March 30, 2011

Voltando ao Trilho

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 11:28 pm
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rede tv logo Eu já estava preparando pra abordar o assunto desde a revolta no Egito. Mas desvia pra um lado, pra outro, vem papo sobre o Brasileirão, belas… Hoje vai. Quero fazer o registro da sensível melhora no jornalismo da Rede TV. Sei muito bem que ainda falta muito pra andar, mas quero elogiar o progresso. Progresso esse que ficou marcado pela presença do Franz Vacek no Egito, no auge dos conflitos revolucionários. E seguiu quando a crise chegou na Líbia. Foi uma presença positiva e que marca um ponto definitivo pra emissora: investir no elemento humano sempre dá resultado. Até pra diminuir os “desculpe a nossa falha” que se tornaram corriqueiros durante o ano passado. Mesmo que seja um erro técnico, é preciso ter a presença humana para identificar e corrigir a falha.
E a emissora vem investindo para reforçar o seu “equipamento humano”. Recentemente contrataram o bom correspondente Jacques Gomes Filho, outro dia vi a bela Samara Bastos (ex-SBT) reportando, aparecem rostos novos em Brasília, Rio, Belo Horizonte… Já é suficiente? Nem de longe. Prova disso é o Fábio Borges (nos EUA) que faz reportagens, filma, edita, costura, lava, passa… Também faltam equipes em vários Estados importantes e um maior entrosamento entre a cabeça de rede e as afiliadas. Mas creio que a direção sabe disso. E está trabalhando nesse sentido. Basta que o dono permita. E, até onde sei, o Amilcare não sofre da mesma “alergia” que o Sílvio Santos.
O reforço do jornalismo acabou rendendo dividendos pro esporte da Rede TV. Até por serem setores interligados. E alguns repórteres passaram pro time do Terence. Só que o time ainda não está completo. Precisa de mais contratações. E tenho certeza (99%) de que o Terence sabe do problema. A maior prova ocorreu quando eu fiz umas sugestões pra ele ( palpites, pra ser correto) no final do ano passado. Ele nem respondeu; até porque aqui não é o local pra ele expor certas coisas internas da emissora. Mas um dos palpites, passar a Cris Lyra em definitivo pro esporte, virou realidade. Não, não sou o novo gênio da televisão, a mudança era óbvia. Correta, mas óbvia. E, já que eu gosto de palpitar, o Tony Vendramini (do Rio), também poderia largar o “geral” e ficar no esporte em definitivo. Tudo que falei sobre a Cristina (anteriormente) vale pra ele. Exceto a parte da beleza, é claro!
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Fiz os elogios acima, por serem justos e reais. E também pra marcar posição. Só espero que não haja um “meia volta, volver”. Acompanho a emissora desde o nascimento. Vi como começou e o que era projetado na época. Apesar da brutal falta de estrutura a coisa foi andando, a emissora crescendo… Aí chegou numa fase em que certos programas populares começaram a render audiência. Era a novela (Bela, a Feia), o programa do João Kléber, as pegadinhas, o datenismo do Marcelo Resende, etc… E isso acabou mudando os rumos da emissora. E o resultado foi nenhum. Perdeu o público que havia conquistado no início e não se tornou tão popular quanto desejaria. Acabou desfazendo parte da grade e loteando os horários. E se afastando da briga pela audiência com a Band.
De 2010 pra cá senti que a Rede TV está tentando voltar aos trilhos. Mesmo que eu não goste de todas as medidas, parece que o Amílcare resolveu parar de brincar de TV e jogar pra valer. Muito bem, espero que não enjoe do jogo rapidamente. Agora está na hora de completar a 2ª fase do jogo: montar afiliadas e retransmissoras em 95% dos Estados e capitais importantes. Mas olha só, afiliadas “porra louca” não contam.
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Agora preciso voltar ao “batente”. É que a Band está me tirando do sério. Fico pasmo com a incompetência da emissora pra montar uma grade. O que temos hoje é uma colcha de retalhos. Ninguém passa nada pra ninguém. Acho que só o Brasil Urgente (mais o jornal local) pro Jornal da Band. Mas e depois? Já viram o seriado que a Band meteu depois do jornal??? Quem comprou aquilo??? Pelo love of God!! Tudo bem, sei que precisam tapar 20 minutos entre o jornal e o RR Soares, mas não tinha nada pior?? Já estava estranho o Futurama coladinho no Jornal da Band. E agora me inventam essa porcaria de Bernie Mac. Se alguém nunca viu, eu explico: é uma versão (dumb) do Eu, a Patroa e as Crianças. Só que com atores ruins, chatos e sem graça. E sem piada alguma. Pelo menos eu nunca vi as piadas. Talvez estejam guardando todas pro último episódio. Vai saber…
O horário da tarde também é uma lixeira na Band. Jogam qualquer coisa que não sabem onde colocar. Tudo bem, fiquei aliviado com a saída da Márcia. Insistiram tanto tempo na chatonilda… Tanto que nem pensaram num programa pra substituir a “conselheira”. Vídeo News, novelinha xicana, seriados bobos… Olha, podem colocar o código de barras no lugar que a audiência será a mesma. Só como prova: tem um programa feminino na Band MG (Tudo de Bom, salvo engano) que é melhor que todos esses que estão na rede. E isso considerando que eu não gosto nada desse tipo de programa. É só um exemplo.
Outra prova latente da bagunça desorganizada que ocorre na Band são os seriados que a emissora adquiriu recentemente. Os que passavam de noite foram pra madrugada (de sábado), os da manhã foram pra tarde, outros sumiram… Não que todos sejam bons, mas assim… Nem os bons conseguem render alguns pontinhos.
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Por falar na Márcia… O que tem de senhora tomando champanhe na beira da piscina com a grana dos Saad… Se alguma não gosta de champanhe está na praia, em Miami, em Paris, New York… Ô vida boa! Salário gordo na conta e nem precisam bater o cartão de ponto.
Se a gente pegar o salário dessas madames, multiplicar por 12 (ou 13, ou 14)… Hmmmmm… Dá quase pra comprar o Brasileirão :P
(Espero que a Associação Saadiana de Apresentadoras no Frigobar não leia essa coluna).
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A Band não economiza com essas senhoras mas… Chega a Globo e faz uma proposta pra Milena Machado e leva a ótima profissional pra lá. Ponto positivo pra Gorda e ponto negativo pra Band. Aliás, a Globo era campeã mundial em desfalcar as concorrentes na minha juventude. Depois parou, não sei o motivo.
Tenho certeza que a Milena vai se dar bem na Globo. Pelo menos profissionalmente.
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Faço o registro do comentário da …* (editado em 08/04/11 para remover uma citação equivocada feita por terceiros)

