January 29, 2011

Pequeno Boninho Brasil

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:51 am
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Hoje eu poderia fazer uma postagem enorme falando sobre a queda na audiência do BBB e as consequências e deduções do fato. Também poderia falar da minha alegria pessoal com o fato e da mudança de comportamento do telespectador brasileiro. Poderia, mas não vou!
Infelizmente a queda verificada na audiência da 11ª (!!!! haja paciência) edição do reality é mais fruto do acaso e de grandes burradas do pequeno Boni que de alguma mudança radical e sólida. Exatamente, não consigo enxergar qualquer mudança substancial no cenário da TV ou no espectador. No máximo pequenos sinais de fadiga. Até por ser a 11ª edição da bagaça. Mas é muito provável que com o decorrer das semanas a audiência se recupere um pouco. Nada de extraordinário, mas o suficiente pra Globo confirmar mais edições do reality e pro pequeno Boni ser proclamar “the king of the world”.
Eu já falei N vezes que não gosto de realities e e raramente perco mais de 30 segundos ao dia com algum deles. Mas tenho que admitir que o formato (confinamento numa casa) desperta hábitos latentes no ser humano: a curiosidade, a bisbilhotice, a fofoca… Esse é o “pulo do gato”. E é isso que a Endemol vende pra dezenas de países. E funciona, em maior ou menor grau.
O lado terrivelmente chato é que tudo está tão armado e ensaiado que atualmente nem o espectador mais fanático consegue se empolgar. Temos um bando de rapazes e moças desocupados e desmiolados repetindo frases, gestos e atitudes que viram no BBB10, no 9, no 8 ou outro. Ninguém mija fora do penico.
Por outro lado o pequeno Boni (campeão sulamericano de arremesso de ovos), que recebeu uma fórmula pronta, consegue piorar aquilo que já está saturado. O pequeno gênio tem certa liberdade pra variações no formato da Endemol. E consegue errar em quase todas. Mas o pior erro é na sua tarefa principal, escolher os participantes. Nem é preciso assistir o reality, já sabemos que ele vai escolher uns rapazes sarados, tatuados e depilados. Sabemos que escolherá moças malhadas, bronzeadas e siliconas. E, pra variar o cardápio, ele vai incluir 2, 3, 4 ou mais gays. Mas o pior nem é isso. O lamentável é ver que todos os participantes são um amontoado de de ESTERCO. São um nada! E lutam pra ser um nada famoso até o próximo reality. E pra faturar o prêmio de 1,5 milhão que não paga nem o café semanal da Rede Globo.
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Falando do pequeno Boni a gente lembra do grande Boni, o pai. Acho que vocês sabem que o Boni pai é dono de uma emissora de televisão no interior de São Paulo. Mas o Boni pai é inteligente. Deixou o filho longe de sua televisão. Largou o rebento na Globo, pra fazer titica lá. E nem precisa mais pagar mesada pro pequeno Boni, ele já ganha muito bem da Globo.
Vocês não acham que o Boni pai é muito esperto??? :P
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Ainda falando do BBB, outro dia vi uns 2 minutos da versão argentina do programa. O primeiro diferencial é que eles são menos “índios” que a gente. Passaram o nome do programa pra língua deles, é o Gran Hermano. No Brazil… Aqui o que menos se fala é o português. Isso é brega. Bonito é escrever tudo em inglês. Seja nome de empresa, slogan, programa de televisão, produto, profissão… A coisa é tão absurda que o catador de latas e plástico do meu bairro fez uma camisa estampada assim: Personal Recycler!!! :lol:
Mas, voltando ao Gran Hermano… Vocês não imaginam como aquilo é bizarro. Acham o Bial ruim?? Então vocês não conhecem o “bial” portenho. É horrível! Sem falar que lá os caras gostam de analisar TUDO. Se um dos participantes coça a virilha, no minuto seguinte aparecem 58 BBBólogos debatendo o fato e querendo saber se aquilo não vai mudar o eixo de rotação da Terra. Patético!!!
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nadja haddad O outro assunto “quente” da semana foi a briguinha entre o Ronaldo (R9) e o Datena via Twitter. Confesso que achei muito divertido. Primeiro pra ver se nossas “celebridades” tiram um pouco a máscara da demagogia e falam abertamente aquilo que dizem em off.
Vou começar pelo Ronaldo. O gênio levou mais de 30 anos pra descobrir que o Jogo Aberto não faz jornalismo!! Sim, sr Ronaldo, eles não fazem jornalismo esportivo. Eventualmente até tratam de esporte, mas não fazem e nunca fizeram jornalismo. Está mais pra “torcedorismo”.
Depois me aparece o ADEVOGADIO da Band, sr Datena, pra dizer que o Ronaldo é um bobão e vive puxando o saco da Globo. Muito bem, o gênio descobriu isso depois de fazer pós-graduação em física quântica ou depois de comer uma pizza gigante em 8 minutos?? Vamos combinar um negócio, Deus é um cara justo. Ele dá o dom de jogador pra alguém, não vai dar também a inteligência, bom senso, caráter, personalidade, beleza, sorte… Ele varia o seu pacote de qualidades.
Agora, se o pessoal da Band não revelou os podres do Ronaldo em Prudente e em outras situações, isso só confirma a afirmação do Ronaldo. Não fazem jornalismo. Escondem fatos e notícias pra ficar bem com fulano, pra não perder entrevista com beltrano, pra não magoar outro… Quando ficam ofendidos vêm com esse papo de “eu sei um monte de sujeira que você fez”. Coisa de moleque! Até a Nadja Haddad está rindo deles.
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Citando esse fato da turminha da Band que ocultava alguns podres do Ronaldo, para não criar problemas, lembrei de uma notícia que li há umas semanas. Falava sobre uma reportagem que o Domingo Espetacular tinha preparado sobre a empresa da Ivete Sangalo. Mas a Record estava com medo de exibir a matéria temendo represálias da Ivete, que poderia boicotar seus programas.
Ora, ora, ora… Nossa mídia se diz tão valentona, agora fica com medinho do Ronaldo, da Ivete. Não sei porque o Berlusconi não muda pro Brasil… Ele iria adorar a nossa mídia escrota e covarde!

