April 5, 2010

Overdose Recordiana

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:48 pm
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rede recordGrade de televisão é uma coisa complicada. Ou nem tanto. Muitas vezes é o pessoal que gosta de complicar. Querem reinventar a roda. Ou insistem em fórmulas e teorias furadas. E o resultado é isso que vemos diariamente em várias emissoras.
Podemos criticar a Globo por muitas coisas erradas. Tem muito lixo por lá. Mas a montagem da grade é um dos pontos fortes. Nada é casual e tudo faz sentido. Tanto é que o esquema é o mesmo desde 1900 e guaraná de rolha. E ninguém é louco de mexer naquilo que está dando certo.
Por outro lado, lá pelas bandas da Barra Funda… O pessoal ainda não aprendeu a equação. É preciso avaliar o horário, o perfil do público, a concorrência, o programa anterior, o que virá na sequência… Dá um certo trabalho, mas não é impossível. Mas a Record comete erros graves. Ela exagera na dose, como de costume.
Vejam só o jornalismo na emissora: logo cedo entra o Direto da Redação e o jornal regional. Ambos com o mesmo conteúdo e mesma roupagem. No caso de São Paulo a única diferença sensível é na parte da beleza, indo da Adriana Reid até o extremo oposto, com o Faccioli. Mas os dois programas são redundantes. E, pra piorar, logo depois entra o Fala Brasil. É quase o mesmo foco, só que com cobertura mais ampla. Quase 3 horas na mesma batida.
Chega a hora do almoço e entra o Record Notícias. Algumas praças tem jornais locais, mas todos seguem o mesmo estilo: popularesco e policialesco. E tome mais 2 horas de blá, blá, blá com a Luciana Liviero e comentarista policial da emissora. Cansou? Não pode. Na sequência vem o Tudo a Ver. Meio jornal, meio variedades, meio futilidades… Mas não muda tanto o foco.
Chega o horário noturno e a Record continua no firme propósito de cansar nossa paciência. O SP Record (ou algum jornal local) ocupa 1 hora com matérias quase exclusivamente policiais. Salvo quando temos uma enchente na capital paulista. Daí, como prêmio, entra o Jornal da Record com mais 1 hora e depois a versão fast-food do Tudo a Ver. Tudo muito colado, muito igual, muito repetitivo.
E, caso não tenham reparado, a Record é a única entre as redes nacionais que não apresenta jornalismo após a meia noite. Overdose num horário e carência em outro. Será que é assim que se monta uma grade de programação????
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Não bastasse tudo que digitei acima, a Record descobriu que violência e tragédias são um caminho fácil pra audiência. Está quase transformando os assuntos numa nova editoria. Ao mesmo tempo que outras quase inexistem no “jornalismo de primeira” que ela diz ter. O esporte, por exemplo.
Quem é mais velho, um pouco que seja, deve se lembrar daqueles jornais populares que existiam até pouco tempo. Do tipo que se espremesse um pouco sairia sangue. Todo dia tinha a foto de um baleado ou mutilado na capa. Violência e bandidagem era o tema em 95% das páginas. O pessoal dizia que essa era a “imprensa marrom”.
Pois bem, a Record usa o mesmo expediente em quase todos os seus telejornais. Só que não é marrom. É jornalismo de primeira. Ah tá…
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Da série Não Aguento Mais:
- Não sou de assistir o Fantástico, mas na semana retrasada perdi os gols da rodada e fiquei aguardando o quadro com os melhores lances no programa. Olha, eu tinha o Tadeu Schmidt em boa conta. Tinha!! O Fantástico está estragando o Tadeu. Um pouco de noção do ridículo é útil em certos momentos. Ou, logo, o Tadeu Schmidt aparece lá fantasiado de Carmem Miranda.

