Telejornal Quadrado
Hoje vou tirar o dia pra falar sobre 2 telejornais que já tiveram dias mais felizes, especialmente em se tratando de audiência. Falo do SBT Brasil e do Jornal da Band. O primeiro ponto, onde ambos falham é decorrente do horário. Eles começam mais cedo que os demais, poderiam (e deveriam) se aproveitar disso e entregar o “pão” mais quentinho, mais fresquinho. E chegar fazendo “barulho”, causando mais impacto. Mas não é isso que acontece.
Vou começar pelo SBT, primeiro. A emissora tem uma considerável carência jornalística em muitas praças. Consequência (entre outros fatores) de anos e anos de abandono. Mas, mesmo nas principais capitais a presença é pobre. Podem anotar: entra uma reportagem do SBT Rio, outra de Brasília, e, por vezes, uma do RS ou de Minas (pela Alterosa). Raramente passa disso, fica tudo concentrado em São Paulo. E é só a Grande São Paulo, o interior do Estado também é esquecido.
A equipe de repórteres do SBT conta com alguns bons nomes (o Phelipe Siani no DF, a Mônica Puga (do tamanho de uma pulga) no Rio, Patrícia Vasconcellos e Sérgio Utsch em SP, etc…) mas o contingente é pequeno. Ainda mais quando 2 ou 3 deles são deslocados para produzir matérias especiais. Sobre os comentaristas é difícil entender o objetivo da emissora. Contratou alguns bons profissionais mas raramente os utiliza. Quando aparecem é no SBT Noite ou no jornal da madrugada. Agora me digam, quem vai ver o José Nêumanne Pinto as 5h da manhã? Como ele mesmo costuma dizer: “Francamente, Hermano, não dá pra entender uma coisa dessas…”
No caso do Jornal da Band alguns problemas são bem parecidos. A presença das praças é um pouco maior; por vezes entra alguma reportagem de Curitiba ou de Salvador, além das citadas acima. Mas ainda não pode ser considerada a ideal. No caso dos comentaristas a Band limita-se ao bom Joelmir Beting no horário. Nem mesmo nessa época pré-eleitoral temos a presença de alguém pra falar de política. De esportes, nem pensar. É cada um no “seu quadrado” e nada de pisar fora da risca. Óbvio e enfadonho.
Mas o pior aspecto do Jornal da Band é que ele parece gravado. Sei muito bem que não é, eu disse “parece”. Pensem um pouco e me respondam: qual foi a última vez em que viram uma entrada ao vivo no Jornal da Band?? Ou o helicóptero que o Datena tanto gosta?? Ou algum engarrafamento na saída de um feriadão?? Crime?? Reunião do Copom?? Pois é, não recordo de nada. Tudo gravadinho e seguindo o roteiro. Roteiro sonolento.
Sem falar que… O último bloco do Jornal da Band é pra inglês ver. Pastel de vento. No máximo uma reportagem de 15 segundos com algum assunto desinteressante. E o boa noite da bancada. Boa noite pra você, Ticiana, pro Flamenguista e pro Palmeirense ![]()
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Há algumas semanas eu vi uma declaração do Amilcare Dalevo (presidente da Rede TV) criticando o modelo atual de medição do Ibope. Ele reclamava do Ibope não mensurar (nem tentar) a enorme audiência da parabólica. E ele tem razão. Muita!
A primeira consequência disso é o descaso das emissoras com os milhões de espectadores da parabólica. Jogam um sinal secundário e com vários horários alugados pra religiosos ou televendas. E a Rede TV é uma das primeiras dessa lista negra. Não é mesmo, sr. Amilcare??
O segundo problema é que algumas emissoras acabam sendo prejudicadas quando se toma apenas a Grande São Paulo como parâmetro de audiência. Ou mesmo o Rio de Janeiro, num 2º plano. Eu canso de ver certos programas alardeando que obtiveram a liderança por X minutos no dia tal ou qual. Como se isso fosse uma verdade “verdadeira”. E não é, nem de longe.