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January 26, 2011

Show do Trilhão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 1:47 am
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Hoje vou adiantar um pouco a coluna. Mas na verdade é pra tratar de assuntos meio atrasados. Começando pelo primeiro, da quinta passada. Já falei (173 vezes) que não gosto nada do Jornal da Record. E tenho motivos sólidos pra isso. Só assisto zapeando ou para observar algo específico. Ou se estou ocupado e não tenho tempo pra buscar outro canal. Pois foi isso que aconteceu na última quinta-feira. O JR ficou boa parte do tempo falando da tragédia na serra do Rio e tratando menos dos resgates que da recuperação e causas do desastre. Nada muito especial ou significativo. Até que, acabada a matéria sobre prevenção e recuperação, o sr. Freitas lê uma nota dizendo que a presidente Dilma havia liberado 1 trilhão para obras e estava cobrando dos ministros agilidade na aplicação dos recursos. E segue o barco!!
Francamente, o pessoal do Jornal da Record está fazendo pouco da inteligência de seus espectadores. Ou duvidando que eles tenham alguma!! Amarraram uma nota dessas nas costas de 6 reportagens sobre a tragédia das chuvas e acham que fazem jornalismo??? Então me respondam algumas questões:
1- Que obras são essas? São aquelas do PAC, pra Copa, de saneamento, de estrutura…??? Ou são novas obras??
2- O investimento de 1 trilhão é só pra 2011? Ou é a soma deste ano, de 2012, 2013, 2014…?
3- Alguém sabe o valor que a União tem pra investimentos em obras? O orçamento geral pode até ser de 1 trilhão, mas vamos lembrar que existem outras despesas. Sobra pra obras mesmo… Acho que nem 10%.
4- Precisavam jogar a responsabilidade da não conclusão das obras nas costas dos ministros??
Esse tipo de notícia é useiro e recorrente na Record. Não é uma mentira total, mas é uma verdade incorreta. E é colocada de forma tendenciosa e proposital pra iludir e confundir.
Eu posso estar enganado, mas não consigo imaginar a Dilma ligando pro Tavolaro e pedindo pra incluirem uma idiotice dessas no Jornal da Record. Mais pelo perfil dela; se fosse um outro… Ou outros!! A coisa parece ter nascido de algum dos “aloprados” ou, provavelmente, da cabeça torta dos diretores da Record. É típico deles!!
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Eu também estava meio atrasado pra falar algumas coisas sobre o EI. Um pouco por falta de tempo e outro tanto por minha impaciência com o EI. Mas vamos lá… Minha parabólica anda meio vesga (preciso subir no telhado pra ajustar a bagaça) e talvez por isso não liguei muito quando o sinal do Esporte Interativo mostrou uma sensível melhora. Mas depois, pela Internet, li várias pessoas falando o mesmo. Até onde eu sabia o EI dividia um transponder com outro canal. Agora não sei se está com o transponder exclusivo ou se foi algum ajuste no satélite. Não tenho a informação. Ainda mais quando o dono, diretor artístico, apresentador, modelo e manequim que dirige a emissora não gosta muito de se pronunciar de forma aberta e clara.
Da mesma forma eu não tenho informações exatas sobre a expansão da rede em UHF. Sei que estão em testes no Rio e devem iniciar a operação em Brasília na sequência. Mas nada é divulgado de forma oficial. Se eles não querem divulgar a sintonia…
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Voltando ao caso do satélite, o Esporte Interativo é um dos poucos canais que estão no C1; além do C2 analógico. A outra nanica é a Rede Brasil de Televisão. No caso do C2 eu sei que o aluguel é meio caro (em relação ao faturamento de certas nanicas) e nunca reclamei da emissora. Mas no caso do C1… Aquilo é cortesia, permuta ou o EI está pagando pelo transponder?? Se estiver pagando não vejo sentido algum. Poderiam mudar logo pro B4, onde estão várias nanicas e até as grandes redes. É muito mais lógico. Sem falar que existe MUITO mais gente sintonizando o B4 do que o C1.
Por falar nisso, a MTV também poderia pensar em botar o sinal digital no satélite. Não sei direito quantos TPs vagos ainda existem no C2, mas no B4 deve ter espaço livre. Já peguei até sinal interno da Band, aquele de enviar reportagens pro Morumbi.
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Mas voltando ao Esporte Interativo… Já viram aquele anúncio do próprio canal, onde um rapaz vai beijar a namorada e desvia a atenção quando surge um torpedo no celular??? Hahahaha. Acho que o anúncio define bem o espectador que eles buscam. É bem por aí mesmo.
No meu caso já perdi a paciência. Sempre que possível assisto os eventos em outros canais. E os debates estão sofríveis. Ainda mais com a equipe atual. Ou alguém aí consegue vislumbrar o grande talento do Alexandre Gimenes?? Nada contra o cidadão, mas… Era repórter em São Paulo e mal se ouvia a voz dele. Aí demitiram A, B, C… Sobrou tú, vai tú mesmo! A Bárbara Coelho também é fraca. O Adriano assim, assim… Até o Rafa anda desanimado ultimamente.
Mas, independente da equipe, vamos combinar que debate de 2 é algo complicado. O Baran fica na apresentação e raramente opina. Sobram 2 pra segurar a corda. Quem vai pular?? Pombas, fica difícil. Não conseguem convidar um jornalista, um técnico, um ex-jogador, ex-árbitro, ex-modelo e manequim???
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Finalmente… Sobre o Kajuru eu vou fazer igual o comentário sobre o sambinha da Globo. Só uma linha: é totalmente chato e dispensável! Mais um pouco e eu vou chamar o Jorge Kajuru de Leão Lobo do futebol!!
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Aproveitando a coluna, vou deixar um recado pra quem é jornalista, estudante ou modelo e manequim :P Se alguém quiser escrever uma coluna (com um mínimo de capacidade para tal) sobre algum assunto próximo (ou nem tanto) ao Tevezona, pode entrar em contato comigo. Posso liberar um espaço no site ou criar um sub-domínio em separado com uma instalação do WP lá. E antes que perguntem, a oferta não inclui valores financeiros. De nenhuma das partes.

