February 27, 2011

O Salvador da Pátria

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 5:35 pm
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Dos projetos de televisão mais recentes eu acompanhei praticamente todos. Desde o nascimento até o desenvolvimento. Ou mesmo o falecimento prematuro – caso da JB TV. E lembro muito bem das primeiras vezes em que ouvi falar da Record News. Apesar da pouquíssima simpatia que tenho pela Record, achei bom ter um canal de notícias 24 hs em televisão aberta. Até por ser um dos muitos que não tem condições de pagar uma assinatura cara para assistir uns 4 ou 5 canais decentes. Pra ver lixo, já tenho o suficiente em TV aberta. Sem falar que existe carência (por parte do espectador) e mercado para um canal do tipo. O “desenho” estava certo.
Mas uns 2 meses depois da estréia da Record News eu já tinha caído na realidade cruel. A emissora estava mais focada no discurso do que na ação. As reportagens eram praticamente só reprise do que já havia passado na Record. Alguns programas eram reprise ou entulho da Record. E os programas próprios eram fraquíssimos. E mais voltados a divulgar os profissionais e projetos da própria empresa. A estrutura física, os equipamentos, as retransmissoras, os profissionais, tudo estava abaixo do necessário. Uma frustração enorme.
Pra quem dizia (no discurso) que a Record News iria brigar com a Globo News… Mas nem pra fazer cócegas. Estava (e ainda está) a milhas de distância. A sua única (e óbvia) vantagem é a transmissão aberta (especialmente no satélite). No resto a Globo News humilha.
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heródoto barbeiro Se alguém acha que estou exagerando ou estou dizendo bobagem… Vejam a audiência da Record News. Raramente passa de meio ponto. Outro dia, curiosamente, vi a emissora com quase 1 ponto no Real Times. Corri pra olhar o motivo e… Estavam passando o Amigos do Teodoro e Sampaio!!! Vergonha absoluta! Além dos programas jornalísticos não darem resultado, o pico de audiência acontece com um horário alugado. Aliás, esse é outro problema da Record News. Já não consigo ver a emissora como “de jornalismo” 24 hs. Tem programa de rodeio, sertanejo, de artesanato, de cirurgia de estômago, da filha do dono, já teve corrida de carros de turismo… Atualmente a Record News apresenta uns programas que sei lá. Qual o interesse em ver o Jay Leno entrevistando astros americanos e falando coisas que só fazem sentido pra quem vive lá? Ou qual o sentido daquele programa que mais parece um reality show, com um rapaz comendo insetos e carne crua? Qual a graça de ver um pedaço da Fazenda no meio da programação jornalística?
Sem falar que nem a direção da emissora sabe pra onde vai. Logo que o Gugu foi contratado, prometeram um programa de entrevistas na Record News pra ele. E ficaram divulgando isso aos quatro cantos. E blá, blá, blá, blá… O tempo passou, a poupança Bamerindus acabou e nada de programa do Gugu. Não que seja um grande prejuízo, longe disso. Só usei o caso como exemplo do quanto os “gênios da lâmpada” estão batendo cabeça. Não sabem como, quando ou pra onde ir!!
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Tudo isso que falei é pra chegar no momento atual. A Record vai tentar a última cartada pra salvar a Record News. Já me alivia saber que pretendem salvar a emissora, sinal que sabem (ao menos) que ela está no fundo do poço. E vamos combinar uma coisa, o público alvo da Record News não é do tipo que vai “se emprenhar pelos ouvidos”. Se a tática é essa, melhor buscar outro alvo.
Mas a direção da Record tentou alguns nomes fortes e (segundo li) já fechou com o Heródoto Barbeiro pra comandar a operação de salvamento. Comecei a acompanhar o Heródoto no rádio, logo no início da CBN. E gostei do estilo dele, da forma de apresentar, meio “low profile”… Depois, quando tive oportunidade de assistir a Cultura, segui vendo o trabalho dele. E até acho que ele merecia uma valorização (profissional) maior. Sem, com isso, desrespeitar a Cultura.
Só não sei se a Record News é uma valorização profissional pro Heródoto. Certamente é uma valorização financeira. Profissional… Talvez a expressão adequada seja “desafio profissional”. Um grande desafio. E talvez ele tenha capacidade pra vencer esse desafio. Só não sei se vai ter o apoio e liberdade pra desempenhar sua tarefa. Eu, certamente, não gostaria de estar no lugar dele. Não pelo trabalho, mas pelo resto. Acho que não tenho estômago pra isso.
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O estúdio do SP Record virou um circo. Só falta a lona. Pois… Nessa semana vi um pedaço do programa e aquilo está mais pra quadro de humor. O Reinaldo Gottino gritando e pedindo imagens (no pior estilo Datena). Daí entram imagens de um conflito popular na Grécia. Calma, a Grécia não é um novo bairro de São Paulo, é aquele país da Europa mesmo. Depois o Gottino pede pro Lombardi analisar a briga e a atuação da polícia. Tudo gritando. Mal o Lombardi terminou de falar e o Gottino chama um outro colega que (em off) narra as cenas como se aquilo fosse ao vivo. Eram uns 40 segundos de imagens gravadas e os 3 armando um terror no estúdio. Francamente… Bota o Mion no lugar que dá mais certo.
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Voltando ao assunto dos direitos de transmissão do Brasileirão… A Globo soltou uma notinha pra dizer que está fora. Muita gente (como o Leonardo) pensou que aquelas 5 linhas representavam algo definitivo. Um rompimento. Mas não é bem assim. Nem de longe.
Posso estar enganado mas não acredito que a Globo largou o “osso”. Não assim tão facilmente. Não agora. Me pareceu mais um recado. E um recado zangado. A Globo ficou realmente brava. E alguém vai pagar a conta. Talvez o lado mais fraco. Ou quem quiser disputar o cabo de guerra.
O que eu entendi do comunicado da Globo é que ela não vai entrar numa disputa maluca. Sabe que pode ter X de receita de publicidade pelo campeonato e não vai pagar 2X pelos direitos. Isso tá claro.
Também tivemos (aqui no Tevezona) o Terence Paiva assegurando que a Rede TV vai seguir na disputa. Mesmo que a briga seja desigual (e foi isso que eu quis dizer ao duvidar das chances da emissora. Não foi desrespeito). Segundo o Terence, a Rede TV tem o respaldo de 3 patrocinadores fortes pra entrar na disputa pelo Brasileirão. Um eu até imagino quem seja… Uma cervejaria. O demais…
Mas eu sigo achando que a Rede TV tem chances remotas. Só ficaria bom pra ela se retalhassem a transmissão. Algo como:
- emissora A exibe jogos na quarta
- emissora B exibe no sábado
- emissora C transmite no domingo
Aí sim ela teria uma possibilidade grande. Ficar com o bolo todo, é difícil!

