Não pretendo ficar aqui me gabando de ter dito X ou Y, mas é bom avaliar alguns dos comentários recentes e o que aconteceu depois deles. Primeiro quero lembrar do que falei antes da Copa: a Globo e a Band até poderiam festejar o crescimento na audiência durante aquele período, mas, terminado o evento, elas teriam que voltar para a dura realidade. Ambas tinham (e tem) problemas sérios em sua grade. E os dados da audiência mostram que eu estava certo. Vejam a média de ontem (30/07) em São Paulo:
Globo – 15.3
Record – 6.8
SBT – 4.4
Band – 2.6
Rede TV – 1.9
O caso da Globo é fácil de identificar mas complicado de resolver. Quer dizer, não é complicado efetuar a correção, o difícil é a emissora se mover nesse sentido. Fica imóvel assistindo o desempenho pífio de certas figuras intocáveis. E todo santo dia esses programas sofrem na batalha da audiência. Fazem a alegria da concorrência. E o máximo que a Globo faz é um “retoque na maquiagem”. Nada substancial que mude o panorama. Sendo que, em certos casos, talvez nem uma mudança radical seja suficiente. Está na hora de remover os zumbis da grade.
O problema da Band é mais difícil. Falta produto. A emissora praticamente não tem nada decente até o final da tarde. O período da manhã e tarde fica numa interminável sequência que vai do traço até 1 ou 1,5 pontos. Só o Jogo Aberto, em SP, consegue superar a barreira dos 2 pontos. E, na minha humilde opinião, aí o caso é apagar tudo e começar do zero. Exatamente, corta toda a programação até o Brasil Urgente e coloca outra no lugar. E chega de programa de receitas, Márcia, sensacionalismo ou vídeos da web. É melhor mudar o disco. De outra forma a pretensão de tirar o 3º lugar do SBT vai ficar só nos sonhos. Mesmo que obtenha bons índices na faixa noturna. É pouco.
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Outro tema que abordei foi a idéia de que o SBT poderia tentar a produção de seriados em lugar de brigar diretamente contra as novelas da Globo ou Record. A principal vantagem desses seriados seria o baixo custo. Outro ponto favorável é que a emissora já tem um bom público nesse filão, através dos seriados importados que exibe.
Não, o tio Sílvio não adotou a minha sugestão. Nem de longe. Mas ele mandou reduzir o custo médio dos capítulos da próxima novela em aproximadamente 50%. A meta do SBT é que cada capítulo custe 100 mil. E isso já é uma prova que a minha tese estava correta.
Agora eu fico pensando, se é pra fazer uma novela de baixo custo, sem muitas externas, sem cidades cenográficas, sem um grande elenco, porque insistir no formato? Se o SBT não consegue um bom produto com 200 mil, será que vai ter com 100 mil?
Confesso que não tenho meios pra avaliar o custo de produção de tal ou qual programa. Mas, com certeza, é mais viável produzir um episódio de seriado (nas condições estipuladas pelo SS) com 100 mil do que um capítulo de novela.
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Desde garoto eu cresci ouvindo aquele discurso sobre o tal padrão Globo de qualidade. Existia o discurso e também a prática. A emissora zelava por tudo que colocava na tela. Até os maiores críticos da Globo admitiam isso. Atualmente…
Neste semana vi duas passagens que me deixaram em dúvida se ainda existe esse padrão global. Domingo passado o Pânico estava na base da reprise e acabei zapeando mais que o habitual. Lá pelas tantas, no Fantástico, me aparece o Maurício Kubrusly pajeando aquela coisa chata que o Paraguai inventou e uns bobalhões compraram, a Larissa. O pretexto foi um ensaio que a moça estava fazendo pro site da … Globo! Uma matéria tão idiota e sem motivo que talvez só servisse pro TV Fama. Sei lá quantos minutos e o Maurício fingindo que a tal musa paraguaia era uma mulher de enlouquecer os homens. Francamente, é assim que o Fantástico pretende recuperar seus antigos espectadores???