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January 24, 2011

Legal, Pero No Mucho

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:39 pm
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Eu não gosto muito de “bater” em certos assuntos porque eles são recorrentes e 101% sedimentados. E isso acabaria enchendo mais a paciência dos leitores que ajudando. Mas hoje não tem remédio. Tenho que desabafar e cuspir na cara da nossa mídia pobre, remelenta e mal lavada. O complexo de vira-latas é pouco para explicar o comportamento das “mentes privilegiadas” de nossas redações. Parecem crianças de 3 anos que fizeram o desenho de uma casa (com 3 paredes) e precisam da aprovação (elogio) do papai e da mamãe.
Mas é melhor começar do começo. Nos últimos dias vi a mesma notícia correndo pelos maiores telejornais da televisão brasileira (e talvez tenha replicado em jornais, rádios, portais…). E em todos os noticiários o apresentador exibia um largo sorriso e um ar triunfal ao dizer que:
- Site da CNN avalia o brasileiro como o povo mais legal do mundo!
Pronto, resolvemos todos os nossos problemas e somos os tais! Podem abrir a janela e gritar bem alto: somos os “mais melhor di bão” do mundo inteiro. Estão felizes? O ego tá inflado?
Agora me deixem perguntar: E daí??? Qual a importância se 5 ou 7 jornalistas da CNN, em meio à donuts e xícaras de café com creme, fizeram uma lista de “positivo e negativo” e acabaram escolhendo o brasileiro como o povo mais legal do universo? Qual o resultado prático? Qual o motivo de orgulho ao deixarmos o povo de Singapura (!!!) em 2º lugar?? Desde quando isso tem alguma relevância ou valor científico?? Dariam o mesmo crédito se um jornal da Ucrânia elegesse o brasileiro como o povo mais… mais… mais dorminhoco do universo??
Mas o lado engraçado da história e ver os pontos “positivos” que influenciaram na escolha dos brasileiros. Preparem-se!!! Foi o futebol, o carnaval e a praia (recheada de biquinis e bundas e sem ambulantes e cocô de cachorro, obviamente). Acho que daqui a 128.000 anos uma nave alienígina vai descer numa Terra desabitada e seca e após dias de pesquisa e escavações vai descobrir vestígios de uma civilização que cultuava a bola e as bundas. Nada contra as duas, mas… É patético perceber que o planeta olha para o Brasil e só reconhece isso. E é muito triste perceber que nossa mídia (ou elite intelectual) se orgulha disso. É o biscoitinho do vira-latas. O biscoitinho dado pelo adestrador de bestas.
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Aliás, a nossa mídia é pródiga nesse assunto. Acho que meu trauma com o Fantástico começou quando eu tinha 6 meses de idade e assistia a Glória Maria entrevistando os astros internacionais que (eventualmente) visitavam o Brasil. Eu estava deitadinho no berço e via a Glória Maria perguntando o que o gostosão achou da paisagem do Rio, se gostou das praias, se provou a caipirinha e a feijoada, se conhece nossa música, se gostou das mulheres brasileiras… Evidententemente o babaca já estava ensaiado pelo agente (ou contratante) pra responder tudo de acordo com o script.
Passaram-se algumas décadas e nada mudou na Brasilândia. Só aumentou o número de artistas famosões. Mas basta o sujeito descer do avião pra aparecer uma nova Glória Maria e perguntar sobre a paisagem, sobre o futebol, a música, as mulheres… E as respostas continuam as mesmas; nem pra atualizar. Só sabem citar as coisas mais básicas: Tom Jobim, carnaval, caipirinha, Flamengo… Sim, todos são flamenguistas. Ou vocês já viram algum que torça pelo Santos, pelo Grêmio, Cruzeiro, Portuguesa…? Mas outro dia vi uma dessas entrevistas e chorei de rir. Perguntaram pra algum astro qual cantor brasileiro ele conhecia. E o cara começou com aquela ladainha de Tom Jobim, João Gilberto e… e aí ele disse que havia escutado um cantor novo. E ficou olhando pra um lado e outro pra ver se algum assessor dava uma dica. De repente deu um estalo e lembrou: Era o Toquinho!!!! Hahahahaha. Coitado do Toquinho, mais de 40 anos de carreira e agora ele vira um “cantor revelação”.
Mas tudo bem, o errado não é quem responde. Errado é quem pergunta!!
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Por falar em perguntar… Vocês já repararam como pouca gente (da imprensa) sabe perguntar?? Falta conhecimento e falta raciocínio pra elaborar questões mais profundas. 97% das perguntas ficam naquela coisa de: “algum disse X, o que você acha disso?” ou “e sobre tal coisa, o que você tem a declarar?” Não passam muito disso. E, pior, qualquer que seja a resposta o entrevistador não reage ou improvisa, segue com as mesmas perguntinhas que estão rabiscadas no bloquinho.
A coisa é tão ridícula que, numa situação hipotética, poderemos ouvir o seguinte diálogo:
Repórter: Você está pronta pro carnaval deste ano?
Ivete: Não muito… acabei de chegar do médico e ele disse que só tenho 2 semanas de vida.
Repórter: E você acha que isso vai atrapalhar sua agenda de shows??
:lol:
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Ainda sobre o mesmo assunto… Não sei se é causa ou consequência, mas… Já perceberam como a maioria dos telejornais não mostra mais as perguntas dos repórteres?? Sim, a edição corta tudo e monta só as respostas. A coisa é tão exagerada que em certos momentos fica difícil entender qual era o assunto. Quase que temos que adivinhar a pergunta.
E a prática não é exclusividade de uma emissora ou programa. Está alastrada. Mas não venham dizer que fazem isso porque a pergunta pode ter sido feita por um profissional da concorrência ou que estão economizando tempo. Existem meios de contornar os dois problemas e a desculpa não cola.
Aliás o problema não é restrito à televisão. Peguem um jornal e vão encontrar dezenas de “fulana declarou isso”, “beltrano declarou aquilo”… Parece que a função do jornalista é apenas repetir o que alguém declarou. Coisa que até um gravador baratinho é capaz de fazer.
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Alguém acha graça naquele sambinha xexelento que a Globo lança em todo início de ano pra falar de sua programação? Francamente… Coisinha dispensável!!!
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O Flávio Ricco defendeu a média dia de 24 horas no lugar da atual que vai das 7h até a meia-noite. Já falei antes e repito: média dia é de 24 horas! Se alguém se sentir prejudicado que vá chorar na cama.
E digo mais, já passou da hora do Ibope mensurar melhor a audiência das parabólicas. Também já abodei o assunto e volto a insistir. Não é tão difícil medir a audiência das parabólicas (ou mesmo dos canais pagos). Até por ser mais precisa e realista ao levar em conta o país todo e não uma cidade ou outra.
E num futuro não muito distante, penso eu, teremos que saber também a audiência das emissoras que transmitem via Internet. O setor ainda é muito bagunçado aqui no Brasil. Mas em países mais avançados já é uma realidade cada vez mais forte. Mais dia, menos dia…

