Central da Bola
O caso do goleiro Bruno é um exemplo perfeito do “policialismo” que infesta nossa mídia e que venho criticando com frequência. As emissoras perderam os limites. Não enxergam mais barreiras na busca por alguns pontinhos na audiência. E o shownalismo policialesco sempre segura a atenção do público. Por mais abjeto e apelativo que seja. Não sou bom em psicologia mas essa fixação pela morte (ou violência cruel) é uma característica forte no nosso lado animal. Talvez seja um atavismo ou algo assim. Sei lá.
Minha primeira reação foi de criticar as emissoras. Até com razão. Mas a grande verdade é que elas apenas entregam o que o “cliente” pede. Se o assunto não rendesse audiência elas cortariam em 15 segundos. Mas dá audiência; e muita. Hoje fiquei vendo os números do Ibope em bom período da manhã e da tarde. Nem preciso dizer que a Record fez a festa. Até porque usou o caso do Bruno das 7h até as 14h, quase que integralmente. Em dado momento a emissora tirou o Record Notícias para entrar com o Balanço Geral Rio pra toda a rede. E pouco importa se haviam fatos novos ou relevantes, repetem a mesma ladainha 493 vezes. E o afã é tão grande que a precisão jornalística fica em 2º plano. No Record Notícias da Quarta a tarja dizia que a polícia havia encontrado o corpo da Eliza. Uns 15 minutos depois corrigem o texto e escrevem que a polícia AINDA estava procurando o cadáver. Os erros gramaticais (ou de digitação) foram muitos. Mas não só na Record, aparecem com frequência no Brasil Urgente, nos programas da Rede TV, na Globo… Se as emissoras gostam tanto de usar a tarja com informações deveriam (ao menos) revisar o texto.
Ou ponto interessante é que todo mundo aproveita pra tirar uma casquinha no assunto. O Mais Você está parecendo o A Tarde É Sua. A Tarde É Sua está parecendo o Brasil Urgente. Já o Brasil Urgente mais parece uma DP! Hehehe… Eu mereço!
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Voltando ao tema esporte+imprensa… Na última coluna abordei a tal entrevista do sr Teixeira ao programa do Galvão Bueno, no Sportv. Se alguém não viu, o foco da entrevista foi a renovação da seleção que o dono da CBF prometia. Isso foi exibido na Segunda. Ponto.
Na Quarta, jogo entre Alemanha e Espanha, e o sr Galvão Bueno narrava a disputa. Quer dizer, narrou uns 25% do jogo. Nos 75% restantes ficou martelando o discurso:
- Essa é a Copa da juventude
- O Brasil foi a seleção mais idosa do mundial
- A seleção de Gana tem X jogadores abaixo de 23 anos
- A Alemanha tem Y jogadores abaixo de 23…
Ponte que caiu!!! Uma coisa irritante! Peguem uma cópia do jogo e contem quantas vezes o Galvão tocou nesse assunto. Então tá, o script tá pronto. Foi combinado e teremos que aguentar essa lorota por 4 anos. Vou pegar minha carteira de otário e mandar pra Globo e CBF carimbarem.
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Aproveitando… a gente (eu inclusive) costuma pegar no pé de certos narradores e comentaristas que erram o nome de jogadores e trocam as bolas. Pois nesse mesmo Alemanha X Espanha o sr. Galvão Bueno teimou que o atacante espanhol se chamava VillaS. Isso mesmo, no plural. O jogo inteiro e o Galvão insistindo em dizer VillaS. E ninguém pra avisar ou corrigir. Será medo??
Só espero que na partida final o Galvão consiga ler a ficha e ver que o nome do jogador é VILLA.
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Quase nunca a minha opinião está afinada com a grande massa. Mas tem um ponto que concordo com a maioria: o Thiago Leifert deu um passo largo no comando do Central da Copa. Especialmente por ter tido mais tempo e mais liberdade que nos 10 minutinhos do Globo Esporte. E, admito, no GE ele nunca me impressionou demais.
Agora a Globo está com um belo “problema” nas mãos. Não sei se ela terá coragem de abrir espaço pra um “Central da Bola” (esse nome é meu) e aproveitar melhor o Leifert. O pessoal lá é meio sonolento. Sofrem de preguiça mental. Mas isso não é problema do Thiago, o trabalho dele ele fez. E bem!
Se bem que… Não entendi bem o comentário do Thiago sobre a paraguaia do celular. Talvez fosse ironia. Mas ele estava sério. E ficou insistindo que o equipamento da Larissa era natural. Mas nem… Aquilo é “naturalmente comprado”.
E tem mais: o pessoal da Rede TV inventou de dizer que a Paloma Tocci (torcedora nº1 da Fúria) é sósia da Larissa Riquelme. Baita maldade. Diria até que é uma “puta falta de sacanagem”. A Larissa é nota 4. A Paloma é nota 10,5. Sem falar que a Paloma é toda original de fábrica. Criação de Deus, num dia em que Ele estava de excelente humor.

Mas a nossa cota de manipulação é enorme e interminável. Como eu disse outro dia: quem dera fosse só a Globo. Quem dera!!! Nas últimas semanas, enquanto o povo estava distraído com a Copa, criaram uma estória fantasiosa e muito suja. A trama começa com um estranho veto ao projeto de reforma do Morumbi. Logo o Morumbi, que é um dos melhores e maiores estádios do Brasil. Diz a “dona Fifa” que o projeto não segue suas normas e o clube não apresentou garantias de concluir a obra.