Na Terça eu, depois de muito tempo, tentei ver uns minutinhos do Casseta e Planeta. Esse é um dos programas que fazem parte da lista de zumbis na grade da Globo. Mas eu tentei. Juro. Até que me apareceu um quadro onde, satirizando uma novela da Globo (pra variar), meteram aquela piada velha e surrada do sujeito que beija a namorada pra curar o dodói dela em várias partes do corpo até que chega alguém e pergunta se ele também cura hemorróidas. Essa piada, caso vocês não saibam, foi contada ao índios pelo Pedro Álvares Cabral logo que ele desembarcou no Brasil. E o pior, os índios já conheciam ela!!!
Pois a Globo atualmente está assim. Jogam qualquer coisa no ar. Coisas que não serviriam nem pra Rede TV. E ninguém responde por isso. E ninguém se importa com isso. Azar de quem assiste.
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Fórmula 171|
Formigueiro no Busão » »
Nas últimas colunas abordei vários aspectos da manipulação dos fatos que presenciamos (costumeiramente) na mídia. E disse que me irrita muito ver o nível de percepção que as pessoas têm desses fatos. Ficam se referindo a casos antigos e surrados. E não é por falta de situações novas. Um bom exemplo é o que vem acontecendo nesse caso da escolha do Mano Menezes pra técnico da seleção. Não precisa ser um gênio pra perceber a felicidade da Globo (e boa parte da mídia) com a escolha do Mano. A reportagem do JN do Sábado passado foi uma clara demonstração disso. Só faltaram contar que o Mano ajudava as velhinhas a atravessar a rua quando era garoto. Todo o resto da reportagem “dirigida” estava lá. Conforme o encomendado.
Não vou dizer que a emissora não tenha motivos para elogiar ou ficar contente com a escolha do Mano. Existem razões claras para isso. A primeira é o Dunga; depois dele qualquer técnico seria recebido com alegria. Mas existem outras razões. E estas ficam ocultas. São as razões não tão nobres. Os acordos velados. Ou implicítos. A troca de favores. Ou de gentilezas.
Pois é, a Globo ficou tão ocupada preparando reportagens favoráveis ao Mano que esqueceu de mostrar os bastidores da contratação do novo técnico. Esqueceu, por exemplo, de mostrar o final da conversa entre o dono da CBF e o Muricy. E uso a palavra “esqueceu” com o maior tom de ironia que possa ser aplicado. Pelo menos eu não vi em nenhum telejornal da Globo a cena do sr Teixeira virando a cara pro Muricy Ramalho enquanto este tentava se despedir, ficando com a mão esticada por vários segundos. Se passsou … E não vi a cena na Band, que também não gosta de criar confusão com quem pode lhe incomodar. Na realidade a cena passou no SBT, que não tem relação com a CBF e nem depende de agradar o “dono” da entidade.
Omitir os fatos é uma forma de manipular. A outra é distorcer. E temos isso diariamente em todas as nossas queridas emissoras. Basta ficar atento que a gente encontra N situações. Não precisamos recorrer as eleições de 89 ou à campanha das “diretas já”. Repito: a manipulação é diária e constante. Quase nada se salva.
Mas, no final das contas, foi muito bom o Muricy rejeitar o convite do dono da CBF. Trabalhar pra um sujeito que vira a cara quando é contrariado não serve pra quem tem “sangue nas veias”. A dignidade vale mais que um bom contrato. Ainda que muitos optem pelo bom contrato.
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As duas frases anteriores também se aplicam ao caso da Ferrari-Massa-Alonso. Foram propositais. Bem, não vou me aprofundar muito nesse assunto sujo não. Uma podridão dessas não merece o espaço e minha perda de tempo. Se bem que eu já perdi muito tempo assistindo corridas de F1. Tempo demais. Foi um erro. Assim como eu errei ao classificar a F1 como esporte em vários artigos aqui no Tevezona. Me desculpem. A F1 é um negócio. São empresas exibindo seus patrocínios enquanto os carros dão voltas num circuito cercado por placas de propaganda. Os pilotos são funcionários. Funcionários contratados para cumprir ordens. Qualquer que seja a ordem. Essa é a regra. E quem não gostar que vá assistir outra coisa.
Por falar nisso a Fórmula Truck de Domingo estava bem animada.
