocam uma tarja no alto do anúncio: “informe publicitário”. Vão me dizer que as emissoras não podem colocar uma tarja durante os jabás?? Heh… Pode até ser que fique esteticamente feio. Ok. Mas a pilantragem atual é muito mais feia.
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Falando em pilantragem… Tenho que dar os parabéns ao CQC. Especialmente pela matéria envolvendo a prefeitura de Barueri. O primeiro ponto positivo foi a criação da reportagem. Botar um rastreador na televisão, um alarme, acompanhar os movimentos por GPS… Parabéns mesmo! O segundo foi dar corda para que nossos políticos se enforquem sozinhos. E os caras mentem. Dinheiro na cueca, na meia, nas mãos… E eles negam tudo. Mentem, mentem, mentem, mentem…
Talvez por isso o CQC da Segunda passada chegou a passar 9 pontos de pico, com 8 de média. Por outro lado a d. Hebe ficou na base de 4, 4 e meio. Mas isso era previsível. Leiam a coluna do início de Março. Ela tinha passado dos 8 pontos na reestreia e eu falei que aquilo era fogo de palha e logo voltaria ao nível de 4 ou 5 pontos. Acertei na mosca!
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Algumas emissoras estão usando o julgamento dos Nardoni para provocar sensacionalismo e elevar a audiência de certos programas. Especialmente os vespertinos. Nos programas com audiência muito ruim até que funcionou. Nos demais a tática não surtiu tanto efeito.
Bando de urubus! Querem audiência?? Vão trabalhar.
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Se você estiver zapeando e aparecer um rapazinho patinando, não se assuste. Isso é a Record News, o canal de notícias (!!!!!!!!!!!) 24h em tv aberta da Record.

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March 22, 2010

TV Cassino

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:27 pm
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Alguns dias atrás eu falei sobre a entrada de um daqueles programas de quiz na Rede Brasil, a RBTV. Pois esse mesmo programa também está sendo exibido na MTV. Nos últimos dias um congênere está passando no SBT, de madrugada. Todos no mesmo estilo já usado no Interligado, da Rede TV e num programa exibido na Band. Aliás, é mais fácil listar as emissoras que não embarcaram na jogatina telefônica. Parece que a máquina de arrancar dinheiro dos espectadores (ou idiotas pelo que parece) está funcionando a todo vapor.
O esquema é bem simples: o sujeito precisa encontrar erros numa figura ou formar palavras partindo de letras embaralhadas. E o prêmio em dinheiro é a isca para pegar os tolos. Quem não gostaria de juntar 8 letras embaralhadas e ganhar 400, 800 ou 2.000 Reais?? Mas aí vem o X da questão, só participa da jogatina quem ficar horas e horas acumulando pontos ao responder perguntas idiotas pelo telefone. E o custo da ligação não é baixo.
O problema é que ninguém esclarece nada ao espectador (a vítima). A moça fica berrando que precisa ter a resposta, que está aguardando um telefonema e outras imbecilidades. Mas nunca diz quanto custa a ligação, quantos pontos precisam ser acumulados ou que já existem milhares de pessoas na sua frente. Nada é claro. E tudo é dúbio. Nem sei dizer se aquilo é auditado ou fiscalizado por algum orgão responsável. Mas o cheiro é de trapaça. Cheiro forte.