Um bom exemplo disso foi o programa do tio Sílvio no domingo passado (13/09). Vejam só a audiência média em 4 capitais:
Florianópolis: 4 pts
Curitiba e Belo Horizonte: 10 pts
Rio de Janeiro: 16 pts
Qual o número exato? Qual a audiência nacional, 4, 10 ou 16??? Posso estar enganado, mas creio que a audiência baseando-se em receptores de parabólica espalhados pelos 4 cantos do país seria muito mais próxima da realidade. E a minha sugestão nem é complicada ou inviável, basta ter vontade. Daí teriamos um resultado nacional, usando-se espectadores da parabólica, e os demais números, nas diversas capitais.
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E falando em números, o share da 2º feira (14/09) foi muito baixo. Ruim pra todas as emissoras, exceto a Cultura. Vejam a média em São Paulo:
Globo – 14.8
Record – 6.1
SBT – 4.1
Band – 2.4
Cultura – 1.3
Rede TV – 1.2
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A última coluna, falando de esporte na televisão, causou um alarde considerável. Vou listar alguns comentários:
O Marcelo Constantino e o Ítalo Severo elogiaram a atuação do Éder Reis como narrador. Eu continuo achando que ele tem potencial, mas ainda precisa crescer. Não no tamanho
, crescer em experiência. Mas não lembro dele no UFC, será que tô boiando nessa?
O Ribamar (do Esporte e Mídia) deixou um elogio simpático.
O Sílvio sugeriu o Celso Cardoso pra comentarista da Rede TV. Acho ele bom, mas creio que existe uma opção melhor. Veja abaixo.
O Ramon comentou sobre a equipe do EI. Concordo em 90% do que você falou. E digo mais, não sei como o Vitor Sérgio ainda está no EI, as emissoras maiores estão “comendo mosca”. O Rafael Oliveira também tem um grande potencial, apesar de ser meio atrapalhado com a câmera ligada. Mas seria um excelente reforço para uma certa emissora que transmite o Campeonato Inglês e o Italiano. Hehehehe…
O Terence Paiva (veja a sugestão acima) , diretor de Esportes da Rede TV, deixou um recado explicando que a confusão do último sábado foi decorrente de problemas técnicos. Muito bacana ver que o Terence não faz “ouvidos de mercador” ou joga a sujeira pra debaixo do tapete como uns e outros. Também sei que ele está tentando organizar a “casa”, coisa meio complicada na Rede TV. Terence, eu aceito a explicação sobre o problema técnico. OK! Mas continuo te cobrando quanto à falha na divulgação da grade esportiva (sei que existem outros departamentos com vontades e necessidades diferentes). Assim como cobro quanto às afiliadas que preferem exibir televendas ou DVDs de shows em lugar da grade esportiva.
Aproveitando, caso o Terence possa responder, notei algumas alterações no Belas na Rede (além do fato da Paloma estar terrivelmente bonita no domingo passado). Apesar da audiência não ter sido muito boa acho que o programa ficou mais “redondo” assim. Mais focado. A mudança foi proposital, ou motivada pelo tempo espremido por causa do debate eleitoral que a Rede TV exibiu?


eu não assisto esse jornal da band com esse”boechato de galocha”.até a ticiana não agrada!amigo,5 da manhã,das duas:ou tem muita gente dormindo.ou tem muita gente indo pro trabalho.pra ver o”shaolin”pinto,melhor dormir mesmo!
Comment by leonardo-pe — September 15, 2010 @ 11:24 pm
Olha, por mais que critiquem a Globo ela ainda tem o melhor jornalismo em TV aberta e fechada. É melhor que qualquer outra emissora.
parabéns pelo texto.
