Overdose Recordiana
Grade de televisão é uma coisa complicada. Ou nem tanto. Muitas vezes é o pessoal que gosta de complicar. Querem reinventar a roda. Ou insistem em fórmulas e teorias furadas. E o resultado é isso que vemos diariamente em várias emissoras.
Podemos criticar a Globo por muitas coisas erradas. Tem muito lixo por lá. Mas a montagem da grade é um dos pontos fortes. Nada é casual e tudo faz sentido. Tanto é que o esquema é o mesmo desde 1900 e guaraná de rolha. E ninguém é louco de mexer naquilo que está dando certo.
Por outro lado, lá pelas bandas da Barra Funda… O pessoal ainda não aprendeu a equação. É preciso avaliar o horário, o perfil do público, a concorrência, o programa anterior, o que virá na sequência… Dá um certo trabalho, mas não é impossível. Mas a Record comete erros graves. Ela exagera na dose, como de costume.
Vejam só o jornalismo na emissora: logo cedo entra o Direto da Redação e o jornal regional. Ambos com o mesmo conteúdo e mesma roupagem. No caso de São Paulo a única diferença sensível é na parte da beleza, indo da Adriana Reid até o extremo oposto, com o Faccioli. Mas os dois programas são redundantes. E, pra piorar, logo depois entra o Fala Brasil. É quase o mesmo foco, só que com cobertura mais ampla. Quase 3 horas na mesma batida.
Chega a hora do almoço e entra o Record Notícias. Algumas praças tem jornais locais, mas todos seguem o mesmo estilo: popularesco e policialesco. E tome mais 2 horas de blá, blá, blá com a Luciana Liviero e comentarista policial da emissora. Cansou? Não pode. Na sequência vem o Tudo a Ver. Meio jornal, meio variedades, meio futilidades… Mas não muda tanto o foco.
Chega o horário noturno e a Record continua no firme propósito de cansar nossa paciência. O SP Record (ou algum jornal local) ocupa 1 hora com matérias quase exclusivamente policiais. Salvo quando temos uma enchente na capital paulista. Daí, como prêmio, entra o Jornal da Record com mais 1 hora e depois a versão fast-food do Tudo a Ver. Tudo muito colado, muito igual, muito repetitivo.
E, caso não tenham reparado, a Record é a única entre as redes nacionais que não apresenta jornalismo após a meia noite. Overdose num horário e carência em outro. Será que é assim que se monta uma grade de programação????
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Não bastasse tudo que digitei acima, a Record descobriu que violência e tragédias são um caminho fácil pra audiência. Está quase transformando os assuntos numa nova editoria. Ao mesmo tempo que outras quase inexistem no “jornalismo de primeira” que ela diz ter. O esporte, por exemplo.
Quem é mais velho, um pouco que seja, deve se lembrar daqueles jornais populares que existiam até pouco tempo. Do tipo que se espremesse um pouco sairia sangue. Todo dia tinha a foto de um baleado ou mutilado na capa. Violência e bandidagem era o tema em 95% das páginas. O pessoal dizia que essa era a “imprensa marrom”.
Pois bem, a Record usa o mesmo expediente em quase todos os seus telejornais. Só que não é marrom. É jornalismo de primeira. Ah tá…
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Da série Não Aguento Mais:
- Não sou de assistir o Fantástico, mas na semana retrasada perdi os gols da rodada e fiquei aguardando o quadro com os melhores lances no programa. Olha, eu tinha o Tadeu Schmidt em boa conta. Tinha!! O Fantástico está estragando o Tadeu. Um pouco de noção do ridículo é útil em certos momentos. Ou, logo, o Tadeu Schmidt aparece lá fantasiado de Carmem Miranda.
- E tem mais dois, na Band, que andam exagerando “na tinta”. O Luciano do Valle e o Neto precisam se controlar. É tanta, mas tanta babação que está ficando constrangedor para quem asiste. Corre o risco de, hora dessas, trocarem uns beijos ao vivo.
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Eu juro que estava com um texto anotado pra falar sobre a equipe da Band na Copa. Iria criticar a não inclusão do Nivaldo Prieto e da Paloma Tocci na equipe “africana”; eles vão ficar no Brasil.
Mas eis que leio uma boa notícia no Canal 1: a Paloma se encheu e pediu o boné. E já está em conversação com a Rede TV para apresentar o programa esportivo da emissora. No lugar da Flávia Noronha. Muito bom!! Pra Paloma e pra Rede TV. Isso se o fato se concretizar.
Mas os fãs da Flávia Noronha podem ficar calmos. Ela continua no ar. Só que… No Tv Fama. Coitada.
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Só fico pensando até quando o Nivaldo Prieto vai ficar aguentando a situação atual na Band. Ele não merece isso. É muito mais narrador que muitos que andam por aí. Mas precisa se valorizar. E ser valorizado.