- E tem mais dois, na Band, que andam exagerando “na tinta”. O Luciano do Valle e o Neto precisam se controlar. É tanta, mas tanta babação que está ficando constrangedor para quem asiste. Corre o risco de, hora dessas, trocarem uns beijos ao vivo.
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Eu juro que estava com um texto anotado pra falar sobre a equipe da Band na Copa. Iria criticar a não inclusão do Nivaldo Prieto e da Paloma Tocci na equipe “africana”; eles vão ficar no Brasil.
Mas eis que leio uma boa notícia no Canal 1: a Paloma se encheu e pediu o boné. E já está em conversação com a Rede TV para apresentar o programa esportivo da emissora. No lugar da Flávia Noronha. Muito bom!! Pra Paloma e pra Rede TV. Isso se o fato se concretizar.
Mas os fãs da Flávia Noronha podem ficar calmos. Ela continua no ar. Só que… No Tv Fama. Coitada.
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Só fico pensando até quando o Nivaldo Prieto vai ficar aguentando a situação atual na Band. Ele não merece isso. É muito mais narrador que muitos que andam por aí. Mas precisa se valorizar. E ser valorizado.

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April 1, 2010

Tolice Cara

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:48 pm
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Sabem o método mais fácil para uma emissora torrar 5 milhões de Reais? Não? Basta contratar um ex-jogador para ser comentarista durante a Copa. Com o agravante desta emissora não transmitir nenhum jogo da competição. E com o 2º agravante dos comentários do sr. Edson serem inseridos num programete de 1 minuto espalhado na programação. Exatamente isso: um bloco de 1 minuto durante alguns meses pela módica quantia de 5 milhões.
Trata-se de uma medida estúpida e irracional (novamente) do SBT. Ou de seu dono. Não vai surtir nenhum efeito positivo. Nem na audiência nem no faturamente. Parece mais um capricho do SS.
Começa que a opinião do sr. Edson não vale 5 milhões. Talvez valha 5 mil. Estourando. Quem entender de futebol e tiver um pouco de memória haverá de recordar o festival de tolices que o “rei” já pronunciou. Não que seja um caso isolado. Minha afirmação vale pro sr. Neto, pro Edmundo, pro Raí… Nem juntando todos eles dá pra se formar um comentarista com 20% da capacidade de um João Saldanha.
O segundo ponto é que nenhum espectador vai mover o traseiro da cadeira para acompanhar os comentários do sr. Edson. Nem sonhando!!! O Edson era bom dentro de campo. Fora dele não passa de um “zé mané”. Uma nulidade.
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O mais surpreendente é que essa mesma emissora está prestes a cancelar o projeto de uma nova novela, ambientada no Ceará. O motivo é que as locações (externas) irão encarecer demais a produção. E o SS já não anda satisfeito com o atual custo dos capítulos produzidos em estúdio. Imagina com um monte de externas… Curioso, grana pro Edson falar mer… porcaria eles tem; dinheiro pra produzir uma novela diferenciada não há. Vai entender…
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Aliás, se a gente for analisar bem, tirando a Globo, só conseguiu êxito com novelas a emissora que apostou na ousadia. Que fugiu do esquema batido do folhetim água com açúcar. Mesmo com eventuais falhas no texto, na interpretação ou na produção.
Um bom exemplo disso foi a Record. Mesmo odiando as novelas da emissora, só deu certo quando criaram uma estória de mutantes ou quando exploraram a violência. Tudo bem que a emissora passou dos limites do bom senso ou do ridículo. Exagerou na dose. Mas o fato relevante é que só obteve sucesso de audiência quando ofereceu um “prato” diferente ao espectador. Só não enxerga isso quem não entende nada de televisão.
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A Rede TV continua na sua “luta diária” para catar as migalhas do BBB. Tirando seus telejornais, todo o resto da programação aproveita pra tirar uma casquinha no programa global. Uma coisa ridícula. E muito mais ridícula ainda por proibirem a citação nominal do programa. Só falam em “um certo reality”.
Quem pensa pequeno será sempre pequeno.
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E por falar na Rede TV, ele também havia prometido reduzir seus horários alugados. Falei sobre a situação da Band e Gazeta nesse tema na última coluna. Mas acabei esquecendo da Rede TV. Pois bem, ela foi a primeira emissora a prometer tais mudanças na grade. Já estamos em Abril; 25% do ano se passou. E nada de mudanças. Nenhuma palha foi movida.
É típico. Típico de uma emissora dirigida por amadores.
Desse jeito vai é continuar disputando o 5º lugar de audiência com a CNT. E olhe lá!!

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