September 28, 2010

A Volta da Audiência

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:59 pm
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A televisão não é baseada únicamente em números. Eles têm a sua importância, mas não são tudo. Precisam ser interpretados. E devem servir mais de guia do que um objetivo final (ainda que muitos pensem diferente).
Nas últimas semanas eu passei muito tempo analisando e palpitando sobre a entrada de eventos esportivos (com mais força) na grade da Rede TV. Mais pra trás eu já havia reclamado um monte sobre a extremada locação de horários no fim de semana da emissora. O cenário anterior era sombrio: ela praticamente expulsava os espectadores em direção às concorrentes. A programação própria começava, quando muito, no final da tarde. Ficava espremida e desvalorizada. E o resultado disso era uma audiência sempre abaixo de 1 ponto no sábado (0,6 a 0,8 pra ser mais exato). No domingo o Pânico conseguia sozinho alterar esses números. Mas, tirando ele a média seria igual ao sábado.
Daí os donos da emissora resolveram voltar ao esporte. Não custa lembrar que há um certo tempo a Rede TV tinha os direitos de várias competições: boxe, futebol de salão, automobilismo… O que aconteceu agora foi apenas um retorno. E, igualmente, o retorno de boa parcela da audiência. Claro que devido aos diversos problemas (já abordei isso antes) a audiência ainda está longe do ideal e do potencial. Basta ver que a 1ª rodada do Inglês, transmitida sem divulgação alguma, mal chegou em 1 ponto. No último sábado o Inglês e o Italiano já estavam se consolidando com uma média de 2 pontos. E não duvido que esse número possa dobrar (chegando em 4 pontos). Precisa ajustar algumas engrenagens ainda. E dar tempo ao telespectador também. Mais ou menos como acontece agora com o UFC. Já é um programa consolidado e com um público cativo. No último sábado (madrugada de domingo, na verdade) o UFC passou os 4 pontos em vários momentos. E tirou até o 3º lugar da Record. E olha que o MMA não é exatamente um produto popular.
Claro que uma audiência média de 1,3 ou 1,4 pontos não é o sonho dourado da Rede TV. Ok, mas se olharmos a média dos últimos meses… O crescimento foi de quase 100%. Tanto é que a emissora ultrapassou a Band em São Paulo e em Minas e perdeu de pouco no Rio.
Domingo a situação foi ainda melhor. Claro que o Pânico teve influência direta nos números. Mas a Band também tinha a sua cereja, o Brasileirão. Na disputa direta entre as duas a média do domingo ficou assim:
BH: 1,8 Rede TV X 1,7Band
SP: 2,7 Rede TV X 2,4 Band
RJ: 1,9 Rede TV X 1,8 Band
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Outra emissora que teve bons motivos pra sorrir neste fim de semana foi o SBT. Novamente ela conseguiu brigar (e até vencer) a disputa com a Record pelo 2º lugar. Foi melhor em algumas praças e alguns horários, pior em outros, mas… Esse é o ponto forte do SBT, linha de shows. Tanto é que em certos momentos a emissora até tirou a liderança da Globo.
O erro grave do SBT ocorre durante a semana. Faltam produtos bons. Filmes antigos, novelas reprisadas, desenhos velhos, seriados surrados… Quando não é isso, o SBT me inventa de forçar a barra com o Ratinho e a Cristina Rocha e seus programas populistas e cansativos. Francamente… Se analisarmos a programação diária podemos dizer que a audiência do SBT é até surpreendente. Ou alguém acha que Ana Raio dando 8 ou 9 pontos é algo lógico?? A verdade é que o espectador está dando mais ao SBT do que recebe.
Pior que isso é ver como o SBT desperdiça os melhores produtos que tem. Algumas semanas atrás a emissora esgotou todos os episódios do seriado 2 Homens e Meio. Tudo exibido no meio da madrugada, diariamente. E já começou a reprisar as 7(??) temporadas. No dia que o SBT precisar do seriado num horário mais normal… Daí vai reclamar do espectador! Sim, é mais fácil culpar o espectador que enxergar os próprios erros.
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Não gosto nada de assistir as malditas revistas dominicais. Só mesmo por acidente. E quando assisto, alguns minutos, fico mais convicto ainda que são um lixo absoluto. Pois foi isso que aconteceu no domingo passado, zapeando, acabei parando alguns minutos no Domingo Espetacular.
Passava uma “reportagem” (se é que posso usar essa palavra) sobre a vida empresarial do Eike Batista. Já aviso que não sou parente, amigo, vizinho, funcionário ou simpatizante do empresário. Na verdade, na verdade… Acho ele bem antipático e arrogante. E caso tenha problemas judiciais e fiscais, não é função da Record investigar, julgar e condenar. Se é que a salada feita pelo Domingo Espetacular (ou Espetaculoso) pode ser chamada de investigação.
A matéria misturou dados (discutíveis) de uma revista internacional para mensurar a fortuna do magnata. Falou de seus barcos e aviões. Como se um homem com 46 Bi de dólares fosse viajar de ônibus. Ele tem um Legacy? Ok, e qual o avião dos bispos da IURD? Seria um Phenom?? Qual a grande diferença? Qual o problema se ele deu uma Mercedes no aniversário do filho? Queriam que ele desse um skate? E qual o problema se o filhou namorou uma panicat ou se a ex-mulher do Eike posou nua ou usou uma coleira no carnaval?? Qual a irregularidade fiscal se o Eike namora uma jovem advogada?? Ora, ora, sr. Paulo Henrique Amorim… Isso não é jornalismo. Isso é shownalismo espetaculoso. Pode até fazer sucesso com um certo público, mas não vale nada. Se quiser fazer jornalismo investigativo é melhor contratar alguém mais capacitado. E se focar em fatos concretos, não em namoros e presentes de aniversário.
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Já não bastasse o Hipertensão na Globo, a Record estreia hoje a 3ª temporada de sua Fazenda. É mais do mesmo. E do mesmo lixo. Quem lê a coluna deve ter reparado que não comentei nada sobre o Hipertensão. Sim, não vi 1 segundo sequer. Tudo que sei foi por ler alguma notinha na Internet.
No caso da Fazenda não será muito diferente. Só assistirei alguns minutos acidentalmente. Ou se houver algum fato retumbante. De resto é uma coisa cansativa e batida pra mim. Seja o BBB, o Hipertensão, a Fazenda ou o Busão. Não consigo nem identificar algum diferença (além do cenário) entre os programas. Parece um ajuntamento de idiotas para que outros (mais idiotas ainda) fiquem espiando seus hábitos e reações. Tá bom, muito interessante. Se eu quiser espiar os outros é só abrir a janela do meu apartamento, tô cheio de vizinhos…
Mas, só pra voltar ao meu foco, acho que a Globo errou ao escalar o debate dos governadores para enfrentar a estreia da Fazenda. Pelo menos eu não teria feito essa opção. Em todo caso… Agora são 21:52 e vou publicar a coluna em 5 minutos. Só saberei a audiência depois disso. Acho que vou publicar os números da audiência nos comentários. Vamos ver quem acerta.