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March 27, 2011

Iphone Que Eu Te Escuto

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:38 pm
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Eu já falei sobre minha insatisfação com o jornalismo da Record em diversas oportunidades. E isso independe de minha simpatia (ou antipatia) pela emissora. É pontual. O que eles fazem é muito ruim. E talvez nem deva ser chamado de jornalismo; pelo menos pra mim. Ou por aqueles que buscam informação correta e clara.
O primeiro ponto a ser destacado é que eu não vejo muito a Record. Não consigo. E nesse mês de Março acabei também sem ver quase nada da Globo depois que codificaram o sinal no satélite. Tudo bem que posso ver a Globo pelo sinal “de terra”, mas não gosto muito da emissora local. O resultado prático é que eu devo ter batido o recorde nacional de menos tempo vendo a dupla (Globo & Record) neste mês. E acreditem, não senti muita falta.
Mas na semana que passou eu vi alguns momentos extras na Record. Eu poderia mentir, mas o motivo real foi ter colocado um dos receptores (que eu ia vender) pra testar. Então vi algumas coisinhas na Record e uns 5 minutos na Gorda. E como diria aquele comentarista corintiano, é brincadeira!!! O SP Record virou um carnaval. Quando não existe uma tragédia (ou catástrofe natural) pro Gottino praticar o seu lado Datena, eles inventam de passar vídeos da Internet. Isso mesmo, são aqueles vídeos de acidentes ou coisas bizarras que lotam o Youtube. Isso virou pauta pro SP Record, pro Tudo a Ver, pro Balanço Geral…
No dia seguinte, ainda com o receptor velho (que já vendi), parei uns minutos na (hora do almoço) pra ver algumas regionais. Aí parei um pouco no Ronda Geral (Tv Tribuna- afiliada da Record em Pernambuco). O Ronda Geral é a versão mais escatológica do Balanço Geral. E olha que o Balanço Geral já é uma belíssima porcaria. Mas aí tinha um boneco barrigudo que apresenta o Ronda Geral na Tribuna. E resolveram seguir o “padrão Record de qualidade” passando um vídeo do Youtube. O vídeo era daquele programa de talentos, mas na versão tailandesa (!!!!). E tinha uma pessoa cantando, primeiro com a voz bem feminina e um jeito pra lá de andrógino. Mais um pouco e o rapaz (com aparência 99,99% feminina) passa a cantar com voz de homem. Termina o vídeo e o clone do Wagner Montes começa a brincar perguntando se aquilo era homem, mulher, transexual… Depois foi falar com os câmeras, dizendo que um deles “pegaria”, que acreditou ser uma mulher e coisas do tipo. Se o cara fosse minimamente informado saberia que na Tailândia (e países vizinhos) isso é quase uma febre. Lembro até de um lutador de kickboxe que era travesti e lutava pra valer contra os adversários. E ganhava muitas lutas.
Passei a zapear e mais 30 segundos eu estava na Record Minas. Nem lembro direito mas acho que a versão mineira do programa também usa o nome Balanço Geral. E usa as mesmas matérias. Mesmo que sejam de 3 meses atrás. Pois foi isso que eu vi: passavam as cenas de umas crianças que iam na garupa de uma moto, agarradas aos pais. A mesma cena que já exibiram no começo do ano, tanto na Record MG quanto nos programas da rede. Tudo pra fazer mais sensacionalismo barato.
Então é isso que a Record chama de “jornalismo de primeira”. Matérias reprisadas, vídeos do Youtube, sensacionalismo… Parabéns. Pra mim isso é circo. E circo daqueles ruins, de várzea.
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camila busnello record iurd mentirasEu também não entendo muito bem o Jornal da Record. Durante a semana já é dose pra mamute ter que aguentar a cara de fuinha (Ana Falsa Padrão) e as mentiras mal costuradas. No sábado eles criaram a versão light. Começa mais cedo e dura uns 25 minutos. Já viram isso em outra rede nacional? Eu não lembro…
Mas a versão de sábado só é light na duração. O conteúdo é o mesmo de sempre. Sábado (26/03) eu vi a 452ª reportagem sobre escândalos de pedofilia e a multa que a congregação jesuíta (dos EUA) terá de pagar. Curiosamente eu não vi a mesma notícia na Band, no SBT, na Rede TV, na Internet… Só na Record. E com aquele cheiro podre de matéria encomendada (pela IURD) e requentada (pela Camila Busnello).
Nem digo que eles inventaram a notícia. O relevante é o foco e a situação. Se a pessoa mexe nisso pode desvirtuar qualquer notícia. Sem falar que sabemos (eu sei) de diversos casos de pastores estupradores, pedófilo, ladrões… Na semana passada, no SBT Brasil, vi uma reportagem mostrando um pastor que roubou equipamentos da seita de um colega (outro pastor). Se fosse um padre…
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Pra fechar o pacote Record… Também vi uns pedaços da novela mexicana da Record, Rebeldes. Não sou especialista em novelas mas aquilo continua no mesmo nível de outras produções xicanas (de baixo nível). Seja Os Mutantes, Isa TKM (da Band), Rebeldes… É tudo a mesma bomba. O elenco é de terceira linha. A estória é fraca e só convence garotinhas de 13 anos. Os diálogos são vazios e fúteis (de Malhação pra baixo). As interpretações são dignas de um robô… É difícil!! Eu não gosto nem das novelas melhorzinhas, imagina desse lixo.
Aliás, os programas (ou novelas) que fazem sucesso na Record sempre miram nesse público específico. Podem reparar e ver se não tenho razão. Nada contra as adolescentes de 13 anos com poster do Bieber (ou alguma banda teen) na porta do armário, mas… Nem todo mundo se satisfaz com esse lixo. Nem se a Record sortear 15 milhões de Iphones!!!

