July 13, 2010

Uma Omite e a Outra Abusa

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:00 pm
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Os assuntos já estavam na pauta e a citação deles nos comentários só apressou o passo. Falo da fixação Recordiana em notícias policialescas e em ataques à Globo. O Daniel e o Leonardo opinaram e cada um defendeu seu ponto de vista nos comentários. Tenho que admitir que meu pensamento se afina mais com o do Daniel; especialmente quando ele fala da obviedade Recordiana em escolher os temas que lhe favoreçam na guerra aberta e declarada contra os inimigos de sempre. Até um bebê de 6 meses enxerga isso.
Claro que eu (e a maioria dos leitores) não defendo assassinos e estupradores. Sou até defensor de penas mais severas; prisão perpétua, por exemplo. E eu também abomino a manipulação da informação (abordei o fato em colunas recentes). A verdadeira isenção jornalística obriga a publicar os fatos, doa a quem doer. Seja rico, seja pobre. Seja famoso, seja anônimo. Esse seria o bom jornalismo. E ele não está presente na maioria das redações atualmente.
O mau jornalismo é aquele que presenciamos diariamente. Eu e muitos de vocês ficamos abismados com as 4 horas do Fala Brasil “especial” do último Domingo. Foram 4 horas com a Record espremendo e espremendo os casos da Mércia e do Bruno num perfeito exemplo de sensacionalismo e oportunismo barato. Não que a Record seja a única praticante deste exagero, não mesmo. O problema da Record é a obsessão. Ela não vê limites. Pode ser um reality show, uma novela, um quadro como o da plataforma suspensa, um caso policial… Tudo é “over”, como na vida de um viciado.
Mais algumas horas e a Record entra novamente num acesso drogatício, agora ao “reportar” o caso do garoto que estuprou uma colega em Florianópolis. É um prato cheio pra emissora. Só não digo que foi perfeito pois pra isso teria que ter um padre segurando a garota enquanto era estuprada pelo menor. Quem viu a reportagem do PHA (antigo capacho global e atual capacho recordiano) teve o exemplo claro de como agem nossas “queridas” emissoras. Uma omite o fato. A outra abusa do fato. E nenhuma dá a ele o devido peso. Ambas manipulam e tentam ludibriar o espectador. Podem até ser inimigas, mas são as duas faces da mesma moeda.
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Só como informação complementar, todo dia 100 mulheres são vítimas de abuso sexual neste país. Eu disse 100!!!! Isso representa 3.000 por mês, 36.000 por ano. Muitos violentadores são pobres e analfabetos. Talvez 90%. Mas restam os outros 10%. Será que nesses 10% não temos filhos de juízes, de políticos, de empresários…?? Ou mesmo os próprios? Será que a Record esqueceu os outros 35.999 casos de estupro, para se fixar nesse (que envolve um herdeiro do grupo RBS), por simples casualidade?? Pensem nisso.
E, caso a Record tenha interesse nesse assunto, deixo uma sugestão de pauta: existem milhares de menores se prostituindo diariamente pelo interior deste Brasil. Muitas com consentimento dos pais. Outras até obrigadas pelos país ou responsáveis. Existem mães que vendem a virgindade das filhas para qualquer um que tenha algumas dezenas de Reais. Se o PHA não estiver muito ocupado bajulando o patrãozinho…
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Mudando o rumo da conversa… Já perceberam como algumas “senhoras” da nossa televisão andam num momento extremamente negativo na carreira? Eu diria que quase todas as apresentadoras. Elas e seus programas “lixões”. Logo de manhã temos a Ana Maria (entrou na cabine) e seu Mais Você. Todo santo dia ela leva uma surra do (apelativo) Fala Brasil. A Globo acha bom e vai deixando. Depois temos a Sônia Abrão e seu programa “vale tudo”. A Rede TV está com uma chamada onde se caracteriza o A Tarde É Sua como “jornalismo factual”. Então agora esse é o nome que devemos usar no lugar de “apelação barata”. Mas nem assim a Sônia Abrão consegue uma média perto dos 2 pontos. E olha que ela tenta, ah tenta!
Na Band a Márcia anda frequentando o traço com uma assiduidade incrível. O programa dela sempre foi ruim, mas dava uns 3 ou 4 pontos. Atualmente continua ruim, e não dá audiência nenhuma. Só resiste mesmo graças aos 2 ou 3 merchans do cogumelo ou da Tekpix. O pior é que o fraquíssimo desempenho da Márcia Goldsmith vai ser premiado com um novo programa, aos Sábados. A Band, vou te contar…
No SBT a coisa também anda complicada. A Cristina Rocha tenta fazer um programa mais leve, mas aquilo é ruim demais. Botar umas velhas mocorongas pra bater boca na televisão é abusar da paciência do espectador. Já deu!!! A audiência também fica naquele patamar de 3/4 pontos; abaixo do esperado pelo SBT. E não tem jeito de mudar este panorama. O programa é ruim e nada pode consertar isso. E, finalmente, temos a “rainha da Inglaterra” da nossa televisão: d. Hebe. Dá até pena ver a situação dela. Parece um daqueles jogadores de futebol que passou dos 40 e não decide se aposentar, fica jogando em clubes de 3ª, 4ª, 5ª divisão… Acaba manchando a própria imagem. D. Hebe, com todo respeito, pede pra sair!
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A Copa acabou e, como eu havia dito, a Band está voltando à triste realidade. Uma das novidades preparadas para a guerra com o SBT foi o tal de Popcorn. Confesso que não vi a estreia. E nem pretendo ver tão cedo. Ainda mais que nada feito pelo Otávio Mesquita e pela Luize Altenhofen é do meu interesse. Ainda mais quando usam a mesma fórmula batida e repetida por “trocentos” outros programas. Ainda mais quando a única coisa “divertida” do Popcorn é tentar acertar quantos meses ele dura no ar. Vamos fazer um bolão??
Mas, falando sério, a Band não vai a lugar algum enquanto não arrumar TODA a grade matinal e vespertina. E eu falo em toda a grade. Só a faixa noturna está bem (apesar do R.R. Soares no meio).
Só como prova, eis a média do dia 12/07 em São Paulo:
Globo – 17.1
Record – 7.3
SBT – 5.0
Band – 2.8
Rede TV – 1.8
Cultura – 1.2

