December 7, 2010

A Pauta Maluca

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:22 pm
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Eu já estava com o assunto na pauta e acabei lendo o comentário de um leitor (Cícero) com o mesmo espanto ao ver o Belas na Rede do último domingo. E não consigo imaginar um espectador (independente de sua preferência clubística) compreendendo a pauta do programa.
Mas vou começar do início; vi o jogo entre Fluminense e Guarani zapeando entre a Globo e a Band. Tudo dentro da normalidade. Sim, até mesmo a euforia do Sandro Gama fazia parte do script. Não duvidem que aquelas “puxadas de brasa” pro lado do Fluminense eram orientação de algum diretor da emissora. A Band sabe muito bem da rejeição que provoca em diversos Estados do Brasil. O “teatrinho” do Sandro é apenas uma tentativa de dourar a pílula.
Depois do jogo eu fiquei zapeando entre a Band e a Rede TV. No 3º Tempo, apesar da cara azeda dos “comentadeiros”, deram um espaço razoável aos festejos do título. Já tinham cinegrafistas no local, repórteres, o Edmundo, o Téo… Deu pra fazer o “arroz com feijão”, mas sem tempero algum. Já no Belas na Rede…
Francamente, não entendi nada!! Parece que a pauta do programa foi preparada por um marciano. Ou alguém que não sabia que o título do Brasileirão estaria sendo decidido alguns minutos antes. Só havia link no Serra Dourada (que eu tenha visto). Estava lá o Fernando Fontana e assisti ele entrevistando o zagueiro William. E o encerramento da carreira do zagueiro foi assunto forte no debate das belas. Os outros assuntos foram a venda do Elias, a participação do Corinthians na pré-libertadores, os vacilos do Tite… E, obviamente, o choro da Milene Domingues dizendo o mesmo da outra semana: “eu estou triste… nós perdemos… vamos dar a volta por cima…”
Se tinha link no Engenhão eu não vi. Link em Minas, nem em sonho. Os lances da vitória do Fluminense só depois de uns 30 minutos. Tudo bem que aí dependem de outras emissoras, mas… Nem o Esporte Interativo faz uma lambança desse tamanho. Mesmo com toda a falta de estrutura e equipe os caras vão no improviso, usam celular, Skype, imagens da Internet, megafone, sinais de fumaça… Não importa, a pauta é o título de campeão brasileiro. Pouco importa o clube, a cidade, o Estado… Até um aluno na primeira aula de jornalismo sabe que existe uma reunião de pauta e é nela que se define o que será tratado, quem será convidado, as matérias que serão preparadas… Será que depois de 11 anos de atuação a Rede TV não consegue botar um link ao vivo no Rio? E se o Cruzeiro fosse campeão? Havia um “plano B”?? Qual foi o planejamento pro programa? Ora, ora, ora…
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Ainda no embalo do futebol, vou puxar dois pontos interessantes:
- Vocês repararam na cara de pastel dos “comentadeiros” panacas que estavam com o discurso pronto pra vomitar que o Corinthians foi prejudicado pelos rivais, que pontos corridos é ruim, que houve influência externa e blá blá blá… Acontece que o Corinthians nem venceu o jogo dele. Não fez a sua parte e não pôde jogar a responsabilidade nas costas dos outros. E vamos entender que: nos pontos corridos o campeão é quem soma mais pontos. Não quem é ajudado por rivais ou tropeços de adversários.
Outra coisa que precisa ficar clara é que o Corinthians não é culpado pelas idiotices que a “Timão Press” vomita. Na verdade esses caras usam o clube em seu benefício pessoal. São um bando de PARASITAS!!