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March 23, 2011

Hipocrisia Padrão

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 10:25 pm
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Uma das características (ou defeitos) mais graves da nossa mídia ficou evidenciada na recente visita do Obama ao Brasil. Muito superficialismo e muito oba-oba. Seja pra tratar da situação física do Ronaldo, seja pra discutir as estatais ou seja uma questão política. Sempre (ou quase sempre) acabam derrapando pra vala da mesmice, discursos prontos, demagogia, hipocrisia…
Ainda lembro da euforia de nossa imprensa quando o Obama foi eleito. Parecia uma vitória pessoal de cada um. Tivemos até uma correspondente da Globo choramingando ao vivo. Uma coisa patética e que foge aos preceitos do bom jornalismo. E essa visita do Obama lembrou aqueles dias. E foi digna da cobertura do desfile de um trio elétrico. Gritaria, animação, adjetivos em profusão, emoção, confete, serpentina…
ana paula padrãoAté hoje eu não sei o que ficou resolvido depois da visita do Obama. Oficiosamente eu sei que ele veio defender os interesses do país dele em assuntos econômicos, principalmente na exploração do petróleo do pré-sal. Mas não faça idéia do que foi decidido. Especialmente por causa da imprensa que estava mais focada nos eventos sociais (no Rio) do que nas reuniões em Brasília.
Na parte do Rio foi aquela “festa”: dezenas de entradas ao vivo, sósias do Obama dando entrevista, matérias sobre escolas de samba e/ou de capoeira onde o Obama passaria, comentários sobre a roupa ou hábitos da família Obama, famosos tietando o cara, políticos sendo revistados pela segurança americana… Honestamente, deu vergonha!! Deu vergonha de ser brasileiro e de ver o comportamento da nossa imprensa. Tinha repórter suficiente pra contar quantas palavras em português ele usou no discurso; mas não vi um único procurando informar sobre algum resultado prático da visita.
E pra terminar a bagaça, casualmente, passo no Jornal da Record no dia seguinte da visita e me aparece a Ana Paula Padrão criticando a pouca importância e a falta de assuntos relevantes do encontro. E completou dizendo que, opinião pessoal da rat face, o Obama teria sido mais positivo se tivesse levantado a bandeira da negritude durante a visita. Ora, ora, ora… Qualquer pessoa minimamente informada sabe que o Obama nunca levantou essa bandeira. Nem durante sua campanha presidencial e nem depois. Até com acerto (pra mim). Se fizesse isso durante a passagem no Brasil não passaria de hipocrisia oportunista. Coisa que 98% da nossa imprensa adora. Mas, apesar de não gostar muito do Obama, tenho que admitir que ele não sofre desse mal. Ele se candidatou e governa pro povo americano. Não vai ficar desfilando com camisetas de “100% negro”, “100% branco”, “100% índio” ou “100% japonês”. Isso é demagogia barata e o único recurso de governantes incapazes e mentirosos. Mas a Ana Paula Padrão FHC da Silva Sauro (e muitos outros coleguinhas) adoram jogar pra platéia também. Usam os mesmos recursos e discursos de nossos políticos. Como se essas bandeiras velhas e surradas resolvessem a situação de brancos, negros, verdes e azuis.
E antes que a Ana Paula Puxa-Saco de Patrão venha levantar alguma bandeira do tipo queimar os sutiãs nas ruas, deixo um “vá te catar” pra musa dos sociólogos carecas e barrigudos.
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Na última coluna eu inclui a Maria Paula Limah na seção de Belas & Barangas e isso acabou me lembrando de um problema crônico da Rede TV. A arte do quadro do tempo continua errada. Pouco se enxerga do mapa e até o nome das cidades e a temperatura ficam num tamanho pequeno demais. Um pequeno efeito de zoom resolveria o problema do mapa. Basta ver o que fazem no Jornal da Band ou em muitos outros concorrentes. No caso das temperaturas basta usar um novo quadro com o texto em tamanho uniforme. Tão simples…
Tão simples que o pessoal erra duas vezes. Na última segunda a Paloma Tocci cortou um pedaço do papo entre os comentaristas e foi pro lado direito (da tela) passar as informações do Campeonato Italiano. Abriram um quadro do lado da lindona e ela disse pro espectador acompanhar a classificação no gráfico. Acontece que o gráfico ficou fixo no quadro (sem zoom) e a tabela mostrava toda a classificação, com uma fonte impossível de ler de tão pequena. Nem se fosse uma TV de 50″.
Acho meio estranho ver erros tão primários numa emissora que preza tanto por esse assunto. Será que ninguém acompanha o que estão transmitindo pro espectador?
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Parece que a situação do Campeonato Brasileiro está resolvida. Ao menos em TV aberta. E apesar do circo que o Senado pretende fazer pra debater o “sexo dos anjos”. A Globo já fechou com quase todos os clubes. O mais recente foi o Corinthians. E o Flamengo deve acertar sem muitos problemas, logo, logo. Sendo que esses dois clubes foram os únicos que receberam uma oferta oficial (e patética) da Record.
Depois de tudo isso só posso dizer que:
- A Record conseguiu cometer todos os erros possíveis e imagináveis numa negociação. É melhor ficar com o Chris, Pica-Pau e novelas mexicanas. E olhe lá.
- A Band confirmou que só ambiciona catar as casquinhas do bolo. E pedindo licença pra não incomodar ninguém.
- A Rede TV mirou alto demais e num momento errado. Melhor focar em alvos mais próximos e ir se estruturando nos próximos anos.
- A Globo foi aquilo que se sabe: fria e calculista. Não joga pra perder. Mas eu ainda acho que ela vai dar um peteleco em alguns clubes que “fizeram marola demais”.
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Na semana passada eu falei sobre a audiência da estréia da Hebe na Rede TV. Falei sobre os números da estréia e do que eu imaginava acontecer no futuro próximo. Muito bem, o programa de ontem ficou com média de 2,6 pontos.
O patamar vai ser esse mesmo. Está tudo dentro do esperado. Acima de 4 é zebra.
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Domingo de manhã eu estava zapeando pra um lado e outro e vejo um torneio de futebol de praia na Globo. Nada de novo, a Globo já promoveu e transmitiu dezenas de torneios do tipo. O diferencial é que agora a emissora (e os promotores do evento) inventaram de “fantasiar” os times com a camisa do Flamengo, Corinthians, Milan… Parece que os clubes apenas licenciaram o uso da imagem, sem relação direta com a formação dos times. De qualquer modo é uma tentativa interessante de popularizar a transmissão.
Já falei dezenas de vezes sobre isso, as emissoras ficam obcecadas em tirar o Brasileirão da Globo e esquecem de criar coisas próprias. Já existe a Super League Fórmula, usando os clubes de futebol pra “fantasiar” carros de corrida, agora a Globo faz isso com o futebol de praia… Será tão difícil criar algo novo? Ou só sabem comprar pronto??

