O Salvador da Pátria
Dos projetos de televisão mais recentes eu acompanhei praticamente todos. Desde o nascimento até o desenvolvimento. Ou mesmo o falecimento prematuro – caso da JB TV. E lembro muito bem das primeiras vezes em que ouvi falar da Record News. Apesar da pouquíssima simpatia que tenho pela Record, achei bom ter um canal de notícias 24 hs em televisão aberta. Até por ser um dos muitos que não tem condições de pagar uma assinatura cara para assistir uns 4 ou 5 canais decentes. Pra ver lixo, já tenho o suficiente em TV aberta. Sem falar que existe carência (por parte do espectador) e mercado para um canal do tipo. O “desenho” estava certo.
Mas uns 2 meses depois da estréia da Record News eu já tinha caído na realidade cruel. A emissora estava mais focada no discurso do que na ação. As reportagens eram praticamente só reprise do que já havia passado na Record. Alguns programas eram reprise ou entulho da Record. E os programas próprios eram fraquíssimos. E mais voltados a divulgar os profissionais e projetos da própria empresa. A estrutura física, os equipamentos, as retransmissoras, os profissionais, tudo estava abaixo do necessário. Uma frustração enorme.
Pra quem dizia (no discurso) que a Record News iria brigar com a Globo News… Mas nem pra fazer cócegas. Estava (e ainda está) a milhas de distância. A sua única (e óbvia) vantagem é a transmissão aberta (especialmente no satélite). No resto a Globo News humilha.
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Se alguém acha que estou exagerando ou estou dizendo bobagem… Vejam a audiência da Record News. Raramente passa de meio ponto. Outro dia, curiosamente, vi a emissora com quase 1 ponto no Real Times. Corri pra olhar o motivo e… Estavam passando o Amigos do Teodoro e Sampaio!!! Vergonha absoluta! Além dos programas jornalísticos não darem resultado, o pico de audiência acontece com um horário alugado. Aliás, esse é outro problema da Record News. Já não consigo ver a emissora como “de jornalismo” 24 hs. Tem programa de rodeio, sertanejo, de artesanato, de cirurgia de estômago, da filha do dono, já teve corrida de carros de turismo… Atualmente a Record News apresenta uns programas que sei lá. Qual o interesse em ver o Jay Leno entrevistando astros americanos e falando coisas que só fazem sentido pra quem vive lá? Ou qual o sentido daquele programa que mais parece um reality show, com um rapaz comendo insetos e carne crua? Qual a graça de ver um pedaço da Fazenda no meio da programação jornalística?
Sem falar que nem a direção da emissora sabe pra onde vai. Logo que o Gugu foi contratado, prometeram um programa de entrevistas na Record News pra ele. E ficaram divulgando isso aos quatro cantos. E blá, blá, blá, blá… O tempo passou, a poupança Bamerindus acabou e nada de programa do Gugu. Não que seja um grande prejuízo, longe disso. Só usei o caso como exemplo do quanto os “gênios da lâmpada” estão batendo cabeça. Não sabem como, quando ou pra onde ir!!
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Tudo isso que falei é pra chegar no momento atual. A Record vai tentar a última cartada pra salvar a Record News. Já me alivia saber que pretendem salvar a emissora, sinal que sabem (ao menos) que ela está no fundo do poço. E vamos combinar uma coisa, o público alvo da Record News não é do tipo que vai “se emprenhar pelos ouvidos”. Se a tática é essa, melhor buscar outro alvo.
Mas a direção da Record tentou alguns nomes fortes e (segundo li) já fechou com o Heródoto Barbeiro pra comandar a operação de salvamento. Comecei a acompanhar o Heródoto no rádio, logo no início da CBN. E gostei do estilo dele, da forma de apresentar, meio “low profile”… Depois, quando tive oportunidade de assistir a Cultura, segui vendo o trabalho dele. E até acho que ele merecia uma valorização (profissional) maior. Sem, com isso, desrespeitar a Cultura.
Só não sei se a Record News é uma valorização profissional pro Heródoto. Certamente é uma valorização financeira. Profissional… Talvez a expressão adequada seja “desafio profissional”. Um grande desafio. E talvez ele tenha capacidade pra vencer esse desafio. Só não sei se vai ter o apoio e liberdade pra desempenhar sua tarefa. Eu, certamente, não gostaria de estar no lugar dele. Não pelo trabalho, mas pelo resto. Acho que não tenho estômago pra isso.