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February 24, 2011

Bolada na Mesa

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 3:30 pm
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bola Eu nem queria tocar nesse assunto agora. Acho muito precoce. Eu gosto de tratar de assuntos reais, não de hipóteses. Nem gosto de tentar adivinhar o futuro como alguns fazem em benefício próprio. Ainda mais que nesse assunto, venda dos direitos de transmissão do Brasileirão, a chance de um palpite certo é de 50%. Existem 2 emissoras concorrendo pra valer, a Band está na espera e a Rede TV está fazendo humor. Portanto, se eu fosse o Kajuru e estivesse treinando pra “mãe Dinah”…
Mas aqui o esquema é outro, faço análise de fatos. Se eu tento prever o sucesso ou fracasso de algum programa é baseado em experiências anteriores, observação e conhecimento (mediano) do assunto. Não é achismo ou chutologia. Não tenho ninguém soprando nada no meu ouvido. Ou fontes secretas. Se bem que… No caso do Kajuru, queria muito saber que fonte é essa que sabia do destino do Brasileirão ainda em 2010. Estamos em Fevereiro e nem os envolvidos (clubes e emissoras) sabem o que vai acontecer. Metade dos clubes está de um lado, o resto continua no C13. Nem é certo se haverá leilão aberto ou envelopes fechados. Ou se teremos 2 ou 3 jogos por semana. Mas a fonte do Kajuru sabe de tudo. E ele tem 50% de chance de acertar. Se a Megasena fosse assim eu jogaria toda semana :P
Mas eu vou fazer diferente. Vou analisar as possibilidades sob o ponto de vista de cada envolvido. Acho que deixarei minha opinião mais compreensível.
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Pelos clubes:
É evidente que qualquer sujeito normal vai tentar ganhar mais pelo produto que vende. Não seria diferente com os clubes de futebol. Mas é bom pensar que não se pode discutir apenas o valor pago pela televisão. Existem muitos outros pontos importantes: exposição, name rights (do evento, de estádios), quantidade de jogos exibidos, variedade dos jogos, horário… Também é bom deixar claro que são eles que definem a fórmula do campeonato. Se a Globo gosta de mata-mata, ela que use o formato no futebol interno, entre os funcionários.
Mas também é preciso ter atenção com o possível “canto da sereia”. Quem conhece a Record sabe que ela não é a “santinha” que alguns pintam. E seu histórico de desmandos e desvios me deixa arrepios no caso de um insucesso do futebol na emissora. Não duvido que empacotem o futebol entre o Chris e o Pica-Pau, ou que inventem horários esdrúxulos, ou que os clubes eliminados tenham que visitar os participantes da Fazenda… Sem esquecer que a Record nunca exibiu o futebol sozinha. Ela era parceira da Globo. E sua transmissão não deixou saudade.
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Pela Globo:
Acho que a posição da emissora é até confortável. Ainda que exista a pressão da concorrência. Se eu estivesse lá faria a oferta possível e daria um plus nos assuntos diversos (exposição, nomes, patrocínios). Só.
Caso a Globo perca o Brasileirão não é nenhuma catástrofe. Ainda restam dezenas de eventos. E (caso eu tivesse poder de decisão) a emissora ainda pode retaliar em outros terrenos. Como no caso da transmissão em TV fechada. Nessa área a Record não tem presença alguma, a Globo poderia “pisar na garganta” dos clubes. E nem venham dizer que estou sendo muito duro. É assim mesmo que a coisa funciona no mundo dos negócios. Não existe nenhuma “Madre Teresa” nesse meio.
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Pela Record:
É óbvio que a emissora tem todo o direito de almejar saltos mais altos e disputar grandes produtos. Mesmo que (sabemos bem) os recursos pra Record brigar por olimpíadas ou futebol não se originem exatamente de sua receita financeira. É dinheiro “externo”. Mas vamos passar pro outro ponto. Acho que a Record errou no planejamento do ataque. Ainda existem brechas onde ela é vulnerável. Eu (se tivesse poder de decisão) teria investido em outro evento pra transmissão neste ano. Tipo uma Copa do Brasil ou Paulistão. Até pra servir de exemplo, pra montar sua equipe, seu modelo de transmissão, seus horários diferenciados, seu projeto de marketing… Se esse evento desse certo serviria pra frear o temor (real) que muitos têm em embarcar numa canoa furada. E seria mais um argumento da Record na mesa de negociações, agora. Atualmente ela só tem um, o dinheiro.
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Pelo espectador:
Tudo bem que cada pessoa tem o seu gosto pessoal. Vejo várias pessoas torcendo pela Record e empunhando a velhíssima bandeira contra o “monopólio da Globo”. Parece que estamos no filme De Volta Para o Futuro e esse povo chegou da década de 70 ou 80. Que discurso surrado!!! Monopólio de verdade é na Record. Ela não negocia nada e nega até credenciamento de jornalistas da concorrência.
Agora, se o futebol na Globo é tão ruim, porque a Band não consegue nem 1/3 da audiência da concorrente? O controle remoto do pessoal está quebrado? Acabou a pilha?? E outra, quando a Globo dividia o Brasileirão com a Record, porque a maioria não ia assistir na emissora do Edir?? Francamente… Não consigo entender essa mania idiota de falar mal da Globo e assistir os programas dela. Será que essa gente não tem opção ou só repetem esse discurso vazio pra aparentar superioridade ou erudição?
Eu, do alto da minha sandália de borracha, digo: não tenho a menor vontade de ver o futebol na Record. Nem o futebol, nem o jornalismo, nem a Fazenda, nem os Mutantes e nem qualquer besteira de lá. Se é pra sair da Globo, que vá pra Band, Rede TV, Gazeta, CNT, NGT… Qualquer emissora que não seja a Record. De ruindade eu quero distância. Se for pra assistir futebol na Record, prefiro ver rugby (isso ainda vai ser grande) na NGT.
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Eu sei que o assunto é quente e o pessoal adora palpitar e defender esse ou aquele lado. Mas, antes de soltar sandices pela Internet, é bom analisar alguns números. Dizem que o C13 pediu um valor inicial de 500 milhões pelo Brasileirão. Vocês sabem quanto custa uma cota de patrocínio (anual) do futebol na Globo? Outro dia li que a Globo pediu um reajuste no valor para este ano. Não sei exatamente por quanto foi batido o martelo, mas acho que ficou perto de 125 milhões. Como são 5 cotas… Mesmo que a Record venda 6 cotas, será que conseguirá 125 por cada uma? Quase todo dia vejo uma notícia dando conta que algum jogo deu 20 e poucos pontos na rodada noturna (ou menos de 20 durante a tarde). Será que a Record conseguiria mais audiência que a Globo? Será que os anunciantes da Record pagariam mais dinheiro por menos audiência??
E tem outra, vamos dizer que a Globo (ou Record) paguem uns 600 milhões. Agora vamos pegar o número de partidas em TV aberta, 3 jogos em 38 rodadas (parece que teremos mais um jogo exibido em 2012), 114. Agora vamos fazer a divisão, dá um custo de 5,2 milhões por partida. Isso só pelos direitos de transmissão, o custo total é bem maior. Agora me digam, qual produto da televisão brasileira custa mais de 5 milhões por 2 horas??? Um capítulo de novela custa de 200 a 300 mil. Isso por alto. Se fizerem uma produção “mexicana”… Sem falar que a novela pode ser reprisada, vendida pro exterior, passar em canal fechado… Tudo bem que o futebol é um produto mais “nobre”, mas…

