Pequeno Boninho Brasil
Hoje eu poderia fazer uma postagem enorme falando sobre a queda na audiência do BBB e as consequências e deduções do fato. Também poderia falar da minha alegria pessoal com o fato e da mudança de comportamento do telespectador brasileiro. Poderia, mas não vou!
Infelizmente a queda verificada na audiência da 11ª (!!!! haja paciência) edição do reality é mais fruto do acaso e de grandes burradas do pequeno Boni que de alguma mudança radical e sólida. Exatamente, não consigo enxergar qualquer mudança substancial no cenário da TV ou no espectador. No máximo pequenos sinais de fadiga. Até por ser a 11ª edição da bagaça. Mas é muito provável que com o decorrer das semanas a audiência se recupere um pouco. Nada de extraordinário, mas o suficiente pra Globo confirmar mais edições do reality e pro pequeno Boni ser proclamar “the king of the world”.
Eu já falei N vezes que não gosto de realities e e raramente perco mais de 30 segundos ao dia com algum deles. Mas tenho que admitir que o formato (confinamento numa casa) desperta hábitos latentes no ser humano: a curiosidade, a bisbilhotice, a fofoca… Esse é o “pulo do gato”. E é isso que a Endemol vende pra dezenas de países. E funciona, em maior ou menor grau.
O lado terrivelmente chato é que tudo está tão armado e ensaiado que atualmente nem o espectador mais fanático consegue se empolgar. Temos um bando de rapazes e moças desocupados e desmiolados repetindo frases, gestos e atitudes que viram no BBB10, no 9, no 8 ou outro. Ninguém mija fora do penico.
Por outro lado o pequeno Boni (campeão sulamericano de arremesso de ovos), que recebeu uma fórmula pronta, consegue piorar aquilo que já está saturado. O pequeno gênio tem certa liberdade pra variações no formato da Endemol. E consegue errar em quase todas. Mas o pior erro é na sua tarefa principal, escolher os participantes. Nem é preciso assistir o reality, já sabemos que ele vai escolher uns rapazes sarados, tatuados e depilados. Sabemos que escolherá moças malhadas, bronzeadas e siliconas. E, pra variar o cardápio, ele vai incluir 2, 3, 4 ou mais gays. Mas o pior nem é isso. O lamentável é ver que todos os participantes são um amontoado de de ESTERCO. São um nada! E lutam pra ser um nada famoso até o próximo reality. E pra faturar o prêmio de 1,5 milhão que não paga nem o café semanal da Rede Globo.
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Falando do pequeno Boni a gente lembra do grande Boni, o pai. Acho que vocês sabem que o Boni pai é dono de uma emissora de televisão no interior de São Paulo. Mas o Boni pai é inteligente. Deixou o filho longe de sua televisão. Largou o rebento na Globo, pra fazer titica lá. E nem precisa mais pagar mesada pro pequeno Boni, ele já ganha muito bem da Globo.
Vocês não acham que o Boni pai é muito esperto??? ![]()
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Ainda falando do BBB, outro dia vi uns 2 minutos da versão argentina do programa. O primeiro diferencial é que eles são menos “índios” que a gente. Passaram o nome do programa pra língua deles, é o Gran Hermano. No Brazil… Aqui o que menos se fala é o português. Isso é brega. Bonito é escrever tudo em inglês. Seja nome de empresa, slogan, programa de televisão, produto, profissão… A coisa é tão absurda que o catador de latas e plástico do meu bairro fez uma camisa estampada assim: Personal Recycler!!! ![]()
Mas, voltando ao Gran Hermano… Vocês não imaginam como aquilo é bizarro. Acham o Bial ruim?? Então vocês não conhecem o “bial” portenho. É horrível! Sem falar que lá os caras gostam de analisar TUDO. Se um dos participantes coça a virilha, no minuto seguinte aparecem 58 BBBólogos debatendo o fato e querendo saber se aquilo não vai mudar o eixo de rotação da Terra. Patético!!!