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Na última semana a Band apresentou várias reportagens “batendo” nas empresas de telefonia que estão invadindo o mercado de tv paga. Muito bonito. Realmente, as empresas prestam um serviço horrível e caríssimo ao consumidor brasileiro e agora recebem como presente a concessão de TVs por assinatura. A crítica é plenamente justificável. Só que…
Só que eu conheço a Band. E já vi esse “filme”. Há alguns anos a Band entrou numa briga parecida. Mas naquela época foi contra as empresas de tv por assinatura. Reclamou, reclamou, reclamou… Daí ela conseguiu vender seus canais para essas mesmas empresas e, curiosamente, nunca mais voltou a tocar no assunto.
Ao assistir essas reportagens (e mais o editorial da Band) fiquei curioso e fui ver uma das empresas citadas, a Oi Tv. Ela não tem qualquer canal da Band em seus pacotes. Só como exemplo, o único canal de notícias (!!!) da Oi Tv é a Record News; não tem a Band News ou a Globo News. No campo esportivo tem o EI e ESPN e não tem o Bandsports ou o Sportv.
É como dizem: Tem caroço nesse angú. Ah tem…
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Pra não dizerem que esqueci da Record… Sábado passado eu estava assistindo a semifinal da Liga de Vôlei na Band (apesar do médico corinthiano na narração) e, lá pelas tantas, fui dar aquela zapeada habitual. Eram 20h e tanto e a Record socando o Pica-Pau na tela. Pode até dar audiência, não estou reclamando disso. O complicado pra mim é ver a 2º maior rede do país exibindo um desenho velho como tapa-buraco nas noites de Sábado. É muito pra minha cachola!
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Campeonato de Botão|
Padrão Globo de Ruindade » »
Acho que nem todo mundo conhece o Esporte Interativo. A emissora tem um comportamento que me provoca uma certa antipatia. É uma soberba, uma empáfia que… Lembra muito o jeito “malufiano” de ser. Não no sentido político, mas no pessoal. Tipo quando o cara está sendo vaiado pela multidão e fica sorrindo e acenando como se agradecesse aplausos calorosos. O famoso “viajou na batatinha”. Pois essa foi a impressão que o EI me causou ao anunciar a programação esportiva para 10/11, o ano quebrado do calendário europeu. A emissora perdeu seus dois principais campeonatos, Inglês e o Italiano, para a Rede TV. Em troca vai oferecer o Campeonato Argentino para o telespectador. Francamente… Prefiro assistir o campeonato de futebol de botão que o pessoal da minha rua organiza.
O Esporte Interativo ainda adquiriu as Copas da Espanha (do Rei) e da Inglaterra. Nada muito interessante ou empolgante. Assim como não me agrada o pacote de amistosos (internos) da Espanha, Alemanha e Inglaterra que eles irão transmitir. Tudo isso para se juntar ao mediano campeonato Alemão e ao fraco Português.
A parte boa dos eventos fica com o Sulamericano sub-20 que começa em breve e com a Liga dos Campeões. E, principalmente, com o basquete. O EI continua com a NBA e ainda vai transmitir os mundiais feminino e masculino de basquete. De quebra eles juntaram o mundial de handebol e algumas etapas do grand-prix de judô.
E finalizam o pacotão com a Super League, aquela corrida “maluca” e sem graça envolvendo equipes com nome de clubes. Eu já não aguento mais a “corrida de trenzinho” da F1, imagina essa daí…
Somando tudo, e dividindo pra fazer uma média… Nota 4. Tem muito pra melhorar. E não adianta dar uma “malufada” com sorriso amarelo. Não cola.
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Se o Esporte Interativo perdeu, a Rede TV ganhou nessa dança das cadeiras. Alguns meses atrás eu já havia informado que a emissora iria entrar mais forte no esporte neste ano, aí está. O problema maior nem está nos eventos que irá transmitir, está na equipe. É pequena e fraca. Antes mesmo de saber da compra do Italiano e do Inglês eu já ficava me perguntando se não estava na hora de reforçar a equipe esportiva da emissora. Agora então… E olha que tem alguns bons nomes dando sopa no mercado.
O curioso desse caso foi ver o valor (de tabela) do patrocínio do futebol europeu na Rede TV. Quase todo mundo sabe que o preço de tabela é uma ficção e os descontos são uma praxe do mercado, mas a emissora exagerou. Jogaram a pedida pra 60 e tantos milhões por cada cota (acho que 68, não anotei por escrito). E ficamos assim, quero 68, mas se oferecerem 10 a gente fecha o negócio 
E eu que achava que a Record era a campeã dos descontos.