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February 21, 2011

Melhor de Três

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 3:59 am
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As pessoas que jogam algum esporte, ou mesmo aquelas que só assistem, já ouviram milhares de vezes a expressão “melhor de 3″. Seja no futebol, basquete, vôlei, tênis, corrida, esgrima, saltos ornamentados… Qualquer coisa e já aparecia um pseudo-cartola falando em “melhor de 3″.
Eu nunca gostei dessa frase. Ou do conceito. Ainda mais que a minha versão do “melhor de 3″ é essa:

1- A gente entra na Band e “cata” a Natalie Gedra, a repórter esportiva dos Saad. Tudo bem que a Natalie fica um pouco abaixo de outras belezocas do Morumbi, mas… Ah, é boa repórter, é bonita, é simpática, é doce… Se o sujeito não sofrer de diabetes…
Alguém vai reclamar?
natalie gedra repórter bandnatalie gedra repórter fotos

2- Então a gente segue para Globo (SP) e “sequestra” a Marina Araújo. Tudo bem que lá também temos a Daiana Lindona Garbin mas… Já explorei muito a loiruda. Chega! A Marina morena, morena Marina você se pintou é digna de presença na ala das Belas do Tevezona. Como não sou diabético, outra morena doce pra coleção.
marina araújo repórter globomarina araújo repórter globo

3- Daí eu volto pra Band e dou um “mata-leão” na Nadja. Tá, eu sei que já botei a Nadja Haddad diversas vezes aqui na seção, já fiz um tópico pra bela no fórum, mas… Mas o site é meu e a Nadja Haddad é muito gata. Vão reclamar com o bispo (Edir). E tem mais, a Nadja Haddad não é só mais um rosto bonito na televisão. Ela é muito mais. Tem umas coxas… Um violão!!!! Ah, se meu dinheiro desse!!
nadja haddad e suas coxas

Pronto, agora é só jogar as belas no octógono e fazer a melhor de 3. Aqui venceu a Nadja Haddad. Por nocaute. Mas espero que a primeira-dama do Tevezona não fique sabendo do caso. Me ajudem e não espalhem o ocorrido :P

