A Gananciosa da Barra Funda
Hoje vou juntar dois assuntos muito parecidos e interligados: jogos olímpicos e o Brasileirão. Quase todo dia existe uma nota ou um comentário sobre o assunto. Ou, mais recentemente, um vídeo sem pé nem cabeça. Uma afirmação tão sem fundamento (do Jorge Kajuru) que nem cheguei a comentar no dia que o Marcos passou o link. E olha que eu já havia lido a nota antes. E, ainda que possa estar muito enganado, acho que tudo não passou de um boato. Pra não dizer coisa pior.
Claro que a Record tem vontade e grana pra comprar os direitos de transmissão do Brasileiro. Se vai comprar são outros 500 (milhões). Sim, 500 milhões já é o valor atual do contrato da Globo. E, por mais que eu possa defender os clubes, o valor é até justo se analisarmos a importância do produto, as horas de transmissão, a receita e o volume anual da publicidade brasileira. Se a Record comprar (pagando 1 bilhão ou mais) não terá receita direta para pagar o evento. Não existem anunciantes desse porte e em número suficiente pra cobrir a despesa. Fica evidente que a Record vai subsidiar a transmissão. E esse assunto é aquela velha e batida estória sobre a IURD, dízimos, Record e cia bela. Nem vou comentar mais.
O próprio Marcos, ao postar o vídeo, disse achar estranho que essa (suposta notícia) viesse da boca do Kajuru. E bota estranho nisso!! Qual pode ser a fonte do Kajuru?? Alguém da direção da Record??? Jamais! Do Clube dos 13?? Duvido muito. A Record iria (obviamente) guardar a bomba para um de seus programas e/ou apresentadores. O Clube dos 13 iria escolher um jornalista mais íntimo e “sociável”. Ou um grande veículo. Nunca um programa gravado na mesa de um bar e com os participantes ingerindo copos e mais copos de cerveja. Nem brincando!
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Pior que ouvir essa bobagem (mais uma) sendo vomitada pelo Kajuru é ver ele, o Nasi e mais um monte de gente falando coisas como:
- É bom a Record adquirir o Brasileirão para acabar com esse monopólio de tantos anos.
Ora, ora… Um evento trocar de mãos não significa quebra do monopólio. É meio parecido com os serviços básicos no Brasil. O sujeito recebe luz da Cemig. E isso é um monopólio. Se a Cemig mudar de dono o monopólio não acaba. É difícil entender isso??
Sem falar que… A Record não é a mais isenta nessa questão. Basta ver o que ela está fazendo com os direitos do Pan. Pra tv aberta ela nem cogita repassar os direitos. Pra tv fechada ela está fazendo todo o possível pra não negociar. Cada dia vejo uma desculpa diferente. Já falei há mais de 6 meses e insisto na mesma tecla. A Record quer o bolo todo. Não precisa de 10, 20 ou 30 milhões de ninguém. E será a mesma coisa no dia em que ela comprar o Brasileirão. Quem viver, verá.
O fato estranho é que a “ultra monopolista” do Jardim Botânico divide o Brasileirão com a Band, a Série B com a Rede TV, A Liga dos Campeões com o Esporte Interativo e Band, a Copa do Mundo… Agora mesmo li que ela negociou alguns torneios (sub 17 ou 20 e femininos) com o EI. Claro que a Globo não faz isso por ser boazinha. Ela vende esses produtos depois que já fechou suas cotas. É uma “graninha extra”. Já a “gananciosa da Barra Funda”…
Sem falar que, independente do monopólio, assistir qualquer evento na Record é um castigo doloroso. Eu não aguentaria. E creio que isso só aumentaria o número de assinantes dos canais pagos. Ou, para os menos abastados (como eu), voltar aos tempos do futebol no rádio.
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Nesta semana eu estou evitando qualquer aproximação com certas emissoras (as maiores). O motivo é essa guerra urbana no Rio. E me permito não emitir minha opinião sobre os verdadeiros motivos e origens dessa tragédia. Não interessa aqui no Tevezona. Mas não aguento mais ver a cara de prazer do Datena, Gottino, Sônia Abrão e demais “paladinos da justiça” diante dos carros queimados e do tiroteio sem fim. Isso não é jornalismo. Nem passa perto. E essa gente está mais preocupada com uns pontos a mais no Ibope do que com a violência absurda deste país.
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Não estou acompanhando a Fazenda. Mas, zapeando, peguei o Britto Júnior falando um longo “voltaremos” em duas ou três acasiões. Pelo menos foi o que entendi.
Para quem não sabe, o Britto Júnior é gaúcho. E existe um programa de culinária na RBS (também passa no Canal Rural, na parabólica) onde o apresentador usa esse bordão há “séculos”. Se quiserem conferir, o programa se chama Anonymus Gourmet. Qualquer semelhança não é mera coincidência. É plágio. E plágio é algo pouco elogiável.
Aliás, o Britto precisa fazer um curso com urgência. Um curso de apresentador!!! Quem sabe, daqui a 5 ou 6 anos possa ter um mínimo de qualificação. Até a presente data…

Sábado eu estava vendo o jogo da Série B na Rede TV (América MG X Sport). Lá pelas tantas o Marcelo Bianconi solta uma frase parecida com:







Outro dia citei um comentário do Sílvio Santos, brincando com a administração de sua emissora, durante o recente Teleton. Era uma piada, mas tinha um grande fundo de verdade. Assim como é uma piada com uma enorme dose de verdade se dizer que:
Acho que quase todo mundo conhece a estória da hiena (sim, o animal). Tanto que nem vou repetir. Pois essa é a primeira analogia que me ocorre quando vejo a “reformulação” da Record News (após o segundo aniversário). E a expressão reformulação está cercada por aspas por razões muito claras. Não consegui identificar qualquer mudança significativa. Ficou só na maquiagem.