July 27, 2010

Fórmula 171

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:26 am
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Nas últimas colunas abordei vários aspectos da manipulação dos fatos que presenciamos (costumeiramente) na mídia. E disse que me irrita muito ver o nível de percepção que as pessoas têm desses fatos. Ficam se referindo a casos antigos e surrados. E não é por falta de situações novas. Um bom exemplo é o que vem acontecendo nesse caso da escolha do Mano Menezes pra técnico da seleção. Não precisa ser um gênio pra perceber a felicidade da Globo (e boa parte da mídia) com a escolha do Mano. A reportagem do JN do Sábado passado foi uma clara demonstração disso. Só faltaram contar que o Mano ajudava as velhinhas a atravessar a rua quando era garoto. Todo o resto da reportagem “dirigida” estava lá. Conforme o encomendado.
Não vou dizer que a emissora não tenha motivos para elogiar ou ficar contente com a escolha do Mano. Existem razões claras para isso. A primeira é o Dunga; depois dele qualquer técnico seria recebido com alegria. Mas existem outras razões. E estas ficam ocultas. São as razões não tão nobres. Os acordos velados. Ou implicítos. A troca de favores. Ou de gentilezas.
Pois é, a Globo ficou tão ocupada preparando reportagens favoráveis ao Mano que esqueceu de mostrar os bastidores da contratação do novo técnico. Esqueceu, por exemplo, de mostrar o final da conversa entre o dono da CBF e o Muricy. E uso a palavra “esqueceu” com o maior tom de ironia que possa ser aplicado. Pelo menos eu não vi em nenhum telejornal da Globo  a cena do sr Teixeira virando a cara pro Muricy Ramalho enquanto este tentava se despedir, ficando com a mão esticada por vários segundos. Se passsou … E não vi a cena na Band, que também não gosta de criar confusão com quem pode lhe incomodar. Na realidade a cena passou no SBT, que não tem relação com a CBF e nem depende de agradar o “dono” da entidade.
Omitir os fatos é uma forma de manipular. A outra é distorcer. E temos isso diariamente em todas as nossas queridas emissoras. Basta ficar atento que a gente encontra N situações. Não precisamos recorrer as eleições de 89 ou à campanha das “diretas já”. Repito: a manipulação é diária e constante. Quase nada se salva.
Mas, no final das contas, foi muito bom o Muricy rejeitar o convite do dono da CBF. Trabalhar pra um sujeito que vira a cara quando é contrariado não serve pra quem tem “sangue nas veias”. A dignidade vale mais que um bom contrato. Ainda que muitos optem pelo bom contrato.
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As duas frases anteriores também se aplicam ao caso da Ferrari-Massa-Alonso. Foram propositais. Bem, não vou me aprofundar muito nesse assunto sujo não. Uma podridão dessas não merece o espaço e minha perda de tempo. Se bem que eu já perdi muito tempo assistindo corridas de F1. Tempo demais. Foi um erro. Assim como eu errei ao classificar a F1 como esporte em vários artigos aqui no Tevezona. Me desculpem. A F1 é um negócio. São empresas exibindo seus patrocínios enquanto os carros dão voltas num circuito cercado por placas de propaganda. Os pilotos são funcionários. Funcionários contratados para cumprir ordens. Qualquer que seja a ordem. Essa é a regra. E quem não gostar que vá assistir outra coisa.
Por falar nisso a Fórmula Truck de Domingo estava bem animada.
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Na última semana a Band apresentou várias reportagens “batendo” nas empresas de telefonia que estão invadindo o mercado de tv paga. Muito bonito. Realmente, as empresas prestam um serviço horrível e caríssimo ao consumidor brasileiro e agora recebem como presente a concessão de TVs por assinatura. A crítica é plenamente justificável. Só que…
Só que eu conheço a Band. E já vi esse “filme”. Há alguns anos a Band entrou numa briga parecida. Mas naquela época foi contra as empresas de tv por assinatura. Reclamou, reclamou, reclamou… Daí ela conseguiu vender seus canais para essas mesmas empresas e, curiosamente, nunca mais voltou a tocar no assunto.
Ao assistir essas reportagens (e mais o editorial da Band) fiquei curioso e fui ver uma das empresas citadas, a Oi Tv. Ela não tem qualquer canal da Band em seus pacotes. Só como exemplo, o único canal de notícias (!!!) da Oi Tv é a Record News; não tem a Band News ou a Globo News. No campo esportivo tem o EI e ESPN e não tem o Bandsports ou o Sportv.
É como dizem: Tem caroço nesse angú. Ah tem…
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Pra não dizerem que esqueci da Record… Sábado passado eu estava assistindo a semifinal da Liga de Vôlei na Band (apesar do médico corinthiano na narração) e, lá pelas tantas, fui dar aquela zapeada habitual. Eram 20h e tanto e a Record socando o Pica-Pau na tela. Pode até dar audiência, não estou reclamando disso. O complicado pra mim é ver a 2º maior rede do país exibindo um desenho velho como tapa-buraco nas noites de Sábado. É muito pra minha cachola!

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4 Comentários »

  1. sem falar teve zona q aquele”melhor do Brasil”está praticamente desfigurado.aquele quadro”vai dar namoro”é um ótimo exercício de PACIENCIA!voce(s)acham q aqueles”beijos na boca”são de verdade?já entregaram a rapadura sem querer.a moça ficou com um mas depois,saiu com outro q recusou.eu gostava e ainda gosto de ver esse quadro.mas já não tenho mais paciencia pra ver.é muita mentira num quadro só.sem falar no apresentador PATÉTICO!sobre o texto,tem um problemão amigo.tem gente q acredita mais nessa imprensa manipuladora q por exemplo,no seu trabalho.como já me libertei disso,só tenho pena desses’fanáticos”!

    Comment by leonardo-pe — July 27, 2010 @ 11:51 pm

  2. Você esqueceu um ponto fundamental nesse caso da Ferrari: o maior patrocinador dela é um banco espanhol, o Santander. E o Alonso é espanhol. Nunca veremos o Alonso abrindo passagem se a posição for diferente. O Massa é 2º piloto e não se discute mais. Virou o funcionário do mês.

    Comment by Valter — July 30, 2010 @ 3:38 am

  3. A competição na F-1 sempre foi e sempre será entre equipes. O que acontece é que o sucesso entre os Brasileiros pelas vitórias do trio Fittipaldi-Piquet-Senna levou à Globo a apelar demagogicamente para um ufanismo fanático. Senna não vencia as corridas para o “Brasil”, vencia para sua equipe. O Fittipaldi ainda tentou montar um equipe brasileira, mas não teve apoio nenhum. E também tenho minhas dúvidas se o público gosta tanto de F1 assim. Gostava na época do Senna e do Piquet quando o futebol não dava alegria nenhum, e principalmente na época do Senna o peso da equipe mais forte era quase sinal de vitórias certas e garantidas.

    Comment by Lopes — July 31, 2010 @ 10:30 am

  4. perfeito Lopes!seu comentário é GENIAL!e muitos nem sabem q emerson fittipaldi e nelson piquet foram os q”abriram”portas para a F1.principalmente o 1o!mas os DEFORMADOS(não físicos)só olham pro senna.como se fosse o”Deus Deus”!

    Comment by leonardo-pe — July 31, 2010 @ 11:53 pm

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