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February 19, 2011

Donas de TV Desesperadas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 12:38 am
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luciana gimenezA coluna de hoje vai juntar umas 4 ou 5 coisas que desejo falar sobre a Rede TV. E vou começar pelas “donas de TV desesperadas”. O povo vive dizendo coisas sobre a Luciana Gimenez e seus neurônios preguiçosos. Pode ser, mas ela não é tão burra assim. Basta ver quem ela escolheu para apresentar o Superpop durante o seu “recesso gravitacional”. Nada contra a Gilmelândia, mas… Ela pode ser cantora, pode ser simpática, pode ser boa filha, pode ser campeã no pôquer… Qualquer coisa. Só não venham me dizer que é apresentadora. Nem passa perto. E não corre o menor risco de dar mais audiência que a titular. Para alívio de alguns.
Mas o erro não é da Gil. É de quem indicou. Aliás, essa função nem deveria ser da Luciana Gimenez. Numa emissora “normal” a direção artística e a direção do programa levantariam uns 2 ou 3 nomes e entre esses se veria qual aceitou a proposta, qual pediu muito. Mas como é a emissora das donas…
Coisa confusa também é o Manhã Maior, da sra. Daniela Robô Albuquerque. Vamos combinar que o programa já começou todo errado. E com 3 apresentadores que, até somados, não dão 1. Aí a emissora foi mexendo daqui, mexendo dali, trocando, mudando… Nada. Tiraram o Veríssimo. Nada. Agora vão tirar a Keila. E não vai mudar nada. O erro não é exatamente aí. Sem falar que a Keila Lima, até por ser repórter, era a única que tentava fazer uma ou duas perguntas quando havia um entrevistado no programa. Eu sei que que a Daniela também é (ou era) repórter, mas elaborar uma pergunta poderia borrar a maquiagem da moça. Melhor não!
A situação atual do Manhã Maior (maior em que????) é de dar sono. Praticamente a única coisa que se salva é a Mônica Apor. Mesmo pra quem odeia fofocas e banalidades sobre os famosos. A Mônica sim, apesar de inexperiente, pode ter alguma chance como apresentadora.
O lado curioso do Manhã Maior é que mudam tudo, afastam apresentadores, mas… Não tocam na “primeira dona”. Nem pensar, ela é o supra-sumo da televisão mundial.
E a audiência, ó…….
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Desde o ano passado venho observando algumas figuras da equipe esportiva da Rede TV. Por mais que alguns já demonstrem sua (in)capacidade em 10 minutos, resolvi ser paciente e comedido. Mas vou começar pelo domingo retrasado, aquele da vitória do Corinthians diante do Palmeiras. Eu estava vendo o Belas na Rede e ao comentar a partida a d. Milene falou algo assim: “… O Palmeiras jogou 10 vezes mais. Mesmo que eu não goste, estou aqui pra comentar, pra falar o que foi o jogo.” Juro que ela falou algo do tipo. É muito provável que alguém tenha alertado a loirinha. E, certamente, que ela não tenha assistido os 299 (!) programas (de 2010) onde ela aparecia choramingando e/ou festejando os resultados do seu time.
Mas o fato relevante do Belas daquele dia foi a participação do Marcos Caetano. Não que ele seja a última calcinha cavada da gaveta da Paloma, mas… Pelo nível atual dos comentaristas de algumas emissoras, o Marcos Caetano é até um alívio. Ainda mais quando no domingo anterior eu havia visto o Ronaldo Giovaneli vestido de capitão Nascimento e fazendo teatrinho no estúdio. Pelo amor de Deus!!!!
Aliás, o pessoal do esporte da Rede TV poderia usar o mesmo slogan do EI: “fortes emoções”. Afinal, a gente nunca sabe se vai ver o capitão Ronaldo Nascimento, o Marcos Caetano, a Milene chorando, a mulher barbada, uma foca amestrada…