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March 21, 2011

Maria Paula Limah e Coleguinhas

Arquivo em: Belas & Barangas — Marco Telinha @ 5:00 pm
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Hoje é dia atualizar a seção Belas & Barangas. Essa é a seção que mais agrada os “cuecas” e mais irrita os editores de certas revistas. Alguns deles não aguentam ver mulher nem photoshopada. Mas aqui é diferente. Muito diferente. Aqui as belas têm vez. E as barangas (metidas a belas) recebem o castigo devido. Mas é bom explicar que são as barangas que “se acham”. Nada contra as mulheres desprovidas de beleza física.
Mas vamos ao que interessa. Não sei quanto aos leitores, mas eu sou daqueles que separam as belas em 2 times (ou 3 pra ser exato). O primeiro time conta com as belas de rosto. Mas que pouco apresentam de útil do pescoço pra baixo. São um Robinho da beleza. :lol: Depois entram em campo as que não fazem tanto sucesso de rosto mas daí pra baixo dão de goleada. São aquelas que “jogam pro time”. Digamos que são as Liédson da beleza. E finalmente temos o grupo mais raro, que são ótimas de rosto, de corpo, de frente, de lado, de costas, na defesa, no meio, no ataque… Tipo um Zico da beleza.

*EDITADO em 07/04/11
O texto que constava nesta coluna foi removido depois de um insistente e confuso pedido da pessoa citada. Ainda que sem uma justificativa coerente para sua indignação. Numa próxima edição explicarei o ocorrido aos leitores do site. Ao menos para não deixar a situação confusa e com N versões. Desculpem o inconveniente.
Mais detalhes sobre o ocorrido podem ser lidas AQUI.
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A segunda de hoje é uma beleza gaúcha que assisto (algumas vezes) na Ulbra TV. Bendito B4. Ela é a Vanessa Trindade, apresentadora do telejornal da emissora. Como nunca vi ela fora da bancada, tenho que mandar a Vanessa pro time do Robinho. Não que isso seja um demérito. Ainda mais com esse rostinho lindo que ela tem.
vanessa trindade apresentadora tv ulbra

Falei no B4 e acabei lembrando que a Globo MG codificou o sinal no C2. E eu fiquei sem a chance de apreciar a Cristiane Leite reportando pelas ruas de BH e adjacências. Globo MG, nojenta, você me paga! Cristiane Leite, beijo, me liga!!
cristiane leite Globo MG repórter