- O 2º ponto é sobre o Muricy Ramalho. Fiquei vendo os panacas da “imprensa” esportiva dando “tapinhas nas costas” do técnico, bajulando, elogiando… Metade desses caras estavam metendo o malho no Muricy quando ele recusou o convite do Ricardão Teixeira pra ser técnico da seleção. Apesar desse não ser o assunto principal do Tevezona, usem a busca e vejam o que escrevi sobre a decisão do Muricy naquela época. Aqui o discurso não muda de acordo com a direção do vento.
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Nos comentários da última coluna o Ramon demonstrou sua insatisfação com programas locais (basicamente de São Paulo) sendo jogados em rede nacional. E com o agravante de dar um tom pessoal (ou clubístico) a certos assuntos. Acho que já falei mais de dez vezes sobre isso, mas…
Outro dia mesmo comentei que conheço vários programas regionais (citei um da TV Tribuna). E também acompanho as principais redes com sua programação do satélite. Se a emissora joga no satélite o sinal de uma cidade… Acho que todos vocês sabem, por exemplo, que a Band tem blocos regionais do Jogo Aberto. Em vários Estados existe a edição local pra tratar dos clubes daquela região. É algo compreensível e até lógico. O ponto crucial é combinar X e entregar X pro espectador. Se tá combinado… Um exemplo disso é o programa esportivo da Alterosa (SBT de Minas); existem 3 participantes na bancada. Cada um torce por um clube e veste a sua camisa no programa. Cada um cumpre a sua função de puxar a brasa pra seu clube e zoar com os rivais. Nenhum espectador poderá reclamar pois o desenho do programa é aquele. Está totalmente explícito. Coisa que não acontece, por outro lado, com vários programa em rede e com supostos “comentaristas esportivos”.
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E essa coisa de programas locais transmitidos em rede não é privilégio do esporte. Temos dezenas de exemplos. Outro dia mesmo vi uma cena até engraçada no Primeiro Jornal. O Faccioli começou a falar da própria audiência (!!!), do programa, dos espectadores… Se animou e começou a mandar abraços pra quem estava em Belém, Fortaleza, Salvador, Curitiba… Daí virou pra outra câmera e chamou imagens do helicóptero mostrando um início de congestionamento na Marginal do Tietê, em direção ao interior. E foi nessa tocada por quase todo o programa.
Agora, pergunto, pro sujeito que está em Belém, qual o interesse em saber do tráfego de veículos na Marginal?? O sujeito que está em Salvador vai se preocupar se um caminhão tombou na Imigrantes? Dá um tempo!
Não por acaso a audiência de vários desses programas mal chega em 0,5 ponto em muitas capitais. Não poderia ser diferente.
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Outro dia (domingo) vi o Ver TV na TV Brasil. Não sei exatamente se o programa é reprisado e em qual dia. Mas recomendo que procurem assistir. O tema do programa era a lei de concessões de TV e rádio e a atuação do governo diante das empresas de comunicação. Não exatamente deste governo, de todos. Há coisa de 40 dias eu falei sobre isso e disse que nunca havia visto uma emissora batendo de frente com o governo ou vice-versa. E repito, isso vale pro Lula, FHC, Collor, Sarney, militares… Se a gente puxar o fio vai acabar no D. Pedro 1º.
Então, através do programa soube da última emissora que perdeu a concessão. Foi em 1970!!!! A Excelsior. Depois disso os ilustres senhores resolvem seus conflitos entre taças de champanhe e petiscos de caviar.
Depois volto ao tema, com mais calma.