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September 25, 2010

Valezuda Popolesca

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 11:25 pm
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 Bem amigos da D. Mafalda, hoje é dia de Belas & Barangas. Mas eu não poderei definir a escolhida de hoje. Ela não é bela e nem é baranga. Ela é… digamos… assim… uma “evolução” da espécie. Felizmente o Charles Darwin é falecido. Caso contrário teria que reformular toda a sua teoria evolutiva após conhecer a escolhida de hoje. Realmente, ela quebra todas as barreiras do entendimento humano. Alguns dizem que ela é um homem aprisionado num corpo de mulher. Outros acreditam que é uma mulher aprisionada num corpo de homem. E uma outra corrente científica defende que ela é um ET aprisionado num balde de silicone. Não existe um consenso.
A primeira vez que vi tal bela e harmoniosa figura foi num desses programas dominicais: do Portioli, da Ana Hickman, da Eliana… Não consigo identificar qual é qual. E confesso que fiquei encantado com o charme, a delicadeza, a graciosidade, as formas sinuosas, a cútis irretocável… Mas isso é só um detalhe ínfimo diante de tanto talento e capacidade intelectual. Ou vocês acham que ela seria convidada com tanta frequência para estes programas por causa de sua beleza indescritível?!? Nem pensar. Jamais!! Fiquem sabendo que ela não só encanta, canta. Sim, ela é cantora. Pena que ainda não tive a chance de ouvir essa diva da música. Mas, pelo jeitão, creio que deve ser do estilo de Edith Piaf, ou de Ella Fitzgerald…  Ou um mix das duas. Só preciso anotar o nome do seu grupo. Se não me engano é “cárcere da calipígias”, ou algo assim… Ou talvez seja melhor buscar pelo seu nome: Valezuda Popolesca. Mas, enquanto isso, deliciem-se:

valescavalescavalesca popozudavalesca popozudavalesca siliconevalescavalesca popozuda