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Mesmo nas transmissões esportivas já deu pra definir certas coisas. Dia desses, vendo um jogo do Manchester (o verdadeiro, não o genérico), o Luís Alfredo começou a brincar. O problema do Luís, já percebi, é que ele não tem o botão do desconfiômetro. Alguém contou pra ele que o Rooney parece o Shrek e ele achou legal. E passou 90 minutos chamando o cara de Shrek. Era um tal de: “Shrek corre pela ponta… Shrek tenta cabecear… Shrek perdeu a bola…” Pombas!!! Um sujeito que não conhece bem o elenco do Manchester poderia acreditar que existe um jogador chamado Shrek lá. Sem falar que a piada (fraquíssima) só tem graça na 1ª vez. Mas o Luís Alfredo é o cara que RRRREPEEEEEEETE!!!
Acho que já falei em outra ocasião, mas vou insistir: o Fernando Fontana é um cara esforçado, é um repórter de médio pra bom, deve ser um bom vizinho… Mas não nasceu pra ser comentarista de futebol. Desculpa, mas não dá. Pra botar ele como 2º comentarista, melhor deixar um só! Não fará falta.
Aliás, o Terence ajudaria mais o Fefon se deixasse ele só nas reportagens. Evitaria queimar o Fontana com essa participação esdrúxula como comentarista.
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Agora um pulinho no Esporte Interativo, que me pegou no contrapé na última coluna. Mas tudo bem, eu tinha elogiado algumas coisas lá e, casualmente, acabei esquecendo uma. Vejam só, eu fui esquecer de comentar que uma das coisas positivas do EI foi de não sucumbir à demagogia barata e contratar ex-jogadores de futebol. JURO!!!
E agora… Agora eu mantenho minha opinião!!! Sim, continuo achando o mesmo. Até por considerar o Zico acima desse patamar. Foi jogador, técnico, diretor, empresário, dono de clube… Lembro até de uma passagem rápida dele na Band. Mas, pra ser honesto não recordo nem de 1 segundo dele como comentarista. Por isso vou seguir o exemplo do Renan (do FuteboleCompanhia.wordpress.com) e reservar minha análise para um futuro próximo. Mas, de antemão, já sei que o Zico não é do mesmo naipe da loirinha chorosa, do assassino do português ou do malabarista risonho. Pode ser que eu me engane muito, mas não consigo ver o Zico mandando abraços pras organizadas, dizendo que jantou com a presidente do Fla, beijando a camisa no estúdio ou avacalhando os demais clubes. Seria uma grande decepção pra mim.
Nos comentários da última coluna disseram algo sobre ser mais importante o EI reforçar sua equipe e estrutura em lugar de contratar o Zico pra ser comentarista. Acho que foi um comentário do Alexandre. Olha, eu não tenho noção de quanto o Zico vai ganhar (mas deve ser 6 ou 8 vezes a média dos colegas) ou o quanto vai gerar pra emissora. Mas, por menos que o departamento comercial faça, é certo que o Zico vai levar uns 4 ou 5 patrocinadores de porte. Fácil. E falo isso sem saber o que será o novo programa dele no EI. E vamos combinar o seguinte, uma coisa não invalida a outra. Talvez até facilite.
Mesmo que pareça estranho pra gente, as grandes empresas ainda buscam atrelar suas marcas com a imagem de algumas personalidades. Mesmo que a imagem dessas personalidades já esteja manchada e empoeirada. Basta ver alguns (dos muitos) casos recentes.
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Apesar da coceira, vou evitar falar muito sobre o encerramento da carreira esportiva do Ronaldo. Até por não ser a pauta do site. E também por já terem falado muito. Mas vou resumir tudo em algumas poucas linhas:
- Não gosto nada de idolatrias. Acho que entendi isso aos 14 ou 15 anos e não será agora que vou comprar ídolos com pés de barro.
- Vi grande parte da carreira do Ronaldo. Apesar dos problemas físicos, analisando apenas a fase boa, acho que ele ficou no mesmo patamar do Romário em sua fase áurea. Ou abaixo disso. Acima nunca!
- Nunca gostei dos elogios calorosos ou das críticas grandiosas da imprensa esportiva. Acho que eles exageraram nas duas ocasiões.
- Também não me agrada ver jornalista chorando em entrevista coletiva. Nem chorando e nem batendo palmas.
- Repito que não gosto de ídolos. Mas caso deseje ter um, não preciso que a Rede Globo me venda o ídolo que ela insuflou. Prefiro escolher sozinho!

