Padrão Globo de Ruindade
Não pretendo ficar aqui me gabando de ter dito X ou Y, mas é bom avaliar alguns dos comentários recentes e o que aconteceu depois deles. Primeiro quero lembrar do que falei antes da Copa: a Globo e a Band até poderiam festejar o crescimento na audiência durante aquele período, mas, terminado o evento, elas teriam que voltar para a dura realidade. Ambas tinham (e tem) problemas sérios em sua grade. E os dados da audiência mostram que eu estava certo. Vejam a média de ontem (30/07) em São Paulo:
Globo – 15.3
Record – 6.8
SBT – 4.4
Band – 2.6
Rede TV – 1.9
O caso da Globo é fácil de identificar mas complicado de resolver. Quer dizer, não é complicado efetuar a correção, o difícil é a emissora se mover nesse sentido. Fica imóvel assistindo o desempenho pífio de certas figuras intocáveis. E todo santo dia esses programas sofrem na batalha da audiência. Fazem a alegria da concorrência. E o máximo que a Globo faz é um “retoque na maquiagem”. Nada substancial que mude o panorama. Sendo que, em certos casos, talvez nem uma mudança radical seja suficiente. Está na hora de remover os zumbis da grade.
O problema da Band é mais difícil. Falta produto. A emissora praticamente não tem nada decente até o final da tarde. O período da manhã e tarde fica numa interminável sequência que vai do traço até 1 ou 1,5 pontos. Só o Jogo Aberto, em SP, consegue superar a barreira dos 2 pontos. E, na minha humilde opinião, aí o caso é apagar tudo e começar do zero. Exatamente, corta toda a programação até o Brasil Urgente e coloca outra no lugar. E chega de programa de receitas, Márcia, sensacionalismo ou vídeos da web. É melhor mudar o disco. De outra forma a pretensão de tirar o 3º lugar do SBT vai ficar só nos sonhos. Mesmo que obtenha bons índices na faixa noturna. É pouco.
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Outro tema que abordei foi a idéia de que o SBT poderia tentar a produção de seriados em lugar de brigar diretamente contra as novelas da Globo ou Record. A principal vantagem desses seriados seria o baixo custo. Outro ponto favorável é que a emissora já tem um bom público nesse filão, através dos seriados importados que exibe.
Não, o tio Sílvio não adotou a minha sugestão. Nem de longe. Mas ele mandou reduzir o custo médio dos capítulos da próxima novela em aproximadamente 50%. A meta do SBT é que cada capítulo custe 100 mil. E isso já é uma prova que a minha tese estava correta.
Agora eu fico pensando, se é pra fazer uma novela de baixo custo, sem muitas externas, sem cidades cenográficas, sem um grande elenco, porque insistir no formato? Se o SBT não consegue um bom produto com 200 mil, será que vai ter com 100 mil?
Confesso que não tenho meios pra avaliar o custo de produção de tal ou qual programa. Mas, com certeza, é mais viável produzir um episódio de seriado (nas condições estipuladas pelo SS) com 100 mil do que um capítulo de novela.
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Desde garoto eu cresci ouvindo aquele discurso sobre o tal padrão Globo de qualidade. Existia o discurso e também a prática. A emissora zelava por tudo que colocava na tela. Até os maiores críticos da Globo admitiam isso. Atualmente…
Neste semana vi duas passagens que me deixaram em dúvida se ainda existe esse padrão global. Domingo passado o Pânico estava na base da reprise e acabei zapeando mais que o habitual. Lá pelas tantas, no Fantástico, me aparece o Maurício Kubrusly pajeando aquela coisa chata que o Paraguai inventou e uns bobalhões compraram, a Larissa. O pretexto foi um ensaio que a moça estava fazendo pro site da … Globo! Uma matéria tão idiota e sem motivo que talvez só servisse pro TV Fama. Sei lá quantos minutos e o Maurício fingindo que a tal musa paraguaia era uma mulher de enlouquecer os homens. Francamente, é assim que o Fantástico pretende recuperar seus antigos espectadores???
Na Terça eu, depois de muito tempo, tentei ver uns minutinhos do Casseta e Planeta. Esse é um dos programas que fazem parte da lista de zumbis na grade da Globo. Mas eu tentei. Juro. Até que me apareceu um quadro onde, satirizando uma novela da Globo (pra variar), meteram aquela piada velha e surrada do sujeito que beija a namorada pra curar o dodói dela em várias partes do corpo até que chega alguém e pergunta se ele também cura hemorróidas. Essa piada, caso vocês não saibam, foi contada ao índios pelo Pedro Álvares Cabral logo que ele desembarcou no Brasil. E o pior, os índios já conheciam ela!!!
Pois a Globo atualmente está assim. Jogam qualquer coisa no ar. Coisas que não serviriam nem pra Rede TV. E ninguém responde por isso. E ninguém se importa com isso. Azar de quem assiste.


Oi, aqui é o Marco Telinha e vou propor uma brincadeira pra galera que comenta. Existe um erro nessa postagem. Quero ver se vocês são atentos. Quem acertar primeiro ganha … ganha um peteleco grátis
Comment by Marco Telinha — July 31, 2010 @ 8:39 pm
sobre seu texto teve zona:PERFEITO!é lamentavel q essas emissoras de tv ainda nos tratem como idiotas.me responda,o q foi q viram nessa larissa riquelme?vou ser sincero:não vi NADA DE MAIS nessa moça!tem melhores aqui nas ruas deste Brasilzão.será q as”nossas”estão exigentes?essa BAND tem q reformular quase tudo de sua grade.até o jornal da BAND merece sair e se reformular!o distintivo da gluobo está(merecidamente)de cabeça pra baixo!
Comment by leonardo-pe — August 1, 2010 @ 12:02 am
Bingo!!! Tá certo, Leonardo, o logotipo da Globo está de cabeça pra baixo.
(pensei que seria mais difícil)
Comment by Marco Telinha — August 1, 2010 @ 11:25 am
Casseta e Planeta é um programa cansado, preguiçoso, não cria mais nada, não inova, não surpreende. São funcionários acomodados da Globo, e vivem da audiência residual das novelas. As únicas novidades eventuais são as sátiras de novelas, que fornecem alguns poucos elementos novos, mas mesmo nelas já estão repetitivos e monótonos: as mesmas piadinhas como os pêlos do Tony Ramos, com a fama de pegador do Zé Mayer; as mesmas piadas, os mesmos trocadilhos, etc. O programa era melhor quando era mensal. Além disso, a perda do Bussunda ajudou a piorar ainda mais. Também acho que começaram a falhar como programa de humor quando se tornaram uma espécie de porta-voz “subliminar” dos interesses da Globo: sempre que ela iniciava alguma campanha violenta com algum político ou governante, a linha de frente é o Casseta.
Comment by Lopes — August 3, 2010 @ 8:57 am