O Pior do Brasil
Não é de hoje que a audiência do SBT vem caindo. Mas nas últimas semanas o quadro se agravou. A emissora vem registrando péssimas médias durante a semana, e números um pouco melhores no final de semana. E os motivos para essa situação são facilmente indentificáveis. No final de semana o SBT se segura no seu ponto mais forte, os programas de auditório. E com eles a emissora consegue até enfrentar a Record.
Durante a semana a situação muda pois é necessário contar com os programas mais tradicionais, jornalismo, novelas e seriados. E nisso houve um erro anunciado. No começo do ano o Sílvio Santos resolveu preencher uma lacuna na grade com a reprise de Ana Raio & Zé Trovão. Não era e não deveria ser a melhor opção. Mas, por casualidade e excepcionalidade, a novela até está com bons índices de audiência. Apesar de tudo e de todos os agravantes.
Daí o SS pensou ter encontrado a fórmula mágica: produto barato e funcional. E resolveu meter duas reprises no período da tarde. Não contente lascou outra reprise surrada no lugar de Uma Rosa Com Amor. Não dá, não pode. Falei isso antes – podem pesquisar. O resultado é a audiência sumindo de maneira espantosa. Justo no horário nobre. E com respingos no SBT Brasil e na tal “faixa nobre”, às 21h. Uma catástrofe anunciada.
Pois agora o Patrão resolveu tirar outro “coelho da cartola” e decidiu reprisar o Câmera Café, de memória não muito feliz. E deu outra mancada. Pra felicidade da Record e das demais emissoras.
Fica difícil imaginar o que vai acontecer com o SBT. Ainda mais quando, em lugar de resolver seus problemas, ele arruma novos. E mais outros… uma avalanche de erros. Por culpa e graça de seu dono. Dono que tem seus méritos, como apresentador. Mas, já falei dezenas de vezes, é um péssimo diretor de programação. Entende pouco. Acerta no varejo e erra no atacado. Não há quem resista. Não há empresa que aguente tantos erros e por tanto tempo.
O único ponto “positivo” nessa história é que a Band também anda errando aos montes e pouco aproveita do espaço deixado pelo SBT. A diferença entre elas é praticamente a mesma. Eu, que não tenho nada com isso, só fico me perguntando quando será que a ficha do Sílvio vai cair. Quando será que ele vai entender que precisa contratar um profissional competente pra dirigir a emissora. E, obviamente, deixar ele trabalhar sem interferência. Do jeito atual o futuro é sombrio.
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Não gosto de parecer (ou ser) pretencioso ou arrogante, mas… Eu estava vendo as tentativas (desesperadas) da Record de reanimar o Legendários. Se é que isso é possível. Daí lembro do que escrevi aqui no Tevezona na época da estréia do programa. Não, não sou nenhum gênio. Mas consigo enxergar o óbvio. E o Legendário era (e ainda é) obviamente ruim. Muito ruim. Tão ruim que consegue ser pior (por mais incrível) que o Zorra Total.
Situação igual acontece com o Formigueiro. Logo na 2ª edição (não pude ver a estréia) eu disse que o programa era fraquinho, o apresentador… esforçado e o horário (e dia) inadequado.
Passaram-se algumas semanas e a Band decidiu reprisar o Formigueiro aos sábados na tentativa de encontrar um horário de exibição mais ameno. Na briga dominical não dá pro Formigueiro. Nem se fosse um bom programa.
Mas eu fico pensando, ninguém na Band avaliou isso antes de jogar o programa na guerra de domingo?? Quem é o gênio que monta a grade da emissora??
Se bem que nem sei se o horário é o maior culpado pelo fiasco. O programa é muito bobinho. Os quadros, todos meio copiados de outros programas, os convidados, os bonecos, o Marco Luque tentando fazer graça… Nada funciona. Uma prova de que ficar martelando essas fórmulas argentinas não dá certo. Vez ou outra talvez dê. Mas não podem contar com isso pra todo o sempre.
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Outro programa que deve acender a luz vermelha é o Belas na Rede. Vi o 1º, vi o 2º… Só tá valendo pela belezura da Paloma. O resto tá complicado. Ainda mais agora que estreiou o Último Passageiro – comendo 40 minutos do programa. Restam 60 minutos. Daí a gente abate os intervalos, os merchans, as vinhetas, os recados… Mal sobram 30 minutos. Agora temos que cortar o quadro do sr. Giovaneli, os convidados da mini-arquibancada, o desenhista ou cantor convidado… Sobram uns 15 pra tratar de futebol. Se é que o programa trata de esporte. Nem sei mais…
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Outro dia, nos comentários, falaram sobre o Rodrigo Faro e pediram minha opinião sobre o Melhor do Brasil. Bem, vamos começar pelo começo. Eu lembro do início do programa, com o Márcio Garcia. Era totalmente diferente do atual. Posso dizer que mudou em 90%. Pode até continuar com alguns quadros de antes, como aquele do namoro. Mas atualmente o que menos interessa é o namoro. Querem farra e lambeção pra dar audiência. Virou uma chacota, uma armação falsa. Digamos que virou um “quadro de humor”. Igual às imitações que o Rodrigo faz. É tudo zoação. Muito diferente do tempo do Márcio, quando até acompanhavam os casais no primeiro encontro e tentavam saber se a coisa iria evoluir.
Outra coisa difícil de entender é o nome do programa. Melhor do Brasil?? Não tem mais sentido algum. Aquilo lá lembra mais o programa do Chacrinha. Até o Rodrigo Faro tá parecendo o Chacrinha, fantasiado e brincando com tudo e com todos. Só falta a barriga e a buzina. E o carisma também. E nisso o Rodrigo é fraco. Assim como era nos tempos de ator.
Mas o programa tem lá o seu público. Sábado de tarde é aquilo mesmo. Ainda lembro do Sabadaço do Gilberto Barros. O nível é esse mesmo. Abaixo de zero. Um castigo pra quem fica em casa no horário. É melhor ir passear no shopping, na praça, na praia… Nem amarrado eu vejo esse lixo!