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E por falar em Record… a empáfia do EI é fichinha perto do que acontece nos corredores da Barra Funda. Lá o pessoal viaja alto, muito alto. Alguns meses atrás os gênios da emissora (rasgando todos os manuais da televisão) resolveram aproveitar uma brecha entre duas novelas globais e decidiram reprisar os Mutantes. Podem buscar no Tevezona e ver que eu achava a decisão uma grande idiotice. Poderia até funcionar em parte (isso acontece volta e meia), mas não era a opção mais inteligente.
Pois agora, todo santo dia, a Record apanha feio durante a novelinha. Perde até pra Rede TV e Gazeta em certos momentos. Já puxaram pra trás, pra frente, cortaram os capítulos, meteram o Pica-Pau na cola… Mas não adianta. E olha que não foi por falta de aviso. E nem venham dar uma de tio Sílvio e cortar a novela na metade. Como diziam nossas mães: Vai ter que engolir tudinho, e sem fazer cara feia.
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E por falar no tio Sílvio… Não é que o homem se arrependeu de ter cortado a parte final da Rosa Com Amor?? Pois é, agora é tarde. O estrago já foi feito. O lado positivo é que ele assumiu o erro. Uma atitude rara nesse meio. Claro que pra ele é fácil, é o dono. Não vai ouvir sermão de ninguém e nem será demitido. Mas, ao menos, mostrou um pouco de humildade.
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O Quintal e o Canavial|
Fórmula 171 » »
A maior parte das pessoas (inclusive eu) tem um hábito meio perigoso: ouvimos uma afirmação várias vezes e acabamos repetindo a mesma sem refletir se ela ainda é verdadeira ou não. Vejam o seguinte caso, por toda a minha infância e juventude eu ouvi (centenas de vezes) a expressão de que “o Rio é o quintal da Globo”. Chegava alguém pra falar sobre televisão, mídia ou algo parecido e sempre tinha um pra soltar a frase. Talvez ela tivesse um certo fundamento, mas creio que o tom pejorativo era muito maior. A intenção básica da afirmação era desmerecer a emissora e os cariocas.
Muito bem, passou-se um bom tempo e parece que esse é outro conceito enterrado. Mesmo com boa parte do jornalismo e da produção da Globo ainda se concentrando no Rio. Basta olhar os números da audiência. Analisando as maiores capitais do país, é no Rio onde a Record alcança os recordes de audiência. Quer seja com as novelas, com os seriados, com os programas de auditório ou com os locais.
O mesmo vale pro SBT. Qualquer que seja o programa é sempre no Rio que ele alcança a maior média. Só como exemplo, no último domingo (18/07) o SBT obteve 10,2 de média diária no Rio de Janeiro. Isso é quase o dobro do que a emissora consegue em Minas. E bem mais do que a Record (com muito custo) consegue em São Paulo – por volta de 7 pontos.
Não sei dizer os motivos desse cenário. Nem vou me arriscar a inventar uma teoria fajuta para explicar os fatos; deixo a tarefa para algum sociólogo. O essencial é registrar a mudança. E, se possível, fugir dos discursos batidos. Ou mudar a frase: “O Rio é o quintal do SBT”.
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Outra coisa interessante é que a gente se acostuma com certas situações e nem pensa mais se elas fazem sentido ou não. Uma das coisas que nunca entendi (e aceitei) foi esse clima de “ponto facultativo” no jornalismo aos Sábados e Domingos. Algumas emissoras colocam um ou outro jornal no Sábado, as vezes só o noturno, outras nem isso. Domingo então…
Muitos de vocês devem estar com a resposta na ponta da língua: isso acontece porque falta assunto no fim de semana. Médio. Nem tanto assim. Sem falar que, por exemplo… E os noticiários esportivos??? Qualquer asno sabe que os principais eventos esportivos acontecem nos finais de semana. Então porque não temos os noticiários esportivos em edição normal aos Sábados? Sim, o GE tem a edição dos Sábados, mas a Band, a Rede TV, a Gazeta e todas as demais tiram folga. Simples assim. Algum gênio resolveu que o espectador não quer saber de notícia sobre seu clube (ou alguma modalidade) aos Sábados. O torcedor está se lixando se joga o Fulano, se o Beltrano está contundido, se o técnico vai mudar a escalação, o grid de largada da F1… Nada!! Sábado é dia de folga pros gênios da televisão.