Comment by Silvio — September 16, 2010 @ 12:12 pm
Olá, eu faço questão de responder a quem faz críticas justas e corretas como as suas. Percebo que vc entende de TV, sem segundas intenções e sem “rabo preso”. Bom, sobre a divulgação, é claro que vc tem razão. Mas o problema não é a divulgação em si, e sim a definição da grade. Imagine como é tirar 1/3 dos concessionários da grade dos finais de semana? Mas a coisa está andando bem… Quanto antes eu consiga definir (o ideal é ter 1 mês de frente), melhor para todos. Sobre as praças e afiliadas também. É bem mais complicado, mas já foi pior. A maioria quer mostrar, mas têm outros compromissos assumidos. Estamos trabalhando para 2011 estar tudo em rede, afinal é um belo pacote de esporte. Que mais? Ah, comentaristas… Lá vou eu tomar mais algumas pedradas e críticas, mas as “belas” vão começar a participar de jogos, como a UEFA nesta quinta com a Juliana Cabral. E as mudanças do “Belas na Rede”, sim, já estava previsto abrir mais “show”, afinal era o primeiro, e ir encontrando um meio-termo. Ainda está um pouco longe da ideia original. Estamos trabalhando com o prazo de 1 mês para aí sim avaliar audiência e conteúdo! Grande abraço!
Comment by Terence — September 16, 2010 @ 3:10 pm
Justamente pela presença maior de matérias de outras praças, que o jornal noturno que eu mais gosto de assistir é o da Redetv, lá não é difícil encontrar matérias de Fortaleza, Recife, ou outros estados normalmente ignorados pelas outras emissoras.
Não que esse jornal seja perfeito, na verdade ele é o que mais tem falhas perceptíveis, como apresentadores que ficam em um silêncio constrangedor olhando pra câmera, impotentes por um provável defeito equipamento que mostra o texto (esqueci o nome dele), ou as frequentes vezes em que é anunciada uma matéria e aparece outra.
Ainda na Redetv, acho um desperdício um programa de entrevistas bom como o “É Notícia” passar num horário tão escondido, merecia ao menos uma reprise que passasse mais cedo ou em um outro dia, como o Pânico.
Agora Sobre o SBT, acho que sou uma das poucas pessoas que gosta do SBT Brasil, o entrosamento Nascimento e da Karyn Bravo dão um clima até bom para o telejornal. Não gosto é do Boletim de Ocorrências, o tom emocional que ele dá pras matérias é muito amador (sonoplasta que só sabe uma música) e dispensável. A Joyce Ribeiro merecia apresentar algo melhor, ou pelo menos com menos apelação.
Sobre o falado que o último bloco do Jornal da Band ser Pastel de Vento, o único que lembro de cabeça não ser assim é o da Record, que sempre estende ao máximo último bloco pra tentar segurar a audiência enquanto começa o Jornal Nacional.
Comment by Marcos00 — September 16, 2010 @ 5:01 pm
Meu amigo, li sua análise sobre a área esportiva da Redetv, vi até que o diretor de esportes da emissora, Terence, interage com você. Levei em conta seus comentários, mas você tem que abrir os parenteses. Pra criticar, tem que conhecer tudo e você criticou o narrador Eder Reis sem saber o que o cara faz ou fez. O rapaz simplesmente domina a noite com UFC Sem Limites (que foi destacado recetemente pelo Folha pela vice-liderança). Meu amigo pára tudo…é o melhor programa da casa (minha opinião) e este cara, no meu entender, mudou o programa com estilo divertido e informativo e, olha que eu acompanho o Sem Limites desde quando o Marco Túlio narrava. Já o vi Eder Reis no futebol, o cara é bom…não é qualquer um conduz uma transmissão de um jogo…sou louco por esporte e vi muito cara começar na Tv..é pra pouco e acho que esse narrador da Redetv veio pra ficar, o cara tá se soltando…Alô Terence boa sacada.
Comment by David Ramos — September 18, 2010 @ 7:40 pm