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January 20, 2011

Gabriela Pasqualin e Cláudia Reis

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 3:00 pm
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- Olha a hora, olha a hora… Faltam 30 minutos pra daqui a meia hora!!
Dá um tempo sr. Luciano Fatia Mole (crédito ao Café com Bobagem). Hoje é dia de folga. De lazer, ócio, vagabundagem, cerveja, rock e… De outra atualização da seção Belas & Barangas. Afinal, de frescura já basta o BBB. E de chatice já me basta a d. Mafalda.
Antes de mais nada deixo avisado que as escolhidas de hoje não são tão exuberantes, maravilhosas e sensacionais. Mas o mercado não anda farto ultimamente. Temos que aceitar uma refeição frugal de vez em quando. Além disso as moças são esforçadas. Pegaram avião, ônibus, metrô, andaram na chuva… Tudo pra chegar aqui, fazer o teste do PUFF e passar na seleção do site. E olha que o teste não é mole. É preciso perspicácia, agilidade, força, destreza, arrojo, raciocínio e… uma bela bunda :P
Pois então, as moças de hoje integram as equipes esportivas de suas emissoras. A primeira foi um pedido pessoal da Paloma. Ela ficou ligando, implorando, chorando… Ok, ok, você venceu: vamos começar com a Gabriela Pasqualin. Lembro da Gabriela há uns 4 (ou mais) anos, reportando na Band. Ela e a “primeira-dama” do Tevezona. Era um quadro chamado “entre a loira e a morena”. Ou algo assim. E confesso que não gostei muito da Gabi na época. Meio bobinha demais pro meu gosto. E ainda era meio fraquinha como repórter; enfim… Mas o tempo passou e ela melhorou 37,95%. Ou 43,18%, não lembro agora :) Mas até que não faz feio na Rede TV, tanto apresentando quanto nas reportagens. Nem faz feio dando umas voltinhas no cenário virtual. Está melhor que algumas (e alguns) coleguinhas. Apesar de brincar demais em certas horas.
Mas vamos logo aos autos, meritíssimo:
gabriela pasqualin e paloma tocci gabi pasqualin ganhando beijo da Paloma gabriela pasqualin gabriela pasqualin repórter
gabi pasqualin gabriela pasqualin foto de gabriela pasqualin gabi pasqualin foto

A segunda escolhida de hoje é um pedido direto de Deus. Hã??? Oops, me enganei, foi um pedido do Edir :lol: Mas é quase igual, ambos acham que são os donos do mundo. Hehehehe… Então, a moça da Record também é apresentadora de esporte. Coleguinha da Mylena naquela coisa horrível e chata conhecida como Esporte Fantástico. Não tem nem 3% de esporte. E de fantástico já me basta o da Globo. Mas, para os fãs da Cláudia Reis, faço o registro da belezoca:
claudia reis esporte fantastico

Já sei que deve ter gente mal acostumada e reclamando. Devem estar dizendo que já tive dias melhores, que estou em decadência. Ah, vão lamber sabão em pó!! E depois bebam 1 litro de água com gás. Agora tentem pe… Deixa prá lá!! Mas tratem de me respeitar. Mesmo porque… Mexeu comigo, mexeu com ELA. Querem enfrentar a minha ADEVOGADIA????