O mais estranho é que ninguém (das nossas autoridades) se pronuncia sobre a tramoia. Nenhum orgão judicial, nem o ministério das comunicações, nem o legislativo… Nada! Todos fingindo que não sabem do golpe escandaloso.
Enquanto isso as empresas que promovem a jogatina, as telefônicas e as emissoras vão repartindo o lucro fácil que a pilantragem proporciona. E o espectador mais desinformado vai sendo ludibriado a cada dia.
Qual a credibilidade de uma emissora que participa e compactua com um golpe desses? Como pode dizer que promove a cultura, a informação e o lazer? Como pode denunciar a corrupção e os escândalos em seu telejornal quando horas antes estava abrindo espaço para tamanha pilantragem??
Isso sim é uma VERGONHA!!
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Falando nisso… No último Sábado o senhor Otávio Mesquita iniciou o seu poker das estrelas.Tudo patrocinado por uma empresa internacional de cassinos. E com a participação de alguns (mais ou menos) famosos.
Curioso, dizem que o jogo é proibido no Brasil. Dizem… Mas programa sobre poker pode. Daí pensei no seguinte: porque não fazem um programa sobre drogas? Seria, assim, um Cheirando com os Famosos. Os caras lá fumando, cheirando, injetando e contando como estão ficando doidões. Não seria legal? Ilegal não é. Na televisão pode tudo.
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Posso estar enganado, não tenho acesso ao departamento comercial da Band, mas… Tenho a impressão que a Band fez um acordo meio estranho com a Fnac. Parece que ela recebe um comissionamento pelas vendas geradas. Pelo menos é isso que dá a entender. A prática é muito comum na Internet. A maior parte dos anúncios na Internet remunera por comissão, não por exibição. Na televisão isso é novo. Acho que só vi algo parecido entre o Esporte Interativo e a Editora Abril. Não recordo de outro caso do tipo.
Pode até ser que o departamento comercial tenha feito um bom negócio. Mas é um caminho perigoso para uma emissora. Se a moda pega…
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Já tem um tempão que eu falei sobre as “reportagens sob encomenda” do Auto Esporte da Globo. Foi bem no início do site. Depois falei sobre o fato do programa ser intocável na grade. Quando tem F1 ou outra competição quem perde espaço é o Esporte Espetacular. O programa é o “queridinho” do departamento comercial. Mas a Globo sempre negou tudo.
Não assisto o Auto Esporte com tanta frequência, mas no Domingo retrasado notei algo interessante. Exibiram uma matéria sobre freios ABS. No finalzinho, bem no rodapé, apareceu uma legenda dizendo que aquilo era uma ação de marketing da Fiat. Pois é… Como se isso não fosse evidente desde o início do programa. Passaram anos negando, agora está aí a prova do que muitos suspeitavam.
É menos feio assumir que boa parte das reportagens é paga. Talvez todas.
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Mas isso que falei sobre o Auto Esporte não é um caso isolado.Temos dezenas de programas sobre automóveis na televisão. Até nas emissoras nanicas. E todos com o mesmo perfil. Ou seja, chapa branca. Tudo é bancado pelas montadoras. E o conteúdo também tem o dedo das fabricantes de carros.
Podem negar o quanto quiserem, mas a verdade é essa. Alguns programas são interessantes, o faturamento é alto… E a credibilidade é ZERO!!