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February 15, 2011

EI Total

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 4:49 am
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O pessoal menos esclarecido costuma achar que quem critica está querendo destruir o alvo de sua análise. Ou que é movido por um ódio incontrolável. E isso é uma tremenda idiotice. Pelo menos no meu caso. Meu ódio é algo raro. E ele não gera críticas, mas desprezo. As críticas são apenas um cutucão para que os atingidos tenham a possibilidade de rever sua atuação. Isso no caso da minha análise estar correta. E sabemos que ninguém acerta tudo sempre. Só os profetas do passado.
Os leitores mais frequentes já acompanharam diversas críticas que fiz aqui ao Esporte Interativo. E muita gente, pelos comentários, concordou com as críticas e ainda apontou outras. Muito bem! Mas hoje vou fazer algo diferente. Sim, vou ressaltar alguns pontos positivos e que nem sempre merecem o destaque devido.
E vou começar com aquele antipático “eu tinha razão”. Acho que não falo isso há mais de 6 meses, mas hoje… Pois é, lembro que há 1 ano (ou mais) quando o EI começou a transmitir a NBA, e os torneios da FIBA (Federação Internacional de Basquete), eu elogiei e ainda pedi que a emissora tentasse um acordo com a Globo pra transmitir a liga nacional de basquete (NBB) em rede aberta. Não é segredo que a Globo não exibe o torneio e até forçou a mudança nas regras pra encurtar os “play-offs”. Normalmente essas competições “menores” que a Globo compra são reservadas pra TV fechada e ela só transmite as finais em rede aberta. Também não é segredo que várias emissoras fazem parcerias com a Globo e recebem licença para transmitir certos eventos em TV aberta. E os valores que a Globo cobra nem são absurdos, como a Record vem fazendo com o Pan e as olimpíadas.
No ano passado a Band fechou com a Globo e exibiu a Liga Nacional de Vôlei. Mas em 2011 o vôlei está com o Esporte Interativo. Vôlei de quadra, de praia, masculino, feminino… Sim, eu havia sugerido o basquete (até pelos eventos que o EI havia adquirido), mas o mesmo exemplo serviria pro vôlei, futsal… Essas competições têm um bom nível técnico, um campeonato organizado, clubes (razoavelmente) fortes, alguns patrocinadores, interesse do público… Não é por nada que a Globo compra e exibe no Sportv. E acho que são uma grande chance pro EI crescer, se organizar de vez e ocupar o espaço desprezado pelas maiores redes de televisão.
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Não estou dizendo que a transmissão do vôlei vai resolver todos os problemas do Esporte Interativo. Falta muita coisa: equipe maior, estrutura, equipamentos, presença em mais capitais, uma grade mínima…
Mas o vôlei é um exemplo de eventos que podem alavancar a emissora. E daí pensar em coisas maiores. Pois, francamente, campeonato Argentino, Português, Turco, Japonês, de Playstation… NÃO DÁ!!! Deixem o campeonato de rugby pra propaganda da Olympikus. Ou Topper, sei lá. No comercial fica engraçada a coletiva de imprensa pra um único repórter. Na vida real não!!
Tenho certeza que logo vai aparecer alguém dizendo que é apaixonado pelo campeonato Paraguaio, que não perde um jogo de curling, que adora pólo aquático… Ok, mas isso não vai levar o EI pra lugar nenhum. Nada de audiência e nada de faturamento.
A única desculpa que eu posso aceitar é a limitação financeira. Sei que isso é complicado. Mas acho que o EI já consegue pagar um “mixto e um refrigerante”. E eu sei que existem alguns eventos que a emissora pode pagar. Não estou exigindo a F1 com exclusividade. Nunca falei isso.
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rede eldorado eiAgora também tenho a categoria “eu falei besteira” :) Pois é… Outro dia, nos comentários, o Alexandre perguntou o que seria o selo “rede eldorado” que aparecia junto do logotipo do EI. Eu vi o selo durante aquele torneio espanhol de futsal e imaginei que fosse da geradora de lá. E respondi isso pelos comentários do site. Não parei pra pensar muito no assunto e acabei pisando na bola.
Uns dias depois eu vi novamente o selo. E continuei vendo em diversos momentos. Resolvi pesquisar e achei a resposta. Essa “rede eldorado” é um embrião que não nasceu. Trata-se do projeto de televisão que o Grupo Estado havia planejado – algo parecido com a rádio Eldorado. O Estadão terminou com várias concessões e nada pra colocar no ar. E foi alugando o sinal, quase tudo no UHF. No ano passado o Grupo Estado passou a alugar a frequência pro Esporte Interativo. Foi isso que permitiu a presença do EI em várias cidades de São Paulo num prazo tão rápido. (fim do 1º capítulo).
Daí a gente volta ao misterioso selo da Rede Eldorado que o EI exibe há dias. Sem qualquer explicação – coisa habitual na emissora. (fim do 2º capítulo).
Acontece que eu também estou me lembrando da participação do BNDES no Esporte Interativo. O banco injetou uma grana pra salvar a emissora e pretendia (ou pretende) vender essas ações quando julgar oportuno. Talvez este ano seja o momento de vender essa participação. (fim do 3º capítulo).
Sendo assim… Pode ser que eu esteja viajando na maionese, mas… Mas eu acho plausível imaginar que o Grupo Estado tenha vontade de transformar a locação da frequência em algo mais sólido. E o “sólido” a que me refiro é aquela fatia que o BNDES tem na emissora.
Pode ser que eu esteja 100% errado, mas não vejo outra explicação pro caso. Sem falar que desde garoto eu escuto que o jornal A, B ou C deseja ter uma concessão de televisão e montar uma rede. E nunca vi nada sair do papel. O máximo que tivemos foi aquele projeto furado da TV JB.
Será que eu acerto esse palpite?????
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Hoje é só Esporte Interativo na coluna. E, pra não fugir do hábito… Ontem tivemos a coletiva do Ronaldo para anunciar o fim de sua carreira. Fiquei zapeando de um canal pra outro e analisando tudo. Praticamente só o SBT seguia com sua programação normal. O SBT e o EI!!! No Esporte Interativo tinha um daqueles programetes da Polishop. Achei meio estranho mas…
Fiquei com aquilo na cabeça. De noite fui conferir algumas coisas e acabei sabendo que o EI passou a coletiva pra São Paulo. Só o pessoal da parabólica foi agraciado com os infomerciais da Polishop. Como diz o Henning: “Vocês só podem estar de brincadeira!!!!”