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January 18, 2011

Falando Sério

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:19 pm
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Outro dia, nos comentários, o pessoal andou me zoando e aconselhando que eu evite televisão aos domingos, que corte a Record do menu… Eu também respondi nos comentários mas vou usar o assunto pra iniciar a coluna de hoje. Vejo televisão aos domingos por causa do esporte. Basicamente é isso. Quando falo em zapear, não significa que fiquei parado assistindo a Ana Hickman ou o Fausto Silva. Sem esquecer que o mosaico do receptor (ou da tv) permite espiar vários canais ao mesmo tempo, sem perder o principal.
O outro ponto interessante é a parabólica. Não assino nenhuma operadora (vou tratar disso nas próximas colunas), mas consigo assistir muitos canais abertos no C2 e B4. Muito mais que os canais abertos oferecidos, no Sky Livre ou no pago, no Via Embratel, na OI Tv… O Via Embratel então, faltam até as grandes redes!! Só com o FTA do C2 e B4 acabo tendo as grandes redes, muitas das nanicas, algumas regionais e até emissoras bizarras como a TV Jockey Clube.
As grandes redes todo mundo consegue assistir, bem ou mal. As nanicas estão quase todas (CNT, NGT, MIX TV, Ulbra TV, Cinebrasil, Tv Tupi, Agromix…) no B4. No mesmo B4 ainda temos várias regionais (Capixaba – Band do ES, Record de Goiás, Tribuna do Recife, SBT Belém, Band RS, Rede TV de Rondônia…). Fica a dica pra quem deseja fugir das mesmas 5 ou 6 emissoras e ter um leque maior de opções. Incluindo aí diversas rádios. Basta usar 2 LNBFs e ter um receptor digital. Nada de mensalidade, nada de Sky, NET ou Via Embratel ou Telefônica pra encher a paciência e cobrar horrores por 4 ou 5 canais bons (o resto só faz número). Se a pessoa mora numa cidade grande e tem as maiores redes via UHF nem precisa usar 2 LNBF, bota a parabólica direto no B4 e boa diversão.
O assunto é meio extenso e não ficaria interessante encher a coluna de siglas e esquemas de satélites. Se alguém quiser saber mais pode abrir uma conta no Fórum do Tevezona e postar suas dúvidas lá. Ou procurar sobre o tema pela internet. Mas a minha recomendação pra quem não deseja pagar 100 ou 150 Reais na mensalidade de uma operadora xexelenta é buscar os FTA (free to air).
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salette lemos fala sérioPor falar nas nanicas… Segunda o povão estava todo agarrado no BBB (Bobagens e Bizarrices do Boninho), eu fui em direção oposta. Primeiro assisti o Família Moderna (alguém ainda lembra do Al Bundy? Só eu??). Mas não gosto do dia e horário que a Band adotou. Logo depois fui dar umas voltinhas e acabei no programa da Salette Lemos, o Fala Sério. Pois é, no meio daquelas novelitas mexicanas da CNT existe algo que se aproveita. Muito pouco, mas a Salette faz parte das excessões.
Começa que eu tenho uma certa simpatia pela Salette. Parece um um pouco comigo, fala coisa que não deve, arruma briga com gente grande, não aceita um “cala boca”… Esse tipo de gente sempre se ferra na vida. Espero que ela tenha mais sorte que eu :P
Mas eu fiquei assistindo o Fala Sério mais pelo assunto que pela Salette. A pauta era sobre um livro do Sérgio Lazzarini, Capitalismo de Laços. O livro dele trata da suposta privatização praticada pelo governo FHC e homologada pelo Lula. A palavra “suposta” é de minha lavra, mas o autor mostra (com números e documentos) a farsa praticada naqueles leilões de privatização. Em certo momento a Salette comentou com o Sérgio que ela assistia aquilo e ficava se perguntando “que porra é essa?” (o “porra” é por minha conta). Curiosamente era a mesma coisa que eu falava em casa: “que droga é essa? Passou de A pra B e não mudou uma vírgula.”
Mas eu lembro da nossa valorosa mídia na época. Ninguém tem coragem de dizer que o “rei está nu”. Não tinham naquela época e não tem hoje. Passaram a idéia de que as tais privatizações seriam a solução de todos os problemas do país. Ninguém questionou nada e não se ouviu uma voz discordante. Pro povão mesmo só passavam os conceitos básicos: Real forte, frango barato, estabilidade…
Uma situação parecida ocorreu nos 8 anos do Lula. Pro povão só passavam as mensagens que interessavam: bolsa família, crescimento, crédito fácil… Até porque é isso que os governos desejam vender. Nenhum governo (de qualquer partido) vai desejar que a imprensa fique vasculhando e divulgando as conversas e tramóias dos bastidores. A plebe não precisa saber como foi vendida a Vale, como ajudaram o Friboi ou como estão fatiando as obras pra Copa de 14. E talvez o povão não se interesse muito por isso, temos o carnaval, o BBB, o Ronaldinho Gaúcho voltando, as novelas… Acham que a grande mídia vai desenterrar o cadáver pra fazer uma autópsia verdadeira?? Talvez alguma emissora nanica. No máximo!
Sobre o livro do Lazzarini, é interessante que seja lido por tucanos e petistas. Não pelos políticos, pelos eleitores desses partidos. Até porque, segundo entendi, o autor não toma partido de A ou B. Coloca os fatos, os dados. E os dados não vestem a camisa deste ou daquele partido. E é bom que o povo aprenda a ser mais racional e menos emocional também nos assuntos políticos. Se puderem comprar o livro e descobrir alguns (não todos) dos podres da “maravilhosa” economia brasileira…
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Vendo o Fala Sério me lembrei de uma idéia que venho carregando há tempos. O pessoal que lê o Tevezona já sabe que eu gosto do Observatório da Imprensa e assisto sempre que possível. Aliás, eu comecei só na Imprensa, a revista. Sou das antigas, lia a revista com mais vontade que aquelas outras com mulher pelada :) O Observatório é cria da revista. Se é que posso dizer isso sem ofender algum dos envolvidos. Bem, digamos que o Obsevatório é uma sequência da revista.
Mas o ponto não é esse. Eu acho que falta um bom programa de política na televisão. Pelo menos na aberta. Minha sugestão era ter um clone do Observatória da Imprensa pra tratar da política. Do governo federal, dos Estados, dos partidos, do legislativo. Seria o Observatório da Política.
Mas a primeira dificuldade é pensar na emissora pro programa. Nas grandes redes nem pensar. Nas educativas teriamosuma interferência gritante. Talvez numa das nanicas… O outro ponto é o formato. Pouco adianta usar o expediente que algumas emissoras usam na época das eleições. Chamar um político do PSDB e outro do PT pra cada um falar bobagens favoráveis ao seu lado não funciona. Esse discurso já sabemos de cor. Precisaria ter gente desligada de partidos. E um mediador do nível do Dines. Não é uma missão fácil.
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Voltando ao assunto das operadoras pagas, outro dia fui ver os pacotes da Via Embratel. Lembro que a operadora começou ofertando apenas os canais pagos. Na época eu critiquei muito essa opção da Embratel. Podem fazer a busca no site pra ver. Vender os canais pagos e mandar o cliente se virar com os abertos não me parecia muito inteligente.
Mas então, fui ver os planos da Via, até os mais caros, na faixa de 200,00. A Globo está bloqueada em várias cidades. O SBT em muitas outras. A Rede TV não está em pacote algum. O EI e a Record News aparecem como “cortesia”. Só podem estar de brincadeira!!! Melhorar parar tudo e voltar a fita do início!
No caso da Globo o bloqueio é uma das frescuras da emissora. Querem aliviar pras afiliadas e criam uma “reserva de mercado” regional. Mas fazer isso na parabólica é burrice. Vejo a mesma coisa acontecendo no C2 (digital) e no B4. No C2 digital a Globo liberou o sinal de Minas, mas sujo. As afiliadas do Nordeste estão codificadas ainda. No B4 só é possível pegar a Globo NE com um receptor full HD. E o aparelho ainda é muito caro. E o pior é que o sinal da Globo NE nem é full HD, só a Band e Rede TV tem full HD de verdade no B4.
Mas voltando ao caso da Via Embratel, queria muito saber o motivo de não incluir o SBT e Rede TV. Ainda mais quando passam aqueles blocos gigantes de anúncio do Via na Rede TV do C2 analógico. Sinceramente…