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March 19, 2010

A Bela Samara Bastos

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 6:48 pm
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Hoje a seção Belas & Barangas está na base do meio barro, meio tijolo. 8 e 80. E serão apenas 2 convidadas, chega de moleza pra vocês.
A primeira, vou ser bonzinho, é uma bela e charmosa repórter do SBT. Acreditem, já foi miss. Em Camboriú ou algo do tipo. Depois virou repórter e hoje é uma das poucas beldades do SBT. Aliás, nesse assunto a emissora mais feliz do Brasil não anda tão bem. Se a gente for fazer uma lista… Mas a Samara Bastos é uma exceção. Boa repórter, bonita, simpática e… Casada. Mas nem por isso vai ficar menos bela, a Samara. A boa “samaritana”.
samara bastossamara bastossamara bastosreporter samara bastossamara bastosbela samara bastossamara bastossamara bastos
Gostaram do filé? Agora vem o osso. Ela é a primeira-dama do Tudo a Ver. A musa do agreste. A campeã das reportagens chatonildas. A criadora do jornalismo irritativo. A âncora do Titanic… Ela, Renata Alves:

renata alves record

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March 16, 2010

Band e Indy

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:20 am
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E finalmente tivemos a F. Indy de volta ao Brasil. Com alguns pontos positivos e vários negativos. Mas não foi o “final do mundo” como se temia. Vamos ver isso em detalhes:
A organização da corrida foi mais problemática que a transmissão da Band. Começando pelo local e data. Não sei se a cidade, São Paulo, e o local, Sambódromo, foram a melhor escolha. Eu li, desde o ano passado, que outras cidades desejavam receber a competição. Lembro de Ribeirão Preto, Salvador, Rio… Optaram pelo óbvio, São Paulo. E decidiram realizar a corrida num circuito de rua. Eu nunca gostei de circuitos de rua, nem na F1, nem na Indy e nem em corrida alguma. Ainda mais quando sabemos que São Paulo tem um belo autódromo, prontinho. Preferiram inventar um retalho de circuito. Outro problema foi o horário. Verão + tarde + São Paulo = chuva. Até uma criança de 4 anos sabe disso. Nem adianta reclamar.
Mas o maior problema da Indy em SP foi a pista. Só no Sábado, durante os treinos, foram descobrir que a parte do Sambódromo era lisa e os carros patinavam. Passaram a madrugada raspando o cimento vitrificado. E molhando a pista. Mas nem assim resolveu o problema da poeira. Basta rever a largada da corrida, pareciam estar num deserto.
Outro problema grave foram as ondulações em certos trechos. Ondulação não, aquilo mais parecia uma lombada. Assisto corridas há séculos (desde que Cabral chegou nestas terras) e não lembro de ter visto uma pista com tantos saltos. Procurem por “bump” em algum site inglês sobre a corrida.
E, finalmente, o último ponto que me chamou a atenção foi o vazio nas arquibancadas. No treino de Sábado o vazio era enorme. No Domingo o vazio foi parcial, mas ainda assim visível. Dá pra imaginar o que rolou de convite nos últimos dias. Claro que ninguém vai assumir que a corrida não teve o público esperado. Mas essa é a verdade.
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BandPegando a rebarba do último parágrafo… A Band deu uma de Globo. Ou seja, jogou o lixo pra baixo do tapete. Algumas falhas eram gritantes e ela só enxergava os pontos positivos. Tipo o nosso queridíssimo presidente. Talvez isso explique o patrocínio, quase todo estatal: Petrobras, Caixa, Correios… Assim, até eu.
No treino de Sábado o Luciano resolveu criar uma nova gramática. Eu já comentei aqui que ele é bem fraquinho em inglês, mas… Em inglês “practice” é treino ou treinar. Pois o Luciano do Valle resolveu aportuguesar a palavra e passou a repetir que os pilotos estavam na prática nº1, prática nº2… Tudo bem que treinar e praticar são palavras semelhantes. Mas nunca vi ninguém falando que “o Adriano faltou à prática de ontem no Flamengo”. É muito estranho pros meus ouvidos.
Ainda no Sábado a Eleonora Paschoal estava entrevistando um sujeito na fila de entrada pra arquibancada. Daí alguém, ao fundo, começa a gritar algo sobre a estrutura e organização. Não deu pra entender bem e não sei se tivemos outros problemas envolvendo o público. Mas, rapidamente, a Eleonora encerrou a entrevista e passou pro estúdio.
Durante a corrida pude observar algumas falhas. Até por ser um circuito de rua o posicionamento das câmeras não era o ideal. Mas talvez o problema fosse outro, em alguns momentos parecia que elas estavam mais preocupadas em exibir placas de publicidade que os carros. A câmera aérea também foi de pouca utilidade, pouco se via da pista ou dos carros, só a propaganda que dizia “visite São Paulo”.
Em outros momentos as câmeras ficavam indo e voltando buscando os carros; da direita pra esquerda e num ritmo frenético. Um sujeito que tivesse bebido umas e outras poderia acabar vomitando na sala. Uma das câmeras, lá pro final da corrida, começou a apresentar uma faixa azulada no meio da tela. Também tivemos problemas com as câmeras onboard, muita sujeira do meio pro final. Na F1 lembro que as câmeras onboard possuem um mecanismo automático de limpeza da lente.
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Apesar de todos os problemas da corrida a audiência foi muito interessante. A média ficou na base de 8 pontos, meio prejudicada pela interrupção causada pela chuva. Em certos momentos a Band chegou a passar dos 9 pontos e ocupar o 1º lugar, isto com base nos dados de São Paulo. De modo geral a corrida teve a metade da audiência do GP do Bahrein, que ficou entre 16 e 17 pontos.
Baseando-se nos dados acima dá pra se dizer que a Band tem um bom produto nas mãos. O problema é que ela não sabe otimizar o resultado. Lembro muito bem do que falei sobre as transmissões da Indy no ano passado. Ela não exibiu todas as corridas, algumas passavam só no Bandsports. Ela nunca passou os treinos. Ela não criou um programa (ou programete de 5 minutos) para divulgar a competição. Ela não formou uma equipe (ainda que pequena) para cobrir as corridas localmente. E a Globo faz tudo isso com a F1. Talvez por isso a Band nunca passou de 2 pontos de audiência.
Mas e agora?? Será que a Band vai cuidar da Indy pra valer ou vai continuar relegando a competição ao segundo plano?