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March 18, 2011

Futebol e a Loira

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 9:39 pm
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Hoje vou abordar vários assuntos, de forma curta e sem aquele texto profundo e cansativo. E começo pelos direitos do Brasileirão. O último capítulo foi um pouco mais movimentado. A Globo continua fechando acordos individuais. Já tem quase 14 clubes acertados. A Record, meio perdida no tempo e espaço, ofereceu duas propostas pesadas (100 milhões) para o Corinthians e Flamengo. A Globo retrucou oferecendo 110 para cada clube. E as informações que saem dos clubes mostram que eles estão mais inclinados a fechar acordo com a Globo, por N motivos. A Record só teria chance se oferecesse uma proposta muito superior, na casa dos 200 milhões em minha opinião. Se as propostas forem próximas a Globo terá a preferência. Por motivos óbvios.
A única coisa que me desagrada nesse tipo de acordo é o perigo de termos um “futebol espanhol”. Ou seja, dois clubes ricos e poderosos e o resto disputando um campeonato à parte. O último balanço do Corinthians mostrou bem que a receita vinda de patrocínios e televisão já representa 50% do faturamento do clube. E tudo indica que esse montante vai aumentar nos próximos anos.
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A Rede TV ficou naquele patamar mesmo. Fez a proposta e dificilmente vai levar. Mas acertou ao marcar posição. Diferente da Band, calada e omissa. E talvez essa postura mais arrojada renda algo pra emissora. Talvez…
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Por falar na emissora, preciso fazer um registro. Já critiquei a Rede TV (e outras) pelo espaço excessivo que concediam ao Corinthians em seus programas esportivos. E, pior, sem um resultado compensador, a audiência raramente passa de 1 ou 1,5. Mas, reparando nos últimos tempos, constato que a divisão do tempo está mais correta. Pelo menos no Rede TV Esporte. E ainda temos algumas matérias vindo do Rio, de Belo horizonte, de Porto Alegre… Ainda está longe do ideal, a equipe nos Estados é pequena, mas… Parece que tem uma luz no final do túnel.
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No dia 15 passado tivemos a estréia da Hebe na Rede TV. Tinha uma entrevista com a presidente, tinha o “mago” Coelho, aqueles cantores amigos da loira… O programa deu 4 pontos de média. Eu não falei aqui mas era exatamente isso que eu esperava, uns 4 pontos.
Se a gente projetar o futuro, não dá pra esperar uma audiência maior. Talvez recue pra 3 ou 2 pontos. Não dá mais pra aguentar o sofá, o papo de comadres e os selinhos da loira. É pior que o Chris na Record. Já vimos a mesma cena mais de 500 vezes. Cansou!
Ah, o mesmo se aplica ao programa do Jô. Por mais talento e inteligência que o Jô tenha, é insuportável assistir aquelas entrevistas “pastel de vento”.
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A Band do Rio Grande do Sul está estreiando alguns programas neste mês. Alguns semanais e outros diários. O primeiro efeito prático é a redução do espaço dos bispos e pregadores. Pelo menos na faixa da tarde. A grade da Band RS vai seguir o padrão da Band de Minas, com um jornalistíco e uma revista de variedades na sequência do Jogo Aberto. Resta esperar que a Band repita o padrão nas demais praças.
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Eu estava passando em algum programa da Globo (não lembro qual) e vi o apresentador pedindo pros espectadores seguirem o @globoqualquercoisa nas “redes sociais”. Isso mesmo, o cara disse redes sociais e não mencionou o Twitter. Até onde sei, o Twitter é a única rede social que usa # e @ em suas mensagens. Ô povinho mesquinho!!!
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Por falar na Globo, a emissora codificou o sinal da Globo Minas no satélite digital (C2). Foi logo depois do carnaval; eu estava zapeando e vi o aviso de “sinal codificado”. Isso depois de sei lá quantos meses com o sinal aberto. E considerando que a Gorda já tem o sinal de várias afiliadas codificado. É o típico caso de não c4g4r e nem desocupar a moita.
Mas eu não ligo não. Podem codificar tudo que quiserem. Dá pra ver a Record Minas, a Alterosa, a Band MG, a Rede Minas… O que não falta é emissora de Minas nos satélites.
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Não sei qual emissora da Band eu assistia na quinta de manhã, mas fiquei 2 minutos pra ver a Andressa Guaraná (numa janelinha pequena), quando o Luciano Faccioli começou a mostrar o trânsito em algumas ruas de São Paulo. Entusiasmado com o engarrafamento matinal o Faccioli soltou uma frase antológica:
- Jornalismo sem trânsito é estelionato!
E ainda completou dizendo que fazia um jornalismo verdadeiro, honesto. Hahahahaha. Será que é melhor ser surdo ou ouvir uma asneira dessas???
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Nas últimas colunas (e nos anos anteriores) eu falei algumas coisas sobre o carnaval e as bobagens que somos obrigados a ver e ouvir no período de festas. Tudo em nome de uma suposta alegria popular. Uma situação interessante pra alguns e que quase ninguém ousa discutir. Eu tentei expressar minha opinião, mas não sei se fui claro. Mas consegui achar alguém que se manifestou com muito mais clareza e agudez. E convido os leitores do Tevezona a assistirem esse vídeo com a opinião da apresentadora Rachel Sheherazade, da TV Tambaú da Paraíba. Eu assino embaixo de tudo que ela disse.