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Outro dia li na coluna do Flávio Ricco que o SBT vai perder 4 milhões com a antecipação do final da novela Uma Rosa Com Amor. Pois é… Mas o tio Sílvio não pode reclamar não. Se ele aceita pagar 5 milhões pro Edson Arantes fazer aquela idiotice de 1 minuto sobre a Copa, não pode reclamar de perder 4 milhões com a novela. Sem falar que amputar a novela foi outra daquelas decisões descabidas do “patrão”. Poderia ter seguido normalmente até o final pois a audiência está até razoável pros padrões do SBT.
O pior de tudo é que vi o anúncio da substituta da Rosa Com Amor. É uma velharia chamada Canavial de Paixões – naquele tempo não haviam descoberto o etanol ainda e os canaviais só produziam paixões e açúcar. Hehehe. Mas, somadas todas as novelas reprisadas pelo SBT teremos quase a idade de Noé. E, pra completar, a audiência dessas reprises até que surpreende, ainda mais considerando que o custo é quase zero.
Vendo esse panorama no SBT fico me perguntando se ainda faz sentido a emissora insistir na produção de novelas. Eu acho que não. E, falando sério, acho que já passou da hora de se tentar um novo formato. Se eu pudesse palpitar diria que um seriado é algo muito mais viável pro SBT. Mais barato, mais maleável (na grade), e com a possibilidade de ser reprisado milhares de vezes (como já fazem com os enlatados atuais).
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Não me perguntem o significado da palavra “correspondente”. Eu não sei mais. Mas o fato é que a Milene Domingues será a correspondente esportiva da Rede TV na Espanha. Não faço idéia do que isso representa. Talvez mande umas notícias pelo twitter, por email, pelo MSN… Enfim…
Por outro lado a Band efetivou o Denílson “show” como comentarista de futebol e amenidades. Faz todo o sentido, fica o Neto no meio, o Edmundo na ponta direita, o Denílson na esquerda… A Band vai mesmo é montar um time de masters 
Por essas e outras eu só posso dizer: “a gente merece”!!!!!
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Rede de Mentiras|
Campeonato de Botão » »
Hoje a coluna será um pouco diferente. Vou juntar uns assuntos que abordei nas últimas semanas e expor evidências que comprovam as minhas afirmações anteriores. Quem acompanha o Tevezona deve saber que falei muito sobre manipulação, mentiras, meias-verdades e como sofremos esse bombardeio constantemente. Não é exclusividade da emissora A, B ou C. Nem mesmo da mídia de um modo amplo. Talvez seja uma característica da sociedade humana. Não sou bom pra esse tipo de análise, deixo o tema para os especialistas. O fato relevante é que ela existe. E nós devemos saber identificar e afastar esse tipo de manobra. Caso contrário…
Tempos atrás (pra mais de ano), um leitor deixou um link nos comentários onde um site de televisão (acho que o Na Telinha) mostrava claramente a manipulação de seus comentários, todos partindo de um IP da Record. Claro que todos os “comentaristas” falavam bem da emissora e criticavam as concorrentes. Lembro ainda que na época eu falei que já tinha visto comportamento parecido aos pesquisar sobre assuntos televisivos e encontrar um monte de blogs com conteúdo semelhante (inclusive material de divulgação) e sempre com a intenção de valorizar a Record (suas produções) e difamar as demais emissoras. Uma atitude muito parecida com aquela que a Record já pratica em seu “jornalismo de primeira”.
Eu me afastei desse tipo de blogs e sites e tudo ficou parecendo uma coisa de opinião; um “achismo” da minha parte e de mais algumas pessoas. Mas o tempo é um grande aliado da verdade. Eis que uns 3 dias atrás, pesquisando em um site de busca, acabei entrando num daqueles blogs manipuladores. São até “famosos”, tem muitas visitas e tal. Se bem que até o número de visitas eles manipulam fazendo confusão entre page views, visitas únicas e usando e abusando de javascripts para fazer o visitante ir e voltar várias vezes (para ver imagens, fazer comentários e outras coisas), impedindo o uso do botão direito do mouse.