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March 12, 2010

Smallvile Arquivado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:41 pm
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sbtLá vou eu com a mesma conversa chata de sempre. Menos de 2 meses atrás eu havia falado sobre a escolha de Smallvile para ocupar a faixa de seriados do SBT. Não acreditava que era a melhor escolha, por vários motivos. E o pior é que o SBT anunciava que iria exibir todas as temporadas.
O espectador mais atento já sabe de antemão que não deve confiar nesse tipo de promessa. Não só do SBT, outras emissoras também costumam cortar seriados ou novelas pela metade. O compromisso delas não é com o espectador, é com o Ibope.
Pois agora o SBT anuncia o cancelamento de Smallvile e a entrada de Cold Case no horário. Isso segundo a assessoria de imprensa da emissora. E por “assessoria de imprensa” se entenda o twitter da filha do dono. Exatamente.
Mas, enfim… Cold Case, ou Arquivo Morto, é melhor que Smallvile. A outra opção (dentre os seriados que a emissora já exibe) seria a série Desaparecidos. É legal também. O problema maior nem é esta ou aquela série. O grave neste caso é o desencontro de decisões da emissora. Percebe-se que o planejamento é feito nas coxas. Nas coxinhas da Dany :P
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Reina a tranquilidade nos corredores da Barra Funda. Pelo menos quando o assunto é o SBT. Nenhuma das novidades da grade 2010 do SBT conseguiu assustar a concorrência. Algumas já ameaçam se transformar num mico gigantesco, caso da novela Uma Rosa Sem Audiência. Sem audiência e sem mais nada!
Nem a volta da Hebe, que alcançou uns 8 pontos de média, é motivo pra preocupação na Record. Foi um programa atípico e o resultado circunstancial. Logo o programa volta ao seu padrão normal, entre 3 e 5 pontos. Longe da Record e brigando com o CQC pelo 3º lugar.
Aliás, eu já falei muito sobre os “zumbis” da Globo, esse é outro programa nessa categoria. Programa zumbi. Não faz o menor sentido atualmente. Mas dizem que agrada muito ao departamento comercial do SBT. Pode ser… As velhotas (e a D. Mafalda está aí como exemplo) devem comprar tudo que é anunciado pela loiruda. Tá bom…
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Se bem que… Não é só o SBT que sofre com o planejamento nas coxas. A Record se animou com os jogos de neve e adquiriu os Jogos Sulamericanos. Que servem de preparação pros Panamericanos, que servem de preparação pra Londres 2012, que serve de preparação pro Rio 2016… Hehehehe.
O dado curioso é que a Record comprou o evento 2 semanas antes da estreia. A equipe de Vancouver ainda estava desfazendo as malas, já vai ter que arrumar tudo de novo pra próxima viagem.
Meu medo é que a Record resolva transmitir os Jogos Universitários, os Jogos Estudantis, a Macabiada… Tomara que comprem o torneio de truco que o pessoal da minha rua realiza. Vou ficar atrás da câmera e dar um tchauzinho pra vocês :P
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Tudo que é demais enjoa. Mas parece que certas emissoras não se ligam no fato. Pois nesta semana eu quase não consegui assistir o Jornal da Band e o Jornal da Noite. A quantidade de reportagens sobre a Indy já passou do suportável. Estão exagerando. Muito. Divulgar a corrida é importante. Fundamental. Mas não dá pra se transformar os telejornais da casa num panfleto.
Curioso é que na Band é tudo assim: ou 8 ou 80.
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A notícia mais impressionante do ano: O Jô volta mais cedo das férias. Impressionante. Nunca pensei que fosse assitir isso.