(Estão achando que todo dia é dia de Nadja Haddad ou Érica Reis???) :P

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September 23, 2010

Esporte Irritativo

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:25 pm
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esporte interativoQuem acompanha o Tevezona há mais tempo já percebeu que o meu nível de cobrança varia de acordo com o tamanho de cada emissora. E, em alguns casos, com o limite da minha (curta) paciência. Tento não cobrar, por exemplo, da Gazeta coisas que seriam difíceis até pra Record ou Globo. Não é justo. E isso ocorre também com o Esporte Interativo; tento tolerar e relevar um bocado de coisas. Mas o limite se aproxima.
Nos comentários da última coluna o Ramon fez uma análise rápida (mas bem precisa) da situação atual do EI. E eu tenho que concordar com ele. O cenário é bem desanimador. Especialmente se o nível de cobrança do espectador for um pouquinho acima da média. Quem aguenta assistir 15 horas diárias de televendas e/ou horários alugados, mais um monte de inserções do Shop do Esporte, mais 300 recados sobre o torpedo com notícias (por menos de 0,50 ao dia!!!), mais as promoções (na verdade é 1 só) da Via Embratel, mais o intervalo normal… (e isso considerando que a lei limita o horário comercializado em 25% da programação diária). Esse cidadão não passa de um ser vegetativo; bem do tipo que as emissoras gostam.
Aí alguém pode pensar: com tanta publicidade e horários vendidos o EI deve estar faturando horrores. Não tenho os números exatos, mas não sei se a situação é tão boa. Já comentei antes que houve um aumento considerável no números e frequência dos anunciantes. Mas a base inicial era baixíssima. Por mais que tenha crescido fica difícil dizer que os números são altamente positivos. Ainda mais que boa parte dessas verbas apareceu depois da entrada do BNDES. Agora aparece lá a Caixa, o BB, o Correios… Não precisamos fazer um grande exercício mental pra imaginar o que foi combinado nos bastidores. Mas o povo não liga muito pra isso, divertido mesmo é pichar a Globo. Voltando ao EI, as empresas privadas ainda tem uma presença pequena em seu intervalo. E são quase sempre as mesmas 5 ou 6. E essa dependência de um número pequeno de anunciantes é algo perigoso. Nada recomendável.
Pois na semana passada o EI me faz o “grande favor” de se juntar com a Brahma (empresa das “organizações Zeca Pagodinho” :P ) pra inventar uma das coisas mais toscas e amadoras que já vi nessa vida, o Brahmeiro F. C.. E olha que já vi muita porcaria… Não dá! Nem pensar! E só ficarei quieto se entrar algum diretor ou dono e disser que a parceria com a cervejaria vai salvar as contas, vai pagar X funcionários e algo do tipo. Ainda mais quando (aparentemente) a equipe do EI anda desfalcada e muito reduzida. Fica até difícil criticar um dos profissionais da emissora. Tem gente tendo que cruzar a bola e correr pra cabecear na área.
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Os leitores mais antigos também estão mais que cansados de saber minha opinião sobre alguns setores da imprensa esportiva e sobre a intromissão de ex-jogadores (ou humoristas) no meio. Alguns talvez lembrem do quanto critiquei o Edmundo, quando ele começou (ainda no Bola na Rede). Sim, critiquei e acho que ele mereceu. E ainda continuo insatisfeito com o nível atual da imprensa esportiva. Se é que posso chamá-la de “imprensa”.
Porém, pra ser justo, tenho que observar também a grande evolução do Edmundo neste tempo (nem muito longo). Melhorou e muito. Não sei se foi aconselhado por alguém ou foi guiado por vontade própria. Mas tá no caminho certo. Centrado e objetivo. E nem mesmo as pataquadas (alguém sabe me dizer o significado de “pataquada”? Eu sei só por usar) do Miltão das Neves (o Ieti mineiro) conseguem tirar o Edmundo do prumo. Coisa que acontece com o “craque” Neto.
Feito o registro. Mas, é bom salientar, o Edmundo está longe de ser o melhor comentarista do Brasil. Falta muito chão.
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Na semana passada a Globo começou a utilizar (oficialmente) o Milton Leite em suas transmissões esportivas. Agora ele está com um pé no Sportv e outro na Globo. E muito provavelmente com os 2 pés na Globo, em breve.
Minha primeira observação é sobre a demora da Globo em efetivar o Milton em tv aberta. Essa lerdeza da Globo já estando virando um vício. Uma coisa irritante e alastrada por seus mais diversos setores.
O segundo ponto, relevante, é sobre a quase unanimidade do Milton Leite. Leio coisas na Internet, em jornais, em revistas, converso com várias pessoas… Ainda não achei um sequer que pichasse o Milton. Será que a unanimidade é mesmo burra??
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Li no Esporte e Mídia (em notícia da Folha, se não me engano) que a Record planeja criar (ou comprar) um evento esportivo de nível nacional. No futebol, mas nem perto do Brasileirão. Algo próximo do Sub-23 que atualmente é exibido pelo EI.
Não dá pra garantir nada pois a coisa ainda está na esfera do boato. Mas me fez lembrar de uma sugestão que dei há quase 1 ano aqui no Tevezona. Foi mais ou menos quando surgiu o milésimo boato sobre a Record oferecer “zilhões” pelo Brasileirão. Daí eu falei que ela poderia muito bem pegar uns 10% desses “zilhões” e comprar ou até mesmo criar alguns torneios com bom apelo popular. Se eles têm tanto dinheiro não será difícil viabilizar um projeto desses. Pois é, talvez tenha caído a ficha na Record. Menos papo (especialmente o “mi mi mi”) e mais atuação.
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Não gosto muito de comentar assuntos pessoais aqui. Mas acho que essa história nem é tão pessoal, apesar de incluir a minha pessoa. Vejam só:
Na semana passada tivemos o aniversário dos 60 anos da televisão no Brasil. Uma data pra orgulhar alguns e envergonhar outros tantos. Pois bem, aproveitando o ensejo (ensejo = oportunidade), o MTV Debate realizou um bate papo sobre o tema. E não que, não sei de quem partiu a insanidade, um dos produtores resolveu me convidar pra participar do programa. O cidadão ainda teve a audácia de dizer que lia o Tevezona e gostava das coisas que eu escrevo. Barbaridade, barbaridade, esse mundo tá perdido (na voz do Datena)!!! :P
Mas o fato é verídico. Acontece que, por azar e falha minha, li o email meio tarde. E também seria complicado comparecer ao programa. Só pude agradecer o convite.
Mas tudo tem um lado ruim e bom. O lado bom desse caso é que vocês ficaram livres de ver minha cara feia na telinha :)