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5 Comentários

  1. Olá. Sempre acompanho o Tevezona e gosto muito dos seus comentários. Apesar de eu não ser um telespectador assíduo da TV aberta, eu concordo com a maioria dos seus comentários! Gostaria de dizer que apesar de vermos muito, muito lixo na TV aberta brasileira, existem alguns programas que são excelentes. Por exemplo o A Liga, matérias interessantes, poucos comerciais, feito de uma maneira que segura o telespectador no sofá, e com um equipe de repórteres muito boa. Outro programa interessante é o CQC, pois conseguiram tirar as idéias boas do Pânico e melhorar todo resto. Apesar de algumas reportagens não serem boas, algumas são realmente interessantes, coisa que vemos que tem o dedo do Marcelo Taz no meio, pois o cara é muito inteligente. Mas enfim, veja, estou dizendo isso pois mesmo eu não assistindo muito TV aberta, com estes 2 programas a Band conseguiu minha audiência de segunda e terça a noite, coisa bem difícil de acontecer comigo…

    Comment by Thyago — July 14, 2010 @ 11:49 am

  2. Incrível como o Otávio Mesquita e o Daniel Bork tem sempre espaço na Band, mesmo apresentando programas abaixo da crítica; é aquele negócio: quem tem padrinho não morre pagão. Ainda que a Althenhofen seja muito bonita, ela é fraquinha apresentando tb. Aposto que o programa acaba no começo do ano que vem.

    Sobre o sensacionalismo da Record você disse tudo: é de causar nauseas a qq um que tenha o mínimo de senso crítico; o que é mais lamentável é que mesmo com esse abuso de espaço para temas policiais nada é proposto de forma construtiva para a melhoria da segurança pública no país; tudo é feito apenas e tão somente para ganhar míseros pontinhos na audiência.

    Comment by Alexandre — July 14, 2010 @ 4:51 pm

  3. concordo q a RECORD(da igreja universal)faça esse tipo de jornalismo q não nos agrada.pelo jeito não perdi nada desse fala brasil”especial”.mas,infelizmente entramos na mesma vala de achar q é”intriga da oposição”.na verdade,todas as emissoras de tv tem TELHADO DE VIDRO!mas,o q chama a atenção é:como esse assunto não é bem tratado por parte da população.chamado imprensa!as pessoas acham q é perda de tempo falar de emissora de rádio ou tv.um dia isso muda!

    Comment by leonardo-pe — July 14, 2010 @ 11:21 pm

  4. A Marcia Goldschmidt é um dos ícones da mediocridade que impera na TV. É daquelas “celebridades” que até hoje não definir o que ela é: não é jornalista, não é atriz, não é modelo, não é cantora, etc… é uma espécie de versão feminina do Luciano Huck. Gente cujo único talento é ter algum tipo de amizade influente, conseguir espaço na TV, arredar o pé, e não sair mais, sempre servindo de cobaia para cópia descarada de programas enlatados, num vale-tudo tão extremo pela audiência, que nem se sabe definir o programa. A primeira vez que vi a Marcia na TV, ela era dona de uma agência de casamentos e foi no programa do Jô. O Luciano Huck apresentava um quadro bem chinfrim de poucos segundos no Otavio Mesquita mostrando “flashes” das festas high-society de SP. De repente, ganhou um programa noturno maiorzinho, pulou para um programa de auditório que era apenas uma versão debilóide do programa do Serginho Groisman, e aí ficou famoso graças à Tiazinha. Foi pra Globo, seu programa patinou por anos e anos até se enquadrar num formato confortável absorvendo cópias de programas da MTV e outros, e concursos sazonais de musas do futebol e carnaval.

    Comment by Lopes — July 15, 2010 @ 6:10 pm

  5. Concordo 101% com o Lopes. A Márcia virou apresentadora baseado em nada. Ela tinha escrito um livro e foi em alguns programas fazer a divulgação e… Deu no que deu.
    Já o Luciano caiu de paraquedas. Sem falar que tinha amizades e era bem conhecido no meio noturno de SP. Quem tem bons padrinhos não fica orfão.

    Comment by Andrade — July 15, 2010 @ 11:18 pm

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