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March 8, 2010

Os Fakes

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:27 am
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Dias desses eu estava vendo umas notícias sobre os realities e a opinião de certas pessoas sobre a votação. Diziam que o espectador não aceitava os fakes e eliminava tais participantes. Daí juntei isso com algumas notícias sobre o favorecimento das emissoras (Globo e Record) à certos participantes desses realities. Nem precisa ser um gênio para notar que a direção (ou edição) privilegia alguns. E ainda temos aquela (quase) tradicional suspeitava de manipulação dos votos.
Mas, então, quer dizer que o espectador não gosta de fakes? Não gosta de pessoas que ficam fingindo e interpretando um personagem nesses programas? E aí, munido do voto, elimina os “fakeiros”. Hahahaha. Só rindo mesmo. O que o povo menos sabe é identificar os fakes (falsos) e votar com alguma lucidez. Ele apenas imagina que sabe. Ou é induzido a pensar que sabe. Basta ver o monte de corruptos que o povo escolhe a cada eleição.
Quer dizer que só os participantes de realities ficam falseando na televisão? Os artistas e apresentadores são exatamente como aparecem na tela, cheios de simpatia e sorrisos?? Vocês efetivamente confiam na autenticidade de pessoas como o Gugu, Netinho, Márcia, Sônia Abrão e correlatos?? Hahahaha. Calma, melhor controlar o riso ou vou errar as teclas.
Então vamos fazer uma experiência: usem a caixa de comentários para fazer sua lista de fakes e autênticos. Escolham 5 nomes de artistas para cada opção. Vamos ver se estão realmente ligados.
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Já falei que meu gosto televisivo é muito estranho. Acho que prefiro as velharias. Sei lá… Sábado mesmo fiquei um bom tempo vendo a RBTV (Rede Brasil de Televisão). Aqui pelo site mesmo, na seção de tv online. Primeiro foi um filme, até legal. Depois, lá pelas 23h, o Arquivo X, que eles estão reprisando. Depois teve outro filme. A seleção de filmes deles é muito boa. Até podem ser filmes antigos, mas a qualidade compensa. Dias atrás consegui ver o Touro Indomável, de madrugada. Não tenho dúvida em dizer que o “corujão” deles é melhor que o da Globo.
E a RBTV ainda tem um monte de “relíquias”: Agente 86, a Feiticeira, Perdidos no Espaço, o Incrível Hulk (esse não sei se ainda passa), desenhos antigos… Pros saudosistas é uma festa.
O lado negativo é que o lixo da tv aberta já começa a invadir a emissora. Nesta Segunda estreia um daqueles programas de “quiz” que só servem pra irritar a gente e arrancar um dinheiro dos otários. A velha estória do departamento comercial estragando o artístico. Eh…
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Também nesta Segunda volta o programa da Hebe à grade do SBT. Muitas chamadas. A maioria usando a doença da apresentadora como gancho. O nome disso é apelação. Apelação barata!!
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Ontem a Globo exibiu a festa do Oscar. Não consegui ver mais que uns 5 minutos. Pena, gosto muito da Maria Beltrão. Mas muito do que falei sobre os jogos de neve vale pro Oscar. Uma festa de americanos pra americano ver. E pra vender seus filmes.
Sem falar que a tradução simultânea foi uma “torre de Babel”. Tentaram traduzir até o diálogo dos filmes. Uma confusão. Em certos momentos aparecia um apresentador falando e eles ainda traduzindo a cena que havia acabado de passar. Muito ruim!
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Na coluna passada eu falei sobre a vantagem expressiva da Globo em outras praças fora do eixo Rio-São Paulo. Vejam só a audiência média do dia 5/03 em Belo Horizonte:
Globo – 20
Record – 4,2
SBT – 3,9
Band – 2,2
Rede TV – 1,1
Quase 5 vezes a audiência da 2ª colocada!!
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Nos comentários o Alexandre falou sobre o patrocínio (exagerado) da Intel no Olhar Digital. É verdade. As notícias sobre processadores a gente deve deletar. Faz de conta que nem viu. E ele também comenta sobre o Ronaldo Giovaneli nas transmissões esportivas da Rede TV. Mas, meu caro, o Ronaldo cumpre a sua função lá: torcer. Foi contratado para isso. O único comentarista da emissora é o Bruno Prado.
A Jocilene falou sobre as facilidades da Globo no período da tarde e sobre o público cativo. Concordo. As outras emissoras amontoam lixo no horário e a Globo fica confortável e acomodada.

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