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September 19, 2010

Notícia e Brahma

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:33 am
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A nossa televisão completou 60 anos e achei meio estranho o descaso de algumas emissoras (principalmente as maiores) com a data. Uma reportagem aqui, outra ali… Nada mais. Curioso, será que estavam com vergonha do cenário atual???
Mas ok, vamos abrindo os trabalhos. Hoje vou abordar os meus dois assuntos preferidos: a montagem da grade e a leitura da audiência. Notem que eu disse “leitura”, ver os números friamente é banal. O complicado é interpretar esses dados. Isso não é fácil e nem é uma ciência exata. Talvez por isso me atraia tanto, se fosse matemática eu iria odiar.
E para abordar estes assuntos vou “roubar” duas opiniões deixadas nos comentários da última coluna: o Marcos “00″ falou do sub-aproveitamento do É Notícia e o Terence Paiva falou que ele (ele como emissora) tinha um “belo pacote” nas mãos. E concordo com ambos. No caso do É Notícia eu já estava com o assunto engatilhado, faltando apenas uma oportunidade pra abordar. No caso do esporte na Rede TV eu já venho falando desde que vi os primeiros “sinais de fumaça”.
No meio publicitário corre um ditado antigo que diz: se você tem um produto ruim, a pior coisa que pode fazer pra ele é publicidade. Vai matar o produto rapidamente. E é bastante verdade essa teoria. Mas existe o outro lado, você tem um produto bom e … E nem sempre consegue divulgar e/ou valorizar da forma desejada. E foi nesse sentido a minha reclamação com o Terence. Se o pacote fosse ruim seria até mais fácil pra mim. Já falei sobre dezenas de programas fracos aqui; notadamente erros de concepção e execução (mais abaixo vou citar outro erro grosseiro). Mas o Inglês, o Italiano, a Série B e até o UFC tem condições de manter um patamar de 3 a 4 pontos na Rede TV. Nem vou entrar na ladainha de avaliar o quanto dariam se fosse na Globo. Todo mundo sabe o peso relativo de cada emissora. Mas, como dizem, o “se” não joga.
O É Notícia é outro caso curioso. Acho que nem a direção da Rede TV apostava muito nele. Nem eu, nem ninguém… Mas a coisa foi indo. Eu vi alguns programas isolados, aqui ou acolá. Em alguns casos não gostei muito da postura do Kennedy Alencar, muito polido, muito educado. Ainda mais entrevistando certos políticos. Mas isso é mais uma questão de temperamento do que um erro de atitude. Sei lá, talvez ele esteja certo e eu errado.
Mas, independente disso, uma coisa temos que admitir, o Kennedy é bom, inteligente, culto, preparado, experiente… Um dos melhores jornalistas da televisão (e jornal) de hoje. E acabou sendo “ajudado” pela legislação eleitoral que vigora nesta época do ano. Ele teve que sair um pouco da política e mostrou competência também ao entrevistar pessoas de outros meios de atividade.
Agora fica o “problema” pra Rede TV: domingo (já madrugada de segunda), depois do intragável Dr Hollywood, não dá. É muito tarde e muito fora do contexto. Talvez, se eu pudesse palpitar, fosse o caso de colocar o É Notícia na segunda, depois do Leitura Dinâmica 2ª edição. Quem sabe…
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Outro dia, lendo um texto no site do Edu César (Papo de Bola), vi a estranheza dele ao assistir o Amaury Jr cedinho (19h, hehehe) na Rede TV. Pois é, tem isso. Algumas coisas no causam estranheza. Essa é uma. Se bem que eu até entendi uma parte da mudança que a Rede TV fez na programação do sábado. Suponho que eles tentaram se aproveitar da debilidade da Globo e Record na faixa noturna (Zorra, Legendários e cia bela). Ok, talvez tenham acertado no diagnóstico. Mas acho que erraram na medicação. Não consigo ver o Amaury Jr “quase de tarde” e também acho que o Operação de Risco não se encaixou bem às 18h. Ainda mais batendo de frente com seu “clone” na Band.
É como falei antes, a montagem da grade é uma coisa complexa. Não é matemática, precisa ser bem avaliada e não deve ser trocada toda hora. Não é fralda de bebê :P
Mas eu fiquei pensando nisso há alguns dias. Vejo o UFC isolado lá de madrugada, não recebe de ninguém (talvez agora receba alguns espectadores do Mega Senha) e entrega pro maldito quiz. Tudo bem que eventos de luta são tradicionais num horário mais avançado. Só que… Será, talvez, quem sabe (caro Terence), valesse fazer um teste com o UFC após a Série B, pegando a audiência do futebol, e aí sim, entregando pro Operação Resgate?!?