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February 12, 2011

Rede de Intrigas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:19 pm
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anúncio errado da Record Pode ser que muitos não acreditem em coincidências, mas… Outro dia, pelos comentários, o Ramon deixou um link e uma imagem com um anúncio da Record promovendo seu crescimento de audiência. Crescimento em Belém. A imagem é esta ao lado e, caso observem com atenção, está com os gráficos invertidos. Onde eles falam em participação é a audiência e onde escrevem audiência é a participação (ou share pros íntimos). Aparentemente é um erro banal e casual. Mas, em se tratando de Record…
Primeiro é bom salientar que divulgar vitórias no Ibope ou crescimento de audiência é algo usual. Em todas as emissoras. Há muito tempo. E um erro desse tipo seria irrelevante (certamente creditado ao “estagiário” da agência de publicidade). Acontece que ele é a ponta visível do iceberg. Já não é de hoje que sinto a Record mais preocupada em fazer marquetingue (de 5ª categoria) e criar factóides do que em produzir programas de qualidade. Posso estar 100% errado, mas é isso que vejo e sinto. Parece que querem vencer no grito e pelo cansaço. Pode funcionar com muita gente. Mas, tenham certeza, não dá certo comigo.
Também é bom notar que os dados da Record são sempre “vesgos”. Não, ela não inventa ou mente descaradamente. Talvez minta sorrateiramente, mas isso é outro papo. No caso da publicidade da Record é nítido que eles pescam cidades, dias e horários onde conseguem bons índices. Normalmente os sucessos da emissora acontecem no Rio, Belém, Brasília, Fortaleza… Dificilmente vocês verão a mesma gritaria pra falar de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Florianópolis ou Curitiba. Em São Paulo os números também são medianos e raramente a Record belisca a liderança por mais de 10 minutos ao longo das 24 horas do dia. A intenção, óbvia, é tentar passar a impressão de algo que eles ainda não são. Tipo uma “nova rica” que quer entrar na alta sociedade a todo custo. Exagera, exagera, exagera… Quando a gente pega os dados da audiência e vai analisar cuidadosamente (nas 24 horas e em todo o Brasil) percebe que a Record ainda não se livrou nem do SBT. O que dizer de sonhar com disputa pela liderança. Nem brincando!!
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Quando eu falei em coincidência no começo da coluna foi pelo seguinte:
Há coisa de 9 ou 10 dias, falando com uma amiga, ela citou um desses blogs sobre TV e audiência. Respondi que já conhecia vários e quase tudo era mentira, manipulação e Real Times falsos. A coisa passou. Um tempo depois resolvi entrar no tal blog. Era bem a cara daqueles que eu já conhecia. Ok. Lá pelo meio da página aparece uma postagem com o título parecido com “Tudo É Possível conquista vice-liderança absoluta no Rio”. Ihhhhh….. Corri mais um pouco o scroll e tinha outra notinha dizendo “Cine Espetacular (ou alguma sessão de filmes) conquista a vice-liderança absoluta no Rio”. Hahahahaha. É evidente que não me segurei e acabei cutucando os caras pelos comentários. Não que isso fosse mudar algo ou deixá-los envergonhados. Foi só um desabafo mesmo.
Agora visitem alguns desses milhares de blogs sobre TV e vejam se acham algo sobre o “terceiro lugar absoluto”. Ou sobre o “quarto lugar absoluto”; ou sobre o “quinto lugar absoluto”… E qual o sentido de ABSOLUTO nas frases? Só se aplica pro 2º lugar ou é uma exclusividade da Record?? Ou ambas as coisas??
E esse tipo de propaganda “recordiana” na Internet não é algo casual ou espontâneo. Nem de longe. Há muito tempo (até antes de ter o Tevezona) vejo certas notícias se repetindo pela web. Atualmente eles tem uma origem definida, o R7.com. E, curiosamente, raramente algum desses sites ou blogs publica notícias do G1, do UOL, do Terra ou do IG. Parece que a única fonte “confiável” deles é o R7. E o R7…
E o R7.com, com seus distintos e isentos jornalistas, do naipe de uma Fabíola Réptil… Acho que uma das últimas notinhas plantadas pela Fabíola (e que eu tenha lido) foi sobre o SBT. A “planotinha” da víbora dizia que os funcionários do SBT estavam apavorados depois da demissão de 8 colegas. Como se aquilo representasse a derrocada do SBT e a quebra definitiva. Ora, ora, ora… Até um bebê de 5 semanas já sabe que numa empresa com 3, 4 ou 5 mil funcionários a demissão de 8, 12 ou 20 é algo cotidiano. Da mesma forma que é habitual a contratação de 15, 20 ou 30. Produções acabam, outros produtos são lançados, nem sempre se aproveitam os mesmos funcionários. Isso ocorre no SBT, no Bradesco, na Tam, na Embraer… Talvez não seja assim na Record. Vai ver que lá os funcionários demitidos voltam pra IURD. E passem o tempo vago divulgando asneiras na Internet, fazendo comentários obtusos e disseminando a desinformação.
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Imagino que muita gente vai discordar do que estou dizendo. Ok. Mas tudo que escrevo eu posso provar. Já os outros… E caso queiram tirar suas dúvidas podem entrar no Youtube. E o Youtube não é meu, caso não saibam :P Então, lá no Youtube façam algumas pesquisas de vídeo envolvendo palavras como “pastor, bispo, manipulação, enganação, mentiras” e coisas assim. Mais da metade das respostas é uma manobra de alguns pastores (ou seguidores deles) que usam essas palavras para confundir as buscas. Os vídeos retornados, apesar de ter algumas das palavras no título e descrição, mostram fiéis dando depoimentos e afirmando que foram salvos, curados e libertados pelas palavras de algum pastor fedorento. Os verdadeiros vídeos com denúncias precisam ser buscados de outra forma.
Talvez vocês não saibam, mas manipular os resultados do Google é algo muito complexo. Exige conhecimento, tempo e uma equipe bem organizada. Se os caras fazem isso no Youtube, imagina se não vão usar o R7.com pra divulgar seus ideais e suas inverdades.
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Seria bom que a Record direcionasse seus recursos e funcionários pra algo mais útil e proveitoso. Não que eu espere isso, é só uma divagação. Especialmente depois de ver um pedacinho do Tudo a Ver da sexta passada. O assunto dos “vídeos da Internet” era o escândalo e o mico que alguns famosos pagaram em público. Um vídeo da Amy aqui, outro da Lohan alí, outro da Britney… Até que apareceu um vídeo com o Bush discursando bêbado. Não gosto nada do cara, mas… Caramba, é aquele velho esquema de alterar a velocidade do vídeo e deixar a voz enrolada que já fizeram milhares de vezes!! Será que o pessoal do Tudo a Ver não pediu umas dicas pro R7? Ou será que colocaram um vídeo fake propositalmente??
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Essa coluna foi meio diferente por causa do assunto complexo. Amanhã (ou depois) atualizo novamente com coisas mais objetivas sobre a televisão. Falar de pilantragem me tira o bom humor :/