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December 4, 2010

Tirem a Vaca

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:28 pm
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Acho que todos conhecem aquela estória de botar a vaca na sala, infernizar o ambiente, e depois retirar a vaca para o alívio de todos. Pois é isso que parece estar ocorrendo nas transmissões esportivas da Rede TV. Estão criando problemas onde não haveria.
Algumas semanas atrás eu vi dois jogos do Italiano no meio da semana. Na primeira partida a narração foi do Luís Alfredo e ele passou 2/3 do 2º tempo falando do TV Fama, que entraria na sequência, contando que o Nélson Rubens estava assim, que a Flávia Noronha estava assado… Até no meio dos lances ele inventava de falar sobre as fofocas que viriam a seguir. Vamos entender uma coisa, não é errado soltar uns foguetes pra divulgar o restante da programação. É correto e praticamente todas as emissoras usam do expediente. Eu disse usam, não ABUSAM. Uns 3 ou 4 foguetinhos por tempo e já deu pro gasto. E de preferência para falar de programas com público semelhante, não era o caso do TV Fama. Seria mais lógico divulgar o Rede TV News, o Rede TV Esporte, os jogos do final de semana, o UFC…
No primeiro momento, junto com uma tremenda irritação, achei que o Luís Alfredo tivesse recebido um recado e exagerado na dose. Ele se anima demais em certos momentos. Até anotei o fato pra comentar aqui. Eis que no dia seguinte, em outra partida, o Sílvio Luiz segue a mesma cartilha e solta o “foguetinho” do TV Fama umas 39 vezes. Ou 37, ou 41 vezes, sei lá! Só sei que o futebol virou a coisa menos importante da transmissão. Irritou quem queria ver o jogo e (provavelmente) não alavancou o TV Fama. Ainda mais tendo públicos tão distintos.
Pois nessa semana também tivemos jogos na quinta e sexta pelo Italiano. E, curiosamente, os narradores se concentraram mais no jogo que nos recadinhos. Uma mudança de 180º. Só não consegui entender o modelo de transmissão que a emissora pretende.
Algo parecido ocorre na equipe de comentaristas. Mesmo alguns sendo apenas convidados. Fico sempre com medo de ver a Sabrina Sato comentando alguma partida. Vai que… Felizmente nessa semana tivemos a presença do Sócrates no jogo entre a Lazio e o Inter. Sei muito bem que o Sócrates não é a última bolacha do pacote, mas pelo nível de certos “comentadeiros”… E ele nem engoliu a isca quando foi indagado por qual time torcia na Itália. Disse que era corinthiano aqui mas que lá não torcia por ninguém; queria só ver um bom futebol.
Em resumo, já está na hora do esporte da Rede TV definir sua cara. De definir sua personalidade. Não dá pra ser Dr. Jeckyll e Mr. Hyde ao mesmo tempo. Qualquer dia eu falo mais sobre qual minha sugestão pra essa “cara”.
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Uma emissora que tem uma cara bem definida é a Record. Pena que é uma cara feia. Muito!! E nem gosto de viver repetindo que a Record gosta de copiar os outros. Já cansou. Mas hoje vou falar: a Record gosta de copiar a … RECORD!!!
Acreditem, é isso mesmo. Nesta semana, ainda no rescaldo da intervenção policial no complexo do Alemão, o jornalismo da Record teve a genial idéia de alugar uma casa na favela e enviar uma equipe para viver lá e relatar o dia a dia após o conflito. Muito bem.
Acontece que, não faz nem 1 mês (ou mais, vi a matéria reprisada) a Record alugou uma casa na Rocinha e designou uma equipe passar alguns dias mostrando o cotidiano da população local.
A criatividade é tanta que até a repórter foi a mesma: Anelize Camargo. Só não sei se isso é pra rir ou chorar. E nem sei se isso é um prêmio ou um castigo para Anelize.
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Outra característica bem definida na Record é a fixação em um único produto. E todo o resto da programação fica em terceiro ou quinto plano. Ou pegando as rebarbas do produto “master”. Pois é isso que acontece atualmente com a Fazenda. Eu não vou assistir, por motivos óbvios, mas vocês podem conferir: um eliminado da Fazenda vai passar 2 horas no programa da Ana Hickman respondendo perguntas idiotas para ganhar um prêmio em dinheiro. Alguns minutos depois e o eliminado mais recente vai estar no Programa do Gugu respondendo um outro tanto de questões imbecis para ganhar um prêmio ainda maior. Mais 2 horas do mesmo lixo. Periga dar indigestão.
E eu nem vou me esticar no papo e falar das migalhas da Fazenda espalhadas pelo Tudo a Ver, Show do Tom, Legendários… É dose; dose pra mamute!!!!
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Eu já critiquei, diversas vezes, as intermináveis mudanças da grade do SBT. Quase todas sem pé, cabeça ou lógica. Tudo feito na base do chutômetro. Pois nesta semana tivemos outra mudança no horário noturno. E novamente o resultado foi desastroso. Mas vou dizer uma coisa, o maior culpado desta feita não foi a alteração. São os produtos. São ruins, não tem jeito. Podem colocar a porcaria de manhã, de tarde, de noite, de madrugada… Pouco adianta! É o mesmo que falei sobre aqueles “zumbis” da Globo. Pouco resolve mover eles pra um lado ou outro. A única saída é remover da grade.
Por falar nisso, 2011 pode ser a chance da Band. Depois de quarenta e tantos anos, ela pode tentar beliscar a posição do SBT. E nem adianta a Band pensar na faixa noturna, ela já está bem no horário. O calcanhar de Aquiles vai de 7h até as 17h. Nessa faixa a Band não consegue nem abrir vantagem pra Rede TV.