O ponto negativo desse meu palpite é que a mudança é meio violenta. O UFC tem tranquilidade com a concorrência na madrugada. O ponto positivo é que haveria um foco forte no público masculino no horário que citei. Futebol, UFC, OR, todos visam um público semelhante. A ala feminina vai continuar na novela, no Rodrigo Faro, Raul Gil, nem adianta pensar nisso.
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Um outro assunto (que citei antes) é a leitura da audiência. Dia desses, passando no Esporte e Mídia, vi uma nota sobre a audiência do futebol na quarta passada. Aí o articulista (do UOL, se não me engano) completou a informação ressaltando que a novela estava com 40 pontos no seu último minuto e logo após a audiência caiu para 30 por causa do futebol. Como se isso fosse algo negativo, depreciativo e marcante.
Ora, ora, ora… Desculpem mas não é assim que se avalia a audiência. Ou alguém aqui vai imaginar que todas as “donas de casa desesperadas” que assistiam a novela vão seguir com Fluminense X Corinthians?? Ou que todos os torcedores do SPFC ou Palmeiras também vão seguir na Globo?? Ou, ainda, se alguns não vão preferir assistir o jogo na Band?? Ou na tv por assinatura??
Negativo, a fuga de 10 ou mais pontos é até normal. Público de novela é um e do futebol é outro (isso de modo geral). A d. Mafalda, por exemplo, assiste novela até sonhando. Imagina acordada :P
Se alguém quiser discutir audiência que vá avaliar tudo:
- o que tinha na concorrência
- quanto recebeu, quanto manteve, quanto entregou
- qual o piso, qual o teto
- quanto o programa perde nos intervalos
- variação de acordo com quadros, eventos ou convidados
- histórico
E isso pra não esticar no assunto. Um exemplo do que falo é o começo da noite de domingo. O futebol entrega 6 ou 7 pontos pro 3º Tempo. E, quase sempre, o Miltão entrega 2 ou 3 pontos pro programa seguinte. Já o Belas na Rede (ou o Bola, anteriormente) recebe meio ponto da Faa Morena. Meio ponto e um cartão de “boa sorte” hehehehe… Não podemos avaliar igualmente os desiguais. E não devemos pronunciar julgamentos precipitados.
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brahmeiro F CAgora apaguem a última frase. Vou emitir um julgamente precipitado… hahahaha. Mas é que, francamente… Lembram do que falei antes sobre um produto bom e um produto ruim. Então, em alguns casos a ruindade é tanta que não precisamos assistir mais que um programa para saber o final da estória. E esse foi o caso do Brahmeiro F. C. que estreiou no Esporte Interativo. E eu ainda dei o azar de ver o “piloto ao vivo”.
Não dá. Torcedor gritando e cantando em cenas filmadas com uma “Tekpix” da vida é dose. Até a Globo chegou a tentar uma bobagem parecida (há um ano, no Globo Esporte) e rapidamente desisitiu da idéia.
Pois a Brahma e o EI resolveram teimar. E fizeram pior. Ainda juntaram uma “repórter brahmeira”, versão brasileira da madame Larissa Riquelme, pra entrevistar jogadores e torcedores. Mas a moça… Melhor eu me calar. E, pra fechar o pacote, a empresa ainda tenciona criar um factóide com a moça e o programa. Um factóide de nada, um viral de vento. E, pra derrubar tudo, o Esporte Interativo resolveu se agarrar no projeto e divulgar a bomba 719 vezes ao dia. UFA!!!
Olha, tomara que o Esporte Interativo esteja faturando muito com a parceria. Tomara que a receita pague o salário de dezenas de funcionários e mais algumas contas no final do mês. Tomara que ainda sobre algum lucro pra investir em equipamentos, cenários e eventos. Caso contrário… No caso da Brahma, só espero que vocês entedam mais de fabricação de cerveja do que de programas esportivos. Pois o Brahmeiro F. C. lembra mais a cerveja depois que esta passou pelo aparelho renal.
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Nos comentários o Terence Paiva explicou algumas coisa, concordou com algumas críticas minhas e ainda informou que vai usar mais as “belas” nas transmissões. No caso da Juliana até pode ser, apesar de que eu ainda preciso solidificar meu conceito sobre ela. Se for a Marília é tranquilo. No caso da Milene, hmmmmm… Aliás, porque você não pega logo a Cris pro esporte? Fica ela lá, uma perna no Good News, outra no esporte. Já falei aqui que ela é pouco aproveitada na emissora. Como entende do riscado…
O Leonardo critica o jornalismo da Band.
O Marcos 00 diz que gosta do SBT Brasil mas não curte o B.O. e acha que a Joyce Ribeiro merecia coisa melhor. Pois é, lugar de B.O. é na delegacia, não na tv.
O “David” diz que eu falei mal do Éder Reis. Devagar, eu falei que ele precisa “crescer” em experiência, que ainda precisa fazer seu caminho. Não vejo isso como dizer que o Éder é uma “josta”. Nada disso!! Mas, acho que o “David” poderia se identificar melhor ao fazer comentários. Do jeito atual fica chato. Não é mesmo, meu caro??????