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January 14, 2011

Fórmula Surrada

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:18 pm
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Vou continuar falando do último domingo. Não fiquei só no futebol, acabei zapeando por outras “maravilhas” dominicais. Eu fiquei fortemente impressionado com a programação da Record. Mal impressionado. Tanto que fiquei me perguntando se algum diretor da emissora acompanha aquilo. Tenho minhas dúvidas.
Logo cedo (depois da pregação matinal) entraram com uma sessão de desenhos. O velho e surrado Pica-Pau. Devo confessar que na minha infância eu gostava bastante do passarinho sacana. Mas a Record abusou tanto que nem o maior fã do desenho deve aguentar mais. E o mesmo vale pra atração que entrou na sequência, Todo Mundo Reprisa o Chris. Minha nossa!!! Já reprisam o seriado por 293 vezes durante a semana. Daí resolveram botar o Chris pra frear o Raul Gil no sábado. Não satisfeitos criaram a edição do Domingo, com umas 2 horas adicionais. Nem o Chaves, nos áureos tempos, cumpria jornada tão extensa no SBT. Aliás, nem a NGT reprisa tanto os desenhos e seriados que exibe.
E vamos combinar duas coisas:
1- A Record tem dinheiro de sobra pra comprar novos desenhos e seriados. Dezenas deles!!!
2- A opção de exibir o Chris e Pica-Pau incansavelmente só comprova a covardia e preguiça da emissora. Não querem arriscar uma vírgula e jogam todas as cartas em apostas triplas (pra quem conhece a loteria esportiva).

Na sequência eu vi (infelizmente) alguns pedaços do Tudo É Possível. Ou Tudo É Horrível, pra ser mais preciso. E como dizem os paulistas, aquilo é uma várzea! Um amontoado de besteiras e fórmulas surradas. Ou alguém ainda fica impressionado vendo modelos (sem roupa) com o corpo pintado??? Faça me o favor d. Hickman!!! Eu lembro que isso era divertido (e inovador) quando eu tinha 9, 10 anos. Eu realmente gostava de ver as moças sendo lambuzadas de tinta. Daí fizeram o mesmo quadro em dezenas de programas. Até que encheu. Mas a Record adora inventar a roda. E desenterrou o quadro de modelos pintadas. Francamente… Se querem apelar é muito mais digno botar os casais trepando no palco. Pode não ser tão digno, mas é menos hipócrita.
Mais alguns minutos e a loira comprida me tasca um bloco com pegadinhas de 1900 e guaraná de rolha. Quase tão velhas quanto as pegadinhas que o Sílvio Santos costuma desenterrar. Tá faltando dinheiro pra gravar umas pegadinhas novas? Falta talento pra criar? Ou é preguiça mesmo??
E nem vou me alongar na análise. Tratar de vídeos da Internet como conteúdo de televisão é dose. Uma dose cavalar. Não que deva ser proibido. Mas não pode ser a zona atual. Todo e qualquer programa sem orçamento ou sem talento, cata uns vídeos no Youtube e passa duas horas exibindo a porcaria como se fosse a última bolacha, do último pacote, do último supermercado. Dá um tempo!! Mas esse caso não é exclusividade da Ana ou da Record. O problema se repete no SBT, Rede TV, Band, Globo… Só falta a Cultura seguir o (mau) exemplo.
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Outro dia eu tinha separado um assunto pra questionar vocês; depois acabei esquecendo. Queria saber o que vocês entendem por programas de qualidade. E por qual motivo ninguém assiste esses programas. Mas agora que a Globo iniciou uma nova (sic) edição do BBB, posso juntar as duas questões.
1- Todo mundo mete o malho no BBB. Mas o programa segue firme e forte em audiência e faturamento. Afinal, quem assiste o programa se tanta gente (com forte dose de hipocrisia) critica o reality??
2- Por outro lado o povo vive pentelhando a Rede TV e alguns programas apelativos que a emissora exibe. Só que esses programas apelativos são os que mais dão audiência na emissora. Já os programas mais qualificados (É Notícia, Aconteceu, Good News…) mal passam de 1 ponto.