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February 9, 2011

Paredão na WEB

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 2:46 am
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Há alguns dias, na coluna sobre o BBB 11, o Alexandre deixou um comentário sobre o comportamento de diversos sites e portais na cobertura do reality. Segundo ele há um exagero na cobertura e a Internet deveria se ocupar com coisas mais “nobres”. Sim e não. Eu já ouvi várias opiniões parecidas com a dele e sempre discordei do ponto de vista. Talvez por estar na Internet há muito tempo, talvez por um certo ceticismo… Não sei bem. Mas o fato é que não vejo a internet como a “ultima bolacha, do último pacote, do único mercado aberto”. Nem de longe!
A Internet não é muito diferente de uma emissora de televisão ou de um jornal. Querem audiência e faturamento. Se o internauta (espectador ou leitor) busca por assuntos rasteiros é isso que ele vai receber. Sem falar que os portais conseguem, em tempo quase real, apurar o que é buscado e quais assuntos interessam naquele dia (ou hora). No dia em que as pessoas estiverem interessadas em sapos albinos, tenham certeza, é isso que veremos na capa dos maiores portais.
Mas também é verdade que os portais exageram no espaço dedicado à certos programas populares. E nem falo do portal da Globo, em relação ao BBB, ou do R7 em relação à Fazenda. É um comportamento quase generalizado, indo dos portais até os micro-blogs. Me parece que tem muito de comodismo. E um outro tanto de “estouro da manada”. Se todos vão falar do reality então deixa eu falar mais e mais e ficar em primeiro lugar. E isso gera a irritante e estupidificante overdose de “fulaninha coça a virilha na piscina da casa mais vigiada do Brasil”. E não temos pra onde fugir. Falo por experiência própria, basta entrar pra ver meu email e, na capa do portal, fico sabendo quem disse isso, quem fez aquilo, quem foi eliminado, quem tá no paredão… Não preciso assistir nada! E, talvez em consequência, isso acaba realimentando o “monstro” e boa parte do público termina subjugada pelos heróis do Bial.
Em minha opinião isso é culpa direta e (quase) total do público. Enquanto o povo assistir na televisão e buscar na Internet… É igual o problema das drogas. Só existe traficante porque alguém deseja comprar a droga. No dia em que não tivermos mais consumidores, o traficante se “aposenta” e passa a vender amendoim no farol.
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andre henning Outro assunto quente nos comentários é o Esporte Interativo e seus problemas recorrentes. Chegaram (não lembro exatamente quem) até a sugerir a criação de programas semanais sobre esse ou aquele esporte. Pois é, eu fiz algo parecido há quase 2 anos. Imaginei a criação de alguns programas (diários e semanais) que formariam o esboço de uma grade de programação e complementariam os eventos esportivos que a emissora exibe. Sem esquecer que também seriam fonte de receita publicitária. Não é segredo que muitas das empresas que patrocinam eventos esportivos (ou clubes) acabam também patrocinando a sua transmissão na TV. Ainda lembro que falei que tais programas não necessitariam de uma equipe grande ou de altos investimentos. Existem agência de notícias, imagens de outras emissoras, da Internet, material de divulgação de federações e entidades…
Mas é difícil entender o Esporte Interativo ou identificar o rumo planejado pelo canal. Não tem muito tempo que eu estava criticando aquele programa em parceria com a Brahma ou o outro com o jornal Campeão. Mas o EI tratava disso como se fosse a “copa do mundo”. Tinha a repórter brahmeira, o twitter da repórter, promoções, gincanas, torpedos, o cão chupando manga. Uma encheção que tiraria do sério até um monge budista.
Passaram alguns meses e … Cadê os programas imperdíveis e sensacionais?? Já foram pro saco??
Mas, como eu disse na época, espero que as parcerias tenham rendido um bom faturamento ao EI. Ao menos isso. Porque, se a intenção era audiência ou qualidade… Nem passou perto.
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Eu passo horas criticando o Jogo Aberto, os esportivos da Rede TV, o Esporte Fantástico… E já estou pra falar no Globo Esporte há um tempão. E acabo esquecendo. Começa que quase nunca vejo. E quando tenho opção prefiro a edição mineira do programa. Acho que é a “menos chata”. E uso essa expressão pra não falar algo mais pesado. Porque…
Tá um porre!! Pode até ter gente que goste daquilo. Imagino que sejam os pré-adolescentes. Mas eu já passei dessa fase. E não aguento reportagens fru-fru, matérias marginais (no sentido de estarem na beira do esporte, quase indo pra cotidiano ou comportamento), brincadeiras, um garoto tentando fazer graça… Não estou dizendo que um formato “quadrado” é a melhor opção, mas esse “troço” que exibem atualmente também não é. Tô fora!!
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Outro dia, vendo os 2 jogos da rodada de meio de semana na Band, anotei um fato que estava precisando comentar. No jogo pro Rio a Aline Bordalo fazia as reportagens de campo e no jogo pra São Paulo tinha a Natalie Gedra. Até aí não há surpresa alguma. As duas fazem parte da equipe esportiva da Band e sua escalação é algo normal.
O curioso é lembrar que uma situação parecida, há 1 ano e pouco, gerou uma crise de ciúmes na ala masculina da Band. E as repórteres de então acabaram migrando, umas pra Rede TV, outra pro Bandsports, outra pra não sei onde…
O lado irônico da coisa é ver como alguns integrantes da equipe esportiva da emissora (Luciano do Valle, pra citar um) gostam tanto de defender a presença das mulheres no esporte, apoiam o futebol feminino… Espero que apoiem a presença feminina nas transmissões esportivas também.

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