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September 15, 2010

Telejornal Quadrado

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:32 am
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Hoje vou tirar o dia pra falar sobre 2 telejornais que já tiveram dias mais felizes, especialmente em se tratando de audiência. Falo do SBT Brasil e do Jornal da Band. O primeiro ponto, onde ambos falham é decorrente do horário. Eles começam mais cedo que os demais, poderiam (e deveriam) se aproveitar disso e entregar o “pão” mais quentinho, mais fresquinho. E chegar fazendo “barulho”, causando mais impacto. Mas não é isso que acontece.
Vou começar pelo SBT, primeiro. A emissora tem uma considerável carência jornalística em muitas praças. Consequência (entre outros fatores) de anos e anos de abandono. Mas, mesmo nas principais capitais a presença é pobre. Podem anotar: entra uma reportagem do SBT Rio, outra de Brasília, e, por vezes, uma do RS ou de Minas (pela Alterosa). Raramente passa disso, fica tudo concentrado em São Paulo. E é só a Grande São Paulo, o interior do Estado também é esquecido.
A equipe de repórteres do SBT conta com alguns bons nomes (o Phelipe Siani no DF, a Mônica Puga (do tamanho de uma pulga) no Rio, Patrícia Vasconcellos e Sérgio Utsch em SP, etc…) mas o contingente é pequeno. Ainda mais quando 2 ou 3 deles são deslocados para produzir matérias especiais. Sobre os comentaristas é difícil entender o objetivo da emissora. Contratou alguns bons profissionais mas raramente os utiliza. Quando aparecem é no SBT Noite ou no jornal da madrugada. Agora me digam, quem vai ver o José Nêumanne Pinto as 5h da manhã? Como ele mesmo costuma dizer: “Francamente, Hermano, não dá pra entender uma coisa dessas…”
No caso do Jornal da Band alguns problemas são bem parecidos. A presença das praças é um pouco maior; por vezes entra alguma reportagem de Curitiba ou de Salvador, além das citadas acima. Mas ainda não pode ser considerada a ideal. No caso dos comentaristas a Band limita-se ao bom Joelmir Beting no horário. Nem mesmo nessa época pré-eleitoral temos a presença de alguém pra falar de política. De esportes, nem pensar. É cada um no “seu quadrado” e nada de pisar fora da risca. Óbvio e enfadonho.
Mas o pior aspecto do Jornal da Band é que ele parece gravado. Sei muito bem que não é, eu disse “parece”. Pensem um pouco e me respondam: qual foi a última vez em que viram uma entrada ao vivo no Jornal da Band?? Ou o helicóptero que o Datena tanto gosta?? Ou algum engarrafamento na saída de um feriadão?? Crime?? Reunião do Copom?? Pois é, não recordo de nada. Tudo gravadinho e seguindo o roteiro. Roteiro sonolento.
Sem falar que… O último bloco do Jornal da Band é pra inglês ver. Pastel de vento. No máximo uma reportagem de 15 segundos com algum assunto desinteressante. E o boa noite da bancada. Boa noite pra você, Ticiana, pro Flamenguista e pro Palmeirense :)
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Há algumas semanas eu vi uma declaração do Amilcare Dalevo (presidente da Rede TV) criticando o modelo atual de medição do Ibope. Ele reclamava do Ibope não mensurar (nem tentar) a enorme audiência da parabólica. E ele tem razão. Muita!
A primeira consequência disso é o descaso das emissoras com os milhões de espectadores da parabólica. Jogam um sinal secundário e com vários horários alugados pra religiosos ou televendas. E a Rede TV é uma das primeiras dessa lista negra. Não é mesmo, sr. Amilcare??
O segundo problema é que algumas emissoras acabam sendo prejudicadas quando se toma apenas a Grande São Paulo como parâmetro de audiência. Ou mesmo o Rio de Janeiro, num 2º plano. Eu canso de ver certos programas alardeando que obtiveram a liderança por X minutos no dia tal ou qual. Como se isso fosse uma verdade “verdadeira”. E não é, nem de longe.
Um bom exemplo disso foi o programa do tio Sílvio no domingo passado (13/09). Vejam só a audiência média em 4 capitais:
Florianópolis: 4 pts
Curitiba e Belo Horizonte: 10 pts
Rio de Janeiro: 16 pts
Qual o número exato? Qual a audiência nacional, 4, 10 ou 16??? Posso estar enganado, mas creio que a audiência baseando-se em receptores de parabólica espalhados pelos 4 cantos do país seria muito mais próxima da realidade. E a minha sugestão nem é complicada ou inviável, basta ter vontade. Daí teriamos um resultado nacional, usando-se espectadores da parabólica, e os demais números, nas diversas capitais.
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E falando em números, o share da 2º feira (14/09) foi muito baixo. Ruim pra todas as emissoras, exceto a Cultura. Vejam a média em São Paulo:
Globo – 14.8
Record – 6.1
SBT – 4.1
Band – 2.4
Cultura – 1.3
Rede TV – 1.2
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A última coluna, falando de esporte na televisão, causou um alarde considerável. Vou listar alguns comentários:
O Marcelo Constantino e o Ítalo Severo elogiaram a atuação do Éder Reis como narrador. Eu continuo achando que ele tem potencial, mas ainda precisa crescer. Não no tamanho :P , crescer em experiência. Mas não lembro dele no UFC, será que tô boiando nessa?
O Ribamar (do Esporte e Mídia) deixou um elogio simpático.
O Sílvio sugeriu o Celso Cardoso pra comentarista da Rede TV. Acho ele bom, mas creio que existe uma opção melhor. Veja abaixo.
O Ramon comentou sobre a equipe do EI. Concordo em 90% do que você falou. E digo mais, não sei como o Vitor Sérgio ainda está no EI, as emissoras maiores estão “comendo mosca”. O Rafael Oliveira também tem um grande potencial, apesar de ser meio atrapalhado com a câmera ligada. Mas seria um excelente reforço para uma certa emissora que transmite o Campeonato Inglês e o Italiano. Hehehehe…
O Terence Paiva (veja a sugestão acima) , diretor de Esportes da Rede TV, deixou um recado explicando que a confusão do último sábado foi decorrente de problemas técnicos. Muito bacana ver que o Terence não faz “ouvidos de mercador” ou joga a sujeira pra debaixo do tapete como uns e outros. Também sei que ele está tentando organizar a “casa”, coisa meio complicada na Rede TV. Terence, eu aceito a explicação sobre o problema técnico. OK! Mas continuo te cobrando quanto à falha na divulgação da grade esportiva (sei que existem outros departamentos com vontades e necessidades diferentes). Assim como cobro quanto às afiliadas que preferem exibir televendas ou DVDs de shows em lugar da grade esportiva.
Aproveitando, caso o Terence possa responder, notei algumas alterações no Belas na Rede (além do fato da Paloma estar terrivelmente bonita no domingo passado). Apesar da audiência não ter sido muito boa acho que o programa ficou mais “redondo” assim. Mais focado. A mudança foi proposital, ou motivada pelo tempo espremido por causa do debate eleitoral que a Rede TV exibiu?