O que vocês desejam afinal??? Assistem os programas de baixaria, não dão audiência alguma pros melhorzinhos e ainda botam a culpa nas emissoras. Ora, ora… Vocês é que são culpados. Basta o BBB bater na casa dos 20 pontos que a Globo corta ele e nunca mais exibe. Enquanto der 35, 40, 45 pontos….
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Por falar nisso… Ouvi falar que a direção do Pânico vai procesar o Boninho. Sim, estão dizendo que ele está plagiando o Big Biba Brasil que o Pânico inventou :P
Nada contra a opção sexual do povo, mas… Existe algum hetero no atual BBB? Eu não boto nem a unha no fogo por qualquer deles(as).
Aliás, o Boninho é de uma originalidade… Bastou a Record botar um travesti na Fazenda que o pequeno gênio resolveu escolher um “trans” pro Grande Irmão. Esse rapaz vai longe!!!
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Vendo a cobertura que algumas emissoras andam fazendo da tragédia na serra do Rio eu comprovei que o jornalismo da Record está firme e forte. Firme e forte na direção do ABISMO!!! Pois, francamente…
Na quarta eu vi um pedaço do Record Notícias e outro do Jornal Hoje (após longo recesso). Eu já comentei sobrei minha aversão pelo JH. Mas o shownalismo da Record consegue ser pior. Especialmente porque o noticioso dura 2 horas e meia (na parabólica e onde não exibem o Balanço Geral ou algo do tipo). E nem com toda a tragédia a Record consegue carne de porco pra tanta linguiça.
Nesse dia haviam equipes na serra do Rio. E em todas as reportagens as frases eram iguais e repetitivas. Fatos novos eram quase sempre suposição ou de “ouvir dizer”. Também tinham uma repórter em Atibaia. A coitada teve umas 3 entradas ao vivo. Mas não tinha assunto. Ficou mostrando um barquinho resgatando algumas senhoras e 2 cachorros que estavam ilhados. E tome perguntar dos cachorros, sobre a número de pessoas na casa de cada uma, se já haviam passado pelo mesmo no ano passado… Até aí… O pior é que tudo se repetiu na 2ª entrada. Mais senhoras, as mesmas perguntas. E o mesmo na 3ª entrada. Parecia que até tinha combinado com o barco do resgate para trazer as pessoas na hora do link.
E a Record tinha um outro repórter em Franco da Rocha, também com umas 3 entradas ao vivo. Ele ficou numa posição perto do centro da cidade e foi mostrando o óbvio. Se ainda fosse no rádio (sem imagens)… E tome falar que um rapaz tentava cortar a avenida alagada, que nem ônibus passavam… E tome correr pra achar um entrevistado, e depois subir num viaduto pro cinegrafista mostrar melhor o alagamento… Só nesse vai-vem foram uns 20 minutos. E nada de relevante.
Um pouco depois eu mudei pro Jornal Hoje. E no meio das reportagens apareceu uma matéria sobre a mesma cidade, Franco da Rocha. Imagens de um helicóptero, recuperadas, informações sobre o alagamento e, fundamentalmente, que o nível do rio já havia baixado 1 metro. A reportagem não levou 1 minuto e informou mais que as 3 entrada longas e arrastadas do Record Notícias.
Mas é bom entender uma coisa: isso não é culpa da repórter em Atibaia ou do colega dela em Franco da Rocha. A falha é do diretor do jornal que manda chamar os coitados em 3 vezes e falar por mais de 10 minutos no meio daquele inferno. Como se não bastasse o blá-blá-blá dos apresentadores no estúdio. Muito blá-blá-blá e pouca informação!