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March 15, 2011

Brasileirão de Graça

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 6:50 am
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Vários sites e colunas já disseram isso, mas vou ter que repetir: a novela da transmissão do Brasileirão ainda está no meio. É óbvio demais, eu sei, mas é o retrato do momento. A Rede TV deixou sua oferta oficial na mesa, a Globo está fazendo acordos individuais com os clubes e a Record confirmou sua fama de criadora de factóides.
E vou começar pela Record mesmo. A emissora parece mais interessada em atrapalhar a Globo do que em investir em esporte de verdade. Basta ver o que ela exibe atualmente, um clone do Esporte Espetacular que muda de horário e dia sem parar. Sendo que o horário nem é o maior problema, o programa é fraquíssimo! E fica por aí. Me faz lembrar o jornalismo do SBT até uns 4 anos. Todo o departamento cabia numa kombi. Ou, seguindo a linha do Vampeta (ex-jogador e filósofo baiano), a Record finge que tem esporte e a gente finge que acredita.
A Globo resolveu fazer uma negociação individual. Conhecendo a fraqueza da maioria dos clubes creio que alguns serão engolidos de tragada. E, francamente, não vejo qual a grande vantagem dos clubes fazerem acordos separados. No caso de Flamengo e Corinthians a emissora até “abre as pernas”. Pro resto… Vamos imaginar uma situação hipotética: chega o presidente do Santos e diz que tem o Ganso e Neymar no time, que não aceita X milhões pelos direitos e só assina por X+10. A Globo responde dizendo que não paga nada além de X e manda ele catar côquinho. Qual a saída do clube? Vai correr pra Record (ou outra) oferecendo só os jogos do Santos? Essa emissora vai cobrir a oferta da Globo, mobilizar equipamentos e contratar uma equipe só pra transmitir os jogos do Santos? Ou só os jogos do Coritiba ou do Botafogo? Será???
A Rede TV mandou seu envelope lá pro Clube dos 13 e oficializou uma proposta. Muito bem, pagou pra ver. O problema é saber se ela mandou o envelope pra pessoa certa. A maior prova dessa dúvida é que sua proposta está condicionada ao campeonato integral, com todos os 20 clubes da 1ª divisão. Mas eu duvido muito que o C13 ainda fale em nome de todos os 20 clubes. Está rachado e com poucas chances de ser reconstruído. E, provavelmente, tudo acabará sendo resolvido na justiça. Ou com uma nova virada de mesa. Não custa lembrar que o próprio C13 foi criado após uma virada de mesa.
Eu estranho mesmo é a passividade da Band. Parece muito confortável na parceria com a Globo e não deseja criar problemas com ninguém. O SBT, obviamente, vive num mundo particular. Nem sabe o que é futebol. Nem futebol, nem esporte algum. Acho que vou começar a chamar o SBT de televisão autista :P Mas vou tratar do SBT no final da coluna. Aguardem!
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Acredito que toda essa confusão envolvendo o C13, direitos de transmissão e emissoras ainda está longe de terminar. Mas pode ter um final meio óbvio. A Globo não está fazendo propostas individuais por nada. E pelo que leio já acertou um acordo com vários clubes. Até porque, lembrando de uma entrevista de um presidente de clube que li outro dia, eles dependem da exposição na mídia pra negociar as cotas de patrocínio no uniforme. Uma coisa depende da outra.
Os problemas principais de Rede TV nessa estória são a falta de cobertura (principalmente), falta de estrutura e pequena tradição esportiva. A emissora já teve uma presença razoável, largou tudo e iniciou o retorno do final de 2009 pra cá. Não dá pra classificar a emissora como um “player pesado”.
Mas acho que ela pode se valer da proposta atual para um acordo diferente no futebol. Talvez um acordo parecido com o atual da Globo e Band, mas com uma rodada exclusiva (as quartas por exemplo). Isso resolveria a questão dos jogos as 22 Hs na Globo. A Rede TV exibiria a rodada do meio da semana mais cedo e a Globo ficaria com 2 partidas no final de semana. De quebra a emissora poderia ficar com a Copa do Brasil, com jogos exclusivos para cada uma.