Quem sabe o básico de jornalismo conhece a importância da manchete. O título tem um peso enorme em qualquer notícia. Ainda mais quando a maioria das pessoas não lê o resto da matéria. Qualquer um de nós já se pegou espiando as manchetes de jornais e revistas numa banca para saber as últimas novidades. Mesmo na Internet é comum que muitos leiam apenas o título e não se aprofundem no texto para saber se os fatos estão de acordo com o anunciado. É uma situação extremamente comum. Tão comum que permite certas manobras. Imaginem entrar num site e ler que: “Séries da Record lideram nesta Segunda”. Qual o entendimento que vocês fazem dessa afirmação? Até a d. Mafalda (que é mais burra que tantas e quantas apresentadoras da Rede TV) seria rápida em responder:
- Isso significa que os seriados da Record lideraram a audiência na Segunda.
É. Mas não é. Logo abaixo o texto desmente a manchete ao dizer que o CSI “manteve o segundo lugar isolado na média da audiência”. Isso me fez lembrar aquelas manchetes ufanistas que pipocam em certos jornais, tipo: “o Brasil é o maior produtor mundial de cotonentes; atrás dos EUA, Japão e China”. Ah, tá… Mas o blog segue com a confusão e termina informando que CSI NY ficou “em primeiro lugar durante 7 minutos”. Para quem não sabe o CSI NY é o seriado que a Record reprisa, de madrugada; enquanto o CSI das 21h é o inédito. Só que nenhum deles chegou a liderar a audiência. O das 21h ficou em segundo, isolado. Já o da madrugada liderou por apenas 7 minutos. Considerando que a duração média é de 60 minutos, ele ficou 53 minutos em segundo (ou terceiro). É praticamente impossível tirar em 7 minutos a vantagem que a concorrência abriu em 53.
Caso tenham dúvidas, eis a captura de tela do texto integral:

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Alguns podem dizer que isso foi um “pequeno erro” do blog, que não foi intencional, que ele não favorece a Record. Tá certo, podem dizer qualquer coisa, a opinião é livre. Mas vamos ver uma situação muito semelhante; só que agora envolvendo o SBT. No Sábado passado o programa Raul Gil ficou na liderança por 5 minutos. Vocês vão imaginar que o site também vibrou com a “liderança” do Raul. Mas não, o título dizia que “Raul Gil atinge a liderança por alguns minutos”. O que é verdadeiro. E vocês podem ver nessa captura aqui:

Curioso isso tudo. O mesmo site e a famosa “lei” do 2 pesos e duas medidas. Para os amigos, tudo; para os inimigos, porrada!
Não sei se o blog faz isso por tal ou qual motivo, mas que é manipulador, está bem evidente. Não dá pra discutir com as imagens. Eles estão mentindo. E sabem que mentem. Mas contam com a ignorância e com hábitos como esse de apenas ler a manchete ou de não confirmar os dados. Aceitamos tudo sem refletir ou analisar. E assim as mentiras vão se difundindo. Ainda mais que existe muita “massa” pra manobrar.
O Tevezona pode ser um site pequeno, talvez feio, atualizado sem muita frequência, até com alguns equívocos… Sou humano e não faço isso profissionalmente. Posso ser azedo nos comentários e ter um pavio curto. E vários outros defeitos. Mas… MENTIRA NÃO!!! Aqui não, violão!!
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Uma Omite e a Outra Abusa|
O Quintal e o Canavial » »
Os assuntos já estavam na pauta e a citação deles nos comentários só apressou o passo. Falo da fixação Recordiana em notícias policialescas e em ataques à Globo. O Daniel e o Leonardo opinaram e cada um defendeu seu ponto de vista nos comentários. Tenho que admitir que meu pensamento se afina mais com o do Daniel; especialmente quando ele fala da obviedade Recordiana em escolher os temas que lhe favoreçam na guerra aberta e declarada contra os inimigos de sempre. Até um bebê de 6 meses enxerga isso.
Claro que eu (e a maioria dos leitores) não defendo assassinos e estupradores. Sou até defensor de penas mais severas; prisão perpétua, por exemplo. E eu também abomino a manipulação da informação (abordei o fato em colunas recentes). A verdadeira isenção jornalística obriga a publicar os fatos, doa a quem doer. Seja rico, seja pobre. Seja famoso, seja anônimo. Esse seria o bom jornalismo. E ele não está presente na maioria das redações atualmente.