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December 1, 2010

Tiros e Zumbis

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:57 pm
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tanque de guerra
Alguns dias atrás tivemos dois comentários sobre assuntos parecidos: o jornalismo da violência e o espaço que ele recebe em nossas emissoras. Primeiro foi o Leonardo (de Pernambuco) falando sobre o “banho de sangue” dos telejornais da hora do almoço; depois foi o Andrade dizendo que a Record e a Band (a Globo também) estavam mostrando a tomada do Complexo do Alemão ao vivo.
O primeiro assunto eu já havia abordado (de leve) em outras ocasições e planejava retormar agora. Mas ainda não vai dar. Apesar de que sei muito bem como é essa situação. Consigo assistir algumas emissoras regionais e sei do lixo que muitas despejam na telinha com a desculpa que rende boa audiência. O Leonardo falou de um telejornal sanguinolento no SBT de Recife; que bomba na audiência. Esse eu nunca vi, mas sei do Ronda Geral, na TV Tribuna. E também sei de outros programas semelhantes (com alto teor de sensacionalismo, assistencialismo e exploração do “mundo-cão”) em Salvador, Fortaleza, Goiânia, Maceió… E como falei antes eu fujo desses programas. Já me bastam os “paladinos da justiça” das grandes redes. Qualquer hora eu trato da questão com mais profundidade.
O segundo comentário foi sobre a extensa cobertura da violência no Rio de Janeiro. Nesse ponto eu discordo um pouco do Andrade. A televisão deveria sim cobrir o fato com uma atenção especial. O problema é separar até onde vai o jornalismo (informação dos fatos) e onde começa o shownalismo da violência (a pirotecnia). E muita gente passou dessa linha. Era evidente o “sangue nos olhos” ao exibir os tanques do exército ou ouvir as rajadas das metralhadoras. Pouco importava analisar ou informar sobre a origem dessa violência ou sobre as possíveis saídas. Outros veículos optaram por mostrar a situação como um filme de guerra, os bandidos de um lado, os mocinhos de outro, vilões, heróis…
Não vou (novamente) emitir minha opinião pessoal sobre os reais culpados dessa violência sem fim. Mas posso dizer que existe muito mais gente que aqueles bandidinhos de bermuda e chinelo. Basta lembrar que um dos líderes do tráfico no Alemão (preso por participar do assassinato do Tim Lopes, entre diversos outros crimes) estava lá graças a um indulto. Ele recebeu um “presentinho” da nossa justiça de banana. E isso não é um caso específico de um traficante ou de uma cidade. É um problema de todos nós. Do nosso país.
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Domingo eu fiquei vendo um pedaço de cada um dos jogos do Brasileirão. E rersolvi “pescar” dois momentos que ilustram muito bem o que falo há séculos sobre a mossa imprensa esportiva. Quem não assistiu as cenas pode pegar um VT da transmissão e conferir os detalhes.
O primeiro fato curioso ocorreu no jogo do Corinthians contra o Vasco. O José Ferreira Neto (craque, torcedor e comentarista) estava dando seus tradicionais conselhos sobre como deveriam fazer os jogadores, técnico e até torcedores quando… Quando o Bruno César ajeita a bola pro meio e chuta com força. A bola bate num zagueiro do Vasco e vai fugindo do goleiro. Antes mesmo da bola entrar o Neto não se conteve e soltou um “GOL“. E logo após o Luciano emendou a narração e ficou por isso mesmo. Nem se falou mais no assunto. Mas, fico pensando, qual seria a repercussão se um comentarista da Globo vibrasse de maneira tão incontida ao vislumbrar um gol de seu time de coração?! Passaria em brancas nuvens??
Por outro lado… O jogo do Fluminense passava pro Rio e (possivelmente) outros Estados. Téo José narrando, Sandro Gama reportando, Edmundo comentando… Acontece um gol do Fluminense e após a narração tradicional o Téo pediu os detalhes do lance ao Sandro Gama. Daí o Sandro diz algo como:
- “… E vibra a torcida do Flu, a mais bonita do Brasil… Rumo ao título de campeão brasileiro…”
Calma lá. Não dá pra dar uma “cor local” de acordo com o destino de cada transmissão. Quem é o Sandro Gama pra definir a torcida mais (ou menos) bonita?? E quem garantia ao Sandro que aquele gol levaria o Flu rumo ao título?? E se o Palmeiras fizesse 3 e virasse o jogo?? E se a d. Mafalda invadisse o campo pra agarrar o Fred e machucasse o atacante tricolor com seus 150 KG?? Ora, ora, ora! Isso não é função de repórter ou comentarista. Ou o Sandro diria as mesmas coisas se a transmissão fosse destinada ao Estado de São Paulo??
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Quem lê o Tevezona há mais tempo deve lembrar que, em diversas oportunidades, eu chamei certos programas da Globo de “zumbis”. Não consigo pensar em palavra mais adequada. E o Casseta e Planeta é um desses zumbis. Não é o único, claro.
Eu nunca aceitei a presença deles na grade da emissora. Ainda mais na emissora que tanto fala em qualidade e tanto preza por seus produtos. Pois o Casseta é um desses programas que já havia esgotado seu prazo de validade. Pro meu gosto, há muito tempo. E nem é o caso de dizer que sempre foi ruim, não é o caso. Já teve sua função e seu momento. Mas acabou. Assim como aconteceu com o Sai de Baixo, a Escolinha, e tantos outros programas. Existe um ciclo natural. Nem sempre é inesgotável como o caso de outros gêneros. Mais ou menos como acontece hoje com a Grande Família. Está se esgotando o prazo. Infelizmente. E digo infelizmente com toda a franqueza, eu era um espectador assíduo. Era, atualmente é raro recordar de ver o seriado nas noites de quinta.
O problema atual da Globo não é apenas com esse ou aquele programa esgotado. É a falta de ação. Não vou dizer que eu sei mais que os gênios da emissora, nem de longe. Provavelmente eles sabem muito mais que eu. A falha deles é no momento de decidir. Não por incompetência, por covardia. Por medo de errar e assumir a culpa. E aí preferem deixar os zumbis na prateleira. Pra alegria da concorrência.
Depois de 3 anos batendo na mesma tecla, me permitam dizer: Eu falei antes; eu avisei!!!

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