Ou a Rede TV, se prevalecer a licitação, poderia sublicenciar pra outra rede, Band, SBT, Record… Mas aí ele ficaria com a fatia principal e a parceria serviria mais pra reduzir os custos.
Minha opinião particular é que o futebol (ou esporte) é muito grande (e importante) pra ficar 100% numa rede de televisão. Também não gosto de ver uma emissora marcando o horário dos jogos para após a sua novelinha querida. Assim como acho burrice o mesmo jogo passar em duas emissoras diferentes (a Band que o diga). Talvez o modelo de transmissão ideal, pro telespectador, não seja o melhor pros clubes ou pras emissoras envolvidas. Eu gostaria muito de ver os 3 jogos semanais em 3 emissoras diferentes. No máximo em duas. Mas não sei se elas gostariam disso. Não vou embarcar numa fantasia pueril. As emissoras, os clubes e os patrocinadores estão fazendo negócios. E negócios que envolvem alguns bilhões de reais.
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silvio santos sbt Eu passei minha infância e juventude ouvindo falar que o Sílvio Santos era o exemplo de empresário bem sucedido no Brasil. Ouvindo e lendo o mesmo em jornais, revistas, rádio… Realmente, pra quem era um camelô… A evolução é absurda. Mas o tempo passou e eu comecei a entender um pouco mais sobre negócios. Sobre os negócios e sobre as coisas que ocorrem nos bastidores. E comecei a desconfiar desse discurso sobre o Sílvio empresário. Já falei sobre isso em diversas colunas no Tevezona.
Dias atrás eu li um trecho da coluna do Ricco onde ele falava da situação atual do Grupo SS, quase restrito ao SBT e Jequití nos dias atuais. E eu acho até muito. Pelo nível empresarial do Sílvio e das pessoas que ele escolheu pra dirigir seus investimentos… Nem vou falar mais do Panamericano. Quem quiser saber que faça uma busca. Mas os outros negócios do SS também não são um grande exemplo de negócios corretos e bem sucedidos. E também não vou me repetir sobre isso. Mas o fato que desejo abordar é que, apesar de tudo, o Sílvio conseguiu vender o banco quebrado por 450 Milhões. Eita homem de sorte!! Domingo eu ainda vi uma parte da entrevista com o Edemar Cid Ferreira (dono do Banco Santos), no Canal Livre, e ri muito quando ele reclamou do tratamento diferenciado que o BC deu aos dois casos. Não que o cara seja isento de culpa, mas…
Pois bem, o Sílvio acabou com 450 Milhões no bolso. Justo na época em que fervilhava o debate sobre a renovação dos direitos do Brasileirão. Eu sei muito bem que o Sílvio não gosta de esporte e jornalismo. Não é esse o caso, estou falando de negócios e televisão. Escrevi isso no bloco anterior, os caras estão fazendo negócios. Se fosse por gosto pessoal da família Marinho a Globo estaria exibindo provas de hipismo. Eles transmitem futebol porque dá audiência e dinheiro.
Daí eu volto ao caso do Sílvio. Também sei que o SBT não tem equipe esportiva, equipamentos sufientes e experiência no ramo. Mas o Sílvio está com um cheque gordo nas mãos. Como diria aquele comentarista esportivo: Se sesse eu… Eu pegaria os 450 milhões e juntava mais uns 100 no mercado (ou dinheiro próprio). E faria um lance pelo Brasileirão. Seriam 550 milhões pelos 3 jogos semanais em TV aberta. Daí eu chegaria no Saad e proporia um acordo, ele dá 100 milhões (zerando o custo do SBT) e faz a geração dos jogos em troca da rodada de domingo. O SBT poderia continuar com seus programinhas dominicais do jeito que o SS gosta. O futebol entraria na quarta e no sábado. E só precisaria contratar uns 7 ou 8 profissionais pra narrar os jogos do estúdio. Pelo menos no primeiro ano. Depois, quem sabe…
Talvez o meu esquema seja meio maluco, mas… Pra quem tinha um banco quebrado, o SS poderia ficar com o Campeonato Brasileiro sem “custo” algum. De GRAÇA! E ganharia um gás pra tentar reconquistar o 2º lugar da Record. E pra recuperar as afiliadas que anda perdendo. E pra ter outra imagem perante o mercado publicitário.
Mas o grande empresário meteu os 450 milhões no bolso e voltou pra Miami. E eu continuo pobre :lol:

