Mais Belas e Menos Feras
Acontecem coisas curiosas na nossa televisão. E não é exclusividade de uma ou outra, é quase uma regra geral. Falo dos sucessos de geração (quase) espontânea. Não que o programa que vou analisar já seja um sucesso, mas o início foi bem promissor. E olha que nem foi anunciado “oficialmente”. Eu havia lido uma nota na Internet, depois o Leonardo deixou um lembrete na caixa de comentários. E acabei vendo a estreia do Belas na Rede. Gostei. Talvez por não ter nenhuma expectativa inicial; sei lá.
Bem diferente do ocorrido com o Mega Senha. A Rede TV comprou o formato da Fremantle, criou um baita cenário, gravou pilotos, divulgou por quase um mês… E o resultado foi pífio. Um programa ruinzinho e a audiência no mesmo patamar do Superpop.
Já o Belas na Rede pareceu ter sido produzido no improviso. Na base do “vamos que vamos”. Até a passagem do Vanucci pra Paloma ficou mal ajustada. Senti um clima de “saia justa” no ar - e nem era a saia da Paloma Tocci. E talvez isso explique o nervosismo inicial da bela. Ou talvez fosse a expectativa pela estreia mesmo. Mas foi coisa de 4 ou 5 minutos. Daí pra frente a Paloma entrou no ritmo. E vamos lembrar que o programa é ao vivo, todo mundo tropeça ou vacila em algum momento. A diferença está na forma de driblar esses tropeços.
Outro ponto positivo foi a Marília Ruiz. Uns 15 dias atrás eu vi ela como convidada no Esporte Interativo e fiquei meio espantado da Marília estar (meio) ausente da telinha. Minha última lembrança dela foi na Record ou em algum programa do sr Milton das Neves; nada muito positivo. Mas a Marília mandou bem: segura, aguda e inteligente.
Outra supresa agradável foi a Cristina Lyra. Claro que já gostava da belezoca apresentando programas. Só não imaginava que ela também entendia do riscado. Não fez feio não, foi melhor que muito barbado chato e temperamental.
A última convidada foi uma jogadora de futebol feminino - não recordo o nome agora. Estava um pouco tímida mas não falou qualquer bobagem e manteve o nível do debate. E, finalmente, faço o registro da Gabriela Pasqualin, nas reportagens. Taí uma moça que evoluiu bastante. Lembro quando ela estreiou na Band (e não gostei muito do desempenho) e vejo a sua atuação agora… Tá bem melhor.
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A audiência do Belas na Rede ficou muito parecida ao número que o Bola na Rede conseguia antes, por volta de 2,5 pontos. Se pensarmos que o programa não foi divulgado pela Rede TV… Minha maior restrição fica no aspecto de posicionamento na grade e no horário. São dois programas parecidos, em sequência. Não sei se é a melhor opção. Acho que eu testaria umas alterações nessa grade dominical da Rede TV. Fazendo um pouco de ginástica dá pra criar algo parecido com o antigo Show do Esporte. Quase isso… A Rede TV vai ter o Italiano, tem 3 modalidades automobilísticas, 2 programas de debate… Mais um pouquinho e fecha um pacote legal.
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Nesta semana a Band está estreando sua faixa de séries, as 21h. A audiência inicial está longe do esperado e do adequado. O primeiro motivo é o conceito criado pela própria emissora: 21h, na Band, é tempo de pregação. Até desfazer o estigma… O segundo erro é bater de frente com um produto igual na Record e no SBT. Ficam as três brigando por um mesmo espectador e com um produto parecido. Vantagem pra Globo, que fica confortável com suas novelinhas. Ou pra Rede TV que fica como alternativa com o seu jornal.
Algumas das séries que a Band está exibindo eu já conhecia, são até legais. Poderiam render alguns pontos no Ibope. Mas não no esquema atual. Fica evidente que falta gás para brigarem com as rivais.
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Dia desses, zapeando, descobri o programa Mais Esportes na TV Aparecida. Um programa até simples, mas… Mas o curioso é ver como os fatos costumam desmentir o discurso. A Record vive berrando que é a emissora do esporte olímpico e coisas do tipo. Pois, junto ao SBT, que nunca foi ligado ao esporte, é a única rede que não tem um programa esportivo diário. Pois é…
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Pra quem gosta de saber a audiência, vai aí a média do dia 18/05 no Rio de Janeiro:
Globo - 18.6
Record - 9.3
SBT - 5.9
Band -1.9
RedeTV - 1.3
CNT - 0.6
TV Brasil - 0.2
E imaginar que a Band pretende roubar o 3º lugar do SBT ainda neste ano. Ah tá…