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O outro assunto “quente” da semana foi a briguinha entre o Ronaldo (R9) e o Datena via Twitter. Confesso que achei muito divertido. Primeiro pra ver se nossas “celebridades” tiram um pouco a máscara da demagogia e falam abertamente aquilo que dizem em off.
Vou começar pelo Ronaldo. O gênio levou mais de 30 anos pra descobrir que o Jogo Aberto não faz jornalismo!! Sim, sr Ronaldo, eles não fazem jornalismo esportivo. Eventualmente até tratam de esporte, mas não fazem e nunca fizeram jornalismo. Está mais pra “torcedorismo”.
Depois me aparece o ADEVOGADIO da Band, sr Datena, pra dizer que o Ronaldo é um bobão e vive puxando o saco da Globo. Muito bem, o gênio descobriu isso depois de fazer pós-graduação em física quântica ou depois de comer uma pizza gigante em 8 minutos?? Vamos combinar um negócio, Deus é um cara justo. Ele dá o dom de jogador pra alguém, não vai dar também a inteligência, bom senso, caráter, personalidade, beleza, sorte… Ele varia o seu pacote de qualidades.
Agora, se o pessoal da Band não revelou os podres do Ronaldo em Prudente e em outras situações, isso só confirma a afirmação do Ronaldo. Não fazem jornalismo. Escondem fatos e notícias pra ficar bem com fulano, pra não perder entrevista com beltrano, pra não magoar outro… Quando ficam ofendidos vêm com esse papo de “eu sei um monte de sujeira que você fez”. Coisa de moleque! Até a Nadja Haddad está rindo deles.
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Citando esse fato da turminha da Band que ocultava alguns podres do Ronaldo, para não criar problemas, lembrei de uma notícia que li há umas semanas. Falava sobre uma reportagem que o Domingo Espetacular tinha preparado sobre a empresa da Ivete Sangalo. Mas a Record estava com medo de exibir a matéria temendo represálias da Ivete, que poderia boicotar seus programas.
Ora, ora, ora… Nossa mídia se diz tão valentona, agora fica com medinho do Ronaldo, da Ivete. Não sei porque o Berlusconi não muda pro Brasil… Ele iria adorar a nossa mídia escrota e covarde!

Eu também estava meio atrasado pra falar algumas coisas sobre o EI. Um pouco por falta de tempo e outro tanto por minha impaciência com o EI. Mas vamos lá… Minha parabólica anda meio vesga (preciso subir no telhado pra ajustar a bagaça) e talvez por isso não liguei muito quando o sinal do Esporte Interativo mostrou uma sensível melhora. Mas depois, pela Internet, li várias pessoas falando o mesmo. Até onde eu sabia o EI dividia um transponder com outro canal. Agora não sei se está com o transponder exclusivo ou se foi algum ajuste no satélite. Não tenho a informação. Ainda mais quando o dono, diretor artístico, apresentador, modelo e manequim que dirige a emissora não gosta muito de se pronunciar de forma aberta e clara.








Por falar nas nanicas… Segunda o povão estava todo agarrado no BBB (Bobagens e Bizarrices do Boninho), eu fui em direção oposta. Primeiro assisti o Família Moderna (alguém ainda lembra do Al Bundy? Só eu??). Mas não gosto do dia e horário que a Band adotou. Logo depois fui dar umas voltinhas e acabei no programa da Salette Lemos, o Fala Sério. Pois é, no meio daquelas novelitas mexicanas da CNT existe algo que se aproveita. Muito pouco, mas a Salette faz parte das excessões.
No domingo eu assisti o jogo entre Milan e Udinese pelo Italiano. E posso dizer que (quase) confirmei duas teorias que defendo. O primeiro aspecto é que foi uma das raras vezes (menos que 5) em que lembrei da hora exata em que o jogo começaria. E isso considerando que a Rede TV já transmite o Italiano e o Inglês desde o meio do ano passado. E ainda observando que sou razoavalmente bem informado; acima da média.