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September 12, 2010

Bagunça Esporte clube

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:15 am
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Eu não recordo de um fim de semana com tantos eventos esportivos na TV aberta como este. Posso estar enganado mas não lembro de tantas modalidades sendo transmitidas num espaço de tempo tão curto:
* na Globo temos o Brasileirão e a F1
* na Band o Brasileirão
* Na Rede TV temos o campeonato Inglês, 3 jogos do Italiano, F3 sulamericana, GT Brasil, Série B, UFC
* no EI temos o Mundial de Judô, Mundial de Basquete, o campeonato Alemão, o Argentino…

Isso se não esqueci nada (como o Paulistinha da Rede Vida). E ainda temos os habituais programas esportivos e os debates pós jogo. Nada mal. Especialmente para aqueles que não suportam os programas de auditório e as (chatíssimas) revistas dominicais. É um alívio.
Sem falar que o esporte sempre tem um público fiel e rende um bom faturamento para as emissoras. O único fato negativo é que a emissora precisa faturar na hora; não há possibilidade de guardar o evento na gaveta e ficar reprisando como fazem com seriados e filmes.
Só não consigo entender (no sentido de concordar) o comportamento da Record e do SBT nesse tema. A Record pensa no esporte como afirmação pessoal da emissora. Como uma arma para tirar produtos da Globo. Tanto é que só foca em eventos pomposos e eloquentes. Meter a “mão na massa” pra valer, nem pensar. Exibe um evento de 4 em 4 anos e acha que isso é a cereja do bolo. E basta.
Já o SBT guarda uma distância galática do esporte. O patrão não gosta e a emissora tem que seguir a vontade dele. Acho que a coisa mais próxima de esporte que podemos ver na telinha do SBT é quando aquelas senhoras giram a roda da Jequití. Ou quando as “colegas do auditório” pulam para pegar um dos aviões do Sílvio :P
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rede tvMas nem tudo são flores; temos os espinhos. Existem muitos problemas na programação esportiva das nossas estimadas emissoras.
Acho que na sexta eu passei no Esporte e Mídia e vi uma notícia com a grade de transmissões esportivas na Rede TV. A fonte era horrível e acabei deixando um comentário para que evitassem se guiar muito por ela. Até o responsável pelo site concordou, dizendo que também não confiava no site de onde a nota saiu.
Pois bem, todo mundo errou. E não foi culpa da fonte, do Esporte e Mídia, minha ou da d. Mafalda. Nem a Rede TV sabe a grade que vai exibir!!
Lá pela meia-noite e tanto liguei pra ver o que estaria passando na Rede TV e não era a Fórmula 3, como anunciado. Exibiam o UFC. E a F3 entrou depois. Mas estava tudo gravado. E o Tatá Muniz repetindo à cada 5 minutos que depois da corrida a emissora estaria exibindo o UFC. Uma bagunça total. Sem falar que, pasmem, naquele exato momento a afiliada da Rede TV aqui do Estado estava exibindo o UFC de 1 ou 2 semanas atrás!!!
Talvez seja por isso que a emissora fechou o sábado com o quarto lugar na média diária, 1,1 pontos, empatada com a Band (isso em SP). Se houvesse um mínimo de organização e divulgação a Rede TV conseguiria 2 (ou mais) pontos na média. Isso com base no eventos esportivos e programas do sábado. Nem é parcialismo, é só um fato. E estou sendo até econômico nas minhas estimativas.
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Outro fato que está complicando a Rede TV é a qualidade de sua equipe esportiva. Eu só consigo somar 2 narradores (Luís Alfredo e Sílvio Luís) e 2 comentaristas (Bianconi e o Bruno Prado). O Éder Reis pode até ter um futuro promissor, mas ainda está muito verde. Tem muito pra evoluir.
O restante da tropa… Nem vou falar muito pra não magoar alguns egos.
Mas então, considerando que em algumas semanas podemos ter 5, 6 ou mais eventos sendo transmitidos num prazo curto… Precisa ter mais gente trabalhando. Mais e melhor.
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O Esporte Interativo também sofre de um problema semelhante. Na semana passada a emissora ainda dispensou o Rafael Araldi. Ou ele preferiu sair, sei lá… Li pela Internet que o problema foi financeiro. E acho que faz sentido. Mas o resultado final é que a equipe do EI ficou ainda mais reduzida. Tem gente fazendo plantão, igual hospital.
Lembro que tempos atrás eu reclamei aqui do EI, eles nem divulgavam as partidas que iriam transmitir. Isso melhorou um pouco. Ainda não é o ideal mas dá pra saber o que será transmitido sem ter que acessar o site deles (isso é o fim).
Mas, por outro lado… A grade tá uma bagunça danada. O Jogando Em Casa, por exemplo, não tem horário certo. Tem dia que é 17h, em outros é 17h e meia, 18h, 19h, 20h… Tudo bem, eu sei que em certos dias existem jogos e isso acaba empurrando ou antecipando o Jogando em Casa. Ok, mas não pode ser tanto assim. Precisa ter um mínimo de ordenação. Nem que tenham que, por exemplo, reprisar o programa as 23h ou depois. É até bom, foge um pouco da concorrência mais forte. E, bom avisar, falo isso baseado no sinal da parabólica, em SP é diferente.
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Já abordei o assunto em outras oportunidades e faço novo registro: mais um sábado em que o SBT passou a Record na média diária no Rio. O SBT ficou com 6,9 pontos e a Record teve 6,6. Em Minas tivemos um empate técnico. E em São Paulo a vantagem da Record foi menor que em outros tempos, 1,3 pontos.
Talvez seja hora da Record se mexer. Mas não me venham com essa de botar o Legendários de tarde. O Raul Gil vai fazer picadinho do Mion!