O mau jornalismo é aquele que presenciamos diariamente. Eu e muitos de vocês ficamos abismados com as 4 horas do Fala Brasil “especial” do último Domingo. Foram 4 horas com a Record espremendo e espremendo os casos da Mércia e do Bruno num perfeito exemplo de sensacionalismo e oportunismo barato. Não que a Record seja a única praticante deste exagero, não mesmo. O problema da Record é a obsessão. Ela não vê limites. Pode ser um reality show, uma novela, um quadro como o da plataforma suspensa, um caso policial… Tudo é “over”, como na vida de um viciado.
Mais algumas horas e a Record entra novamente num acesso drogatício, agora ao “reportar” o caso do garoto que estuprou uma colega em Florianópolis. É um prato cheio pra emissora. Só não digo que foi perfeito pois pra isso teria que ter um padre segurando a garota enquanto era estuprada pelo menor. Quem viu a reportagem do PHA (antigo capacho global e atual capacho recordiano) teve o exemplo claro de como agem nossas “queridas” emissoras. Uma omite o fato. A outra abusa do fato. E nenhuma dá a ele o devido peso. Ambas manipulam e tentam ludibriar o espectador. Podem até ser inimigas, mas são as duas faces da mesma moeda.
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Só como informação complementar, todo dia 100 mulheres são vítimas de abuso sexual neste país. Eu disse 100!!!! Isso representa 3.000 por mês, 36.000 por ano. Muitos violentadores são pobres e analfabetos. Talvez 90%. Mas restam os outros 10%. Será que nesses 10% não temos filhos de juízes, de políticos, de empresários…?? Ou mesmo os próprios? Será que a Record esqueceu os outros 35.999 casos de estupro, para se fixar nesse (que envolve um herdeiro do grupo RBS), por simples casualidade?? Pensem nisso.
E, caso a Record tenha interesse nesse assunto, deixo uma sugestão de pauta: existem milhares de menores se prostituindo diariamente pelo interior deste Brasil. Muitas com consentimento dos pais. Outras até obrigadas pelos país ou responsáveis. Existem mães que vendem a virgindade das filhas para qualquer um que tenha algumas dezenas de Reais. Se o PHA não estiver muito ocupado bajulando o patrãozinho…
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Mudando o rumo da conversa… Já perceberam como algumas “senhoras” da nossa televisão andam num momento extremamente negativo na carreira? Eu diria que quase todas as apresentadoras. Elas e seus programas “lixões”. Logo de manhã temos a Ana Maria (entrou na cabine) e seu Mais Você. Todo santo dia ela leva uma surra do (apelativo) Fala Brasil. A Globo acha bom e vai deixando. Depois temos a Sônia Abrão e seu programa “vale tudo”. A Rede TV está com uma chamada onde se caracteriza o A Tarde É Sua como “jornalismo factual”. Então agora esse é o nome que devemos usar no lugar de “apelação barata”. Mas nem assim a Sônia Abrão consegue uma média perto dos 2 pontos. E olha que ela tenta, ah tenta!
Na Band a Márcia anda frequentando o traço com uma assiduidade incrível. O programa dela sempre foi ruim, mas dava uns 3 ou 4 pontos. Atualmente continua ruim, e não dá audiência nenhuma. Só resiste mesmo graças aos 2 ou 3 merchans do cogumelo ou da Tekpix. O pior é que o fraquíssimo desempenho da Márcia Goldsmith vai ser premiado com um novo programa, aos Sábados. A Band, vou te contar…
No SBT a coisa também anda complicada. A Cristina Rocha tenta fazer um programa mais leve, mas aquilo é ruim demais. Botar umas velhas mocorongas pra bater boca na televisão é abusar da paciência do espectador. Já deu!!! A audiência também fica naquele patamar de 3/4 pontos; abaixo do esperado pelo SBT. E não tem jeito de mudar este panorama. O programa é ruim e nada pode consertar isso. E, finalmente, temos a “rainha da Inglaterra” da nossa televisão: d. Hebe. Dá até pena ver a situação dela. Parece um daqueles jogadores de futebol que passou dos 40 e não decide se aposentar, fica jogando em clubes de 3ª, 4ª, 5ª divisão… Acaba manchando a própria imagem. D. Hebe, com todo respeito, pede pra sair!