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March 11, 2011

A Política das Educativas

Arquivo em: Coluna — Marco Telinha @ 8:09 am
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Eu já não sou de assistir muito as grandes redes. Já comentei sobre isso diversas vezes. Daí juntou o carnaval e eu fiquei ainda mais longe da cobertura chatonilda e dos desfiles. E, independente de gostar (ou não) de carnaval e folia, a cobertura dos festejos na televisão anda cada ano mais irritante, monótona e estupidificante. É um negócio de repetir jargões e opiniões surradas… Alguém parou pra contar quantas centenas de vezes ouviu algo sobre “tirar o pé do chão” ou “sentir essa energia” durante o carnaxé baiano?? Ou quantas vezes, durante os desfiles das escolas de samba, alguém falou em “espetáculo inesquecível” ou em “empolgar a arquibancada”? Ou alguém consegue se interessar por uma daquelas enriquecedoras entrevistas com alguma mulher-fruta nos Bastidores do Carnaval da Rede TV? E o que falar das dezenas de reportagens (sérias) sobre a indústria da folia, sobre como evitar a ressaca, sobre a preparação das musas…
Sem falar que as emissoras fazem galhofa com o telespectador. Caso da Globo, que adora uma “interação”. Há muito tempo a emissora pegou o costume de convidar o espectador a votar e dar sua opinião sobre a melhor escola. Opinião essa que, invariavelmente, conflita com o resultado oficial. Mas tá bom, passava a última escola no carnaval do Rio (eu estava esperando o Bom Dia Brasil) e ia terminando o desfile da Beija Flor. Não bastasse a popularidade da escola, tinha o “rei”, o final dos desfiles, comentarista chorando, outra indo pra área externa pra acenar pro Roberto Carlos, outro imitando o cantor… Daí vem o resultado da opinião do povo e … A Beija Flor leva uma nota baixíssima e fica nos últimos lugares. A Ana Paula Araújo e o Chico Pinheiro começam: “ah, isso é a torcida do contra” … “isso é inveja” … “a votação pelo telefone não vale nada”… “aqui é só brincadeira” … “amanhã a gente vai saber o resultado verdadeiro”… Ora, ora, que aquilo não vale bost4 nenhuma eu sei muito bem. Curioso é que os apresentadores da Gorda só lembram disso quando a votação popular desagrada eles. Assim também, até a d. Mafalda!
Claro que eu poderia fazer 30 postagens sobre as porcarias exibidas pela televisão e as bobagens ditas nesses dias de festa. Mas não vi muita coisa. Mal tive ânimo de parar 2 minutos pra ver a Nadja Haddad ou a Débora Vilalba no Recife. Nem elas compensam o sacrifício. Preferi gastar meu tempo ocioso assistindo as nanicas. E foi até bom. Pelo menos não encheu tanto a minha paciência.
      Tevezona normal e as melhores do carnaval
Segue…
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Quando falo em emissoras nanicas é pra valer. Vejo de tudo. Teve hora, na falta de opção, que eu estava assistindo corrida de cavalo na TV Jockey Club. Felizmente resta a Internet como refúgio (quase) seguro. Mas também assisti algumas das educativas e lembrei de alguns assuntos sobre elas que eu vinha sem oportunidade pra comentar. Em colunas anteriores eu já falei sobre meu descontentamento com a interferência dos governos nas emissoras, com os desmandos, o empreguismo e o desperdício do dinheiro público. Sim, o mais grave é que elas se sustentam com o dinheiro de nossos impostos. E o resultado que vemos na telinha nem de longe lembra uma televisão de qualidade.
Outro dia, vi uma chamada da TVE RS falando de sua nova programação, agora em parceria com a TV Brasil. Nem preciso lembrar que essa mudança ocorreu junto com a troca do governo estadual. Periga, daqui a 4 anos, a TVE voltar pro lado da Cultura. Isso se mudar o governo. Ou se a Cultura sobreviver até lá…
A Paraná Educativa também é complicada. No tempo do Requião ele ocupava 87% da grade. Nem precisavam gastar dinheiro com programação. Agora parece que a emissora vai de TV Brasil também. Isso se o novo governador não quiser estampar seu rostinho lá em tempo integral. Ou se a emissora não for aguardar nova mudança de logomarca e design. Parece que o único setor forte na Paraná Educativa é a arte. Todo mês entra um logo novo. O site, por exemplo, ninguém cuida. Passei lá outro dia e estava só o esqueleto. Cliquei numa seção e não havia conteúdo, fui pra outra e nada. Mais outra e nenhum artigo. Fica complicado.
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Parece que a interferência externa também ocorre na TBC (a educativa de Goiás). Alguém lembra daquele jornalista que pediu demissão (ao vivo), no final do ano passado, por causa de pressões políticas. Então, outro dia vi o mesmo jornalista num programa da TBC (desculpem mas não recordo o nome do jornalista ou do programa). Dizia ele que estava analisando a volta à emissora, que havia recebido apoio e liberdade de opinião por parte do governador… Curiosamente o programa em que assisti isso é apresentado por um deputado estadual. Algo muito comum neste país, o apresentador vira político, o político vira apresentador… Ou dono!
A TVE da Bahia não é muito fácil de assistir. Mas lembro de ter visto muito a cara do Jacques Wágner quando passava pela emissora. Não creio que a situação tenha mudado muito.
Outra educativa que vejo eventualmente é a do Mato Grosso do Sul. Mas essa é quase só uma repetidora da TV Brasil. Parece que só tem um jornal local. Não sobra muito espaço pro governador meter o narigão. A educativa do Ceará já tem uns 3 meses que não assisto, mas lembro que não fugia do padrão.
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As duas maiores educativas são mais conhecidas do público; ainda que nem sempre tenham audiência relevante. A TV Brasil conta com o habitual dedo do PT, e a Cultura sempre leva uma bicada dos Tucanos. Nada que cause surpresa ou desagrade o povão. Muitos até devem achar que as emissoras são propriedade de partidos e eles podem usá-las em seu favor. Ou ainda usar aquela desculpa torta de que “ah, eles fazem errado, eu também posso fazer”. Até seria, mas não com meu imposto. Já basta ver meu dinheiro sendo queimado em obras superfaturadas e nas mordomias e salários de deputados corruptos.
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Posso estar enganado, até por não assistir a Rede Minas com muita frequência, mas ela me parece um pouco menos manipulada que as co-irmãs. Raramente vejo a cara do Governador. Mal sei quem é o atual. Também não aparecem muitas inaugurações, obras, discursos… A programação conta com alguma coisa da TV Brasil, outro tanto da Cultura e mais um bocado de criação própria. Não existe uma obrigação de “partidarizar” a grade, escolhem o que for mais conveniente ou qualificado. Também considero satisfatório o nível dos profissionais da emissora. Parece que todos são do ramo.
Não estou aqui afirmando que a Rede Minas é maravilhosa e perfeita. Longe disso. Mas, analisando a média nacional (dentre as eduvativas que consigo captar), é a única que “passa de ano”.
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Mudando de tema: já falei muito sobre o jornalismo do SBT. Alguns leitores podem achar que é perseguição minha. Ok, então vejam o seguinte: madrugada do dia 09/03 (quarta) e o filme da terça-feira seguia firme. E tome filme até 2 horas e tanto. O Jornal do SBT Noite só foi começar as 2:20 da manhã!!! Nem vou citar os erros grosseiros, foram vários. O mais curioso foi ver uma matéria falando em Maria Bonita e no Dia Internacional da Mulher. Diziam “hoje”, mas já era o dia 09 de Março. Mais alguns minutos e chamam os gols da terça-feira pela Europa. No meio dos lances há um corte abrupto no vídeo, mas ainda escuto a narração dos gols. Mais 2 segundos e cortam tudo. O jornal acabou lá pelas 3:10 pra dar espaço ao 2 Homens e Meio. Mais 50 minutos e entra no ar o SBT Madrugada, gravado na véspera. Jornal esse que ainda é reprisado as 5 e 6 horas. Parece que a madrugada do SBT é o aterro sanitário do jornalismo.
Pois é, tudo isso é perseguição minha. É invenção da minha cabeça. Eu estava bêbado, drogado, tendo alucinações…

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