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January 10, 2011

Devagar e Sempre

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:53 pm
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rede tvNo domingo eu assisti o jogo entre Milan e Udinese pelo Italiano. E posso dizer que (quase) confirmei duas teorias que defendo. O primeiro aspecto é que foi uma das raras vezes (menos que 5) em que lembrei da hora exata em que o jogo começaria. E isso considerando que a Rede TV já transmite o Italiano e o Inglês desde o meio do ano passado. E ainda observando que sou razoavalmente bem informado; acima da média.
Depois do jogo corri pra olhar como foi a audiência e fiquei com a nítida impressão que não sou tão anormal assim. A transmissão recebeu de ninguém (terceirizado) e no começo da partida já estava com 1 ponto de audiência. A coisa foi evoluindo e no final da partida o ibope quase bateu nos 4 pontos. Tudo bem que o horário não tinha grandes concorrentes e o povo anda carente de futebol nessa época, mas… Lá no começo da temporada do Italiano eu disse que 2 pontos deveria ser o piso e 4 a meta da transmissão na Rede TV; tanto pro Italiano quanto pro Inglês. Acima de 4 pontos seria lucro.
O primeiro problema é que a Rede TV está pagando uma “prenda” por lotear certos horários e quebrar a grade com tanto lixo. E vai continuar “ajoelhada no milho” por um bom tempo. A coisa não muda em 2 semanas. E não dá pra botar a culpa no espectador quando o futebol está ensanduichado por dois terceirizados.
O segundo problema é algo que já abordei em dezenas de vezes: televisão é hábito. E hábito não se forma em 30 dias. Leva muito mais tempo. Citei o meu exemplo, de só agora começar a lembrar o horário do jogo, mas 3/4 da audiência só sintonizaram na Rede TV depois que a partida começou. Ainda estão na fase de transição. E o processo de mudança é gradual. Pouco adianta os diretores da emissora A ou B arrancarem os cabelos. Precisam é divulgar bem e ir fidelizando o espectador.
Um ponto curioso foi ver a queda da audiência depois do jogo. Ninguém vai ficar vendo um programete sobre namoro pelo celular. A maior parte da audiência da Rede TV foi pra Band; que iniciava um filme no horário. Outra parte foi pra Globo. E quase ninguém foi pra Record e SBT. O público do futebol prefere dormir no sofá do que assistir a Ana Hickman ou o Portioli.
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No intervalo do jogo, zapeando, esbarrei com o Auto Mais, agora na Band. Foi bem no susto, nem assimilei ainda a mudança. O programa já estava no final e praticamente só vi uma reportagem, sobre o Karman Ghia. Depois voltei pro futebol.
E também fui ver a audiência do Auto Mais. E novamente tenho que dizer que não sou tão anormal assim. Parece que ninguém está informado sobre a mudança. Ou, pra ser mais exato, sabe mas ainda não assimilou. Os números do Ibope foram irrisórios, praticamente um traço do início ao fim.
Pode ser que eu tenha dado azar e não fui contemplado com o anúncio, mas… Alguém viu a Band divulgando o Auto Mais??? Acham que o espectador tem um guia de programação na cabeça?? Vão esperar a ajuda do acaso?? Francamente, já reclamei de falhas na divulgação da programação de quase todas as emissoras. E o mais grave é que as mais relapsas são justamente as que mais precisam. A Globo e a Record divulgam seus produtos durante a programação e, se necessário, ainda investem em publicidade “externa” (rádio, jornais, revistas, outdoor…). E não custa lembrar que se a Globo anuncia um filme durante o intervalo da novela das 9 atinge 40% dos espectadores; se a Band anuncia no intervalo do seu jornal vai atingir 4%.
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Por falar na Band, é bom lembrar aos gênios do Morumbi que eles também vão pagar sua “prenda” quando decidirem limpar o lixo terceirizado e implantar novos programas. Não é só a Rede TV, a turma da Band também vai ajoelhar no milho até que o espectador se acostume com a nova grade. E ficar mudando o horário dos programas não vai ajudar em nada; só piora.
E tudo isso vale pra Gazeta também. Se é que teremos realmente uma nova programação neste ano. Sei lá, já esgotou a minha paciência.
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Voltando pra Rede TV, li no Canal 1 que o Terence Paiva pretende reforçar a equipe esportiva da Rede TV. O problema dele é financeiro. E aí complica.
Mas é bom saber que ele acertou no diagnóstico. Eu já reclamei um bocado sobre alguns integrantes do esporte da emissora. Já dei uns palpites… Claro que palpitar é fácil. O Terence é que sabe quanto e onde pode gastar. Mas já fico aliviado em saber que ele identificou o problema. Pena que um dos nomes que eu trocaria vai continuar na emissora. Tenho 99,99% de certeza. E acho que os leitores habituais do Tevezona sabem de quem estou falando :)
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Outro dia, nos comentários, o Lopes falou sobre sua visão dos problemas da Record e suas séries (Sansão e Dalila) e novelas. Daí lembrei de uma declaração do Gabriel Braga Nunes, agora na Globo, reclamando do texto que recebia na Record.
Pois eu acho que ambos estão certos. É daí pra pior. Claro que meu nível de exigência não se encaixa no perfil da maioria dos espectadores. Nem estou pedindo pro texto de um folhetim ser uma obra literária grandiosa. Só não precisa ser tão pueril assim. E não será com novelinhas mexicanas (pra adolescentes) que o nível vai melhorar.
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Sei lá, eu estou aqui digitando a coluna… Tá tudo tão calmo… Tão parado… Nem chove na cidade!! Já sei, vou ligar pra um conhecido (que é traficante) e ver se ele assassina alguém pra dar uma “agitada” na coisa. Não gosto de monotonia! :P
Pois é, só fazendo piada mesmo. Já falei mais de mil vezes sobre o “shownalismo de primeira” da Record, sobre o “puliça news” que cresce em espaço e audiência. Querem que eu volte ao tema? Querem que eu fale mil coisas sobre a Record (via RIC), sobre o Datena, sobre os comentaristas de polícia, sobre os defensores do povo…??? Até poderia falar. Mas não vou me estressar com isso. Eles estão errados. Mas o maior culpado é o espectador que dá audiência pra esse tipo de shownalismo policialesco. Querem ver sangue? A televisão dá sangue pra vocês!
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Dica: se quiserem ver o vídeo da Fernanda Vasconcellos sem umbigo num comercial, é só dar um pulinho no fórum. Esses idiotas que gostam de manipular as mulheres… Ô gente burrra!!!!!

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