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September 8, 2010

Shownalismo de Primeira

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 7:24 am
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shownalismo de primeiraAlgumas semanas atrás eu citei aqui a transformação da audiência no Rio de Janeiro. Mais que em qualquer outra cidade, é lá onde a Record e o SBT conseguem incomodar (e muito) a “poderosa”. Justo o Rio, habitualmente chamado de “quintal da Globo”. Pois neste último domingo o fenômeno se repetiu. A Record conseguiu passar a Globo – mas não na média diária como alguns sites divulgaram. O índice apresentado registrou a audiência entre as 7h (da manhã) e a meia-noite. Mas mesmo assim é uma ocorrência surpreendente. E vale lembrar que no domingo retrasado foi o programa Sílvio Santos que deu um banho, liderando com folga no final da noite.
Mas é difícil definir uma tendência correta. Em outros Estados a Globo consegue uma larga vantagem: Minas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina… Já a Record faz uma festa em Brasília, Salvador, Fortaleza, Belém…
A única coisa certa é que a couraça da Globo não é tão resistente como antes. Ela está mais vulnerável. E o povo aprendeu a usar o controle remoto (finalmente). Se um programa é ruim, monótono e repetitivo o espectador pega o aparelho e começa a zapear. Acaba na Record, no SBT, na Band… Ou na tv paga, na internet, no videogame.
Eu já falei diversas vezes sobre as brechas da Globo – não vou repetir tudo de novo. É onde a concorrência consegue bater e incomodar. Basta ter um programa minimamente interessante. Ou apelativo, em alguns momentos. De qualquer modo o resultado aparece. Um pouco por mérito; muito pela pachorra e inércia da “Gorda”.
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No texto acima eu falei sobre os números da audiência. Mas não se enganem, eles não são fundamentais para mim. Não vou cair no mesmo erro de muitos “experts” em televisão. Audiência é uma coisa, qualidade é outra. E quase sempre elas estão dissociadas.
Talvez por isso eu não consiga assistir mais que 20 minutos diários da programação da Record. Não consigo me interessar por nada! Ao menos nada do que ela produz – filmes e seriados são apenas comprados e exibidos.
Ontem, no 7 de Setembro, fiquei um pouco a mais em casa e notei certas coisas que reforçam minha aversão ao “padrão Record de ruindade”. Eu já falei antes e continuo batendo na mesma tecla: das 7h até as 16h a programação da Record é quase monocórdica. Quase tudo é baseado no shownalismo apelativo. Começa do Direto da Redação, passa pelo Fala Brasil, um pouco no Hoje Em Dia, Record Notícias e termina no Tudo a Ver. A mesma ladainha de acidente, roubo, sequestro, tragédia (sempre que possível), assassinato… Parece que o povão só gosta de tragédia. Sim, talvez seja o caminho mais fácil. Um helicóptero, o apresentador (a) aflito e fazendo teatro no estúdio, o tal do Alexandre Colin servindo de “guia espiritual” da tragédia… Ou então é o Percival de Souva ou o Renato Lombardi papeando com a Luciana Liviero. Vocês gostam disso?? É isso que a Record entende como “jornalismo de primeira”??
Só como exemplo, no dia 7/09, o Record Notícias, na falta de um caso Bruno ou Mércia, resolveu exibir uns vídeos da Internet. Eu juro!! O primeiro era uma garota tentando fazer “pole dance” e levando um tombo. No segundo uns rapazes fazem uma pegadinha com o colega explodindo uns pneus (ou algo assim) onde ele estava sentado. Dá um tempo!! Eu já tenho que aguentar os vídeos da Internet em todos os programas dominicais, no PopCorn, no Video News, no Pânico, no “Raio que o Parta”… Qual o significado de “Record Notícias”??? É telejornal? Programa de pegadinhas?? Ou, talvez sim, um vale tudo apelativo e popularesco?!
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E esse shownalismo apelativo consegue bons índices pra Record. Tanto é que suas afiliadas (ou emissoras próprias) seguem o mesmo padrão em todos os Estados deste país apalermado. Ninguém está livre de ligar a televisão e se deparar com um celerado gritando e se debatendo num estúdio. Mas não se preocupem, o sujeito não estã tendo uma convulsão. É o “jornalismo de primeira” da Record.
E, só como exemplo, achei um vídeo que mostra bem o teatrinho jornalístico recordiano:
Vejam o maluco.

Nessas horas o Datena parece um monge budista.
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Dia desses eu estava procurando um tempo pra falar da Record News aqui no Tevezona. Mas não deu. Agora acho que foi até bom; economizei algumas tecladas.
Pois a Record News está daquele jeito. Virou um aterro sanitário onde a Record joga as coisas velhas ou imprestáveis. Falta programação, falta pessoal, falta equipamento, falta estrutura, falta cobertura… Sobra a decepção de quem queria ter uma opção de jornalismo em tv aberta. Eu por exemplo.
Tudo isso que falei é motivado pela notícia que anda circulando em diversos sites: a Record pretende usar a concessão da Rede Família pra criar um canal de esportes. Sim, é meio estranho mas pode ter algum fundamento. Ainda mais com a mentalidade da direção da emissora. É capaz que façam mesmo um canal de esportes. Só não sei o que irão exibir. Todos os principais campeonatos estão vendidos (e bem amarrados). E os eventos da Record são de 4 em 4 anos, não seguram uma grade esportiva. Nem chegam perto.
Mas é assim que eles atuam. Largam a Record News no traço (0,2 ou 0,3 ponto é festa por lá) e partem pra outro projeto megalomaníaco. Tem dinheiro sobrando… Vamos torrar!

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