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O estúdio do SP Record virou um circo. Só falta a lona. Pois… Nessa semana vi um pedaço do programa e aquilo está mais pra quadro de humor. O Reinaldo Gottino gritando e pedindo imagens (no pior estilo Datena). Daí entram imagens de um conflito popular na Grécia. Calma, a Grécia não é um novo bairro de São Paulo, é aquele país da Europa mesmo. Depois o Gottino pede pro Lombardi analisar a briga e a atuação da polícia. Tudo gritando. Mal o Lombardi terminou de falar e o Gottino chama um outro colega que (em off) narra as cenas como se aquilo fosse ao vivo. Eram uns 40 segundos de imagens gravadas e os 3 armando um terror no estúdio. Francamente… Bota o Mion no lugar que dá mais certo.
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Voltando ao assunto dos direitos de transmissão do Brasileirão… A Globo soltou uma notinha pra dizer que está fora. Muita gente (como o Leonardo) pensou que aquelas 5 linhas representavam algo definitivo. Um rompimento. Mas não é bem assim. Nem de longe.
Posso estar enganado mas não acredito que a Globo largou o “osso”. Não assim tão facilmente. Não agora. Me pareceu mais um recado. E um recado zangado. A Globo ficou realmente brava. E alguém vai pagar a conta. Talvez o lado mais fraco. Ou quem quiser disputar o cabo de guerra.
O que eu entendi do comunicado da Globo é que ela não vai entrar numa disputa maluca. Sabe que pode ter X de receita de publicidade pelo campeonato e não vai pagar 2X pelos direitos. Isso tá claro.
Também tivemos (aqui no Tevezona) o Terence Paiva assegurando que a Rede TV vai seguir na disputa. Mesmo que a briga seja desigual (e foi isso que eu quis dizer ao duvidar das chances da emissora. Não foi desrespeito). Segundo o Terence, a Rede TV tem o respaldo de 3 patrocinadores fortes pra entrar na disputa pelo Brasileirão. Um eu até imagino quem seja… Uma cervejaria. O demais…
Mas eu sigo achando que a Rede TV tem chances remotas. Só ficaria bom pra ela se retalhassem a transmissão. Algo como:
- emissora A exibe jogos na quarta
- emissora B exibe no sábado
- emissora C transmite no domingo
Aí sim ela teria uma possibilidade grande. Ficar com o bolo todo, é difícil!

Eu nem queria tocar nesse assunto agora. Acho muito precoce. Eu gosto de tratar de assuntos reais, não de hipóteses. Nem gosto de tentar adivinhar o futuro como alguns fazem em benefício próprio. Ainda mais que nesse assunto, venda dos direitos de transmissão do Brasileirão, a chance de um palpite certo é de 50%. Existem 2 emissoras concorrendo pra valer, a Band está na espera e a Rede TV está fazendo humor. Portanto, se eu fosse o Kajuru e estivesse treinando pra “mãe Dinah”…




A coluna de hoje vai juntar umas 4 ou 5 coisas que desejo falar sobre a Rede TV. E vou começar pelas “donas de TV desesperadas”. O povo vive dizendo coisas sobre a Luciana Gimenez e seus neurônios preguiçosos. Pode ser, mas ela não é tão burra assim. Basta ver quem ela escolheu para apresentar o Superpop durante o seu “recesso gravitacional”. Nada contra a Gilmelândia, mas… Ela pode ser cantora, pode ser simpática, pode ser boa filha, pode ser campeã no pôquer… Qualquer coisa. Só não venham me dizer que é apresentadora. Nem passa perto. E não corre o menor risco de dar mais audiência que a titular. Para alívio de alguns.
Agora também tenho a categoria “eu falei besteira” 
Outro assunto quente nos comentários é o Esporte Interativo e seus problemas recorrentes. Chegaram (não lembro exatamente quem) até a sugerir a criação de programas semanais sobre esse ou aquele esporte. Pois é, eu fiz algo parecido há quase 2 anos. Imaginei a criação de alguns programas (diários e semanais) que formariam o esboço de uma grade de programação e complementariam os eventos esportivos que a emissora exibe. Sem esquecer que também seriam fonte de receita publicitária. Não é segredo que muitas das empresas que patrocinam eventos esportivos (ou clubes) acabam também patrocinando a sua transmissão na TV. Ainda lembro que falei que tais programas não necessitariam de uma equipe grande ou de altos investimentos. Existem agência de notícias, imagens de outras emissoras, da Internet, material de divulgação de federações e entidades…