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A Copa acabou e, como eu havia dito, a Band está voltando à triste realidade. Uma das novidades preparadas para a guerra com o SBT foi o tal de Popcorn. Confesso que não vi a estreia. E nem pretendo ver tão cedo. Ainda mais que nada feito pelo Otávio Mesquita e pela Luize Altenhofen é do meu interesse. Ainda mais quando usam a mesma fórmula batida e repetida por “trocentos” outros programas. Ainda mais quando a única coisa “divertida” do Popcorn é tentar acertar quantos meses ele dura no ar. Vamos fazer um bolão??
Mas, falando sério, a Band não vai a lugar algum enquanto não arrumar TODA a grade matinal e vespertina. E eu falo em toda a grade. Só a faixa noturna está bem (apesar do R.R. Soares no meio).
Só como prova, eis a média do dia 12/07 em São Paulo:
Globo – 17.1
Record – 7.3
SBT – 5.0
Band – 2.8
Rede TV – 1.8
Cultura – 1.2
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Tia Fátima e os Caçadores da Cláudia Perdida|
Rede de Mentiras » »
Há uns 10 dias, navegando pela web, vi um site mostrando a imagem atual de antigas capas da Playboy. Basicamente debochando do estado atual das ex-musas. Um discurso previsível e equivocado. Algumas das citadas não eram grande coisa já naquela época. Lembro de um bom número delas. Em outros casos o tempo foi cruel. E em outros houve a natural decadência física que atinge (ou atingirá) a todos. É algo inevitável, quanto antes aprendermos melhor.
Uns dias atrás eu vi uma daquelas listas falando das belas jornalistas que atuavam na Copa de África do Sul. A matéria não citava a Fátima Bernardes mas alguns leitores começaram a sugerir a sua inclusão. Outros criticavam a indicação e a comparavam com apresentadoras bem mais novas.
Acho que estão todos errados. Primeiro que a tia Fátima nem deveria estar na África. Já passou do tempo e essa estória de musa da Copa já encheu. Também não deveria estar mais na bancada do JN. Já falei antes e continuo repetindo que ela já deveria ter um programa próprio (no lugar de um daqueles zumbis que a Globo insiste em manter na grade). Mas isso não depende de mim, os gênios da Globo que tratem de resolver os pepinos de lá.
Por outro lado não acho justo se comparar a tia Fátima com uma moça como a Paloma Tocci. Por mais que eu seja gamado na Palomita, isto não é correto. Também não é justo comparar a Fátima Bernardes de hoje (com 46) com a Fátima de 28 anos. Assim como não justo aquela comparação feita pelo primeiro site, mostrando mulheres na década de 90 (maquiadas e produzidas) e as mesmas hoje, castigadas pelo tempo e por uma foto de câmera digital.
Daí fui buscar os arquivos do “tio Marcão”. Não aquelas fotos que vocês encontram sempre no Google. Outras. Do tempo em que a Fátima não era a “titia Fátima”. Do tempo em que o tio William não passava o dia inteiro twittando. Uma época em que os trigêmeos nem sonhavam existir.
Vejam só a d. Fátima Bernardes quando era a “musa do Fantástico”:



Belas coxinhas 
E mais duas fotos achadas pela web. A primeira é o mais próximo que você verão da “petchola” da Fátima Bonner. A segunda foto… Nem faço idéia do que seja. Mas, cowgirl?!!? Indiana Jones???


Daí, vendo essas velharias que tenho arquivadas, acabei lembrando de uma apresentadora que fazia até mais sucesso (entre os homens) naquela época. Muitos nem devem saber quem é. Mas quem tiver mais de 30 anos há de recordar: Cláudia Cruz, aquela loira gatíssima que apresentava o Jornal Hoje. Posso garantir que (apesar da idade) eu não prestava tanta atenção nas notícias.Era um “ixxxxpetáaaaaculo” de loira. Ô tempo bom. Deu até melancolia. Mas vejam como a Cláudia Cruz está nessas fotos (meio) recentes:



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